Juiz relata homofobia em Vasco x São Paulo; STJD pode punir clube carioca

O árbitro Anderson Daronco relatou cânticos homofóbicos da torcida vascaína em partida deste domingo 25, na qual o time carioca venceu o São Paulo por 2 a 0, em São Januário, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. No segundo tempo, parte do público presente gritou “time de veado” à equipe visitante, atitude que pode render punições, como a perda dos pontos conquistados dentro de campo.
A súmula, publicada no site da CBF, consta que o árbitro inclusive paralisou a partida para interromper o canto homofóbico. “Aos 19 minutos do segundo tempo, a partida foi paralisada para informar ao delegado do jogo e aos capitães de ambas as equipes a necessidade de não acontecer novamente e para informar no sistema de som do estádio o pedido para que os torcedores não gritassem mais palavras homofóbicas”, diz o texto.
Açudes em situação de risco começam a ser recuperados no Ceará

O robusto volume pluviométrico registrado ao longo da quadra chuvosa deste ano (fevereiro a maio) expôs um cenário preocupante entre os reservatórios cearenses. Muitos deles apresentaram falhas estruturais e estiveram sob o risco iminente de rompimento acarretando, inclusive, a evacuação de milhares de pessoas no interior, como ocorrera com 500 famílias residentes no entorno da barragem Granjeiro, em Ubajara, na Região da Ibiapaba, que ameaçava romper.
Diante desta conjuntura, a Agência Nacional de Águas (ANA) divulgou relatório apontando que oito açudes estavam em situação de risco considerado alto. Todos eles, no entanto, tiveram, neste segundo semestre, as obras de reparo iniciadas. Segundo justificou a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), os trabalhos não foram realizados no semestre passado devido à alta incidência das chuvas. "A manutenção anual dos reservatórios é feita através de inspeção in loco e sempre após a quadra chuvosa", destacou o diretor de Operações da Cogerh, Bruno Rebouças.
O Assunto: 'Informação de qualidade, num formato que cabe na vida'
O Assunto — Foto: Arte G1
O Assunto é uma experiência nova. Para mim, para o G1 e espero que para você --ouvinte, leitor, telespectador, porque somos tudo ao mesmo tempo agora.
Ele é um podcast, mas pode chamar de conversa. Com meus colegas jornalistas, estudiosos e personagens da notícia.
Nasceu, como quase tudo, de uma necessidade: aprofundar um tema, em meio a tantos que nos bombardeiam todos os dias. Entendê-lo melhor e estabelecer as conexões. Num formato que cabe na vida, mesmo com a correria.
Como jornalista, cobri muitos assuntos, de várias maneiras. Atualmente, faço o Jornal da Globo e o Painel da GloboNews. E agora o podcast, produzido e editado por uma equipe guerreira do G1, mais um presente que a profissão me deu.
Alguns episódios terão mais gravidade. Outros, leveza. Mas todos trarão informação de qualidade --é o meu compromisso com você. Um por dia, porque assunto não falta!
Vem comigo? Ouvir, discutir, sugerir. O Assunto te espera a partir desta segunda (26). Seguindo as instruções abaixo, você se inscreve no nosso podcast. PORTAL G1
Gestão Alckmin construiu viaduto que liga estrada a fazenda de empreiteira
Durante a administração de Geraldo Alckmin (PSDB), o Governo de SP gastou cerca de R$ 3 milhões em um viaduto que liga uma estrada a uma fazenda, obra sem nenhuma utilidade pública.
A fazenda, em Caraguatatuba, no litoral norte, pertence ao grupo que é dono justamente de uma das empreiteiras responsáveis pela construção da estrada sobre a qual passa o viaduto, a Serveng.
Dito de outra forma, os donos da Serveng ganharam um viaduto de R$ 3 milhões, segundo interpretação de técnicos da Dersa, a estatal paulista que cuida de infraestrutura rodoviária e é a responsável pela obra.
Levantamento feito pela Folha na Justiça mostra que o grupo recebeu pelo menos R$ 60 milhões do estado por terras desapropriadas para a abertura da estrada. Em nenhum dos processos de desapropriação há referência à construção do viaduto como eventual compensação pelo uso das terras.
A fazenda é do grupo Soares Penido, que teve uma receita de quase R$ 1 bilhão em 2018 e tem duas das herdeiras do negócio na lista de bilionários da revista Forbes, com US$ 3,2 bilhões. Além do grupo de engenharia, a família detém 15% da CCR, a maior empresa de concessões do país.
A força de Moro
Será que Sergio Moro se arrependeu de ter abandonado a magistratura para ser ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro?
Publicamente, ele não vai admitir que tenha errado ao largar a Lava Jato para sentar em uma cadeira na Esplanada. Mas parece não haver dúvidas de que, oito meses depois, o Moro de Curitiba era muito mais forte do que o Moro de Brasília.
O superjuiz que botou figurões da política na cadeia sonhava em ser um superministro de Bolsonaro. Até agora, só acumulou reveses no ministério e passou a ter a lealdade e a capacidade de gestão questionados pela equipe que comanda.
Integrantes da Polícia Federal não vão se esquecer tão cedo da omissão pública do ministro no episódio em que Bolsonaro tripudiou da permanência de Mauricio Valeixo na diretoria-geral da PF. Moro silenciou.
Faz água o pacote anticrime, bandeira principal de sua gestão, em discussão na Câmara. O escolhido do ex-juiz para dirigir o Coaf foi jogado para fora de campo do governo.
O ministro ainda teve de recuar da indicação de uma suplente de conselho ligado à pasta e não conseguiu emplacar um nome preferido para vaga no Cade. Moro não levou uma.
Agora, a aposta nos bastidores é a de que ele pode reverter o jogo político se convencer o presidente Bolsonaro a vetar, da maneira que o ministro deseja, o projeto de abuso de autoridade aprovado no Congresso.
Flagrado em mensagens privadas atropelando a liturgia e as prerrogativas da cadeira de juiz, Moro alega que o texto votado pelos parlamentares pode causar um "temor excessivo" em órgãos de investigação, como polícia e Ministério Público.
Moro continua sendo uma figura muito popular. Tem sido recebido com homenagens e euforia em regiões onde o bolsonarismo deu uma surra no petismo nas eleições. Pode até não ser um superministro de fato, mas parte das ruas o trata assim.
Por isso, Bolsonaro emite sinais trocados: não precisa se livrar dele, mas tenta reduzir a força e a influência do ministro no seu governo.
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