Menino de 13 anos, ambulante no Leblon, encanta clientes por seu gosto pela leitura
RIO — Aos 13 anos de idade, Fábio Oliveira de Araújo deveria ter a escola, a biblioteca ou a sua casa como espaços para fazer o que tanto ama: ler livros . Mas ele é parte da estatística do IBGE que coloca o Rio como o estado que tem a maior proporção de trabalho infantil urbano do país. O jovem vende balas em frente ao shopping Rio Design Leblon , na Avenida Ataulfo de Paiva , um dos endereços mais nobres da cidade. A cena de Fábio entre balas e panos, que vende para ajudar a família a sobreviver, é parecida com a de muitos outros do Rio. Só ganhou visibilidade especial por um detalhe. É que o pequeno baleiro faz tudo isso, quase sempre, com um livro na mão.
— Eu sei que, quando leio, chamo mais a atenção das pessoas, e isso ajuda nas vendas. Mas eu leio de verdade, porque gosto — explica Fábio, deixando claro que não se trata de estratégia de vendedor. — Acho que, se não fosse pelo livro, eu não faria tantos amigos. Iam pensar que sou mais um por aí vendendo bala. E, se tem uma coisa que eu não gosto, é que as pessoas pensem isso de mim.
Com declarações diárias ao sair do Alvorada, Bolsonaro dirige a própria imagem para ser 'autêntico'
BRASÍLIA - Sete meses após chegar ao Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro assumiu o controle total da comunicação do governo e tomou para si o papel de decidir os rumos da narrativa da sua gestão.
Em conversas reservadas, alguns dos seus principais auxiliares admitem que, além da espontaneidade que agrada o eleitor fiel, Bolsonaro utiliza uma boa dose de cálculo político que o mantém como protagonista, pautando o noticiário e sendo matéria-prima de piadas na internet. Para o bem ou para o mal, ele segue o assunto principal e, ao mesmo tempo, evita que coadjuvantes, como o vice-presidente, Hamilton Mourão, e ministros que comandam algumas das principais pastas roubem-lhe a cena.
O mais recente exemplo foi a decisão do presidente de fazer declarações diárias pela manhã a repórteres na saída do Palácio da Alvorada. Em conversas que chegam a 30 minutos, Bolsonaro começa o dia respondendo a perguntas da imprensa, mas aproveitando o espaço para transmitir seus recados pelas emissoras de TV e pelos sites de jornais. Tudo também é gravado por seus assessores e, ao longo do dia, vira conteúdo para suas redes sociais.
A assessores, o presidente admite que suas declarações, mesmo as mais polêmicas, repercutem menos negativamente do que quando fica em silêncio, o que era mais comum no início do governo. Agora, mesmo tendo a imprensa como um dos seus alvos principais, faz questão de dar entrevista.
Governo quer terceirizar benefícios que somam R$ 130 bilhões por ano
BRASÍLIA - O governo quer o fim do monopólio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na cobertura dos chamados benefícios de risco não programados (como auxílio-doença, acidente de trabalho e salário-maternidade) e já prepara um projeto de lei para abrir esse mercado ao setor privado. O volume que o INSS gasta com esse tipo de benefício chega a R$ 130 bilhões por ano, o equivalente a 22% da despesa anual do instituto.
A concorrência na gestão dos benefícios de risco foi aberta com a reforma da Previdência, aprovada pela Câmara dos Deputados e encaminhada ao Senado na semana passada. A medida já estava prevista no texto enviado pelo governo e não enfrentou resistência dos parlamentares. O INSS teria exclusividade apenas sobre as aposentadorias e parte das pensões.
Produção de rosas no Ceará se adapta ao clima e vira atração turística
O produtor de rosas Teodoro Swart se mudou de São Paulo para a serra do Ceará apostando no turismo rural para conseguir mais renda na atividade. A beleza do local atrai turistas de todos os lugares.
A fazenda dele, localizada em Ubajara, produz 23 milhões de rosas por ano. E a maior parte das flores faz a viagem de "volta" para São Paulo, mais precisamente para Holambra, município do interior do estado que é o maior centro de comercialização do produto.
Segundo o produtor, o clima da serra cearense é favorável para a atividade e ele consegue cultivar três variedades: amarela, vermelha e cor de rosa.
"Nossa produção se mantém bem estável. Enquanto isso, nas regiões de São Paulo, na região do sul de minas, essa produção cai justo nos dias de festa, quando a gente tem Dias das Mães, Dia dos Namorados...", comemora. PORTAL G1
Visita de Damares decidirá futuro de Memorial da Anistia
A ministra Damares Alves, dos Direitos Humanos, visitará, no fim do mês, as obras inacabadas do Memorial da Anistia, em Belo Horizonte (MG). A ela caberá a decisão de dar prosseguimento ou não à construção.
DE OLHO
Tocada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a obra já custou R$ 26 milhões —cinco vezes mais do que o previsto inicialmente, em 2009. A Polícia Federal investiga suspeitas de desvio de dinheiro público.
OUTRO LADO
A UFMG afirma se manter “à disposição das autoridades, confiante que todas as circunstâncias serão esclarecidas”. E nada mais declara já que o processo está em segredo de Justiça.
Mônica Bergamo
Sobre hackers e jornalistas
Recentemente, o presidente da República declarou que o jornalista Glenn Greenwald, do site Intercept, “talvez pegue uma cana aqui no Brasil”. Isso porque a origem das informações divulgadas pelo sitedecorreria da ação de um hacker.
Mas a origem da informação não tira dos veículos de imprensa e dos jornalistas o direito de publicá-la. Mais do que isso, de posse de uma informação de interesse público, relevante e íntegra, o veículo ou o jornalista tem o dever ético de divulgá-la. É disso que trata a atividade da imprensa, goste-se ou não.
Sempre foi assim, e a única novidade desse caso é a suspeita —ainda por se comprovar— de que uma das fontes pode ter sido um hacker, essa pessoa que teria capturado diálogos entre as autoridades em um aplicativo de celular.
No Brasil já foram divulgadas pela imprensa uma diversidade enorme de informações que tiveram sua origem em procedimentos ilícitos. Em 1998 foram divulgadas por esta Folha conversas do então do presidente Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Carlos Mendonça de Barros, dentre outros, por ocasião das privatizações do Sistema Telebras.
Um sem número de outros grampos foram divulgados por diferentes veículos e sites. Uma quantidade enorme de informações contidas em processos sigilosos já foi vazada para a imprensa. Sigilos bancários já foram violados e divulgados os dados daí decorrentes. Não há surpresa alguma, então, no fato de informações, apesar da origem ilícita, serem divulgadas licitamente.

