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Chile tornou-se um aviso incômodo para o Brasil...

Josias de Souza

26/10/2019 05h38

    Jair Bolsonaro percorre a Ásia e o Oriente Médio. Mas não desgruda os olhos do noticiário sobre o Chile. Receia que a algaravia chilena acorde as ruas brasileiras. No meio da semana, telefonou para o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva. "A gente se prepara para usar o artigo 142 da Constituição, que é pela manutenção da lei e da ordem", explicou.

O telefonema indica que Bolsonaro não compreendeu o que se passa. Do contrário, teria conversado com outro ministro: Paulo Guedes, da Economia. Antes de organizar a repressão é preciso ao menos tentar evitar a confusão. O Chile pode não ser o bom exemplo que o Posto Ipiranga exaltava até outro dia. Mas revelou-se um fabuloso aviso. Lembra que é preciso incluir sensibilidade social na mistura.

Não se trata de abandonar o rigor fiscal, mas de perseguir o equilíbrio das contas sem perder de vista que o objetivo final é atender às pessoas, sobretudo as mais pobres. O Chile registra nos últimos anos invejáveis taxas de crescimento. Entretanto, distribuiu mal os resultados do seu êxito. No Brasil, o crescimento é miúdo. E a desigualdade é muito maior.

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Uva sem semente da Embrapa desbanca produto importado

Paula Soprana / FOLHA DE SP
UVAS DO SÃO FCO
SÃO PAULO

A uva sem semente passou de uma moda dos hortifrutis gourmet do início da década a um produto comum na mesa da classe média. Agora, um novo movimento chama a atenção do mercado: a fruta nacional supera a importada em todas as épocas do ano.

Desde 2018, a uva sem semente do Nordeste domina as vendas do primeiro semestre, posição que antes era dos produtos importados do Chile, de acordo com dados da Seção de Economia e Desenvolvimento da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), principal entreposto de comercialização da fruta no país.

O movimento ganhou força este ano, com a produção do vale do São Francisco bancando a demanda interna.

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Primeiros erros - MURILO DE ARAGÃO

A culpa, na política, é presença constante. A política é uma atividade de alto risco em que errar é a regra. Perdem-se eleições antes de vencê-las. Teses são derrotadas até que, um dia, possam ser aprovadas.

Política é luta, e luta é confronto. No confronto existem perdedores e ganhadores. Quem perde erra e, consequentemente, existirão parcelas de culpas.

Não no sentido jurídico, de culpa que se opõe a dolo. Na política, a culpa é de quem erra, por ter tomado decisões que levaram a determinado fato.

Cabe ao político saber lidar com o erro e a culpa. É parte permanente do jogo. O bom político aprende com os erros e trata a culpa de modo conveniente. A política tem na dissimulação um de seus instrumentos mais poderosos.

Para não ser destruído pelos próprios erros, o político os esconde e os renega. Não sendo possível, culpa os outros. Como diria Homer Simpson: “A culpa é minha, coloco-a em quem eu quiser.”

O político quase nunca admite a culpa em público. O ex-presidente Lula, por exemplo, jamais admitiu publicamente que o maior erro de sua vida foi a trágica escolha de Dilma Rousseff para sucedê-lo no Palácio do Planalto.

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Petrobrás identifica 3 campos petrolíferos da Venezuela como origem do óleo derramado no Nordeste

André Borges, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2019 | 15h33

BRASÍLIA – Os estudos técnicos realizados pela Petrobrás sobre a origem do petróleo que contamina mais de 2,5 mil quilômetros do litoral do Nordeste confirmam não apenas que o produto teria origem na Venezuela, mas de quais campos venezuelanos o material foi retirado.

Estado apurou que, segundo informações da petroleira repassadas à Marinha, a borra de petróleo tem origem em três campos específicos de exploração localizados no país vizinho. A constatação foi possível após a Petrobrás comparar a composição química do material recolhido nas praias, com centenas de amostras de petróleo de todo o mundo, que a Petrobrás mantém em um centro de pesquisas localizado na Ilha do Fundão, no Rio.

Sergipe
Justiça suspende instalação de boias para conter borra de petróleo em Sergipe Foto: Adema

1-) Quando e onde as manchas foram vistas pela primeira vez?

Os primeiros registros de manchas de óleo encontradas no litoral brasileiro foram em 30 de agosto, nas cidades de Conde e Pitimbu na Paraíba. 

2-) Em quais e quantos locais o poluente já foi encontrado?

As manchas já foram encontradas em todos os Estados nordestinos: MaranhãoPiauíCearáRio Grande do NorteParaíbaPernambucoAlagoasSergipe Bahia. O poluente foi identificado em uma faixa de mais de 2 mil quilômetros da costa brasileira, em 200 pontos de 78 municípios. 

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Marcos Valério cita Lula como um dos mandantes da morte de Celso Daniel

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ELE VOLTOU – No depoimento, que também foi gravado em vídeo, Valério reproduz o diálogo que teve com Ronan Maria Pinto, em que ele teria dito que apontaria Lula como o “cabeça da morte de Celso Daniel” (./.)

No fim da década de 90, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza começou a construir uma carreira que transformaria radicalmente sua vida e a de muitos políticos brasileiros nas duas décadas seguintes. Ele aprimorou um método que permitia a governantes desviar recursos públicos para alimentar caixas eleitorais sem deixar rastros muito visíveis. Ao assumir a Presidência da República, em 2003, o PT assumiu a patente do esquema. Propina, pagamentos e recebimentos ilegais, gastos secretos e até despesas pessoais do ex-presidente Lula — tudo passava pela mão e pelo caixa do empresário. Durante anos, o partido subornou parlamentares no Congresso com dinheiro subtraído do Banco do Brasil, o que deu origem ao escândalo que ficou conhecido como mensalão e levou catorze figurões para a cadeia, incluindo o próprio Marcos Valério. Desde então, o empresário é um espectro que, a cada aparição, provoca calafrios nos petistas. Em 2012, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) já o condenara como operador do mensalão, Valério emitiu os primeiros sinais de que estaria disposto a contar segredos que podiam comprometer gente graúda do partido em crimes muito mais graves. Prometia revelar, por exemplo, o suposto envolvimento de Lula com a morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André, executado a tiros depois de um misterioso sequestro, em 2002.

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Prédios públicos fechados são alvos de deterioração e vandalismo em Fortaleza

ESCOLA MARIA E JOSE

 

Futuro museu, futura Casa da Fotografia, futuro hospital - são expectativas não cumpridas que habitam o nosso patrimônio. Pelo menos três prédios públicos históricos de Fortaleza estão inativos, deteriorados e sem definição concreta de próximo uso. Os antigos Palácio da Justiça, Escola Jesus, Maria e José, e Centro de Especialidades Médicas José de Alencar (Cemja), todos no Centro, ainda guardam traços arquitetônicos originais - mas abrigam estruturas dia a dia mais comprometidas.

O número 1.200 da Rua Barão do Rio Branco, por exemplo, foi endereço da primeira sede do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) até 1986, mas hoje reflete negligência. Com fachada e história imponentes, o Palácio da Justiça se tornou repositório para entulho e lixo, visíveis por meio das grades enferrujadas e dos espaços deixados pelas portas e janelas saqueadas. A ambulante Cláudia de Souza, 43, testemunha os furtos há, pelo menos, seis anos, tempo em que vende lanches na calçada da edificação.

"Quando souberam que no prédio não funcionava mais nada, passaram um 'pente fino'. Roubaram portas, janelas, pisos, madeiras e até fiações", relata Cláudia, afirmando, porém, que ações de segurança cessaram os crimes.

A promessa, segundo texto publicado pelo TJCE em 2009, era que o espaço seria reformado e transformado no Museu do Judiciário do Ceará, abrigando acervo de itens do jurista Clóvis Beviláqua. A obra, que custaria R$ 4 milhões, deveria ter sido entregue em 2010, mas nunca aconteceu.

R$4mi
Para museu do poder judiciário. Em 2010, Fortaleza deveria ter recebido um novo equipamento cultural: Museu do Poder Judiciário, no antigo Palácio da Justiça. Nunca saiu do papel

Em nota, o TJCE informou que, no último dia 7, assinou termo de cessão de uso do imóvel à Secretaria da Fazenda (Sefaz). Após reforma, o espaço será ocupado por servidores da Célula de Gestão Fiscal dos Setores Econômicos. Outros órgãos públicos já funcionaram no local, como o Juizado da Infância e da Juventude, Juizado Móvel e perícia do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Conforme a Secretaria de Obras e Patrimônio (SOP), as obras no Palácio "já tiveram início e se concentram na parte de restauração e preservação, pela estação ser tombada. As áreas não tombadas também já passam por intervenções. O levantamento de restauro termina no mês que vem". Sobre a segurança no local, o Governo estadual garante que o policiamento é constante e o monitoramento é feito 24 horas seguidas.

Indefinição

Outro imóvel de grandes proporções que pode voltar a abrigar serviços públicos é a antiga sede do Cemja, localizada na Praça José de Alencar, que era de gestão municipal, mas deve ser transferida à União. De acordo com a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), a transferência do imóvel "está em andamento desde o fim de julho deste ano", e ele está disponível para ser alienado. Apesar disso, aponta a SPU, "existe interesse manifestado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) de utilizar o patrimônio como um hospital para tratamento de traumas".

A Instituição, porém, afirmou à reportagem que, "no momento, não há nada formalmente estabelecido quanto à cessão do antigo Cemja". Diante do impasse, o local - que já chegou a ser considerado a maior policlínica de Fortaleza - segue sem confirmação de novo uso, abandonado, tomado por animais mortos, resíduos sólidos e até manequins de vendedores ambulantes.

Primeira sede do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), em 1986, é usada atualmente como repositório de entulho e lixo

Indefinição também é o que, junto a tapumes, cerca o prédio tombado da antiga Escola Jesus, Maria e José, no Centro. O local, mesmo condenado pela Defesa Civil, chegou a servir de teto para dezenas de famílias, em uma ocupação iniciada em 2017. Após insistentes pedidos de novos lares e de uma ação de reintegração de posse, homens, mulheres e crianças foram retirados do prédio em 30 de abril.

117 anos 
Construída em 1902, a Escola Jesus, Maria e José foi um dos primeiros prédios erguidos para atender demandas escolares na Capital

Depois da desocupação, informa em nota a Secretaria da Cultura de Fortaleza (Secultfor), foram feitas "ações emergenciais de reparos no edifício, previstas na instrução de tombamento e, atualmente, o prédio passa por reforma da fachada e troca de cobertura". A obra "é acompanhada por técnicos da Coordenadoria de Patrimônio Histórico-Cultural". O futuro do espaço revitalizado, contudo, "ainda está em elaboração, a partir da análise de propostas apresentadas à Pasta". Em 2006, a promessa era de uma Casa da Fotografia no local.

Se os três gigantes públicos históricos carecem de repaginação urgente para ter um novo destino, um prédio já construído e parcialmente equipado continua sem funcionar, quebrando a promessa do Governo do Estado de ativá-lo ainda no segundo semestre de 2018: a Escola de Hotelaria e Gastronomia da Estação das Artes, na Avenida Leste Oeste, no bairro Moura Brasil.

Fiscalização

O equipamento foi entregue ao poder público em julho do ano passado, com cinco torres e oito andares destinados a salas de aulas, laboratórios, biblioteca, refeitório e áreas de convivência. Embora a estrutura pareça pronta por fora, um prestador de serviços informou ao Diário do Nordeste que algumas reformas ainda são necessárias, mas não deu prazo para retomada. Em nota, a Casa Civil explica apenas que "a estrutura encontra-se em fase de conclusão e o planejamento de início das atividades está em andamento".

Para Romeu Duarte, professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC), o abandono reflete um desrespeito à história da Capital.

"Ao inutilizar esses prédios, não se perde só o edifício, mas memória, parte da cultura, exemplares estéticos e arquitetônicos importantes. Isso ocorre, muitas vezes, por ausência de tomada de providências para novos usos".

Burocracias envolvendo bens públicos, segundo o arquiteto, representam, além do desperdício de recursos, riscos aos atores urbanos. "Casa velha é oficina do diabo. Um edifício abandonado, sem destinação, se deteriora muito mais rápido. Ele se acaba. O órgão público, se não tem projetos ou programas de ocupação, poderia ceder o prédio ao uso da sociedade civil, para que pudesse ser recuperado. A mesma tragédia que aconteceu (no Edifício Andrea) pode acontecer num edifício tombado, se não houver fiscalização", conclui. COM DIARIONORDESTE

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