Fundão bilionário: veja quanto cada partido pode gastar na eleição
04 de março de 2022 | 11h45
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem pela manutenção do fundo eleitoral em R$ 4,9 bilhões, mais que o dobro do executado nas últimas eleições. A Corte rejeitou uma ação do partido Novo que questionava a aprovação desse montante de repasses no Orçamento e pedia a sua redução.
Agora, os partidos dividirão a verba estipulada pelo Congresso de acordo com as bancadas eleitas para a Câmara dos Deputados em 2018. Os maiores beneficiados serão o União Brasil (fusão entre DEM e PSL) e o PT.
Somando-se o fundo eleitoral ao Fundo Partidário, de R$ 1,06 bilhão, somente o União Brasil receberá quase R$ 1 bilhão de recursos públicos ao longo deste ano. O fundo partidário é um valor destinado aos partidos para o custeamento de despesas diárias, como contas de luz, água, aluguel, entre outros, e também pode ser usado para despesas eleitorais em anos de eleição. Já o fundo eleitoral é concedido às legendas para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação.
Entre os partidos dos presidenciáveis que já aparecem na disputa deste ano, o PT de Luiz Inácio Lula da Silva é o que mais terá verba para gastar: R$ 594,4 milhões, considerando os fundos eleitoral e partidário. O MDB de Simone Tebet, por sua vez, terá R$ 417 milhões. O PSD, cujo pré-candidato pode ser o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG) ou Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul, hoje no PSDB), terá R$ 397,7 milhões.
O PSDB de João Doria - escolhido pré-candidato por meio de prévias em novembro passado - dispõe de R$ 378,9 milhões. O PL, que lançará o presidente Jair Bolsonaro para a reeleição, receberá R$ 340,9 milhões. O PDT de Ciro Gomes terá R$ 299,4 milhões. O Podemos, partido de Sérgio Moro, R$ 229 milhões. O Novo, cujo pré-candidato é Felipe d’Ávila, R$ 119,5 milhões.
O Cidadania, que já aprovou uma federação com os tucanos, mas mantém a pré-candidatura de Alessandro Vieira, receberá R$ 105,5 milhões. Já o Avante, legenda de André Janones, terá R$ 89,7 milhões.
No ranking geral, os 10 partidos que mais receberão verbas este ano são os seguintes, conforme apuração do Estadão:
- União Brasil (R$ 945,9 milhões)
- PT (R$ 594,4 milhões)
- MDB (R$ 417 milhões)
- Progressistas (R$ 399,2 milhões)
- PSD (R$ 397,7 milhões)
- PSDB (R$ 378,9 milhões)
- PL (R$ 340,9 milhões)
- PSB (R$ 323,6 milhões)
- PDT (R$299,4 milhões)
- Republicanos (R$ 297,5 milhões)
Veja a lista completa:
Vantagem cada vez menor de Lula nas pesquisas frustra clima de ‘já ganhou’ entre petistas
Camila Turtelli e Matheus Lara / O ESTADÃO
As pesquisas de intenção de voto mais recentes, que mostraram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilando para baixo e diminuindo a vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL), fizeram lideranças petistas se movimentarem para conter certo “oba-oba” dentro do partido por parte dos que ainda acreditavam numa vitória do petista no primeiro turno. Mesmo entre aliados próximos de Lula, este cenário por ora está descartado. O deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP) fez questão de deixar claro há alguns dias em encontro com empresários em São Paulo que o PT já pode ter batido seu teto nas pesquisas. “A disputa será no segundo turno”, afirmou em jantar da Esfera Brasil.
QUEM TE VIU. Apesar da aliança do PT com o Centrão em governos anteriores, lideranças passaram a falar que o partido buscará, com aliados, uma bancada maior no Congresso para depender menos do bloco.
QUEM TE VÊ. Enquanto outras lideranças petistas citam a aliança com o ex-tucano Geraldo Alckmin como a formação de uma frente democrática, Emídio foi direto ao ponto: “Se não (se aliar com Alckmin), você tem um plano, mas não consegue tocar”.
NA ESPERA. O deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (União Brasil-RJ) ainda aguarda uma definição do partido de Valdemar Costa Neto, o PL, para definir seu destino. Apesar de ter sido “convocado” pelo presidente Jair Bolsonaro para concorrer a uma vaga no Senado pelo PL, o partido já tinha um acordo com o senador Romário no Estado.
CLICK. Tereza Cristina, ministra da Agricultura
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Ainda com futuro político indefinido, Tereza Cristina anunciou em grupo do antigo DEM sua saída do União Brasil e o ingresso no Progressistas. A ministra tem sido cotada para ser vice na chapa de Jair Bolsonaro.
DILEMA. Parlamentares do PSD estão preocupados que a saída de Rodrigo Pacheco das eleições os coloque em um impasse com Gilberto Kassab. Com Pacheco focado em sua reeleição à presidência do Senado, o esperado é que ele tente aprovar a maior quantidade de matérias possíveis – inclusive as de interesse do governo.
UNIÃO. Por outro lado, a ascensão de uma liderança mais competitiva no PSD torna, na visão dos parlamentares, necessário que o partido esteja unido marcando posição contra as agendas de Bolsonaro.
IDEAL. Pacheco quer usar a reforma tributária como principal bandeira de uma campanha à reeleição na presidência da Casa. Aliados dizem que não há mote melhor: quem aprovou uma proposta como essa em ano eleitoral merece ficar mais tempo no comando.
SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Rodrigo Pacheco, presidente do Senado (PSD-MG)
Lula lidera com 42%, contra 27% de Bolsonaro, diz EXAME/IDEIA
Por Gilson Garrett Jr / EXAME
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida ao Palácio do Planalto, com 42% das intenções de voto, segundo a mais recente pesquisa EXAME/IDEIA. O presidente Jair Bolsonaro (PL) está em segundo lugar, com 27%, seguido de Sergio Moro (Podemos), com 10%, e Ciro Gomes (PDT), com 8%.
A sondagem ouviu 1.500 pessoas entre os dias 18 e 22 de fevereiro. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-05955/2022. A pesquisa EXAME/IDEIA é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Leia o relatório completo aqui.
Estimulada

Espontânea
- (Arte/Exame)
Se comparada com a última pesquisa, publicada há um mês, Bolsonaro cresceu no limite da margem de erro - na época estava com 24% das intenções de voto no primeiro turno -, o que pode indicar um aumento. Apesar disso, Maurício Moura, fundador do IDEIA, reforça que se fizer um paralelo a outros presidentes que tentaram reeleição o atual ocupante do Palácio Planalto está em situação pior.
“Os indicadores de Bolsonaro continuam piores comparados aos pares que tentaram reeleição, como a avaliação de governo, que melhorou um pouco, e a intenção de voto espontânea. Vale ressaltar que a gente vê indicadores de rejeição muito altos”, afirma o fundador do IDEIA.
Presidente do MDB descarta participação do partido em federação
SÃO PAULO. O presidente do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), afirmou na noite desta quinta-feira que o partido não fará federação com outras elegendas para as eleições deste ano. A sigla estava em ngeociação com o União Brasi, mas as chances de um acordo já eram consideradas remotas.
"Na condição de presidente nacional do MDB, comuniquei aos diretórios estaduais, senadores e deputados que o nosso partido não fará nenhuma federação para as eleições de 2022", escreveu Baleia, no Twitter.
No começo do mês passado, o presidente do MDB também havia admitido a possibilidade de abrir conversas para formar uma federação com o PSDB, mas lideranças dos dois partidos consideravam a possibilidade da união muito difícil. Os tucanos já anunciaram que formarão uma federação com o Cidadania.
Ao descartar a entrada do MDB em uma federação, Baleia, porém, ressaltou que o partido continuará a discutir a união das legendas de centro em uma única candidatura presidencial. "Manteremos as conversas com os partidos do centro democrático para a construção de uma candidatura única à Presidência da República", destacou.
No final do ano passado, a legenda lançou a pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MS) e ela será a porta-voz do partido na propaganda partidária que vai ao ar este mês. "Respeitando os demais pré-candidatos, o MDB seguirá na defesa da capacidade e viabilidade do nome da senadora Simone Tebet. No próximo dia 10, ela será a porta-voz do MDB nas inserções do partido na TV", disse o Baleia.
A unidade na eleição presidencial está sendo discutida com o União Brasil, que não tem nenhum nome colocado para a disputa pelo Planalto, e com o PSDB, que tem o governador de São Paulo, João Doria, como pré-candidato.
Nova pesquisa mostra Bolsonaro na frente de Lula
Uma pesquisa feita pelo banco Modal, em parceria com o Futura Inteligência, mostrou o presidente Jair Bolsonaro na frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto para a Presidência. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (23) e aponta Bolsonaro com 34,3% das intenções de voto na pesquisa espontânea. Já Lula aparece com 33,3%.
A pesquisa espontânea é realizada quando um entrevistado aponta um candidato sem que seja apresentado nenhum nome
Na pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos, o levantamento também apontou um cenário semelhante, com o ex-presidente Lula com 35% das intenções de voto, e Bolsonaro com 34,7% .
Já nos cenários do segundo turno, a pesquisa aponta vitória de Lula em relação a diversos outros candidatos:
- contra Bolsonaro, por 48% a 40,1%;
- contra Ciro, por 46% a 23,2%;
- contra Moro, por 46% a 29,7%;
- e contra Doria, por 47,7% a 16,9%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 14 a 17 de fevereiro, com 2 mil pessoas. As entrevistas foram realizadas por telefone. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Ela foi registrada com o número BR-03014/2022 na Justiça Eleitoral.

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