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Perda de água no Brasil seria suficiente para abastecer 30% da população em um ano, diz estudo

Renée Pereira, O Estado de S. Paulo

05 de junho de 2019 | 16h00

 

Sem investimentos adequados, o setor de saneamento básico tem colecionado indicadores negativos. De acordo com o último estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado nesta quarta-feira, 5, 38,3% de toda água potável, tratada e pronta para ser distribuída, se perde pelo caminho especialmente por causa de vazamentos e dos chamados “gatos”.

Desperdício
Índicador de perda de água vem crescendo com falta de investimento Foto: Guilherme Kayser/Eleven

Isso significou 6,5 bilhões de metros cúbicos de água, equivalente a 7 mil piscinas olímpicas por dia. Segundo o estudo, se forem considerados apenas os vazamentos, a água perdida seria suficiente para abastecer 30% da população brasileira por um ano – ou seja, 60 milhões de pessoas. A perda de faturamento representou prejuízo de R$ 11,3 bilhões para o País – mesmo valor investido no setor em 2017

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Obras do Hospital Regional do Vale do Jaguaribe são paralisadas

HOSPITAL REGIONAL NA BR 116

Em 2017 a população do Vale do Jaguaribe recebeu a notícia de que iria receber um hospital a nível regional. A empresa vencedora da licitação, Consórcio Marquise Normatel, teve o contrato celebrado no valor de R$ 121 milhões. Com previsão de entrega para o final deste ano, as obras foram paralisadas nesta terça-feira (04). Em nota, a empresa responsável pela construção do Hospital Regional do Vale do Jaguaribe (HRVJ), em Limoeiro do Norte (CE), anunciou que os 410 colaboradores “estão entrando em aviso prévio a partir de hoje (04/06)”.

A explicação para a medida foi a de que os reajustes de valores previstos em contrato não estão sendo pagos pela Secretaria de Saúde do Estado há um ano, conforme aponta o comunicado, que conclui: “sem o referido reajustamento, a continuidade da obra estará inviabilizada”.  

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Prefeitos pedem que relator deixe municípios na reforma da Previdência

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Incomodado, executivo larga carreira, pede doação e cria app para fiscalizar políticos

Marcella Franco / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

Imagine que a sua empresa contrate um fornecedor, em um acordo de quatro anos, e que, depois de assinada toda a papelada, não haja mais meios de monitorar o desempenho de quem você empregou. Agora, imagine que você é esta empresa, e que o fornecedor em questão é o político que você elegeu.

Pois é com esta analogia que o empresário Mario Mello, 52, gosta de explicar o aplicativo que criou, o Poder do Voto.

Em funcionamento há cerca de um ano, a ferramenta nasceu justamente da necessidade de se seguir o trabalho dos parlamentares após as eleições. Na prática, ela permite que o usuário acompanhe a performance de até três senadores e um deputado.

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Além de saber como cada um se posicionou nas votações da casa, também é possível comentar sobre as leis.

“Se você ficar muito decepcionado com seu político, o aplicativo te apresenta outro que tem mais o seu perfil”, completa Mello, lembrando que, no Poder do Voto, é permitido trocar os nomes seguidos a qualquer momento.

Atualmente, são 40 mil usuários ativos, com 700 a 1.000 downloads gratuitos semanais. O custo mensal de funcionamento é de cerca de R$ 8.700, segundo o empresário, que diz ter investido pesado em automatização.

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Montanha de lixo na Índia vai ser mais alta que o Taj Mahal em 2020

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2019 | 18h28

 

NOVA DÉLHI - Em um subúrbio de Nova Délhi, a montanha de lixo mais alta da Índia (ao menos 65 metros) pode ultrapassar em altura o Taj Mahal, no ano que vem, tornando-se um símbolo fétido do que a ONU considera a capital mais poluída do mundo. 

As aves de rapina sobrevoam o lixão de Ghazipur, cuja silhueta se distingue a vários quilômetros de distância. As vacas e cachorros errantes e os ratos pululam neste lugar que acumula parte dos resíduos desta cidade de 20 milhões de habitantes.

Lixão na Índia
Indianos pobres buscam algo de útil no lixão de Ghazipur, no leste de Nova Délhi Foto: XAVIER GALIANA / AFP

Com frequência o gás metano que é liberado dos resíduos provoca incêndios e leva-se dias para apagá-los. Pela colina corre o chorume, um líquido tóxico negro, que desemboca em um canal.

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Oposição a favor da fraude

José Nêumanne / O ESTADO DE SP

04 de junho de 2019 | 19h07

 

Uma dúzia de senadores do PT e Renan Calheiros sabotaram votação da MP do governo que teve 55 a favor para autorizar pente-fino nos benefícios do INSS. Foto: Werther Santanna/Estadão

 

Para felicidade geral da Nação, a MP que autoriza governo a fazer pente-fino em benefício pago pelo INSS, ou seja, combater fraudes, foi aprovada na segunda-feira 3 de junho de 2019. A vantagem foi larga – 55 votos a 13 – e isso dá ideia do porte reduzido da oposição, que boicota quaisquer movimentos contra furtos, pois, para seus parlamentares, redução de disponibilidade de verbas para o Executivo tem de ser apoiada para facilitar suas manobras de sabotagem contra o País. A pequenez desses congressistas não é medida apenas pela exiguidade dos votos, mas também pela chantagem a que submetem os majoritários adiando a dúvida sobre a aprovação até minutos antes de a MP caducar. Essa tática safada também está sendo usada contra a aprovação de uma reforma da Previdência que anime investidores a destravarem atividade econômica, sendo traduzida no slogan antipatriótico de Paulinho da Força, qual seja, “reformar a reforma”. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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