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Entre Lula e Bolsonaro, a escolha é fácil

Se não houver surpresas, deveremos ter no próximo pleito presidencial um embate entre Luiz Inácio Lula da Silva, que acaba de ser liberado pelo STF para concorrer, e o presidente Jair Bolsonaro.

Não é o meu cenário de sonhos. E não digo isso porque considere Lula um perigoso radical. Ele já esteve no poder e fez um governo bem "neoliberal", marcado por generosos superávits primários. Também soube respeitar o sistema democrático, embora tenha tido condições políticas de torcê-lo para beneficiar-se. Ele poderia, por exemplo, ter conseguido que o Congresso aprovasse uma PEC retirando os limites à reeleição. Não o fez, e isso é digno de crédito.

Duas coisas me incomodam na candidatura Lula. A primeira é que o PT, em tese o partido moderno de centro-esquerda do Brasil, já deveria ter superado a fase das lideranças personalistas que mandam e desmandam na legenda.

A segunda é a questão da ética. Lula não foi julgado por um juiz equidistante das partes, e isso justifica a anulação de suas condenações. Mas, pelo menos para meu tribunal ético interno, ele precisaria explicar melhor as histórias do apartamento no Guarujá e do sítio em Atibaia, além do fato de manter relações promíscuas com empreiteiros confessadamente corruptos. Pela régua moral do jovem PT, isso bastaria para a sua expulsão do partido.

O caso de Bolsonaro é mais cristalino. Ele é radical (de extrema direita) e não tem nenhum apreço pela democracia. Tem feito um governo desastroso em todos os aspectos, a começar da gestão da pandemia. Se nossas instituições fossem só um pouquinho melhores, ele já teria sofrido impeachment e estaria respondendo por crimes comuns. Mas, como estamos no Brasil do centrão e do eleitor complacente, ele deve chegar ao fim do mandato, talvez até como candidato competitivo à reeleição.

Não sei quanto a você, leitor, mas, entre o "corrupto" e o "assassino", a escolha não me parece difícil.

Hélio Schwartsman

Jornalista, foi editor de Opinião. É autor de "Pensando Bem…".

Espesso nevoeiro - Pedro S. Malan, O Estado de S.Paulo

A tarefa de construir uma coalizão em torno da ideia de um “centro ampliado” tornou-se ainda mais complexa. Trata-se agora de se diferenciar, aos olhos do eleitorado, em duas frentes: a de Bolsonaro e a de Lula, ou de quem vier a ser seu candidato. Em ambas haverá que formar uma visão minimamente clara sobre onde estamos, e como chegamos até aqui, como base indispensável para projetar uma visão do futuro – que é o que importa.

Quanto a Bolsonaro, suas perspectivas dependem da avaliação de seu governo, que por sua vez depende do avanço da covid-19 e da evolução da economia, inexoravelmente imbricados, pelo menos nos próximos 12 meses. Em instigante artigo recente, O paradoxo do bolsonarismo e a tragédia brasileira (Folha 28/03), João Cesar de Castro Rocha identifica um paradoxo: “O êxito do bolsonarismo na guerra cultural implicaria o fracasso do governo Bolsonaro na administração da coisa pública”.

Cobra preço alto o esforço cotidiano do presidente e de seu núcleo duro para manter suas redes digitais permanentemente mobilizadas, em constante estado de excitação, em torno de fatos alternativos e realidades paralelas. Preço particularmente alto em razão da postura do presidente diante da tragédia da pandemia. Ele deriva da percepção, cada vez mais clara, da inépcia em implementar políticas públicas consistentes nas áreas não só de saúde, como de educação, cultura, meio ambiente e relações internacionais, para citar as deficiências mais patentes de um governo disfuncional. Bolsonaro pode chegar a um segundo turno, mas, talvez, ser derrotado então. Tudo vai depender dos próximos 18 meses, ou menos que isso.

Lula, ao que tudo indica, deve disputar a eleição presidencial em 2022. Seria a nona vez, diretamente ou por interpostas pessoas. Das cinco primeiras, perdeu três (1989, 1994 e 1998), duas das quais no primeiro turno; e ganhou duas (2002 e 2006), em ambas tendo de enfrentar um segundo turno. Na sexta (2010) escolheu aquela a quem chamou de “melhor gerente” que o Brasil teria conhecido – gerente que o próprio Lula bem conhecia, já que era chefe de sua Casa Civil havia cinco anos. Na sétima (2014), a contragosto talvez, manteve-se ao lado de Dilma. Na oitava, com Haddad. Foram atropelados, ambos – e o próprio Brasil –, não por um candidato de “centro” (eram vários), mas pelo fenômeno Bolsonaro.

Chega agora sua nona chance. Muitos o consideram imbatível. É estranho que, a 18 meses das eleições, tantos julguem que o jogo já está decidido: será Lula contra Bolsonaro. Cuidado com o que desejas, diz o velho ditado. Há jogo pela frente.

Indicação importante disso foi a carta de 22 de março assinada por seis pré-candidatos ou potenciais candidatos. Enquanto os mais céticos não viram na carta maiores consequências, muitos lhe atribuem importância mais do que simbólica: sinal de que os seis conversaram e de que estão abertos a conversar ao longo dos próximos meses. Porque a alternativa é a dispersão e fragmentação, e o consequente risco de termos em 2022 uma polarização como em 2018. Cabe àqueles que julguem que essa não seria a melhor solução para o Brasil – e não queiram limitar-se a especular sobre isso em suas bolhas – envolver-se da forma que lhes pareça mais apropriada. E assim, talvez, ajudar na construção de coalizão eleitoralmente competitiva. Não é fácil. Mas é preciso acreditar que não é impossível.

Exemplos não faltam. Na semana passada, nada menos que dez ex-ministros da Justiça assinaram carta aberta Contra as Armas e pela Democracia. Posicionaram-se contra a política de armamento da população como potencial instrumento de ação política e sugeriram ação junto ao Congresso e ao Judiciário.

Também na semana passada, o fundador e presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou em entrevista que “quem errou na pandemia terá dificuldades nas eleições”. Que dizer de erros na Educação, que desde o início deste governo teve 4 ministros (se incluída a escolha de Decotelli), 4 ou 5 secretários-gerais, 5 secretários de educação básica, 4 chefes do Inep, 3 secretários de educação superior? Com tanta gente competente na área de educação, o Brasil tem, na cúpula desse ministério tão relevante, há mais de 2 anos e 3 meses, um deserto de ideias. E pensar que se trata de área tão determinante para definir o que seremos ou não seremos no futuro.

Na educação, assim como em outras áreas-chave, nosso truncado desenvolvimento econômico e social é função de investimentos que não fizemos no passado e, não menos importante, de investimentos mal feitos – que fizemos e tanto nos custaram, custam e ainda custarão. Na área de infraestrutura física, infraestrutura humana (educação, saúde) como no combate gradual, mas consistente, à desigualdade de oportunidades, que está na raiz da permanência de miséria e pobreza no País.

Como está também na percepção, justificada, de iniquidade e de injustiça que existe em nossa sociedade, agravada em muito pelas graves consequências da pandemia sobre a economia, o emprego, a renda e a saúde pública. Consequências que estarão conosco no que resta deste trágico 2021 e, certamente, ainda em 2022.

 

ECONOMISTA, FOI MINISTRO DA FAZENDA NO GOVERNO FHC E-MAIL: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Fundador do RenovaBR lança livro em que critica Lula e Ciro, justifica voto em Bolsonaro e celebra Huck

Joelmir Tavares/ folha de sp
SÃO PAULO

"Mudar a política no Brasil", utopia do RenovaBR, não é algo que se faça sem o apoio de muitos amigos nem sem deixar alguns inimigos pelo caminho, conforme o relato do empresário Eduardo Mufarej, fundador da escola de políticos, em livro que será publicado nos próximos dias.

"Jornada Improvável - A História do RenovaBR, a Escola Que Quer Mudar a Política no Brasil" (ed. Intrínseca) narra, sob o ponto de vista de Mufarej —investidor e executivo convertido em uma espécie de mecenas da renovação política—, a criação do curso para capacitar potenciais candidatos.

De 2017 para cá, quase 2.000 aspirantes a cargos eletivos, sem experiência prévia, passaram pelo treinamento. Foram eleitos 17 parlamentares no pleito de 2018 e, no de 2020, 153 vereadores e prefeitos, distribuídos entre 25 legendas, ratificando o discurso de apartidarismo da entidade.

Em sua primeira turma, o Renova elegeu deputados federais como Tabata Amaral (PDT-SP), Felipe Rigoni (PSB-ES), Joenia Wapichana (Rede-RR) e Vinicius Poit (Novo-SP). Em 2020, ajudou a levar Cris Monteiro (Novo) e Rubinho Nunes (Patriota) à Câmara Municipal de São Paulo, por exemplo.

As controvérsias, cobranças e críticas que compõem o pano de fundo da história também estão no livro, como a adaptação no formato para evitar problemas judiciais com base na proibição de doações privadas para campanhas e a permanente desconfiança sobre intenções e interesses do projeto.

Na obra, Mufarej —um dos fundadores do Novo, partido do qual se afastou ao criar o Renova— apresenta a iniciativa como fruto de sua inquietação com os rumos da política brasileira pós-2013 e o despreparo da maioria dos eleitos, com impactos na "capacidade de geração de riqueza do país".

Desfia críticas à era PT e diz que a polarização começou na corrida presidencial de 2014, vencida por Dilma Rousseff "por uma pequena diferença de votos em relação ao adversário", Aécio Neves (PSDB), "em uma eleição duríssima e muito suja".

O autor narra um encontro com o ex-presidente Lula do qual participou, meses antes daquele pleito, a convite do empresário Abilio Diniz —um dos amigos do PIB nacional que se entusiasmariam mais tarde com sua ideia de fundar um curso para preparar novos políticos.

Na obra, Mufarej conta que, "atentamente, sem raiva", escutou Lula, que ele considera ter sido, possivelmente, quem "teve a maior oportunidade de apontar o Brasil para a direção certa".

"Beneficiou-se de um período extraordinário da economia internacional e tomou medidas competentes de combate à pobreza [...]. Mesmo assim, como muitos que o antecederam, acabou fracassando por ceder às más práticas e ao personalismo", escreve sobre o petista.

Veio daí, segundo ele, a decisão de dar seu voto a Jair Bolsonaro (à época no PSL, hoje sem partido) na corrida presidencial de 2018 —no primeiro turno, foi de João Amoêdo (Novo). "Não dava para votar no PT. O partido de Lula tinha quebrado o país. [...] No segundo mandato de Dilma Rousseff vi o país na UTI."

Descrevendo-se como "um cara de centro-direita em algumas pautas e de centro-esquerda em outras", Mufarej justifica sua escolha pelo viés econômico. Diz ter optado por um caminho de responsabilidade fiscal e recuperação da confiança.

"Não o conhecia [Bolsonaro] pessoalmente nem aos filhos: meu voto de confiança, como de tantos empresários e empreendedores, foi dado a Paulo Guedes [ministro da Economia], que, na fase de composição do novo governo, chegou a sugerir que eu me juntasse aos esforços", afirma.

Seu nome foi cotado para o Ministério da Educação, área com a qual tinha proximidade, em razão do trabalho no setor privado, em companhias como a Somos Educação. Foi por causa dos negócios que Mufarej já tinha uma relação próxima com Guedes, "em quem confiava havia muitos anos".

Em entrevista à Folha em janeiro, o empresário afirmou que não se arrepende do voto em Bolsonaro porque tomou a decisão com base nas informações que tinha àquela altura.

Hoje frustrado com o presidente, ele diz no livro que fica "aliviado por não ter aderido ao governo", ocupando cargo, e que seu voto "jamais significou passar a mão na cabeça de ninguém, acontecesse o que acontecesse".

Cita entre "os inúmeros tiros no pé" de Bolsonaro "os ataques à imprensa, as brigas desnecessárias com outros países, os equívocos na política ambiental e o descuido profundo com a nossa imagem no exterior".

Outro personagem do universo político tratado no livro é o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que ocupou manchetes em meados de 2019 desancando o Renova no contexto da briga do partido com Tabata Amaral, pelo voto dela favorável à reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Ciro atribuiu o sim ao projeto, mesmo depois da orientação do PDT para que a bancada o rejeitasse, à participação de Tabata na escola de capacitação e no movimento Acredito. Falou que a parlamentar, filiada ao PDT com o incentivo dele, compunha "partidos clandestinos" e fazia "dupla militância".

"Ciro acha que ungiu Tabata", escreve o autor, para quem o pedetista desconhece a trajetória de vida da deputada. "Aliás, é assim que alguns atores da política nacional se comportam. Na visão deles, ninguém chega por mérito: chega se alguém permitiu, e pelas mãos dessas pessoas que 'autorizaram'."

Mufarej usa a obra para repisar o mantra da renovação, a necessidade de atrair "gente boa" (um dos slogans da entidade é o de transformar pessoas comuns em "políticos fora do comum") e a defesa de uma reforma no sistema, com debates, por exemplo, sobre a volta do financiamento por pessoas jurídicas.

Sua mensagem é a de que, sem mudanças, a política "acabaria por afundar o país" e, portanto, cabe à sociedade civil organizada fazer propostas e agir. No caso do Renova, o apoio pode ser dado via doações em dinheiro, que em 2019 vieram de 1.478 pessoas, totalizando R$ 11,4 milhões.

Amigo do apresentador Luciano Huck, envolvido na criação do Renova desde o início e integrante do conselho consultivo da entidade, o empresário é breve ao falar do que pode ser um problema para a escola em 2022: a possibilidade de que Huck saia candidato à Presidência da República.

A situação é incômoda porque suscita teses como a de que a organização funcionaria como plataforma de sustentação da candidatura (o que seria desmentido pela capilaridade partidária dos inscritos). E, mesmo que o conselheiro se afaste formalmente, a bandeira de isenção ficaria sob suspeita.

Mufarej aponta no livro a preocupação de Huck em evitar sequestrar as atenções com sua participação e combate narrativas como a de que o comunicador da TV Globo seria "um dono" do projeto. Diz que torceu fortemente para que ele concorresse em 2018, por enxergar condições favoráveis à vitória.

"Não concordamos em tudo, mas nos tornamos bons amigos. Luciano é um cara muito preparado, que tem o coração no lugar certo e quer fazer as coisas do jeito certo", afirma ele, que estava com Huck no Carnaval de três anos atrás, em viagem a Angra dos Reis (RJ), quando ele recuou da candidatura.

"Não tenho dúvidas de que Luciano é a cara da renovação. Mas o Renova —nunca é demais dizer— não é um partido político [...], não tem candidato. Apoia a democracia brasileira", completa.

À Folha Mufarej diz que gostaria que o Brasil "tivesse a capacidade de produzir um novo projeto", que fuja à oposição entre Lula e Bolsonaro. "São dois projetos que não deram certo. Precisamos de um que fale menos do passado e mais de futuro. Há uma excelente oportunidade para uma terceira via."

O Renova, segundo ele, manterá a atuação voltada a candidatos novatos para o Legislativo. "Há um desequilíbrio de forças entre aqueles que detêm o poder e os que têm o desejo de participar. A mensagem mais importante é a de refutar o populismo, evitar soluções fáceis para problemas complexos."

O empresário diz que, com o livro, buscou esclarecer pontos cruciais da trajetória da iniciativa, mas sem a pretensão de colocar a escola como o único caminho. "São múltiplos caminhos, mas é importante que a sociedade se mobilize. Se esse livro servir para estimular o inconformismo, estarei feliz."

JORNADA IMPROVÁVEL - A HISTÓRIA DO RENOVABR, A ESCOLA QUE QUER MUDAR A POLÍTICA NO BRASIL

  • Preço R$ 44,90. 192 págs.
  • Autor Eduardo Mufarej
  • Editora Intrínseca

FH sobre Lula: 'Melhor alguém novo no jogo'

SÃO PAULO — O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que “uma hora as pessoas devem passar o bastão” em referência ao também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu um nome de centro para 2022. A declaração foi dada em entrevista à Radio CBN.

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— Chega uma hora que as pessoas devem passar o bastão e me refiro ao presidente Lula. Que novidade ele vai trazer? Para o Brasil, seria melhor alguém realmente novo no jogo. Bolsonaro dificilmente vai representar algo diferente do que representou, que foi o "não ao PT". Ou rompemos essa dicotomia ou o Brasil vai atrapalhar o futuro — disse FH.

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O tucano defendeu um nome de centro que seja comprometido com a ”democracia e progresso econômico”. Manifestou apoio a João Doria (PSDB), governador paulista, mas afirmou que pode apoiar Ciro Gomes (PDT), se este for “capaz de levantar votos”:

— Tem que ter alguém que expresse um sentimento de futuro. E esse futuro está altamente prejudicado agora pela saúde pública, a concentração de renda e o desemprego.

O ex-presidente afirmou que é “melhor para o Brasil” que Bolsonaro complete o mandato, pois o país já viveu vários impeachments e isso "deixa marcas". O tucano destacou, no entanto, que o futuro depende do atual presidente. "Está nas mãos dele", avaliou. Também criticou a atual gestão:

— O presidente governa para o grupo, a família, os partidários e os amigos dele.

FH afirmou ainda que Bolsonaro tem o histórico de um homem que olha apenas para um lado, seja no Brasil ou no exterior.

— Bolsonaro vê o outro lado como inimigo, e não como adversário — afirmou. O GLOBO

PSDB, DEM e MDB se reaproximam por protagonismo nas eleições de 2022

Pedro Venceslau e Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2021 | 05h00

Dois meses após a vitória de Arthur Lira (PP-AL) na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados, dirigentes do DEMPSDB MDB intensificaram as conversas sobre as eleições de 2022 e subiram o tom no discurso de oposição ao presidente Jair Bolsonaro. A relação entre os três partidos ficou abalada após a eleição para a presidência da Casa, quando Lira recebeu 302 votos e venceu Baleia Rossi (MDB-SP) no primeiro turno com apoio de deputados do DEM, que liberou a bancada, e do PSDB. 

No momento em que Bolsonaro abre espaço para o Centrão, em busca apoio para tentar se reeleger, as três legendas pregam unidade no ano que vem em torno de um nome competitivo que possa quebrar a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Palácio do Planalto. O assunto foi tratado em um almoço na semana passada em Brasília que reuniu o presidente do PSDB, Bruno Araújo, do DEM, ACM Neto, e os líderes das duas bancadas, Rodrigo Castro (PSDB-MG) e Efraim Filho (DEM-PB). 

ACM Neto
O presidente do DEM, ACM Neto; saída de Rodrigo Maia e Rodrigo Garcia do partido são temas sensíveis na sigla Foto: Werther Santana/Estadão (18/9/2018)
 

Lideranças do DEM e do PSDB estiveram no centro da articulação do manifesto em defesa da democracia que reuniu seis presidenciáveis nesta semana. O movimento consolidou a percepção de que esse consórcio partidário deve estar afinado com as outras forças do chamado “polo democrático”. Esse é o nome do grupo de WhatsApp que reúne os seis signatários do manifesto, além do ex-juiz Sérgio Moro. 

“A união entre DEM, MDB e PSDB fortalece o campo democrático para as eleições de 2022 e une partidos cujas lideranças têm pensamentos muito próximos e relações profundas”, disse o governador João Doria ao Estadão

Por ora, ainda não há consenso em relação aos nomes que estão colocados à mesa: os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS), do PSDB, o apresentador Luciano Huck, e os ex-ministros Sérgio Moro e Luiz Henrique Mandetta (DEM).

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