FNE: Ceará é o segundo Estado com o maior volume de contratações

O Ceará foi o segundo estado atendido pelo Banco do Nordeste (BNB) - atrás apenas da Bahia - em volume de contratações com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) no primeiro semestre deste ano.
O banco informou ontem que, ao todo, foram mais de 32,5 mil operações de crédito que demandaram R$ 2,2 bilhões. Considerando todos os fundos, o banco aplicou R$ 3 bilhões em operações.
O setor de comércio e serviços foi o maior contratante de crédito com o BNB nesse primeiro semestre no Estado, tomando R$ 594,6 milhões, o equivalente a 60% do volume total aplicado pelo banco. Em seguida, aparecem os segmentos da pecuária (R$ 189,9 milhões) e da indústria (R$ 144,9 milhões).
Levantamento indica aumento em apreensões de drogas; CNM destaca vulnerabilidade dos Municípios
A situação vulnerável das cidades fronteiriças, principal região de entrada de drogas no país, já foi alertada em várias oportunidades em estudos divulgados no Observatório do Crack, ferramenta da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A intensificação de ações da União na segurança pública para que esses Municípios não estejam na rota do narcotráfico é um desejo de gestores e da sociedade. Um levantamento feito recentemente pela Polícia Federal indicou que os valores dos bens apreendidos em 2019, provenientes do crime organizado, da lavagem de dinheiro e do tráfico de drogas ultrapassaram o do ano de 2018.
Segundo a publicação do portal da Isto É, os valores dos bens apreendidos em 2018 somaram pouco mais de R$ 451 milhões. Neste ano, até o mês de julho, o montante chegou a R$ 548 milhões. As autoridades também apreenderam 25,3 toneladas de cocaína no primeiro semestre de 2019, que seriam destinadas à Europa e à África. Isso representa, segundo o levantamento, crescimento de 91,7% do que foi apreendido no mesmo período do ano passado.
Sem jabutis, a MP da liberdade econômica é boa...
Impossível analisar a medida provisória que o governo apelidou de "MP da Liberdade Econômica" sem relembrar o cenário em que vive o país —marcado por uma crise econômica profunda e longeva, com um desemprego epidêmico. Num ambiente assim, é maluquice se opor à ideia de desburocratizar o funcionamento de empresas e facilitar a vida de quem queira empreender.
Como sempre, foram penduradas na MP várias emendas e alguns jabutis. A despeito de a reforma da Previdência ter monopolizado o debate, houve saudável gritaria. As resistências empurraram a votação para perto do vencimento do prazo de validade da MP. O risco de perder todo o texto forçou o governo a negociar. A banda oportunista do Congresso teve de atenuar seus apetites. Abrandaram-se certas exorbitâncias.
'Não vai ser um Memorial da Anistia. Podemos encontrar outro destino para este prédio', diz Damares em visita a BH
Damares anunciou, na manhã desta terça-feira, que o Memorial da Anisitia não vai mais fazer referência ao período da ditadura militar — Foto: Carlos Eduardo Alvim / TV Globo
Em visita à Belo Horizonte, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves anunciou que não será mais feito Memorial da Anistia, no bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul. "Esta obra não vai ser entregue para a sociedade como memorial. Podemos encontrar outro destino para este prédio", afirmou a ministra.
Idealizado há dez anos, o projeto do Memorial visa à preservação e à difusão da memória política do período da ditadura militar.
O projeto previa a reforma do "Coleginho", no bairro Santo Antônio, que já abrigou a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da UFMG. Havia previsão de instalação de uma exposição de longa duração com obras e materiais históricos, além da construção de dois prédios anexos e uma praça de convivência.
Damares disse que a memória da época já está preservada e que o local não tem condições de ser um memorial. "Nós temos respeito pelos anistiados", afirmou.
"Esta não é a resposta que os anistiados querem. A memória já está preservada", completou a ministra, informando que a verba que seria destinada ao Memorial será voltada para outras ações, como indenização dos anistiados, além de aprimoramento da comissão.
Medo e autoritarismo
Como bem disse o historiador José Murilo de Carvalho, no Brasil a república não é republicana. E o que faz nosso sistema político ser assim? É o fato de, ao longo de nossa história, o conjunto das forças sociais ter se movido mais por interesses do que por princípios ou valores. Essa prevalência se expressa na forma do autoritarismo que permeia a política nacional desde sempre. Interesses são defendidos pela imposição do medo como estratégia e da não aplicação do direito e da lei.
O autoritarismo sempre foi e sempre será o maior inimigo da lei e da ordem por atropelar as instituições, colocando os interesses acima dos princípios gerais. O autoritarismo desmoraliza as instituições e, sem estas, não se pode assegurar o exercício do direito, nem tampouco a aplicação de princípios e valores. A situação se torna mais complexa quando o autoritarismo não é percebido como tal. Ou só é percebido e condenado se praticado pelo adversário da vez. A ausência de princípios e de valores acaba suavizando a interpretação do que seja ou não autoritarismo.
PF apreende R$ 60 mil em dinheiro vivo no apartamento de Pimentel
A Polícia Federal apreendeu nesta segunda-feira, 12, cerca de R$ 60 mil em moedas nacional e estrangeira durante busca e apreensão no apartamento do ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT), na zona sul de Belo Horizonte. A operação, batizada de Monograma, é um desdobramento de outra operação, Acrônimo, que teve a primeira fase em 2015. A defesa do ex-governador contestou o valor, que seria, na verdade, R$ 30 mil, e declarados no Imposto de Renda.
A operação de hoje, conforme o delegado da Polícia Federal, Marinho Rezende, tem como objetivo tentar confirmar que Pimentel seria sócio oculto “com poder de mando”, de empresa de consultoria que emitiu nota por serviços que não teriam sido realizados para a construtora OAS, em valor superior a R$ 3 milhões. Pessoas ligadas a Pimentel estariam entre os sócios.
O dinheiro teria entrado por caixa 2 para a campanha de Pimentel ao governo de Minas em 2014. Em troca, a OAS teria conseguido indicação de obras no Uruguai por influência do petista quando ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, durante o governo de Dilma Rousseff (PT).
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