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Gente Fina - MERVAL PEREIRA / O GLOBO

O áudio vazado por um deputado federal da bancada do PSL que revela o presidente Jair Bolsonaro cabalando votos para a destituição do líder Delegado Waldir, tem o mesmo teor das negociações com o baixo clero político que levaram ao mensalão e ao petrolão.

 A diferença é que o Fundo Partidário é fruto de dinheiro de origem controlada, o nosso dinheiro colocado no orçamento para financiar os partidos políticos. O dinheiro do PT também era nosso, porém desviado das empresas estatais.  Mas o caminho é o mesmo trilhado pelo PT com outros partidos, atraídos para sua base política por favores e dinheiro.  Que acabou em escândalo e prisões.

Bolsonaro, na conversa gravada que tem sua legalidade garantida pelo Supremo Tribunal Federal, que já decidiu que o participante de uma conversa tem o direito de gravá-la sem a autorização da outra parte, mostra toda sua habilidade política, muito diferente do parlapatão que surge em público sem travas na língua.

Em nenhum momento o presidente oferece vantagens ao interlocutor, mas sugere que o seu lado é mais confiável para concedê-las: “Que poder tem na mão, atualmente, o presidente, o líder aí? É o poder de indicar pessoas, de arranjar cargo no partido, é promessa para fundo eleitoral por ocasião das eleições. É isso que o cara tem, mas você sabe que o humor desse cara muda, de uma hora para outra, muda”, comentou Bolsonaro, durante a conversa com o deputado federal.  

Não pode ser acusado diretamente de estar tentando comprar o apoio do deputado, mas basta ligar lé com cré que se chega à conclusão certa. Hoje, no entanto, estamos voltando a viver um ambiente que favorece a impunidade. O ex-presidente Michel Temer, por exemplo, acaba de ser absolvido da acusação de obstrução de Justiça devido àquela famosa conversa com o empresário Joesley Batista em que disse a célebre frase: “Tem que manter isso aí,viu?”.

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Brasil acima de tudo - FOLHA DE SP

Gabriel Kanner
GABRIEL KANNER

Após a vitória acachapante de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições de 2018, não havia prenúncio das divergências que poderiam ocorrer entre diferentes correntes da direita. 

Durante a corrida eleitoral, todo o campo da direita —liberais, libertários e conservadores— se juntou para derrotar o PT nas urnas. E era absolutamente necessário que fosse assim. Precisávamos tirar o PT do poder. Todos lutaram juntos pelo combate à corrupção, pela liberdade econômica e pela defesa dos valores que são a base da nossa sociedade. Esses foram os pilares que elegeram Bolsonaro, e me orgulho de ter lutado por isso.

O que passamos a ver ao longo dos últimos meses, principalmente depois de maio, foi um crescente atrito entre duas principais correntes ideológicas: uma direita governista, onde o mais importante é defender o governo acima de qualquer padrão moral ou ético, e uma direita independente, que apoia o governo e trabalha para que esse governo dê certo, porém não atenua práticas questionáveis em detrimento dos valores que acredita. Este atrito, até então controlado, se escancarou por causa de uma pauta específica: a CPI da Lava Toga.

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Projeções para 2022, o julgamento sobre segunda instância e a crise no PSL

A revista VEJA trouxe na edição desta semana um levantamento exclusivo com projeções de como seriam alguns cenários sobre as eleições presidenciais em 2022. O principal destaque é que o ex-presidente Lula ainda é o principal nome da esquerda contra Jair Bolsonaro. Na simulação, Lula perderia por 46% a 38%. Os dados mostram também que o atual presidente perderia para Sergio Moro e ganharia por pouco de Luciano Huck em um hipotético segundo turno.

Ricardo Noblat avalia que a possível libertação de Lula é o melhor dos cenários para Jair Bolsonaro. Com isso, o atual presidente poderá manter o seu discurso de ameaça esquerdista. Mas tudo depende de qual Lula sairá da cadeia, o paz e amor ou um mais disposto ao ataque.

Dora Kramer concorda que a saída do petista da cadeia é favorável a Jair Bolsonaro. Mas ela avalia que Lula ainda é o nome mais forte da esquerda simplesmente porque é o único nome da esquerda.

Augusto Nunes lembra que ainda é cedo para projetar as próximas eleições presidenciais. Ainda não é possível dizer que Lula será candidato, por exemplo. E isso mostra a ausência de opções do PT. O líder populista não criou um sucessor e parece não fazer questão de ganhar a eleição com outro nome que não seja o dele mesmo.

Os colunistas de VEJA também comentam o início do julgamento sobre prisões após segunda instância no STF e a crise interna no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. VEJA

A Divisão do PSL eleva poder de Maia e centrão...

Josias de Souza

18/10/2019 04h19

Num instante em que Jair Bolsonaro dedica-se a estilhaçar a unidade do seu PSL, o ministro Paulo Guedes (Economia) negocia com o Congresso a pauta de propostas econômicas para a fase posterior à reforma da Previdência. Dissemina-se entre os líderes partidários a avaliação de que o racha no PSL deixará o governo ainda mais dependente do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e das legendas que integram o chamado centrão.

Guedes reuniu-se nesta quinta-feira com Maia e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Conversaram sobre a pauta de propostas econômicas para a fase posterior à reforma da Previdência, prestes a ser concluída no Senado. Planejam fazer avançar pelo menos três temas encrespados: reforma administrativa, reforma tributária e revisão do chamado pacto federativo. Guedes revelou interesse por um quarto item: redução das despesas lançadas como obrigatórias no Orçamento da União. O ministro ficou de entregar suas propostas até a semana que vem.

Em conversa com o blog, um líder de partido do centrão ironizou a posição de Bolsonaro. Na noite de quarta-feira, disse ele, todos imaginavam que o presidente rodava o filme 'PSL em Transe'. Na manhã de quinta, prosseguiu o líder, descobriu-se que o título do filme era outro. Algo como 'Querida, encolhi minha autoridade…'

Na fita sobre o transe partidário, que ficou pela metade, Bolsonaro exibiria musculatura política, acomodaria o filho Eduardo na liderança do PSL e iniciaria um processo de ocupação que levaria à chave do cofre da legenda. No filme sobre o encolhimento da autoridade presidencial, que acabou prevalecendo, o capitão foi grampeado pedindo apoio para destituir o líder do seu partido, o Zero Três foi derrotado. Pior: o líder que se pretendia destituir, Delegado Waldir, foi gravado chamando Bolsonaro de "vagabundo" e prometendo "implodir o presidente".

Antes, os 53 deputados do PSL fechavam com o Planalto. Os votos da legenda funcionavam como um "colchão de segurança" para o governo. Agora, o presidente desperdiça tempo e energia numa articulação para obter o apoio dos 27 deputados necessários à ascensão do filho ao posto de líder. Se conseguir, terá de administrar uma bancada em pé de guerra. Se perder, a autoridade presidencial vai caber numa caixa de fósforos.

Em qualquer hipótese, Bolsonaro estará mais dependente do centrão e de Rodrigo Maia, líder informal do grupo. Dito de outro modo: quem ditará a ordem, o ritmo e o preço das votações serão Maia e os líderes da banda arcaica do Legislativo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Decisão do STF sobre Coaf limita apurações de lavagem e corrupção, diz órgão internacional

A decisão de Dias Toffoli de restringir o uso dos relatórios do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) — atual Unidade de Inteligência Financeira (UIF) —em investigações levou o principal órgão internacional de prevenção à lavagem de dinheiro, o Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi), a expressar preocupações sobre a capacidade do Brasil de combater esse crime.

Em julho, Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e impediu que a polícia e o Ministério Público usem dados do Coaf sem autorização da Justiça.

Na ocasião, ele determinou que todos os processos que discutem provas obtidas pelo Coaf sem autorização judicial devem esperar decisão definitiva da Corte. O julgamento que vai analisar o tema está marcado para novembro.

"O uso da inteligência financeira pelas autoridades competentes em suas investigações preliminares é um requisito básico nos padrões do Gafi. É por isso que estamos com esse tema no Brasil. Nós parabenizamos pelo pelos progressos desde o último relatório, mas este é um fato novo [decisão de Toffoli] e nós vamos acompanhar de perto", completou o presidente do órgão.

O gabinete de Toffoli argumenta que o ministro suspendeu o uso de dados detalhados de informações do Coaf, mas que dados globais podem ser compartilhados sem aval da Justiça, e que o julgamento está marcado para o dia 21 de novembro.

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Seis em cada dez empresas de saneamento aumentaram a conta de água acima da inflação

Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2019 | 13h15

BRASÍLIA - Estudo do Ministério da Economia aponta que, de 2010 a 2017, 15 das 25 empresas estaduais de saneamento reajustaram a conta de água do consumidor acima da inflação, que foi de aproximadamente 60% no período. A Casal, estatal de Alagoas, aumentou as tarifas em 523%. 

Os investimentos, no entanto, ficaram abaixo dos mínimos R$ 20 bilhões anuais necessários segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico. No período, o estudo mostrou que todas as companhias alocaram R$ 60 bilhões, o que significa uma média de R$ 8,5 bilhões por ano. No total, segundo o governo, foram investidos no setor R$ 12,3 bilhões por ano em média nos últimos 15 anos.

Casal Saneamento
Casal, estatal de saneamento de Alagoas, aumentou as tarifas em 523% entre 2010 e 2017 Foto: Agência Alagoas/ Divulgação

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