Busque abaixo o que você precisa!

Cenário hoje é Bolsonaro eleito, a dúvida é qual vai ser a diferença, diz presidente do Ibope

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2018 | 11h21

 

Só um "tsunami" poderia fazer Jair Bolsonaro (PSL) não ser eleito presidente da República no próximo domingo, 28, nas palavras do presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro. Em entrevista ao Broadcast Político/Estadão, ele afirma que o cenário aponta hoje para a vitória do candidato do PSL na disputa contra Fernando Haddad (PT)nas eleições 2018. "A grande dúvida, como não haverá debate na TV e os fatos são esses que estão acontecendo, é qual vai ser a diferença (para Haddad)", diz Montenegro.

Leia mais:Cenário hoje é Bolsonaro eleito, a dúvida é qual vai ser a diferença, diz presidente do Ibope

Mano Brown pôs o dedo na ferida do PT

POR BERNARDO MELLO FRANCO

 O GLOBO

Haddad e Manuela ouvem Mano Brown na Lapa

Num palanque com Chico e Caetano, o centro das atenções foi Mano Brown. O rapper fez o discurso mais forte do ato dos artistas com Fernando Haddad. A fala surpreendeu o candidato e a plateia, que encheu a Lapa na noite de terça-feira.

O líder dos Racionais começou reclamando do clima de festa. “Não tá tendo motivo pra comemorar”, disse. Na contramão dos petistas que prometiam uma “virada”, ele admitiu que não acreditava em vitória no domingo. “Não estou pessimista. Sou realista”, justificou.

Brown criticou quem estigmatiza os eleitores de Jair Bolsonaro, que recebeu 46 milhões de votos no primeiro turno. “Não consigo acreditar que pessoas que me tratavam com tanto carinho se transformaram em monstros”, disse. Ele também detonou a comunicação da campanha do PT. “Se não tá conseguindo falar a língua do povo, vai perder mesmo”, sentenciou.

Leia mais:Mano Brown pôs o dedo na ferida do PT

O ego de Lula

O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2018 | 05h00

 

Por mais que o PT tenha se esforçado para fingir que seu candidato à Presidência, Fernando Haddad, não é um mero preposto de Lula da Silva, há algo que nenhum truque de marketing será capaz de mudar: o PT sempre foi e continuará a ser infinitas vezes menor do que o ego de Lula. Na reta final da campanha eleitoral, justamente no momento em que Haddad mais se empenha para buscar apoio fora da seita lulopetista, o demiurgo de Garanhuns, decerto inquieto na cela em que cumpre pena por corrupção, resolveu divulgar uma carta para exigir - a palavra adequada é essa - que todos reconheçam a inigualável grandeza de seu legado como governante e que votem no seu fantoche se estiverem realmente interessados em salvar a democracia brasileira, supostamente ameaçada pelos “fascistas”.

Leia mais:O ego de Lula

Discurso para governar

William Waack, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2018 | 03h00

 

Tem um discurso para ganhar eleição e tem um discurso para governar. Dizem que a frase é de Tancredo Neves. Diante de uma eleição que as pesquisas de intenção de voto apontam como decidida já desde o primeiro turno, resta saber que outro discurso Jair Bolsonaro está disposto a empregar. O de ganhar a eleição deu certo.

Talvez alguns gestos de quem – se as pesquisas estão certas – vai ser o novo presidente brasileiro permitam vislumbrar que ele sabe a diferença entre realidade e retórica. A intenção por ele manifestada de preservar alguns quadros da atual equipe econômica, por exemplo. Faz supor que reconhece a existência de funcionários públicos que servem ao Estado e não ao governo da vez.

Leia mais:Discurso para governar

Sem internet, comunidades rurais dependem de rádio para definir voto

João Pedro PitomboLalo de Almeida FOLHA DE SP
 
SALVADOR

Sentado em uma cadeira de plástico, o agricultor aposentado Raimundo Nonato da Silva, 63, aperta os olhos e aproxima-se da tela de um computador da Folha na qual aparece uma foto do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

"Sei quem é não", diz ele, que minutos depois repete a mesma frase ao deparar-se com uma foto de Fernando Haddad (PT), adversário de Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial que será definida neste domingo (28). 

Numa campanha eleitoral marcada pela difusão de informações sobre a eleição em redes sociais online, comunidades rurais do sertão nordestino ainda dependem da televisão e do rádio para acompanhar os candidatos e definir seus votos.

[ x ]

Segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 35,2% da população acima de dez anos do país não eram conectadas à internet no final de 2016, o que dá cerca de 63,3 milhões de brasileiros.

Raimundo Nonato é um deles --não sabe o que é um meme, não usa o WhatsApp, nem recebeu notícias falsas pelo telefone celular. 

Leia mais:Sem internet, comunidades rurais dependem de rádio para definir voto

Compartilhar Conteúdo

444