Gabriela Hardt autorizou busca de documentos contra senador com foro especial
Em um dos mandados de busca e apreensão da 64ª fase da operação "lava jato", a juíza Gabriela Hardt autorizou a Polícia Federal a recolher documentos que citassem o senador Jaques Wagner (PT-BA), que tem foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal, informou a revista Veja. As buscas foram promovidas em endereços ligados a Maurício Ferro, ex-diretor da Braskem, uma subsidiária da Odebrecht.

Além de Jaques Wagner, a ordem judicial permitia que a PF recolhesse documentos envolvendo outros petistas, como o ex-ministro José Eduardo Cardozo, o ex-assessor especial de Dilma Rousseff, Giles Azevedo, e o ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel.
Ainda na lista, estão advogados que já atuaram na defesa da Odebrecht na "lava jato", como Dora Cavalcanti e Augusto Botelho, e também o ministro aposentado do STF Nelson Jobim e o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, que morreu em 2014.
Diligência em escritório
Na mesma decisão da 64ª fase da "lava jato", Hardt autorizou diligências no antigo prédio do escritório do advogado José Roberto Batochio.
A PF esteve apenas nas catracas do prédio para tentar a lista de pessoas que visitaram o escritório. A busca aconteceu sob a supervisão de um representante da OAB. Foi vedada a apreensão de documentos como petições ou minutas de peças jurídicas, caso fossem encontrados.
Revista Consultor Jurídico, 25 de agosto de 2019, 12h45

