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Quem envergonha o Brasil é Lula

José Nêumanne / O ESTADO DE SP

08 de junho de 2019 | 12h18

 

“Esse governo está destruindo o País, envergonhando o País”, disse Lula, em entrevista da cela de Estado-Maior no DPF de Curitiba, a DCM e Tucameia. Mentira. A verdade é que o Brasil em destroços foi destruído pela roubalheira e má gestão de seus dois governos e na gestão e meia de sua lambe-botas Dilma com complemento do ex-sócio Temer. Eles exportaram corrupção pelo mundo afora, promovendo o despudor além das fronteiras. E paralisando nossa economia com a permanência por cinco anos de depressão com 13,2 milhões de pobres desempregados e famintos. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Apenas 5% dos recursos de fundo penitenciário para criação de vagas foram executados em 12 estados, aponta auditoria do TCU

Quase dois anos após o primeiro repasse obrigatório do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), apenas 5,3% dos recursos voltados para a criação de vagas nas prisões foram executados em 12 estados do país. É o que aponta o relatório de uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União ao qual o G1 teve acesso.

O objetivo da auditoria, que foi feita entre maio e novembro de 2018, foi avaliar a aplicação do Funpen nos estados, cujos repasses obrigatórios começaram em 2016 em resposta aos problemas de superlotação e rebeliões constantes nas prisões. Isso porque, em 2015, o Supremo Tribunal Federal determinou à União que liberasse imediatamente todo o saldo acumulado do fundo, proibindo novos contingenciamentos do dinheiro no futuro.

A análise foi feita em unidades da federação cujas secretarias locais do TCU aderiram à fiscalização (11 estados e o Distrito Federal). O total de recursos fiscalizados foi de R$ 5,7 bilhões em dotações orçamentárias do Funpen entre 2016 a 2018, em valores atualizados.

Considerando apenas os recursos voltados para a criação de vagas, em 2016 e em 2017, houve o repasse de R$ 517,2 milhões nos 12 estados. Desse valor, foram executados apenas R$ 27,6 milhões até setembro de 2018, fim do período analisado pela auditoria.

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Bolsonaro está certo

Ok, eu admito. Dei uma exagerada no título desta coluna, mas tenho minhas razões. O fato é que eu cansei de falar mal do governo Bolsonaro, de modo que decidi destacar o que ele faz de positivo.

Adicionando audácia à falta de tino, resolvi procurar algo de bom justamente no pacote de medidas para o trânsito proposto porBolsonaro, iniciativa que, de um modo geral, pode ser qualificada como um desastre. Se as sugestões de Bolsonaro forem acatadas, deixarão uma pilha mensurável de cadáveres. Mas é pouco provável que o Congresso as chancele na íntegra. Não consigo ver parlamentares votando para tirar a cadeirinha das crianças do rol de exigências legais, por exemplo.

Ainda assim, e lembrando que até um relógio parado se mostra certo duas vezes por dia, há um ponto em que Bolsonaro acerta. É a eliminação do teste toxicológico para motoristas profissionais.

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Caminhões estacionados em Cubatão (SP); em projeto de lei entregue à Câmara, governo propõe fim da exigência do exame toxicológico para motoristas profissionais - Nacho Doce - 20.set.12/Reuters

Não, não estou defendendo que caminhoneiros dirijam sob efeito de cocaína, heroína e arrebites. É dever das autoridades de trânsito identificar esses motoristas, tirá-los das ruas e estradas e puni-los severamente. O problema desse teste é que ele não fornece a informação de quem está ou não drogado ao volante, limitando-se a apontar se houve uso nos três meses anteriores à coleta da amostra.

E, assim como não há nenhum problema em ser operado por um médico que tomou um porre 15 dias antes da cirurgia, é irrelevante para a segurança viária saber se o motorista aprontou ou não quando não conduzia um veículo.

No mais, não existem trabalhos científicos demonstrando que a utilização maciça do teste toxicológico de larga janela reduz o número de acidentes. E, se ele não faz isso, torna-se apenas uma invasão de privacidade. A maioria das associações médicas e muitos Detrans foram contra sua adoção, descrita como um bem articulado lobby de laboratórios. Se você lembrou do kit de primeiros socorros, acertou.

Hélio Schwartsman

Jornalista, foi editor de Opinião. É autor de "Pensando Bem…". / FOLHA DE SP

IPCA de maio desacelera para 0,13%, o menor resultado para o mês desde 2006

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2019 | 09h07

 

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou maio com alta de 0,13%, ante um avanço de 0,57% em abril, informou nesta sexta-feira, 7, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado é o menor para o mês desde 2006, quando subiu 0,10%, e veio exatamente no piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast. O teto do intervalo das estimativas ia até 0,33%, o que gerou uma mediana de 0,20%.

Em maio, o Ipea revisou para cima a inflação medida pelo IPCA, com previsão de alta de 4,08%
Em maio, o Ipea revisou para cima a inflação medida pelo IPCA, com previsão de alta de 4,08% Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Considerando todos os meses, o IPCA de maio foi o mais baixo desde novembro de 2018, quando caiu 0,21%.

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Estrangeiros pesam mais na dívida pública

O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2019 | 04h00

 

Em abril, houve ligeiros sinais de melhora na dívida pública, com maior presença de investidores estrangeiros e queda do montante que vencerá nos próximos 12 meses. São fatos positivos, sem que se altere a tendência: a dívida não apenas é alta, como tende a crescer. Analistas, como Mario Mesquita, economista-chefe do Banco Itaú e ex-diretor do Banco Central (BC), estimam que só um ajuste fiscal enorme – por ele calculado em R$ 1,8 trilhão ou 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) – permitiria estabilizar a dívida.

O Tesouro acaba de divulgar os números de abril da dívida mobiliária federal, ou seja, da parcela mais importante da dívida pública. O saldo da dívida em títulos diminuiu 1% entre março e abril, de R$ 3,918 trilhões para R$ 3,878 trilhões.

Não se trata de fuga de aplicadores, mas de uma fase de vencimentos concentrados, principalmente de papéis com renda prefixada, que marcou o início do ano. Os resgates alcançaram R$ 126,7 bilhões e as emissões, R$ 56,6 bilhões. A queda do saldo só não foi maior porque foram incorporados os juros de R$ 31,2 bilhões, incluída a dívida em moeda estrangeira.

As entidades de previdência foram as que mais compraram títulos públicos, elevando sua participação em R$ 43 bilhões entre março e abril, para R$ 951,5 bilhões ou 25,56% do total. Os estrangeiros também compraram mais papéis, aumentando sua participação de 12,24% para 12,50%. Os números absolutos são pouco relevantes, mas parece claro que os estrangeiros confiam na administração da dívida e na solvência do País.

A queda do juro ajuda a baixar o custo de colocação de papéis, mas este ainda é alto, de 9,77% ao ano nos últimos 12 meses. É o reflexo da dependência de novas emissões, para financiar um déficit primário elevado, próximo de R$ 140 bilhões. A expectativa do Tesouro é de que os indicadores do Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida sejam cumpridos, embora isto não tenha ocorrido neste início de ano.

A dívida bruta, que soma as dívidas do governo federal, da Previdência e dos governos estaduais e municipais, atingiu R$ 5,48 trilhões em março (78,8% do PIB). É muito alta entre os países emergentes. Seu crescimento vem de emissões líquidas, incorporação de juros e desvalorização cambial. O que o Tesouro tem feito é administrar bem o mercado de dívida.

Regra de ouro é pensar no País

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2019 | 03h00

Será injusto culpar só o governo pela quebra da regra de ouro, se o Congresso deixar de aprovar o crédito suplementar pedido pelo Executivo. O presidente da República poderá ser acusado de crime de responsabilidade, se a norma for rompida. Nesse caso, estará sujeito a impeachment. Mas a responsabilidade será, de fato, de quem se opuser à solução urgente de um enorme problema. A questão depende, neste momento, da Comissão Mista de Orçamento. A comissão suspendeu sua atividade na quarta-feira passada e deverá reunir-se de novo na terça. As condições de apoio à pretensão do governo ainda são incertas e há fortes motivos para preocupação.

A chamada regra de ouro, inscrita na Constituição, proíbe a tomada de empréstimos para despesas correntes, como salários, benefícios sociais e a maior parte dos programas típicos da administração federal. Desta vez, o governo pediu um crédito extra de R$ 248,9 bilhões para gastos indispensáveis e inadiáveis. Precisará desse dinheiro para o Plano Safra, o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada e outros compromissos previstos no Orçamento-Geral da União. Todas essas obrigações são tecnicamente classificadas como despesas correntes.

Para tomar uma decisão equilibrada e prudente, cada membro do colegiado deveria levar em conta alguns detalhes claros e muito importantes. Em primeiro lugar, o Orçamento foi elaborado e aprovado no último ano do governo anterior, quando as perspectivas ainda eram de crescimento econômico superior a 2% em 2019. A arrecadação prevista era compatível com uma atividade mais intensa que a de 2018. Mas a economia decepcionou. No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) foi menor que nos três meses finais de 2018 e o desemprego se manteve muito alto.

A receita tributária refletiu e continua refletindo a estagnação do consumo, do investimento e da produção. Mas o governo tem de continuar operando e de cumprir obrigações incontornáveis. O primeiro grande compromisso é implantar o Plano Safra, garantindo condições de financiamento compatíveis com as necessidades. Os agricultores têm prazo certo, determinado basicamente pela natureza, para comprar sementes, fertilizantes e defensivos e iniciar o plantio das culturas de verão. Outros segmentos da agropecuária também dependem desse apoio.

Não há como discutir com a natureza. O plantio da safra de verão será importante para o abastecimento interno, para a exportação e para a geração do superávit comercial necessário à segurança cambial. Perder tempo na implantação do Plano Safra será desastroso para os agricultores, os consumidores e, numa perspectiva mais ampla, para a saúde econômica e financeira do Brasil. Num momento de graves dificuldades internas e de muita insegurança nos mercados globais, qualquer irresponsabilidade poderá ser desastrosa.

Não é preciso argumentar tecnicamente para lembrar a importância do Bolsa Família, necessário a dezenas de milhões de pessoas, e do Benefício de Prestação Continuada, indispensável a pessoas deficientes e também a idosos em grave situação de carência. Além de todos esses fatos, é preciso lembrar um detalhe nem sempre ponderado com a necessária atenção: a economia deverá crescer muito lentamente até o fim do ano e o governo terá enorme dificuldade para fechar o ano sem romper o limite de R$ 139 bilhões fixado para o déficit primário. Se a execução orçamentária desandar, os perdedores serão milhões de pessoas, independentemente de crenças e de simpatias ideológicas e partidárias.

Parlamentares da oposição, do Centrão e até da chamada base do governo podem ter fortes e respeitáveis motivos para se opor a este ou àquele projeto. Podem ter justificativas poderosas para combater certos gastos ou para lutar contra cortes de verbas – para a educação, por exemplo. Mas nenhum argumento poderá justificar – política e moralmente – a obstrução de atividades essenciais ao cumprimento de obrigações do governo e ao funcionamento da economia. Disso se trata, quando se discute o crédito necessário ao cumprimento da regra de ouro.

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