Casagrande, do PSB, endossa post que diz que 'PT fez aliança até com satanás'
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), concordou com um post do subsecretário de Políticas Sobre Drogas capixaba, Carlos Lopes, no qual dizia que "o PT, quando esteve no poder, fez aliança até com satanás". A afirmação de Lopes ocorre em um contexto no qual Casagrande vem sendo criticado por petistas por ter recebido o pré-candidato à presidência da República pelo Podemos, Sérgio Moro, na residência oficial do estado. PSB e PT negociam uma federação que teria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato ao Planalto.
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"O PT quando esteve no poder fez aliança até com satanás, agora vem querer regular quem o governador recebe? Me poupem desse falso moralismo ou puritanismo ideológico!", escreveu Carlos Lopes. A postagem foi respondida por Casagrande: "Boa afirmação, amigo!".
O PSB capixaba aposta na reeleição de Casagrande, enquanto Lula já acenou com o nome de Fabiano Contarato como possível nome para encabeçar uma chapa. Enquanto a questão não é resolvida e o martelo não é batido quanto à possível federação, o encontro do governador do Espírito Santo com o ex-juiz federal gerou desconforto no diretório estadual do PT.
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A presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, avaliou o encontro como "ruim".
— Infelizmente foi um gesto ruim, sobretudo pelo fato de Casagrande ser um dirigente histórico do PSB, com quem o PT dialoga uma agenda para o país — afirmou. O GLOBO
Políticos mudam para o Centrão atraídos por verbas na última chance de trocar de sigla
13 de fevereiro de 2022 | 19h24
BRASÍLIA - O poder de barganha do Centrão na disputa presidencial vai aumentar com a última janela de mudanças partidárias antes das eleições de outubro. Às vésperas do período que permite a troca de legenda sem perda de mandato por infidelidade (de 3 de março a 1º de abril), líderes e presidentes das siglas avaliam como deve ficar a nova correlação de forças na Câmara e contabilizam perdas e ganhos.
Na prática, o Centrão atrai deputados federais que buscam abrigo em legendas que ampliaram sua máquina de garantir votos com cargos influentes no governo de Jair Bolsonaro e verbas milionárias do orçamento secreto. Os principais partidos desse bloco – Progressistas, PL e Republicanos – trabalham para aumentar a influência na Câmara.
Hoje na condição de terceira maior bancada, com 43 deputados, o PL, presidido por Valdemar Costa Neto, ocupará a primeira posição na Câmara, saltando para 65 parlamentares, e o União Brasil, uma fusão do DEM e do PSL, com 61, a segunda. No troca-troca, o PT cairá da segunda para a terceira posição, apesar de também crescer. O partido passará dos atuais 53 parlamentares para 54 – o deputado licenciado Josias Gomes, atual secretário de Desenvolvimento Regional na Bahia, voltará ao plenário. Já o Progressistas, legenda do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), deve aumentar de 42 para 52 parlamentares, e o PSD, comandado por Gilberto Kassab, espera crescer de 35 para 40. Ambas as siglas, que respectivamente são a quarta e a quinta maiores bancadas, devem seguir nas mesmas colocações.
Na estrutura do orçamento secreto, o presidente da Câmara e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, presidente licenciado do Progressistas, são quem, na prática, organizam a divisão das indicações de verbas entre os governistas. Já o PL, além de ter filiado o próprio presidente Jair Bolsonaro, tem espaço privilegiado por comandar ministérios como a Secretaria de Governo, com Flávia Arruda, e Desenvolvimento Regional, com Rogério Marinho.
Apesar de não se declarar base de Bolsonaro, o União Brasil tem prestígio na escolha da destinação de recursos. O senador Marcio Bittar (PSL-AC) foi relator do Orçamento de 2021 e a destinação das verbas privilegiou o PSL, que fará parte do União. O deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), outro nome que comporá a nova sigla, também tem influência e foi o responsável por indicar o presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A estatal é um dos principais meios operados para aplicar o orçamento secreto.
Perdas
Entre os partidos que vão perder filiados estão o PSDB, que deve ser reduzido de 32 para 27 deputados; o PDT, de 25 para 22; o PROS, de dez para sete, e o PTB, que, ao que tudo indica, terá a bancada diminuída pela metade, de dez para cinco.
Outro efeito será uma maior clareza para os partidos que ainda estão indecisos sobre a eleição presidencial. Legendas grandes e que vão exercer um papel essencial na disputa pelo Palácio do Planalto vão ter mais segurança para negociar. É o caso do União Brasil – que hoje se divide entre estar com o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o presidente Bolsonaro (PL) e não ter uma posição formal de apoio, liberando os diretórios – e do PSD, que avalia lançar um candidato próprio ou estar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com a definição de quais parlamentares sairão e quais entrarão, os partidos vão conseguir debater de forma mais clara, em abril, o apoio ao candidato à Presidência, pois o tamanho de cada um dos grupos internos será definido após a janela. A partir do dia 2 de abril também começa outro período importante para eleição, que é o intervalo no qual os políticos que quiserem concorrer a qualquer cargo (que não a reeleição ao posto anterior) devem se desincompatibilizar e ainda não poderão mais trocar de legenda.
No PSD, o discurso atual é o de que haverá candidatura própria ao Palácio do Planalto. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), era visto como única opção, mas, diante do desânimo do senador em participar da disputa, Kassab disse que pensa em atrair o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung para a legenda como alternativas nas eleições.
Apesar disso, na quarta-feira, 9, Kassab admitiu pela primeira vez que as portas do PSD não estão 100% fechadas para Lula no primeiro turno e que “alguns companheiros” na sigla são aliados do PT. O ex-prefeito de São Paulo tem conversado com Lula sobre a sucessão presidencial. Petistas têm oferecido apoio ao PSD em Estados como Minas Gerais, onde o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, pretende concorrer ao governo, e Sergipe, onde o deputado Fábio Mitidieri tenta ser o candidato do partido de Kassab.
O PSD fez parte do grupo de partidos que se aproximou de Bolsonaro em 2020 e chegou a controlar estruturas como a do Ministério das Comunicações e da Fundação Nacional da Saúde (Funasa). No entanto, desde o ano passado, Kassab tem comandado um movimento de afastamento e feito diversas críticas ao governo. Hoje no PSD, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, vai para o Progressistas durante a janela.
Mesmo se o PSD decidir ficar fora da coligação do petista, alguns diretórios estaduais já avisaram que vão apoiar Lula desde o primeiro turno. Presidente do partido na Bahia, o senador Otto Alencar afirmou que tem "estima, respeito e admiração" por Pacheco, mas que já havia firmado um compromisso de apoiar Lula e vai mantê-lo.
"O PSD está com a pré-candidatura do Rodrigo Pacheco. O partido não tem em todos os Estados a unanimidade com essa decisão. Aqui na Bahia mesmo a nossa posição é de preservar nossa aliança com o PT, PP, esses partidos todos da base, PCdoB, PSB, aqui vamos caminhar com Lula", disse Alencar ao Estadão.
O partido de Kassab já confirmou a filiação de Luiza Canziani (PTB-PR) e deve atrair também Laura Carneiro (DEM-RJ), Pedro Paulo (DEM-RJ) e Marcelo Calero (Cidadania-RJ). Entre as saídas confirmadas estão o ministro Fábio Faria (deputado eleito pelo RN) e o deputado Eder Mauro (PSD-PA).
Após a janela, o Centrão vai ganhar ainda mais força e consolidar o declínio da tríade - MDB, PSDB e PT - que costumava disputar protagonismo na Câmara antes de 2018. A bancada do PL será turbinada com bolsonarista e deve alcançar o melhor resultado da história do partido na Câmara. "Vai ser o maior partido do Brasil agora já em março com a vinda dos 25", disse o deputado Capitão Augusto (PL-SP), vice-presidente da legenda de Bolsonaro.
Augusto afirmou que a expectativa é eleger pelo menos 60 deputados federais em 2022 e ter maior fundo eleitoral e partidário a partir do ano que vem. O deputado negou que a sigla possa se desidratar e sofrer grandes debandadas com opositores de Bolsonaro, principalmente no Nordeste: "Daqui a pouco, dois anos, tem as eleições municipais, e você, com o maior partido do Brasil, provavelmente vai ter o maior fundo partidário, um partido com governo, não tem porque abrir mão de um partido desse".
Em segundo lugar como maior legenda virá o União Brasil, que espera ter 61 deputados, contando com o desembarque de até 30 bolsonaristas e a vinda de pelo menos dez novas pessoas. Mesmo estando em segundo, a nova sigla terá o maior cofre (cerca de R$ 1 bilhão) para a eleição deste ano, já que o cálculo leva em conta o número de eleitos do PSL e do DEM em 2018.
Entre os que devem se filiar ao União Brasil estão Clarissa Garotinho (PROS-RJ), Capitão Wagner (PROS-CE), Vaidon Oliveira (PROS-CE), Danilo Forte (PSDB-CE), Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA) e Daniela do Waguinho (MDB-RJ).
O deputado Elmar Nascimento, ex-líder do DEM e que deve comandar a bancada da nova legenda, também disse que o partido quer ser o maior do País após as eleições de 2022. A expectativa do grupo é eleger 70 deputados, mas Elmar admitiu que a concorrência do PL e do PT é significativa.
"A gente está querendo ser maior, mas vai depender muito do desempenho dos outros. Não sei como vai o PL na esteira do Bolsonaro. O PL e o PT, por terem dois candidatos a presidente fortes, são os únicos partidos que podem ter alguma surpresa", afirmou.
Elmar reforçou que a nova legenda ainda não possui candidato definido ao Planalto e disse que é natural os partidos terem divisões. "Isso é a realidade do Brasil. Em um país com dimensão continental, nenhum partido consegue ser homogêneo", argumentou.
Com recursos bilionários e penetração regional, o União Brasil tem oferecido condições melhores para os parlamentares garantirem seus mandatos. É o caso de Danilo Forte, que vê adversidades em disputar pelo PSDB. "É a questão local dele lá do Ceará. Ele no PSDB sozinho não faz bancada, não faz quociente, é situação local mesmo", disse Elmar.
Os recursos também serão importantes para Capitão Wagner, que quer concorrer ao governo do Ceará. Em dezembro, o deputado postou uma foto vestindo uma blusa com o número 44, que será usado pela nova legenda, e disse: "Quem sabe esse 44 não vira rotina partidária?".
Outro partido do Centrão que espera crescer é o Progressistas. A expectativa é ficar próximo do PT e aumentar a atual bancada de 42 para 52 deputados. O Progressistas já confirmou a vinda dos ministros das Comunicações, Fabio Faria, hoje no PSD, e da Agricultura, Tereza Cristina, atualmente no DEM. Os dois vão reassumir o mandato na Câmara para poder disputar as eleições.
Mais dois deputados que devem se filiar são Sheridan Oliveira (PSDB-RR) e Pedro Lupion (DEM-PR). O Republicanos deve aumentar de 31 para 34 deputados com a vinda de Luis Miranda (DEM-DF), Wilson Santiago (PTB-PB) e Liziane Bayer (PSB-RS).
Do outro lado, o PSDB vive uma guerra interna e pelo menos seis deputados vão se desfiliar da legenda e migrar para partidos como União Brasil, PSD, PL e Progressistas, reduzindo a bancada de 32 para 27 deputados, pior resultado da história da legenda. Já a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) vai se juntar aos tucanos. Nas fileiras tucanas, uma ala de caciques tem cobrado Doria para desistir da candidatura presidencial devido ao baixo desempenho nas pesquisas, à rejeição e pela divisão dos recursos financeiros entre as campanhas para o Congresso e à Presidência.
O MDB, hoje com 34 deputados, deve manter mais ou menos o tamanho atual, e Daniela do Waguinho (RJ), de saída para o União Brasil, deve ser uma das poucas a se desfiliar.
PSB e PDT vão perder deputados que, desde 2019, têm discordado das orientações da legenda em votações da pauta econômica, como a reforma da Previdência e a autonomia do Banco Central. No PSB, a redução deve ser de 30 para 28.
O PDT também vai diminuir por causa da discordância com o projeto presidencial de Ciro Gomes; o deputado Tulio Gadelha (PDT-PE) já avisou que vai para a Rede. Em compensação, o deputado David Miranda (RJ) anunciou que sairá do PSOL para o partido de Ciro. Subtenente Gonzaga (PDT-MG), Marlon Santos (PDT-RS) e Alex Santana (PDT-BA) estão de saída após desobedecerem a orientação do partido nas votações. No saldo final, o partido deve cair de 25 para 22 parlamentares.
Proporcionalmente, o maior derretimento deve acontecer no PTB. O partido enfrenta hoje uma crise interna por disputa de comando, e a maioria dos deputados eleitos pela legenda discordam do rumo bolsonarista radical que o ex-deputado e presidente afastado da sigla, Roberto Jefferson, tem tomado.
Dos atuais 10 deputados, a expectativa é que somente dois continuem filiados - Eduardo da Costa (PA) e Marcelo Moraes (RS) -, mas a legenda deve atrair quadros bolsonaristas como Otoni de Paula (PSC-RJ), Daniel Silveira (PSL-RJ) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP).
No Podemos, três deputados devem sair por não concordar com a candidatura de Moro. São eles José Medeiros (MT) e Diego Garcia (PR), que apoiam Bolsonaro, e Bacelar (BA), que apoia Lula. Do outro lado, Kim Kataguiri (DEM-SP) e Maurício Dziedricki (PTB-RS) vão entrar no partido justamente por causa do apoio ao ex-juiz.
Escolha de Bolsonaro por PE, PB, Ceará e RN serviu para medir temperatura de palanques
Escrito por Jéssica Welma / DIARIONORDESTE
Um dia após encerrar uma rodada de visitas a estados do Nordeste, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) confirmou a pré-candidatura ao Senado dos ministros do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, pelo Rio Grande do Norte; e do Turismo, Gilson Machado, por Pernambuco.
Ambos os ministros cumpriram agenda festiva com o presidente por quatro estados: além de Pernambuco e Rio Grande do Norte, foram também a Paraíba e Ceará.
No Ceará, Bolsonaro tem um dos palanques mais avançados em articulação. A ida a Jati, no Cariri, reforçou o movimento: o pré-candidato ao Governo do Estado Capitão Wagner (Pros) foi o primeiro a discursar no evento, no qual aproveitou para fazer elogios ao presidente e reafirmar o apoio em 2022.
Na Paraíba, a presença de Bolsonaro fortaleceu alianças. Por lá, o pré-candidato da oposição é o radialista Nilvan Ferreira, presidente estadual do PTB. Após a visita do presidente, segundo o Jornal da Paraíba, Nilvan esteve com Bolsonaro no Estado e saiu do encontro com a indicação do presidente estadual do PL, o deputado Wellington Roberto, de que terá o apoio do presidente.
O pré-candidato na Paraíba recebeu, nesta sexta (11), apoio também de outro aliado de Bolsonaro no Estado, o deputado estadual Cabo Gilberto Silva (PSL), que está de malas prontas para o PL.
Mesmo entre nomes do Centrão, Bolsonaro tem tido dificuldade em amarrar palanques no Nordeste. No Piauí, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), anunciou no sábado (5) a chapa de oposição que vai apoiar no Estado sem fazer nenhuma menção ao nome do presidente.
A chapa que deve se opor ao grupo do atual governador Wellington Dias (PT), pré-candidato ao Senado, tem o ex-prefeito de Teresina, Silvio Mendes (PSDB) candidato ao Governo, a vice é a esposa do ministro, a deputada federal Iracema Portela (PP-PI), e o candidato ao Senado, o prefeito da cidade de Floriano, Joel Rodrigues (PP).
Em Alagoas, terra do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), o apoio do aliado no Legislativo também não é garantido. No final do passado, em entrevista à Folha de S. Paulo, Lira chegou a dizer que sua reeleição não está atrelada à de Bolsonaro.
Já na Bahia, outro ministro deve articular o palanque bolsonarista: João Roma, da Cidadania. Roma também esteve com o presidente nos estados nordestinos nos últimos dias. Ele deve disputar o Governo do Estado.
Em uma região com histórico de apoio ao PT e que acumula desgastes do presidente, seja com os governadores, seja com as gafes de Bolsonaro - como não saber que Padre Cícero é do Ceará e não de Pernambuco; a campanha pela reeleição vai precisar de reforço, para além da aposta em nomes com cargos de ministro, para firmar os palanques até agosto, quando começa a campanha oficialmente.
Pesquisa Ipespe: Lula tem 43% e Bolsonaro, 25%; Moro e Ciro empatam com 8%
A nova pesquisa Ipespe para as eleições presidenciais de 2022, divulgada nesta sexta-feira (11), indica que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto na pesquisa estimulada com 43%, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 25%. Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (Podemos) empatam em 3º lugar, com 8%.
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), vem em 4º lugar, com 3% das intenções de voto. Depois, aparecem Simone Tebet (MDB) e André Janones (Avante), empatados com 1%. Os nomes de Rodrigo Pacheco (PSD), Alessandro Vieira (Cidadania) e Felipe d’Avila (Novo) não pontuaram.
Além disso, 9% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo, não votariam ou não escolheriam nenhum dos citados, enquanto 3% se colocaram como indecisos.
Primeiro turno
Intenção de voto estimulada para presidente – cenário COM Sergio Moro (Podemos)
- Lula (PT) – 43%
- Jair Bolsonaro (PL) – 25%
- Ciro Gomes (PDT) – 8%
- Sergio Moro (Podemos) – 8%
- João Doria (PSDB) – 3%
- Simone Tebet (MDB) – 1%
- André Janones (Avante) – 1%
- Rodrigo Pacheco (PSD) – 0%
- Alessandro Vieira (Cidadania) – 0%
- Felipe d’Avila (Novo) – 0%
- Branco/nulo/não vai votar/nenhum – 9%
- Indecisos/não respondeu – 3%
Intenção de voto estimulada para presidente – cenário SEM Ciro Gomes (PDT)
- Lula (PT) – 44%
- Jair Bolsonaro (PL) – 26%
- Sergio Moro (Podemos) – 8%
- João Doria (PSDB) – 4%
- Simone Tebet (MDB) – 2%
- Rodrigo Pacheco (PSD) – 1%
- André Janones (Avante) – 1%
- Alessandro Vieira (Cidadania) – 1%
- Felipe d’Avila (Novo) – 0%
- Branco/nulo/não vai votar/nenhum – 10%
- Indecisos/não respondeu – 3%
Intenção de voto espontânea para presidente
- Lula (PT) – 36%
- Jair Bolsonaro (PL) – 24%
- Sergio Moro (Podemos) – 4%
- Ciro Gomes (PDT) – 4%
- João Doria (PSDB) – 1%
- Marina Silva (Rede) – 0%
- Rodrigo Pacheco (PSD) – 0%
- André Janones (Avante) – 0%
- Branco/nulo/nenhum – 5%
- Indecisos/não respondeu – 25%
Segundo turno
A Ipespe apresentou sete cenários de segundo turno entre os quatro primeiros colocados na pesquisa.
Cenário 1
- Lula (PT) – 54%
- Jair Bolsonaro (PL) – 31%
- Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 15%
Cenário 2
- Lula (PT) – 51%
- Sergio Moro (Podemos) – 31%
- Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 18%
Cenário 3
- Lula (PT) – 50%
- Ciro Gomes (PDT) – 24%
- Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 26%
Cenário 4
- Lula (PT) – 53%
- João Doria (PSDB) – 18%
- Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 29%
Cenário 5
- Ciro Gomes (PDT) – 45%
- Jair Bolsonaro (PL) – 33%
- Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 22%
Cenário 6
- João Doria (PSDB) – 40%
- Jair Bolsonaro (PL) – 34%
- Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 26%
Cenário 7
- Sergio Moro (Podemos) – 32%
- Jair Bolsonaro (PL) – 30%
- Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 38%
Metodologia
Esta nova edição da pesquisa Ipespe foi realizada por telefone com 1.000 entrevistados entre os dias 7 e 9 de fevereiro de 2022, com pessoas de 16 anos ou mais de todas as regiões do país.
A margem de erro máxima estipulada é de 3.2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,5%. Ou seja, se 100 pesquisas fossem realizadas, ao menos 95 apresentariam os mesmos resultados dentro desta margem.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03828/2022.
Eleições 2022
A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.
Ex-prefeitos e ex-deputados do Ceará se articulam para tentar vaga nas eleições de 2022
Escrito por Luana Barros, / diarionordeste
A disputa eleitoral tem mobilizado políticos cearenses, principalmente aqueles que pretendem retornar à vida pública após não se reelegerem ou encerrarem os mandatos eletivos. O principal cargo almejado são as cadeiras na Assembleia Legislativa do Ceará. Com o início da campanha agendado apenas para o segundo semestre, estes pré-candidatos já viajam pelo Ceará em busca de fortalecer e ampliar as bases eleitorais para outubro.
Ex-prefeitos que não conseguiram a reeleição em 2020 ou que encerram o mandato após oito anos à frente de prefeituras cearenses devem tentar agora uma cadeira no legislativo estadual ou em Brasília. Ex-deputados que também não conseguiram novo mandato em 2018 - alguns permanecendo como suplentes - também devem retornar às urnas.
Neste cenário de intensas movimentações, no entanto, a nova onda de casos de Covid-19 acabou se tornando uma preocupação dos pré-candidatos: muitos acabaram interrompendo ou diminuindo a rotina de visitas às cidades por conta dos riscos.
DISPUTA PARA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante, Cláudio Pinho (PDT) deixou o secretariado da Prefeitura de Fortaleza no final de 2021 para concorrer a deputado estadual em outubro. Com a saída da pasta de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Capital, ele aproveitou janeiro para visitar cidades cearenses.
"Saí da secretaria e estive me dedicando aos contatos que já tinha, amigos que já fazem parte do grupo político que nós integramos (...) para irmos em busca do projeto para representar esses municípios, incluindo Fortaleza, na Assembleia Legislativa", detalha.
Os principais focos são municípios da Região Metropolitana e da região Norte do Estado. Ele cita ainda o fortalecimento da chapa do PDT - que já possui a maior bancada na Assembleia - com nomes como o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Antônio Henrique, e da ex-secretária-executiva da pasta estadual de Direitos Humanos, Lia Gomes.
PRÉ-CANDIDATURAS DA OPOSIÇÃO
Ex-prefeitos alinhados ao deputado federal Capitão Wagner - pré-candidato ao Palácio da Abolição - também pretendem tentar uma das 46 cadeiras da Assembleia Legislativa.
Com Maracanaú como "carro-chefe" da pré-campanha, o ex-prefeito do município Firmo Camurça (PSDB) irá tentar uma vaga como deputado estadual. Aliado ao atual prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PSDB), o ex-gestor municipal deve fazer dobradinha com Fernanda Pessoa (PSDB), que irá tentar o cargo de deputada federal.
"Temos como carro chefe a nossa cidade, por a gente ter nascido aqui, pela vida de trabalho, por morar em Maracanaú e também pela história de serviço prestado. Tenho 32 anos de vida pública em Maracanaú, (sendo) 16 anos de vereador, 8 como vice e 8 como prefeito", destaca.FIRMO CAMURÇAEx-prefeito de Maracanaú
Em busca de ampliar as bases, ele tem realizado ainda visitas a outros municípios, principalmente àqueles localizados nas proximidades de Maracanaú.
DE SAÍDA DO PSDB
A candidatura de Camurça, no entanto, não deve ocorrer na sigla tucana. Assim como outros aliados, Camurça afirma que deve se filiar ao União Brasil - seguindo os passos de Wagner, que também pode se candidatar pelo novo partido. Segundo ele, os arranjos para essa migração estão "na parte da definição final".
Outro que pode sair do PSDB é o ex-prefeito de Barbalha, Argemiro Sampaio. "Não saí ainda, mas já recebi convites de outros partidos. Se confirmar que o PSDB será situação na eleição, eu irei sair", explica.
O ex-gestor explica que a pré-candidatura a deputado estadual "nasce em um partido de oposição", logo não faria sentido continuar em um partido que vá para a aliança governista. Também alinhado a Capitão Wagner, ele recebeu convites do Podemos e do União Brasil.
Pré-candidato à Assembleia Legislativa, Sampaio teve 17.040 votos e perdeu a reeleição em Barbalha em 2020. Para 2022, tem focado principalmente em visitas no Cariri como forma de se fortalecer como representação da região.
CANDIDATURAS PARA A CÂMARA FEDERAL
Já a Câmara dos Deputados deve ser disputada tanto por ex-prefeitos como por ex-deputados federais que planejam voltar a ocupar uma cadeira no Congresso Nacional.

Ex-prefeito do Cedro, Nilson Diniz (PDT) confirmou a pré-candidatura a deputado federal para 2022. "Estou querendo contribuir neste momento do País, em que estamos vivendo um momento de tanta agressão a instituições públicas", afirma.
Diniz afirmou que iniciou, ainda no final de 2021, algumas viagens a cidades cearenses, mas "por conta da pandemia, nesse mês de janeiro recuamos". O recuo ocorreu devido aos riscos de realizar reuniões em meio ao aumento de casos de Covid-19, completa.
Também da base governista no Ceará, o ex-deputado federal e ex-senador Inácio Arruda (PCdoB) pediu exoneração do cargo de secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Governo do Estado para colocar o nome à disposição do partido.
"Eu não tenho nenhuma pretensão pessoal, mas o nosso partido PCdoB sabe que a estruturação e a existência dos partidos estão vinculados a sua representação na Câmara Federal. Então, o nosso esforço será de retomar uma vaga de deputado federal", afirmou Arruda na última reunião de secretariado que participou, em dezembro.
SUPLENTES EM BUSCA DE MANDATO
Alguns pré-candidatos não conseguiram a reeleição em 2018, mas estão na suplência da Câmara dos Deputados nessa legislatura e chegaram a assumir o cargo mais de uma vez.
Para 2022, eles pretendem tentar novamente conquistar um mandato eletivo na Câmara dos Deputados. Entre os nomes que já confirmaram a pré-candidatura estão Aníbal Gomes (DEM) e Ronaldo Martins (Republicanos), que atualmente está como vereador de Fortaleza.
Outros que devem estar nas urnas são Odorico Monteiro (PSB) e Gorete Pereira (PL) - que assumiu mais de uma vez o cargo por conta de licença da deputada Luizianne Lins (PT), cenário que será bem distinto em 2022, quando os partidos não poderão mais coligar para a disputa proporcional.
DISPUTA PELO PALÁCIO DA ABOLIÇÃO
Ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT) também tem se movimentado para a disputa em 2022. Após passar um ano em São Paulo para pós-graduação, o ex-gestor voltou ao Ceará e tem realizado visitas em muitos municípios, buscando ampliar as bases eleitorais - atualmente, concentradas na Capital.
Roberto Cláudio é um dos quatro pré-candidatos do PDT à sucessão do governador Camilo Santana (PT). Junto com ele, concorrem a vaga como cabeça de chapa na disputa a vice-governadora Izolda Cela, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão, e o deputado federal Mauro Filho.


