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O flerte totalitário, com alerta de golpe - CARLOS JOSÉ MARQUES

Foi uma balbúrdia quase ficcional. O partido trincou. Sobraram pancadas para todos os lados. Acusações, chantagens, gravações ilegais, xingamentos, ameaças. O pandemônio dos podres poderes deixou vísceras expostas a céu aberto. Para o brasileiro comum, pagador de impostos e esperançoso de um governo que dê rumo e fôlego ao País, não há como não se escandalizar com o esquema de pressão de votos em cima de aliados (o próprio presidente foi pilhado articulando a unção do filho à direção, na base do “assina, senão é meu inimigo”), deposições de líderes e rearranjos nada republicanos que ocorreram ao longo das últimas semanas sob o guarda-chuva do PSL, a sigla que elegeu Jair Bolsonaro.

 

Não foi apenas uma algazarra descompromissada, sem maiores consequências. Tinha método e objetivo. A marca da traição oficial, já vista e repetida em inúmeras ocasiões, escondia até aqui ambições inconfessáveis, dentre as quais a de instrumentalizar e manipular uma agremiação para se apropriar de seu fundo partidário — como passo preliminar — e, mais tarde, usá-lo como trampolim para um projeto de controle totalitário do Estado. A cada eleição, tanto na do ano que vem quanto na de 2022, a ampliação da rede de comando bolsonarista desponta como objetivo maior. Não existem mais dúvidas: está no radar do mandatário a articulação de um golpe engenhoso e cuidadosamente traçado para se perpetuar no Planalto.

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Eles não ouvem alegações finais

ASCÂNIO SELEME / O GLOBO

 

Os advogados falam, gesticulam, dão ênfase em trechos do discurso, rogam, apelam, tentam arrebatar, se exaltam. Do outro lado, os ministros do Supremo que estão prestes a julgar as questões daqueles advogados leem documentos, manipulam papéis, consultam seus celulares e laptops, conversam entre si ou com seus capinhas. Nenhum presta a mínima atenção ao que dizem os advogados que estão ali apresentando o último apelo em favor das suas causas. Tampouco dão bola para o que dizem os representantes do Ministério Público ou da Advocacia-Geral da União nas suas considerações derradeiras. Os ministros já chegam ao plenário com seus votos redigidos, com sua convicção formada.

 

Quer dizer, não têm serventia as alegações finais da defesa ou da acusação de uma matéria quando ela é julgada no Supremo Tribunal Federal. Por isso, diante da absoluta falta de atenção que dão a homens e mulheres que se esgoelam diante deles na hora da decisão, não faz muito sentido os ministros terem entendido há algumas semanas que os delatados têm o direito de apresentar alegações depois de o delator apresentar as suas. Se essas alegações forem feitas diante dos ministros do Supremo vão valer nada. O fato é que o entendimento dos ministros, como se sabe, pode colocar na rua 5 mil presos, quase todos condenados por corrupção ativa ou passiva, muitos da Operação Lava-Jato.

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Criadores de gado de leite deixam animais no meio de eucaliptos

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Gado fica em meio aos eucaliptos — Foto: Reprodução/TV TEM

 

O rebanho fica solto, com sombra e um bom espaço entre as árvores. Dos 169 hectares com eucaliptos para fabricar papel e celulose, um terço da área é voltado para o manejo integrado, que combina o cultivo de árvores e pastagem. É o sistema silvipastoril.

A iniciativa é da empresa responsável pela plantação. Ela permite que os vizinhos de cerca, os criadores de gado de leite, levem os animais para o local. É um tipo de consórcio. Ao mesmo tempo que os produtores aproveitam o espaço, ajudam a cuidar do eucalipto.

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Nove anos após leilão, torres eólicas estão abandonadas na Bahia

João Pedro Pitombo / FOLHA DE SP
 
EOLICA NA BAHIA ABANDONAS
CASA NOVA (BA)

Fincadas na zona rural de Casa Nova (502 km de Salvador), uma das regiões mais inóspitas do sertão baiano, 30 torres eólicas geram uma falsa impressão aos incautos que por ali passam.

As torres estão de pé e as pás giram com a força dos ventos, mas não geram um mero kilowatt de energia elétrica.

Concebido para ser o primeiro parque eólico da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) no país, o parque Casa Nova I segue sem ter sido concluído nove anos depois do leilão no qual a estatal arrematou o lote.

Folha encontrou no local um cenário de terra arrasada, com turbinas eólicas abandonadas em meio a um terreno rodeado apenas por uma cerca de arame. Ao todo, R$ 400 milhões já foram investidos no complexo. 

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Esgoto chega antes do asfalto em cidade baiana com melhor saneamento do Norte-Nordeste

João Pedro PitomboRaul Spinassé/ FOLHA DE SP
VITÓRIA DA CONQUISTA (BA)

Um cavalo caminha pela rua de terra batida e faz uma poeira fina subir. Não há calçada, não há asfalto, as casas têm os tijolos aparentes e parte das famílias cozinha com lenha em seus quintais. Mas a rede de esgotamento sanitário está pronta e há um bueiro em frente a cada uma das residências do Recanto das Águas, bairro da periferia de Vitória da Conquista, a 518 km de Salvador.

Com 350 mil habitantes, Vitória da Conquista tem 100% de sua população atendida pelo abastecimento de água e 96,7% das residências ocupadas da zona urbana com recolhimento de esgoto, muito acima do índice médio do país. 

É a cidade do Norte-Nordeste com a melhor cobertura saneamento básico, segundo o Instituto Trata Brasil.

Também é o município do país com melhor cobertura de saneamento do país em relação ao seu Produto Interno Bruto (o PIB per capita conquistense é de R$ 17.991, ou 59% dos R$ 30.407 nacional). 

Ou seja, é a cidade brasileira que mais fez pelo saneamento com menos dinheiro.

Esse resultado foi conquistado a partir do trabalho realizado nos últimos dez anos. Em 2008, o esgoto chegava a apenas 45% das residências da zona urbana.

A unidade de tratamento, que se resumia a uma lagoa de decantação, ficava numa região próxima ao centro e era apelidada de “penicão” pelos moradores do entorno por causa do mau cheiro.

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Servidor federal contribui 25 anos na nova Previdência; veja todas as regras

Ana Estela de Sousa Pinto / folha de sp
SÃO PAULO

Funcionários públicos contratados depois da publicação da emenda da reforma previdenciária terão idade mínima e cálculo do benefício iguais aos dos trabalhadores do setor privado.

A contribuição mínima, no entanto, será maior: 25 anos, para homens e mulheres.

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