Haddad acaba caindo numa esparrela e agora se vê na contingência de se desculpar com o vice de Bolsonaro, que não torturou artista
Uma comédia de erros, que vem de muito tempo, acaba de ter um primeiro desfecho algo patético e, ora vejam!, seus desdobramentos negativos, neste momento, acabaram caindo no colo do PT. A que me refiro.
No sábado (20), o cantor e compositor Geraldo Azevedo disse em um show, na Bahia, que foi preso e torturado durante o regime militar e que Mourão era um dos torturadores. Ele ficou 41 dias encarcerado. Ocorre que, quando isso aconteceu, em 1969, Mourão tinha 16 anos e era ainda aluno de colégio militar. O artista reconheceu o equívoco e se desculpou. A radicalização do momento, no entanto, induziu o PT a erro e levou o candidato Fernando Haddad a cair numa esparrela.
Em sabatina dos jornais “O Globo” e “Valor Econômico” e da revista “Época”, ele acusou o vice de Bolsonaro de torturador, com base na afirmação já desmentida feita pelo cantor. Aí, como diz a molecada, seu ruim.
Erro de Haddad abala tática petista de culpar 'fake news' por desvantagem
RIO - Ao repetir sem checar uma acusação grave, e que se provou falsa, Fernando Haddad cometeu um erro que abala sua principal estratégia na reta final do segundo turno. Nos últimos dias, o candidato do PT à Presidência vinha creditando a vantagem de Jair Bolsonaro a uma indústria maciça de "fake news". A distância de 20 milhões de votos do capitão reformado seria, única e exclusivamente, pelas mentiras espalhadas por seus partidários. Como insistir nisso depois de propagar, ele mesmo, uma notícia falsa?
Agora, toda vez que Haddad reclamar do massacre de notícias falsas contra sua campanha, partidários do adversário do PSL já têm pronta a resposta: quem espalha "fake news" é o petista, que acusou, injustamente, o general Hamilton Mourão de ser um torturador durante a ditadura militar .
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Bolsonaro recebe prefeitos no Rio e promete mais autonomia para recursos
RIO - O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) recebeu a visita de uma comitiva de prefeitos na tarde desta terça-feira, 23 em sua casa no Rio. O grupo formado por 17 integrantes foi entregar um documento que registra o apoio formal de 3.639 prefeitos brasileiros. No total, o País conta atualmente com 5.570 municípios. Depois dos prefeitos, uma índia Xingu se encontrou com o candidato.
Aos prefeitos, Bolsonaro prometeu que haverá mais autonomia para gerir recursos caso ele seja eleito no próximo domingo. "Vão parar as intermediações. O recurso deve sair direto de Brasília para o tesouro municipal. Os prefeitos é que vão fazer suas licitações, cuidar da sua relação, e a sociedade local que vai controlar", afirmou o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), coordenador de campanha do presidenciável e anunciado para a chefia da Casa Civil em um eventual governo Bolsonaro.
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Prefeitos, deputados e secretário usam carro oficial para ir a evento de campanha de França
Pedro Venceslau e Matheus Lara, O Estado de S.Paulo
23 Outubro 2018 | 13h53
Prefeitos do interior paulista, vereadores, deputados estaduais e até um secretário do governo usaram veículos oficiais para participar de um evento da campanha de Marcio França, candidato do PSB ao Palácio dos Bandeirantes, na manhã dessa terça-feira, 23, em um hotel da capital. A legislação eleitoral veda este tipo de prática e os servidores, eleitos ou não, podem responder na Justiça por improbidade administrativa e peculato.
Haddad diz que teme pessoas que 'sairão dos porões' se Bolsonaro ganhar
Roberta Pennafort e Denise Luna, O Estado de S.Paulo
23 Outubro 2018 | 14h00
O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à presidente da República, Fernando Haddad, disse que, ao contrário do ex-adversário Ciro Gomes (PDT), não vai deixar o País se Jair Bolsonaro, candidato do PSL e líder nas pesquisas de intenção de votos vencer o pleito, mas admitiu, brincando, que também vai chorar.
Em sabatina no jornal O Globo, Haddad afirmou que mais do que a vitória de Bolsonaro, teme as pessoas que "sairão dos porões" se ele for eleito. "A gente tem medo do que vem com ele, ele próprio é um soldadinho de araque", afirmou a jornalistas. "Eu vou lutar em qualquer circunstância, mesmo sendo ameaçado", completou, afirmando não temer tanto o candidato, mas as pessoas "que vão sair dos porões" junto com o Bolsonaro, que já declarou admirar torturadores.
"Regimes autoritários criam fantasmas para vender uma vacina que não existe, temo muito o que pode acontecer se ele vencer, lamento inclusive por vocês (jornalistas) que vão perder a liberdade de expressão", avaliou.
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