Bolsonaro virou ‘penetra’ na festa da Previdência...
A reforma da Previdência, finalmente aprovada no Senado, é digna da festa que se realiza em torno dela. O que surpreende é a tentativa de Jair Bolsonaro de se autoatribuir o mérito pela aprovação. Entre risos, o presidente declarou, em Tóquio: "Não articulei nada, não sei articular. Quem articulou foi o Delegado Waldir". Foi como se o capitão recorresse à ironia para declarar, com outras palavras, o seguinte: "Embora meu correligionário me chame de vagabundo, consegui articular a aprovação de uma extraordinária reforma." É uma pena, mas a insinuação de Bolsonaro não fica em pé. A reforma saiu apesar das trapalhadas do presidente, eis a realidade.
A despeito de todas as imperfeições, produziu-se em oito meses a mais ampla mexida previdenciária já realizada no país. Militares, estados e municípios ficaram de fora. Permanece intocado o grosso dos privilégios do setor público. Mas a economia a ser obtida em dez anos, estimada em R$ 800 bilhões, está longe de ser negligenciável. Rompeu-se, de resto, o tabu da fixação de uma idade mínima para a aposentadoria. Tudo isso apesar de Bolsonaro que, após entregar a proposta, disse que a bola estava com o Congresso. Não articulou nada, exceto a concessão de um benefício para policiais, brindados com uma idade mínima mais baixa.
Contas melhores - FOLHA DE SP
Perto do final de um ano em que severas restrições orçamentárias se misturaram a conflitos políticos, o governo Jair Bolsonaro (PSL) pode apresentar progressos no ajuste das contas do Tesouro Nacional.
Nem de longe se eliminou o desequilíbrio entre as despesas da máquina pública e as receitas, como havia prometido, sem nenhum conhecimento de causa, o ministro Paulo Guedes, da Economia. Mas o déficit tende, de fato, a ficar substancialmente abaixo do previsto.
Em vez dos R$ 139 bilhões fixados como meta para a administração federal, trabalha-se agora com valores abaixo dos R$ 100 bilhões. De cerca de R$ 33 bilhões em gastos bloqueados por falta de arrecadação, quase a metade já foi liberada.
“Estratégia de Ciro de atacar o PT está errada”, declara Camilo ao Estado de S. Paulo
Após as declarações do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva em entrevista ao portal UOL, agora é a vez do governador Camilo Santana (PT) condenar as atitudes de Ciro Gomes. Em entrevista ao Estado de S. Paulo, Ciro afirma que Ciro erra ao adotar uma estratégia de ataques frequentes ao PT.
Segundo Camilo, Ciro erra porque ninguém consegue construir uma candidatura viável de centro-esquerda sem apoio do PT. O governador afirmou ainda que o Partido dos Trabalhadores adota uma tática errada na forma como faz oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro.
O bode na sala -FERNANDO GABEIRA - O GLOBO
Prometi a mim mesmo que não faria, esta semana, mais um artigo defendendo prisão em segunda instância. Não são nossos argumentos que pesam. Os ministros do STF já estão decididos. Tudo o que podem fazer é ampliar o prazo do anúncio da decisão. Usar de novo a tática do bode na sala. Anunciam ou indicam uma decisão arrasadora para uma semana e guardam sete dias mais para apresentar algumas atenuantes. Esperam com isso reduzir o desgaste de sua imagem, que não é pequeno.
Durante muito tempo, acalentaram essa decisão. Esperaram cuidadosamente o momento ideal. Ganharam a simpatia agradecida de Bolsonaro pelo gesto de proteção ao filho, encalacrado no Rio. Foi um gesto tão amplo que paralisou, por tabela, um grande número de investigações baseadas em operações financeiras.
Observaram o desgaste de Moro. De vez em quando, deram um empurrão com frases indiretas ou mesmo o discurso desqualificador de Gilmar Mendes. O otimismo que alguns tiveram com as eleições não se justificou. Nem governo nem Congresso decidiram enfrentar a corrupção de frente.
Está tudo começando, diziam alguns. Estão sendo sabotados, acreditavam outros. A qualquer momento as coisas podem mudar, concluíam.
O futuro das energias renováveis no Brasil
21 de outubro de 2019 | 03h00
O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou recentemente a publicação do Plano de Expansão de Energia para o decênio 2019-2029, que consiste de estudos e projeções realizadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do próprio ministério, e contém estimativas de custos das obras, mas não especifica as fontes desses recursos.
No passado distante os planos da Eletrobrás – onde eles eram preparados – tinham relação direta com os recursos da empresa ou dos aportes do Tesouro. Isso acabou, não só porque essas fontes de recursos “secaram”, mas porque as obras são agora licenciadas pelas agências reguladoras de eletricidade (Anel) e petróleo (ANP) e postas em leilão.
Apesar dessas limitações o Plano de Expansão tem influência em orientar os investidores privados e as próprias estatais como a Eletrobrás, a Cemig, a Copel e outras que podem competir nos leilões, que são diferenciados para os diferentes tipos de energia. Esse procedimento garante espaço para as diferentes fontes – energia hidrelétrica, térmica a gás e carvão, eólica, biomassa e solar fotovoltaica.
Associação americana de idosos faz cartilha contra trambiques financeiros

A AARR – American Association of Retired Persons – lançou um módulo de treinamento on line para funcionários de bancos e cooperativas de crédito que lidam com clientes, como forma de combater a exploração financeira e as fraudes contra os idosos. O treinamento do AARP BankSafe está disponível gratuitamente para as instituições financeiras.
Uma pesquisa feita por essa ONG fundada em 1958 e hoje com mais de 38 milhões de membros mostrou que o prejuízo médio dos velhos com golpes e trambiques está na casa dos 120 mil dólares. O relatório desse estudo, com o título de “O ladrão que conhece você: o custo do Idoso” traz exemplos concretos de maracutaias, muitas engendradas por parentes ou cuidadores.
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