Bolsonaro agradece a chefes de Estado que ‘ajudaram a superar a crise’
Marcelo de Moraes / BR POLITICO
A Opinião do Estadão: Manipulação da realidade
Equipe BR Político
Sem contribuição sindical obrigatória, caem pedidos de abertura de sindicato
26 de agosto de 2019 | 05h00
BRASÍLIA - Os pedidos de abertura de sindicatos caíram drasticamente após o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, em vigor desde novembro de 2017. Dados do Cadastro Nacional de Entidades Sindicais, do Ministério da Economia, apontam que apenas 176 registros foram solicitados este ano, até meados de agosto.
Em anos anteriores à mudança, o número rondava a casa de 800 pedidos. O dado repete tendência verificada em 2018, primeiro ano cheio da reforma trabalhista, quando apenas 470 solicitações foram registradas. No ano passado, apenas 174 pedidos foram concedidos; neste ano, são 106 os que receberam o ok do ministério.
O dado é apontado como reflexo do estancamento da criação de novos sindicatos que surgiam apenas para viver do fácil financiamento que vigorou por décadas no País. A avaliação vem tanto do governo federal como de grandes entidades sindicais, em uma rara convergência de opinião - uma vez que as centrais são frontalmente contrárias às alterações trazidas pela reforma trabalhista.
Gabriela Hardt autorizou busca de documentos contra senador com foro especial
Em um dos mandados de busca e apreensão da 64ª fase da operação "lava jato", a juíza Gabriela Hardt autorizou a Polícia Federal a recolher documentos que citassem o senador Jaques Wagner (PT-BA), que tem foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal, informou a revista Veja. As buscas foram promovidas em endereços ligados a Maurício Ferro, ex-diretor da Braskem, uma subsidiária da Odebrecht.
A hora das privatizações
A agenda de privatizações do governo ganhou uma nova lista de empresas na última quarta-feira 21. A surpresa foi a inclusão dos Correios, que detém o monopólio do setor no País e permanecia como uma dúvida. Desde o início do ano havia notícias desencontradas sobre a disposição de se desfazer da companhia. Agora, o governo bateu o martelo.
Nove estatais foram incluídas, incluindo o Porto de Santos, a Telebras, o Serpro e a Ceagesp (SP), o maior entreposto da América Latina. Ao todo, 17 estatais serão transferidas à iniciativa privada. Já faziam parte do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) da gestão Michel Temer empresas como a Eletrobras, Casa da Moeda e Lotex.
Dinheiro em penca

A desigualdade econômica no Brasil é tão velha quanto é velho o sonho dos pobres de ganhar um dinheirinho ao fazer fé em loterias – e, sonho mais antigo e mais barato ainda, é o sonho acalentado com a borboleta 13: o único contrato social respeitado nesse País desde João VI, no qual vale o escrito e nunca ninguém (leia-se banca, os donos do poder do jogo do bicho) ousou rasgar a anotação da aposta.
Aqui, a cobertura de um é o porão de milhões. O fosso entre os estamentos (sim, estamos nos estamentos) é uma velha bruxa, e como toda bruxa teima em não morrer conforme aponta Câmara Cascudo ao se referir à pobreza em seus estudos sobre o folclore nacional. O número de pobres, triste e tragicamente (para os pobres, claro), sempre cresce, a ponto de termos no Brasil algo estatisticamente impensável: a medição de quem se torce e se contorce e se entorta abaixo da linha dos miseráveis. Na semana passada desabou a notícia mais desesperadora: em relação ao número de pobres, os ricos brasileiros compõem atualmente a mais elevada fatia dos endinheirados em todo o planeta. Sangra coração! Rasga coração!

