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'Ideologia de gênero é coisa do capeta' e 'leis existem para proteger maiorias', diz Bolsonaro

BOLSONARO DURANTE MARCHA DE JESUS

 

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado, durante um evento evangélico, que a "ideologia de gênero" é "coisa do capeta". Bolsonaro participou daMarcha para Jesus de Brasília e disse que irá respeitar a "inocência das crianças", e ressaltou esperar que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que também estava presente, faça o mesmo.

 

— Um presidente que está honrando o que prometeu durante a campanha. Um presidente que acredita e valoriza a família. Um presidente, a exemplo do governador daqui também, (que) vai respeitar a inocência das crianças. Não existe essa conversinha de ideologia de gênero . Isso é coisa do capeta. Tenho certeza de que o governador não vai admitir isso no ensino do Distrito Federal.

 

A Marcha para Jesus foi organizada pelo Conselho de Pastores Evangélicos do Distrito Federal (COPEV/DF). Bolsonaro ressaltou que, por mais que o Estado brasileiro seja laico, ele e a maioria são cristãos.

 

O presidente afirmou ainda que não tem preconceito com minorias, mas disse que as leis devem proteger as maiorias e não podem ferir seus "princípios". Bolsonaro já criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de equiparar a homofobia ao crime de racismo .

 

— Não discriminamos ninguém. Não temos preconceito. E deixo bem claro, as leis existem para proteger as maiorias. É a única maneira que temos para viver em harmonia. O que minoria faz, por livre e espontânea vontade, sem prejudicar a maioria, vai ser feliz. Nós não podemos admitir leis que nos tolham, que firam os nossos princípios.

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Avó de Michelle Bolsonaro é transferida após dois dias em maca no corredor de hospital

Daniel Carvalho / FOLHA DE SP
BRASÍLIA

Avó materna da primeira-dama Michelle Bolsonaro, Maria Aparecida Firmo Ferreira, 78, passou dois dias em uma maca improvisada nos corredores do Hospital Regional de Ceilândia, na periferia de Brasília, a espera de atendimento.

Ela deu entrada no hospital na quinta-feira (8) com suspeita de fratura no fêmur e ficou na maca até a noite deste sábado (10). Menos de uma hora depois de a Folha ter procurado o governo do Distrito Federal, a idosa foi transferida para uma unidade com mais estrutura, o Hospital de Base.

Segundo a assessoria de imprensa do GDF (Governo do Distrito Federal), o governador Ibaneis Rocha (MDB) estava acompanhando a situação e o hospital para onde Maria Aparecida foi transferida tem uma estrutura de pronto-socorro mais eficiente. A administração distrital informou também que ela já estava sendo atendida na unidade onde estava até a noite de sábado.

A avó da primeira-dama afirmou que se acidentou na manhã do mesmo dia que deu entrada no hospital, na casa em que mora na favela Sol Nascente, também na periferia de Brasília.

Uma de suas galinhas teria passado para a casa do lote ao lado.

"Fui pedir à mulher para pegar a galinha. O pitbull avançou no portão. Se ele pega meu rosto, tinha acabado comigo. Aí, naquele susto, caí de costas. Caí, quebrei meu fêmur e estou no corredor de espera. Tem gente aqui que tem mais de 20 dias, 30 dias e não chama [para cirurgia]. Quanto mais eu, que estou com três dias, né?", disse Maria Aparecida à Folha na tarde deste sábado (10), deitada na maca que lhe servia de leito improvisado, em meio a várias outras no hospital de Ceilândia.

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De novo com vocês, delações de Palocci

Foi assim no ano passado: faltavam seis dias para o primeiro turno e o juiz Sergio Moro divulgou um anexo da colaboração do ex-ministro Antonio Palocci à Polícia Federal. Era um pastel de vento em cujo recheio havia uma única informação (Lula organizou uma caixinha de fornecedores da Petrobras e colocou o comissário como gerente), mas faltava a investigação. Quem pagou? Como? Para quem foi o dinheiro?

O efeito da "mão de Deus" no gol de Moro foi sentido no escarcéu que acompanhou a revelação. Hoje, graças ao site The Intercept Brasil, conhecem-se as mensagens trocadas pela turma da Lava Jato em torno do assunto. 

Uma semana antes, no dia 25 de setembro, referindo-se a Moro e às confissões de Palocci, um procurador escreveu: "Russo [apelido do juiz] comentou que embora seja difícil provar, ele é o único que quebrou a 'omertá' petista". (Falava do código de silêncio do mafiosos.)

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Brasileiro corta de cafezinho a almoço na rua

Laísa Dall'Agnol / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

Que o brasileiro adora um cafezinho, todo mundo sabe. Mas, agora, a crise econômica parece ter afetado até esse pequeno hábito da vida de milhões de pessoas.

É o que mostra pesquisa da Kantar, que apontou que, do ano passado para cá, o número dos que tinham costume de tomar a bebida fora de casa todos os dias passou de 22% para 20%.

Só no estado de São Paulo, a queda foi de 27% para 23%: 610.177 paulistas cortaram a bebida fora do lar.

Os motivos não são novidade: preços altos, aumento do desemprego e crescimento do endividamento.

A pesquisa mostrou também que, para economizar, os brasileiros têm puxado o freio de mão na hora das refeições: entre 2018 e 2019, passou de 61% para 58% o total daqueles que tinham o hábito de comer fora.

É o caso do técnico Gilberto de Souza, 58 anos. Ele agora almoça na rua apenas duas vezes por semana. Nos outros dias, leva marmita para o trabalho.

“Estava impactando meu orçamento, então dei uma segurada”, afirma.

O aposentado Sílvio Silva, 63 anos, também se queixa.

“Desde que me aposentei, não ganho mais o vale-refeição. Fica pesado comer todo dia fora, então só almoço na rua quando encontro meus amigos”, explica.

Já o analista de sistemas Rodrigo Alves dos Santos, 37 anos, diz que não cortou o almoço na rua por uma questão de comodidade.

“O ticket acaba sempre perto do dia 20, mas prefiro pagar por fora e não ter que cozinhar em casa”, diz.

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Como o discurso radical ajuda Bolsonaro a fortalecer sua base

JAIR E MOURÃO

Jair Bolsonaro nunca quis saber de moderação. As atrocidades que compõem seu repertório há três décadas ajudaram a construir a figura do candidato radical que, mesmo sustentando posições extremistas, conseguiu se eleger presidente. No poder, ele usa os mesmos artifícios para consolidar sua base política.

A popularidade de Bolsonaro caiu desde o início do mandato, inclusive em segmentos que deram apoio precoce a sua candidatura. Em vez de tentar recuperar esses grupos, ele insiste numa plataforma que, segundo as pesquisas, tem aprovação de no máximo 30% da população.

O presidente não está em busca de apoio majoritário —não agora, pelo menos. O que Bolsonaro faz é usar o cargo como megafone para ampliar o alcance de suas palavras e dar revestimento oficial a posições que, com razão, costumavam ficar à margem do debate público.

Ele trabalha para fidelizar seus redutos, não só para expandi-los. Hoje, o núcleo do bolsonarismo é maior do que era na campanha. Se chegar a um quarto ou um terço da população, será um ativo político poderoso.

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No primeiro semestre sob Bolsonaro, 44 indicadores pioram e 28 melhoram

Ranier BragonNatália CancianBernardo CaramPaulo Saldaña / FOLHA DE SP
BRASÍLIA

​A compilação de quase 90 indicadores nacionais, que vão da economia ao meio ambiente, mostra que a maioria deles regrediu nos primeiros seis meses da gestão de Jair Bolsonaro (PSL).

Folha analisou 87 estatísticas oficiais e de estudiosos que têm números atualizados até algum ponto do primeiro semestre de 2019 e as cruzou com os dados de 2018. Desse total, 44 pioraram, 15 permaneceram estáveis e 28 apresentaram alguma melhora.

Entre os indicadores que mais apresentam deterioração estão os de educação, saúde e meio ambiente. Os dados oficiais reunidos pelo Ministério da Justiça apontam melhora nos índices de criminalidade. Na economia, há um equilíbrio.

Folha trabalhou com dados oficiais de ministérios, do IBGE, de órgão de estudos e pesquisa e organizações tradicionais ligadas a determinadas áreas, como o ISA (Instituto Socioambiental), na questão indígena.

Em parte devido ao curto espaço de tempo e, em parte, à complexidade das áreas abordadas, os indicadores variam não necessariamente em função da gestão federal. Na segurança pública, por exemplo, a maior responsabilidade cabe aos governos estaduais. Na economia, vários indicadores são influenciados por conjunto de ações ao longo dos anos e que extrapolam fronteiras.

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