Por causa de Bolsonaro, a crise vai demorar a passar
Está nas mãos da senadora Simone Tebet (MDB-MS), 49 anos, o futuro da Reforma da Previdência. Ela é a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde está, desde o último dia 8, o projeto aprovado em dois turnos na Câmara dos Deputados. E também o parecer do relator da CCJ sobre a proposta, que começou a ser elaborado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e ficará pronto na quarta-feira 28.
Esse parecer será submetido ao Plenário no próximo dia 4 para votação final. Eventuais mudanças sairão dessa comissão, mas a senadora já avisa que não deverão ser feitas grandes alterações. Para ela, a discussão maior é se o Senado incluirá ou não os estados e municípios. O mais provável é que essa inclusão seja feita por meio de uma PEC paralela. De um ponto ela tem certeza: ficará de fora o sistema de capitalização que o ministro Paulo Guedes tentou emplacar na Câmara sem sucesso e que agora procura retomar no Senado. Simone, especialista em Direito Constitucional, manda um recado a Bolsonaro: a radicalização política sustentada pelo presidente é nociva ao País, atrasando, até mesmo, o andamento das reformas e a recuperação da economia.
Sérgio Aguiar comenta política de diretrizes para cabotagem no Brasil
Deputado Sérgio AguiarFoto: Edson Júnior Pio
A ação será desenvolvida pela Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, e tem como objetivo criar uma BR do mar, segundo a secretária titular da pasta, Natália Marcassa. “A cabotagem (navegação feita próxima da costa) foi o modal de transporte que mais cresceu no ano passado, apontando um avanço de 18% e sem nenhum estímulo do Governo. No Ceará, temos um litoral extenso e um dos portos com o menor custo do País, que é o do Pecém, e pode aumentar o movimento com a cabotagem”, avaliou.
O ocaso de Sarney

Ele foi o político mais influente do Brasil nas últimas seis décadas. Já foi deputado, governador, presidente da República, senador e presidente do Senado por três vezes. Mas, nos últimos meses, a voz começou a ficar embargada, a mente já não flui como antigamente e os políticos, que faziam romaria à sua casa para aconselhamentos, desapareceram. Hoje, aos 89 anos, o ex-presidente José Sarney vive no ostracismo e confessa: “O que me mantém vivo é escrever”. O ex-presidente aproveita o tempo ocioso em sua mansão na Península dos Ministros – a área mais nobre de Brasília, onde estão instaladas embaixadas, residências de ministros, do presidente da Câmara e do Senado, entre outras – , avaliada em R$ 4 milhões, para escrever sua biografia, que já está com 800 páginas, mas que ele ainda nem sabe se vai publicar. Paralelamente, escreve textos para atualizar a segunda edição de “José Sarney, Bibliografia e Fortuna Crítica”, com 400 páginas, traduzidas para 12 idiomas. “Agora, eu só trato de livros”, diz o ex-presidente, que se orgulha também de ter lançado, em 2018, o “Galope à Beira-Mar”, no qual conta “causos” de sua infância em Pinheiro, interior do Maranhão, onde nasceu como José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.
A Produção industrial tem melhor julho desde 2010, diz CNI
Produção industrial tem desempenho recorde em julho, segundo levantamento da CNI (VEJA.com/VEJA/VEJA)
O índice de produção da indústria brasileira subiu 9,6 pontos em julho em relação a junho, alcançando os 53 pontos, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira, 22, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, é o maior resultado mensal desde outubro do ano passado e melhor para o mês desde que a série histórica começou, em 2010. No geral, o setor apresentou maior capacidade utilizada e os empresários estão mais dispostos a fazer novos investimentos. Já a perspectiva de emprego caiu. O indicador é divulgado mensalmente e varia de zero a 100. Quanto maior o patamar, melhor o desempenho da produção industrial.
BNDES: Delação de Palocci detalha esquema mundial de roubalheira do PT
NEGÓCIO FECHADO - Celso Amorim, Lula e John Kufuor, em Gana, em 2008: acertos combinados nas missões no exterior (Valter Campanato/Agência Brasil)
Homologada recentemente pela Justiça Federal e com detalhes antecipados pela coluna Radar, de VEJA, a delação de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma, traz no capítulo 21 uma descrição completa do esquema de roubalheira internacional montado pelo PT para obras realizadas em países como Gana, Venezuela, Cuba e Angola. Lula fazia os acertos com as autoridades estrangeiras e mandava a conta para o BNDES. Em troca dos juros camaradas do banco e do acesso aos mercados de fora, as empreiteiras superfaturavam o trabalho para poder irrigar o caixa petista com o pagamento de propinas. Antes da assinatura dos contratos já se sabia que muitos dos governos amigos não pagariam a conta. E como essa fatura tem sido quitada até hoje? Com o seu, o meu, o nosso dinheiro. Alguns projetos nem foram finalizados. Ficaram no lucro as construtoras e, é claro, o PT.
Segundo pessoas que tiveram acesso à delação e foram entrevistadas por VEJA, embora careça de provas, o testemunho de Palocci contém as peças que faltavam no quebra-cabeça da pilhagem nas obras internacionais do BNDES, abrindo essa parte da caixa-preta do banco. Ele mesmo uma peça importante no esquema, intermediando conversas com as construtoras envolvidas, o ex-ministro conta como as ordens de Lula chegavam, qual era a exata divisão do butim entre as empreiteiras e o porcentual de propina cobrado em cada projeto. Todas essas informações permaneciam inéditas, assim como a soma da roubalheira. Somente nesse pacote de contratos no exterior firmados entre 2010 e 2014, as empreiteiras nacionais faturaram mais de 10 bilhões de reais e pagaram propinas ao PT no valor total de 489 milhões de reais
Pesquisa exclusiva: o que o brasileiro pensa sobre o governo Bolsonaro
FIRME NA SELA - Na Festa do Peão, em Barretos: 30% dos entrevistados avaliam como “ótima” ou “boa” sua gestão (Marcos Corrêa/PR)
Com quase oito meses de governo, que parecem muito mais pela intensidade e quantidade de polêmicas, o presidente inspira sentimentos ambíguos na população. Há um Jair Bolsonaro apoiado pela maioria, que ostenta índices positivos de avaliação, a ponto de se colocar em condições de sonhar com a reeleição, e que consegue alimentar no eleitor uma expectativa de desfecho positivo para sua administração, a despeito de problemas graves que persistem no país, como o desemprego. Mas uma parte de Bolsonaro é reprovada com força pelos brasileiros — até entre os que o apoiam. Curiosamente, é a porção polêmica da personalidade do capitão, a mesma que o ajudou a chegar ao poder como o único capaz de “peitar” o PT e o establishment político. Funcionou na campanha, mas não repete o sucesso agora. As pessoas não estão satisfeitas com o estilo Bolsonaro de governar, com sua insistência em impor algumas pautas controversas como a flexibilização da posse e do porte de armas e, principalmente, com as declarações bizarras em série que se habituou a disparar no Palácio do Planalto.
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