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Largada de Moro surpreendeu demais candidatos... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2021/11/29/largada-de-moro-surpreendeu-demais-candidatos.

Josias de Souza
 

Colunista do UOL

29/11/2021 18h45

A onze meses da eleição presidencial, Lula festeja a liderança nas pesquisas. E Bolsonaro, na segunda colocação, celebra o excesso de candidatos que se aglomeram na região do centro e nos seus arredores oferecendo ao eleitorado a mesma mercadoria: o fim da polarização. Há cartas demais no baralho da sucessão. E nenhum candidato conseguiu vestir, por enquanto, o figurino de um curinga, com potencial para alterar a dinâmica do jogo. Lula e Bolsonaro continuam ostentando a condição cabos eleitorais um do outro.

A vitória de João Doria nas prévias do PSDB consolidou o quadro de pretendentes ao trono. Além do governador de São Paulo, foram à pista Simone Tebet, do MDB; e Rodrigo Pacheco, do PSD. Mas ambos são vistos não como cabeças de chapa, mas como opções de vice. A julgar pelas reações que provocou desde que se filiou ao Podemos, Sergio Moro foi o único dos neopresidenciáveis que surpreendeu na largada. Entrou instantaneamente na alça de mira de Bolsonaro. Recebeu estocadas de Ciro Gomes. Foi afagado por João Doria.

Moro oscila nas pesquisas no intervalo de 9% a 11%. Se cair, vira assunto de pé de página. Se chegar a 15% até março, inibe a chance de crescimento de Ciro, com quem disputa a terceira posição. E torna ainda mais difícil a pretensão de Doria de saltar da sua atual condição de microcandidato para um posto de fenômeno eleitoral que nem a vacina do Butantan foi capaz de lhe proporcionar. Se Moro oscilar em direção aos 29% até até maio, passa a ser a principal ameaça à presença de Bolsonaro no segundo turno. Outubro de 2022 ainda é um ponto longínquo na folhinha. Quem se aventurar a fazer prognósticos sobre o resultado da sucessão se arrisca a produzir quiromancia, e não análise política.

Quando não é possível definir bem as coisas, é melhor não dizer coisas definitivas. Mas algo já pode ser dito: se Moro virar um presidenciável competitivo, vai animar a disputa.

Será divertido e didático assistir aos embates do ex-preso com o ex-juiz que o Supremo tachou de parcial. Ou do ex-paladino da nova política com o ex-ministro da Justiça que conviveu por mais de dois anos com uma família de imagem bem rachadinha.

Mandetta desiste de candidatura presidencial e União Brasil negocia apoio a Moro

Lauriberto Pompeu, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2021 | 11h24
Atualizado 25 de novembro de 2021 | 12h46

BRASÍLIA - O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) informou ao comando do União Brasil, partido que será formado a partir da fusão entre DEM e PSL, que não deseja mais disputar a Presidência da República em 2022. Em reunião com a cúpula do partido, Mandetta afirmou que prefere concorrer a um cargo legislativo no Mato Grosso do Sul. A saída da lista de presidenciáveis abre caminho para que o União Brasil apoie outro nome da chamada "terceira via" para enfrentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder nas pesquisas de intenção de voto, e o atual presidente, Jair Bolsonaro, que aparece em segundo. 

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Luiz Henrique Mandetta comunicou ao seu partido que não deseja disputar a Presidência em 2022. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

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Segundo o presidente do PSL (que vai presidir também o União Brasil), Luciano Bivar, a sigla agora discute apoiar um desses três nomes da terceira via: o ex-ministro Sérgio Moro, do Podemos; o candidato do PSDB, que ainda definirá nas prévias entre os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS); ou o MDB, que vai lançar a pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MS). Também não está descartada uma candidatura própria, mas hoje não há um nome.

"Estamos vendo quem aceitará efetivamente ser o candidato. Estamos considerando também outras candidaturas (de outros partidos), como a gente pode se agrupar, com o MDB, o PSDB e o Podemos", disse Bivar ao Estadão. A desistência de Mandetta foi antecipada pelo site Poder 360.

Inicialmente, a fusão DEM-PSL tinha três pré-candidatos à Presidência. O apresentador José Luiz Datena previa se filiar ao PSL e foi apontado como pré-candidato em 2022. Assim como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que era do DEM, e também cotado como presidenciável. Pacheco se filiou ao PSD e Datena deve seguir o mesmo destino.

Para o vice-presidente do PSL, o deputado Júnior Bozzella (SP), o apoio do União Brasil ao ex-juiz da Lava Jato é o mais provável. "Sem Pacheco, sem Datena e sem Mandetta, não consigo ver alternativa", afirmou. Segundo o parlamentar, o próprio Mandetta é um dos entusiastas do apoio da sigla a Moro.

Como forma de abrir espaço para o ex-juiz na legenda, Bozzella organizou na quarta-feira, 24, um jantar em Brasília com Moro e alguns deputados do PSL. Entre os participantes estavam Dayanne Pimentel (PSL-BA), Julian Lemos (PSL-PB) e Felício Laterça (PSL-RJ). "Eu quero tirar o Bolsonaro do segundo turno, sou pragmático, quero o melhor para o País, e ganhar do Lula. Só tem um jeito de ganhar do Lula, os partidos estarem unidos em nome de alguém que tenha densidade", disse Bozella.

Com a desistência de Mandetta, comunicada ao partido na última terça-feira, não há nenhum outro integrante do União Brasil que apresente publicamente a intenção de concorrer à sucessão de Bolsonaro. Com isso, dos 11 nomes até então na disputa, o número deve cair para 9 - contando com apenas um nome do PSDB. Estão ainda no páreo: Lula (PT), Bolsonaro, Moro (Podemos), Simone (MDB), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), os senadores Rodrigo Pacheco (PSD), Alessandro Vieira (Cidadania), o cientista político Luiz Felipe d’Avila (Novo), além de um nome do PSDB (Doria ou Leite).

O apoio do União Brasil a alguma dessas candidaturas deve ser um dos mais disputados porque terá em 2022 a maior fatia do Fundo Eleitoral, dinheiro público usado para financiar campanhas. O valor ainda não está definido.

Conversas com Moro

Moro entrou na política partidária no último dia 10 de novembro. Com menos de um mês de filiação, ele já busca alianças com outras legendas e tem procurado diálogo tanto com o União Brasil como outras siglas, como Novo, Patriota, Cidadania e Republicanos.

Em evento em São Paulo no sábado, 20, o ex-juiz disse que mantém diálogo com outros presidenciáveis da chamada "terceira via" em busca de união. "Eu tenho conversado com todos os nomes, acho que a união deve ser feita em cima de um projeto consistente para o País", disse, ao participar do Congresso do Movimento Brasil Livre (MBL). "Queremos aglutinar, trazer outras pessoas, somar e evitar extremos", afirmou, após ser apresentado à plateia como "próximo presidente do Brasil".

PoderData: Lula segue na liderança; Moro, Ciro e tucanos empatam em terceiro

Foi divulgada nesta quarta-feira (24) a pesquisa PoderData, do site Poder360, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança para as eleições 2022.

Lula também vence todos os outros candidatos em um eventual segundo turno. Sergio MoroCiro Gomes e qualquer dos potenciais candidatos tucanos, João Doria ou Eduardo Leite, estão tecnicamente empatados na terceira posição, com Jair Bolsonaro em segundo.

Cenário com João Doria
Lula (PT) – 34%
Bolsonaro (sem partido) – 29%
Sergio Moro (Podemos) – 8%
Ciro Gomes (PDT) – 7%
João Doria (PSDB) – 5%
Henrique Mandetta (DEM) – 3%
Alessandro Vieira (Cidadania) – 2%
Cabo Daciolo – 2%
Rodrigo Pacheco – 0%
Luiz Felipe D’Ávila (Novo) – 0% Branco/nulo – 6%
Não sabem – 3%

Cenário com Eduardo Leite
Lula (PT) – 36%
Jair Bolsonaro (sem partido) – 27%
Ciro Gomes (PDT) – 9%
Sergio Moro (Podemos) – 8%
Eduardo Leite (PSDB) – 5%
Cabo Daciolo (Brasil 35) – 3%
Henrique Mandetta (DEM) – 2%
Alessandro Vieira (Cidadania) – 1%
Luiz Felipe d’Ávila (Novo) – 0%
Rodrigo Pacheco (PSD) – 0%
Branco/nulo – 7%
Não sabem – 1%

Segundos turnos

Lula 48%
Moro 31%

Lula 54%
Bolsonaro 31%

Lula 47%
Doria 24%

Lula 50%
Leite 50%

Lula 53%
Pacheco 14%

A pesquisa foi realizada por telefone entre os dias 22 e 24 de novembro, em parceria com o Grupo Bandeirantes. Foram 2500 entrevistas em 459 municípios, nos 26 estados e no Distrito Federal. O levantamento possui margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. ISTOÉ

Sete candidatos da 3ª via não dão um Bolsonaro... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2021/11/25/sete-candidatos-da-3-via-nao-dao-um-bolsonaro.

Josias de Souza
 

Colunista do UOL

25/11/2021 09h01

O que mais chama atenção no atual cenário eleitoral do Brasil não é a resistência nas pesquisas de Bolsonaro nem a pujança de Lula. O que impressiona é a debilidade daqueles que se apresentam como alternativa à polarização. Na sondagem mais recente, divulgada pelo site Poder 360, sete candidatos da chamada terceira via não dão um Bolsonaro. Seria razoável esperar que, numa conjuntura marcada pelo desgoverno de um personagem com os dois pés fincados no atraso, seus adversários estivessem numa situação mais favorável.

Lula se mantém na liderança. Se a eleição fosse hoje, chegaria na frente no primeiro turno, oscilando entre 34% e 36% das intenções de voto, conforme o cenário. Prevaleceria no segundo round sobre todos os rivais. Bolsonaro continua ostentando a segunda posição, variando de 27% a 29%. Não há um candidato competitivo na região que se convencionou chamar de centro. Juntos, os sete candidatos que ralam nessa área somam 25%.

Os presidenciáveis da terceira via só alcançam Bolsonaro se for adicionado ao congestionamento o percentual atribuído ao folclórico Cabo Daciollo, que oscila entre 2% e 3%. Aglomeram-se num intervalo que varia de zero a 9% Ciro Gomes, Sergio Moro, João Doria, Eduardo Leite, Henrique Mandetta, Alessandro Vieira e Rodrigo Pacheco. Tocqueville ensina na sua obra "O Antigo Regime e a Revolução" o seguinte: "Não é indo sempre de mal a pior que se cai numa revolução." Significa dizer que a sociedade suporta qualquer infortúnio quando não enxerga uma porta de saída. Por enquanto, afora a saída pela esquerda oferecida por Lula, o que há diante do eleitorado é uma via que conduz a um paredão. O fato de existirem vários candidatos dispostos a bater com a cabeça na parede para tirar Bolsonaro do segundo turno não significa que a parede vai virar uma porta.

Na política, sempre há a alternativa do diálogo. Mas as duas principais características da terceira via são o excesso de cabeças e a carência de miolos.

Ministro do TSE dá dez dias para PSDB explicar suspensão das prévias

Eduardo Gonçalves e Mariana Muniz / O GLOBO

 

BRASÍLIA — O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves deu um prazo de dez dias para que o PSDB explique a suspensão das prévias ocorrida no último domingo. O aplicativo de votação virtual do partido emperrou por falhas técnicas e impediu que cerca de 40 mil filiados registrassem o seu voto.

A decisão foi dada em um processo movido pelo advogado Gustavo Futagami, que é filiado ao PSDB em Mato Grosso. Ele entrou com um pedido de liminar para que as eleições fossem suspensas até que os programas no aplicativo fossem resolvidos.

Segundo o advogado, as falhas técnicas “ferem direito líquido e certo do filiado de escolher, através do voto, o próximo presidenciável do PSDB”. Disputam a indicação o governador de São Paulo, João Doria; o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e o ex-senador Arthur Virgílio.

Sonar:Chamado de ‘garotinho’, Leite rebate Arthur Virgílio: 'preconceito absurdo com juventude'

A direção nacional do PSDB e os representantes dos três candidatos se reuniram nesta quarta-feira para definir qual empresa reiniciará o processo de votação. A que está em fase mais avançada de negociação é a BeeVoter, que disponibilizou a sua plataforma para passar pelo teste de segurança cibernética. Outras duas companhias já foram descartadas.

O plano do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, é fechar o contrato com a empresa hoje para retomar as prévias nesta quinta-feira.

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