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Avaliação negativa do governo Bolsonaro permanece estável, diz pesquisa XP

Por Ricardo Brito / ISTOÉ

BRASÍLIA (Reuters) – A avaliação negativa do governo do presidente Jair Bolsonaro permaneceu estável na pesquisa XP/Ipespe do início de maio, com o levantamento mostrando que aqueles que consideram a gestão ruim ou péssima somam 49%, ante 48% no final de março.

De acordo com levantamento, aqueles que consideram o governo ótimo ou bom também oscilaram dentro da margem de erro, de 27% para 29%, enquanto os que disseram considerar o governo regular passaram de 24% para 20%.

A sondagem também apontou que oscilou dentro da margem de erro a desaprovação à maneira do presidente de governar, de 60% para 58%, assim como a aprovação nesse quesito, passando de 33% para 35%.

A avaliação da atuação de Bolsonaro no enfrentamento à pandemia permaneceu com 58% de ruim ou péssima nas duas sondagens, enquanto a avaliação ótima ou boa oscilou de 21% para 22% no período.

Foram realizadas 1.000 entrevistas de abrangência nacional de 4 a 7 de maio. A margem de erro máxima é de 3,2 pontos percentuais para o total da amostra.

Pesquisa XP/Ipespe: Aprovação do governo Bolsonaro para de cair após novo auxílio

Redação, O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2021 | 17h28

A rodada de maio da pesquisa XP/Ipespe, divulgada nesta terça-feira,11, mostra os primeiros efeitos da retomada do auxílio emergencial e interrompe a sequência de queda na avaliação do governo de Jair Bolsonaro. Na prática, os índices de aprovação do governo oscilaram dentro da margem de erro, na comparação com os dados de março, mas a gestão vinha perdendo aprovação desde dezembro. 

De acordo com o levantamento, o índice de quem considera o governo ótimo ou bom foi de 27% para 29%, enquanto o total de pessoas que o consideram ruim ou péssimo oscilou de 48% para 49%. Já o índice de quem considera o governo regular foi de 24% para 20%. A pesquisa incluiu 1.000 entrevistas, realizadas em todo o País, entre os dias 4 e 7 de maio. A margem de erro é de até 3,2 pontos

Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro durante encontro com líderes evangélicos de Manaus Foto: Alan Santos/PR

“Interrompe-se a tendência de queda das curvas de avaliação e de aprovação do governo Bolsonaro, o que também se reflete nas suas intenções de voto nos diversos cenários pesquisados”, afirmou o cientista político Antônio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, por meio de nota. Segundo ele, isso é reflexo sobretudo da volta do auxílio emergencial. Outros indicadores ajudam a demonstrar o “arrefecimento na avaliação negativa sobre ações do governo”. O levantamento mostra que subiu de 23% para 26% o total de entrevistados que acreditam que a economia “está no caminho certo”; para 63% (ante 65% em março) que avaliam que a economia “está no caminho errado”. Na mesma linha, oscilou de 21% para 22%, o total de pessoas que definem como “ótima ou boa” a ação de Bolsonaro para combater o coronavírus. 

Eleições

No que diz respeito aos índices de intenção de voto, o cenário também apresenta ligeira melhora para o presidente. Na pesquisa estimulada, ele oscilou um ponto para cima e agora aparece empatado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno em 29%. Na sequência aparecem Ciro Gomes (PDT), com 9%; Sérgio Moro (sem partido), com 8%; Luciano Huck (sem partido), com 5%; Luiz Henrique Mandetta (DEM) e João Doria (PSDB), ambos com 3%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 2%.Não responderam, não sabem em quem votar, vão votar em branco ou vão anular o voto equivalem a 14% dos entrevistados. Em relação ao segundo turno, o Lula e Bolsonaro seguem em empate técnico: o petista manteve 42%, mesmo índice de março, e Bolsonaro oscilou de 38% para 40%. 

Para Lavareda, outro dado significativo da pesquisa é a repercussão dos trabalhos da CPI da Covid na opinião pública: 70% dos entrevistados têm conhecimento da Comissão Parlamentar de Inquérito e 67% aprovam a instalação. “As versões do governo e da oposição sobre a principal tarefa da CPI se refletem nas percepções. E a versão da oposição está na dianteira: 45% acham que o principal objetivo será a apuração das ações e das falhas do governo federal, enquanto 35% dizem que a prioridade será a apuração dos eventuais desvios de recursos nos estados e municípios”, disse o cientista político.


“A pesquisa foi realizada na primeira semana dos trabalhos. Daqui para a frente deve aumentar a repercussão. Com maioria de opositores e independentes, o noticiário negativo para o governo gerado a partir dela poderá refrear em parte a recuperação da imagem do presidente, que prometia ser mais veloz com a volta do Auxílio Emergencial e à medida que avançasse a vacinação, diminuindo a elevada desaprovação do governo no combate à pandemia (58% de Ruim/ Péssima e 22% de Ótima/Boa).” Ainda de acordo com os dados da pesquisa, apesar da aprovação aos trabalhos da CPI, apenas 46% dos entrevistados que disseram conhecer a CPI acreditam que ela atingirá seu principal objetivo.

Em vídeo, Ciro elege Lula como alvo: ‘Deu pouco para os pobres e muito para os ricos’

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2021 | 16h49

Em novos vídeos produzidos pelo marqueteiro João Santana para o PDT,  o ex-ministro Ciro Gomes, apontado como candidato à Presidência em 2022, escolheu os ex-presidente Luiz Inácio da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) como alvos. “O Brasil era a sexta maior economia do mundo. Com Dilma virou a nona e com Bolsonaro a 12°. Precisa dizer mais?”, disse o pedetista na gravação mais recente, que será divulgada nesta terça-feira, 4, nas redes sociais. 

Em outra mensagem, o ex-ministro disse que Lula “deu pouco para os pobres e muito para os ricos”. As gravações foram divulgadas nos canais do ex-presidenciável e do PDT no momento em que Lula está em Brasília para se reunir com lideranças de vários partidos. 

Os vídeos fazem parte da estratégia de Ciro de se apresentar como uma opção à esquerda do PT no debate eleitoral. “O governo Lula deu pouco para os pobres, e muito para os ricos. Como o Brasil estava tão pouco acostumado a cuidar dos pobres, o pouco que Lula cuidou, pareceu muito”, disse o ex-ministro. Em outro trecho, o pedetista afirmou que “como o Brasil estava há séculos acostumado a dar muito para os ricos, ninguém percebeu nem estranhou que um governo dito de esquerda fizesse isso também.” 

Ciro Gomes
Ex-ministro Ciro Gomes, apontado como candidato à Presidência em 2022, grava vídeo criticando Lula Foto: Reprodução

Ex-marqueteiro do PT, Santana foi contratado para produzir uma série de comerciais em clima de campanha, nos quais Ciro fala com os “desassistidos” e “inconformados” sobre emprego e outros temas. Os vídeos são de curta duração, cerca de um minuto cada.

Santana coordenou as campanhas vitoriosas de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e de Dilma Rousseff em 2010 e em 2014. Em 2017, o publicitário foi condenado na Operação Lava Jato a uma pena de 7 anos e 6 meses por lavagem de dinheiro.

Após um acordo de delação premiada, cumpriu cerca de um ano e meio em regime fechado diferenciado – em que ficou em recolhimento integral domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Em seguida, passou para os regimes semiaberto e, depois, para o aberto. 

No final do ano passado, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Santana avaliou que a candidatura de esquerda com maior chance de ser eleita seria uma chapa encabeçada por Ciro com Lula como candidato a vice.

Há espaço, mas faltam propostas

O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2021 | 03h00

Nota-se o cansaço da população em relação ao governo de Jair Bolsonaro. Muitas vezes, mais do que cansaço, o sentimento é de exasperação. Junto a isso, há toda uma perplexidade a respeito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aquele que, por força da Lei da Ficha Limpa, estava há tempos alijado do cenário político e recebeu de repente a oportunidade de participar das próximas eleições – se acaso, sempre é bom lembrar, não houver até o pleito uma nova condenação criminal em segunda instância.

A princípio, tal cenário, marcado por duas figuras políticas altamente desgastadas perante a opinião pública, seria a oportunidade ideal para o surgimento de uma terceira via, capaz de oferecer uma alternativa política de centro. Basta ver que, atualmente, poucas pessoas acreditam que algum dos dois, Lula ou Bolsonaro, preencha de fato as condições clássicas para o exercício da atividade pública: honestidade e competência.

Da mesma forma, poucos defenderão, de forma sincera e convicta, a proposta política de Lula ou a de Bolsonaro. A experiência da administração petista no governo federal não deixou saudade. O legado do PT no Palácio do Planalto foi a disseminação pelo País de um profundo antipetismo, como se viu nas eleições de 2018 e também nas de 2020. Depois que a população entendeu o modo como o PT trata a coisa pública, o partido de Lula encolheu.

Ao mesmo tempo, o governo de Jair Bolsonaro não desperta entusiasmo. Em menos de dois anos e meio, ficou evidente sua inaptidão para realizar e construir o que quer que seja. Pelos resultados na saúde, na educação e no meio ambiente, destruir parece ser a sua especialidade.

No entanto, a despeito de todo esse espaço para novas ideias e nomes, ainda não surgiram propostas políticas responsáveis e viáveis.

Sintoma dessa ausência de propostas é a menção, cada vez mais recorrente, à atual política econômica dos Estados Unidos, como se bastasse copiar aqui o que o presidente Joe Biden tem implementado lá. Os dois países têm problemas e circunstâncias completamente diferentes. Simplesmente brandir o plano americano é prova cabal de que ainda não se tem uma proposta para o Brasil.

Em recente artigo no Estado (Hora da decisão, 2.5.2021), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comentou a necessidade de que, no regime democrático, propostas viáveis sejam apresentadas a tempo. “Convém, portanto, não apenas aceitar resultados eleitorais, mas propor alternativas. É esta a fase em que estamos: os arreganhos de uns e outros deixam entrever que há vários caminhos. É hora para os candidatos se apresentarem e dizer o que propõem. E me refiro aos candidatos de diversos partidos. Além de que, como se sabe, há mais de um candidato em alguns partidos”, escreveu.

É tempo, portanto, da apresentação de propostas viáveis e responsáveis para a economia, a saúde, a educação e o meio ambiente. O desafio de uma candidatura de centro é, por exemplo, muito maior do que apenas criticar a atuação do governo de Jair Bolsonaro ao longo da pandemia de covid-19.

Mesmo sendo evidentes, os erros, as omissões, os atrasos e o brutal negacionismo de Jair Bolsonaro no combate à covid-19 devem ser denunciados pelas lideranças políticas. Não se pode tolerar o desprezo à saúde e à vida da população manifestado de forma reiterada pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, não suscitará entusiasmo na população o candidato que se dedicar apenas a criticar a conduta de Jair Bolsonaro na pandemia.

O País precisa urgentemente de propostas viáveis para o futuro. Há muito o que fazer, corrigir, reconstruir e inovar em todas as áreas. Há importantes reformas a serem feitas, por exemplo, a tributária, a administrativa e a política.

Para ser viável eleitoralmente, uma candidatura de centro não pode apenas dizer o que não é e o que não quer, criticando Lula e Bolsonaro, mas sem dizer o que propõe. É tempo de propostas. É preciso conquistar a confiança da população com propostas responsáveis, que descortinem de fato um horizonte além do lulismo e do bolsonarismo.

Ciro Gomes posta vídeo com críticas a Lula, e simpatizantes do ex-presidente reagem

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Amanda Scatolini

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) utilizou o Twitter nesta segunda-feira para divulgar um vídeo de críticas ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a ficar entre os assuntos mais comentados na rede social ao longo do dia.

“Eu gostaria que você tivesse paciência de escutar coisas que não está acostumado. Uma delas: o governo Lula deu pouco aos pobres e muito aos ricos. #VerdadesobreLula”, escreveu Ciro na legenda do vídeo, que já contabilizou mais de 243 mil visualizações desde que foi postado.

No vídeo, Ciro, que ficou em terceiro lugar nas eleições de 2018, critica as ações políticas e sociais do petista na Presidência. “Não estou aqui para fazer quem gosta de mim, gostar ainda mais. Nem para tentar convencer quem não gosta de mim, a passar a gostar”, explicou Ciro no início da gravação, completando depois que o governo de Lula deu “pouco para os pobres” e “muito para os ricos”. “É preciso um novo modelo que crie oportunidades de verdade para os pobres e para a classe média”, continuou Ciro, que deve concorrer novamente nas eleições presidenciais de 2022.

O perfil oficial do Partido dos Trabalhadores de São Paulo chegou a comentar a publicação, ironizando o fato de Ciro ter feito parte da equipe de Lula no primeiro mandato, como ministro da Integração Nacional. “Pra quê isso, Ciro? Você fez parte do governo Lula, foi ministro”, escreveu o perfil.

A hashtag proposta por Ciro Gomes também entrou nos assuntos mais comentados da rede social, mas com apelos diferentes. Apoiadores de Lula aproveitaram a chance para mostrar gratidão pelos projetos sociais do petista, enquanto pedetistas elogiavam a postura de Ciro.

A polêmica, no entanto, não ficou somente entre os perfis de esquerda no Twitter, já que o assunto também foi comentado por direitistas e apoiadores de Bolsonaro. O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) chegou a compartilhar a postagem, concordando com Ciro. “Governo Lula não ajudou os pobres, beneficiou apenas alguns empresários que mantinham relações espúrias com seu governo”, afirmou.

Em abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a anulação das condenações de Lula pela Justiça Federal no Paraná, referentes às investigações da Lava-Jato. A decisão permitiu que o ex-presidente recuperasse seus direitos políticos. E Lula já sinalizou que pode se candidatar novamente em 2022

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