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Tabata Amaral: “Gostaria de dedicar o prêmio ao meu time”

tabata amaral DEPUTADA DO ANO ISTOÉ

 

 

A deputada Tabata Amaral (PDT) foi uma das premiadas do evento Brasileiros do Ano, na categoria ‘Política do ano’, organizado pela Editora Três na noite desta segunda-feira (2) em São Paulo. “Quero primeiro agradecer a IstoÉ pelo prêmio. Gostaria de dedicar o prêmio ao meu time, mas também a todos que não se vêm na política. Todos que representam o quão diverso é o nosso país”, afirmou. Além disso, ela também falou sobre a tragédia de Paraisópolis, pedindo desculpas às famílias, e dizendo estar envergonhada com o ocorrido.

 

Apesar da pouca experiência política, Tabata movimenta-se com desenvoltura pelos corredores da Câmara dos Deputados, em Brasília. Ela acabou de completar 26 anos de idade em novembro, ou seja, elegeu-se com 25 por meio de uma campanha feita praticamente por voluntários.

Na votação da Reforma da Previdência, o PDT fechou questão no voto contrário ao pacote do governo. Tabata se posicionou de acordo com as suas convicções — discordou do anacronismo do partido e votou a favor da reforma. Mais: fez duras críticas ao vice-presidente do PDT, Ciro Gomes, mostrando que, de sua parte, existe sim a possibilidade de um Brasil que desenvolva uma nova política com olhos na contemporaneidade do mundo. ISTOÉ

Brasil é país onde mais se recebem ligações indesejadas, diz pesquisa

Alô O Brasil é o país mais afetado por ligações indesejadas, diz pesquisa do Truecaller, app que identifica números desconhecidos. Cinco dos dez países com mais chamadas do tipo são da América Latina. No mundo, foram 116 bilhões entre janeiro e outubro. 

Denúncia A maioria desses contatos vem de operadoras. Na Índia, 1 em cada 3 mulheres são vítimas de assédio sexual ou de comportamentos inadequados por ligações ou SMS.

Com Filipe Oliveira Mariana Grazini / FOLHA DE SP

Afinal, com a chegada de 2020 se inicia também uma nova década?

Reinaldo José Lopes / FOLHA DE SP
SÃO CARLOS

É natural que, com a aproximação do ano de 2020, os mais afoitos já estejam montando listas dos principais fatos/séries/músicas "da década que está terminando". Tecnicamente, porém, só teremos o começo de uma nova década em 2021, assim como o século 21 e o terceiro milênio só começaram em 2001, e não em 2000.

A culpa por essa estranheza matemática é de um monge que não sabia usar o número zero. Dionísio Exíguo (470-544), religioso e erudito da Europa Oriental que trabalhou em Roma durante boa parte de sua carreira, foi o responsável por estabelecer o sistema de contagem de anos a partir do nascimento de Cristo (inicialmente para calcular a data da Páscoa, principal festa religiosa cristã, e não para estabelecer a época de eventos históricos).

Em seu sistema "anno Domini" ("no ano do Senhor", em latim), Dionísio estabeleceu o nascimento de Jesus como o ano 1, e não o "ano zero". Isso significa que uma década depois do ano 1 só ficaria completa no ano 11; um século inteiro só teria transcorrido no ano 101; e assim por diante.

É claro que é injusto atribuir essa peculiaridade apenas ao monge: os europeus daquele tempo ainda não tinham criado um tipo de aritmética que incorporasse o zero como elemento independente ou indicador de dezenas em números como 20 ou 50, por exemplo. 

Quando operações matemáticas exigiam algo parecido, o máximo que se fazia era escrever palavras como "nulla" ou "nihil" ("nada", em latim), coisa que Dionísio já fazia.

O uso do zero como o conhecemos hoje foi desenvolvido gradualmente por matemáticos da Índia, alguns dos quais ativos durante a vida do monge. O contato entre o Islã e a matemática indiana fez com que o conhecimento sobre o tema fosse adotado e transmitido pelos árabes durante a Idade Média, finalmente chegando à Europa por volta do século 11. É por isso que os números que usamos hoje são conhecidos como arábicos. 

Um dos possíveis introdutores da nova aritmética no Ocidente foi o clérigo francês Gerbert de Aurillac (946-1003), que mais tarde se tornou papa com o nome de Silvestre 2º. Nas Américas, os maias do México e da América Central chegaram a usar um sistema parecido de forma independente. 

Séculos mais tarde, pioneiros da astronomia como o alemão Johannes Kepler (1571-1630) formularam contagens de anos que também tomavam o nascimento de Jesus Cristo como ponto de partida, mas o consideravam como "ano zero", e não ano 1, o que elimina a estranheza da datação convencional. 

Esse sistema, no entanto, só é usado para datar eventos astronômicos, como eclipses ou conjunções de planetas, os quais, por sua vez, podem ser úteis para determinar o tempo em que certos eventos históricos ocorreram.

Leis liberam recursos para educação, bolsas de pesquisa e prevenção de cheias

 

A edição desta sexta-feira (29) do Diário Oficial da União (DOU) traz a publicação de cinco leis com liberação de crédito suplementar para a Justiça Federal e diversos órgãos do Poder Executivo.

 

Uma delas (Lei 13.920/2019) libera R$ 1,3 bilhão para bolsas de pesquisa do CNPq, infraestrutura de escolas de educação básica e unidades socioeducativas de crianças e adolescentes. O dinheiro será administrado pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, da Educação, da Cidadania e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A norma teve como ponto de partida o PLN 41/2019.

 

A Lei 13.916/2019 abre crédito especial no valor de R$ 300,7 mil para a Justiça Federal e o Ministério da Educação. O dinheiro será usado para pagamento de benefícios e pensões indenizatórios decorrentes de decisões judiciais. A norma teve origem no PLN 7/2019

 

Pela Lei 13.917/2019, órgãos federais como os Ministérios da Educação, da Saúde e da Economia receberão crédito suplementar de mais de R$ 39 milhões, a serem investidos, por exemplo, na promoção da educação e inclusão digital. O texto é resultado do PLN 13/2019

 

Os Ministérios da Agricultura, Economia, Educação, Justiça e Segurança Pública, Saúde, Defesa, Desenvolvimento Regional, Turismo, Cidadania e da Mulher, Família e Direitos Humanos receberão juntos R$ 31,5 milhões. O crédito está definido pela Lei 13.918/2019, oriundo do PLN 14/2019

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Na Venezuela, alunos desmaiam de fome nas escolas

Anatoly Kurmanaev e Isayen Herrera, do New York Times / O GLOBO

 

BOCA DE UCHIRE, VENEZUELA - Os desmaios na escola primária de Boca de Uchire, na Venezuela, se transformaram em algo regular: muitos alunos vão para as aulas sem ter tomado café da manhã ou jantado na noite anterior. A crise no país atingiu duramente a educação.

Boa parte dos professores rumou para o exterior, mudou de profissão ou mesmo decidiu se aventurar nos garimpos ilegais. Alunos, por sua vez, muitas vezes deixam o colégio para ajudar os pais, por não ter dinheiro para a passagem ou mesmo por não ter forças. Na porta da escola, é comum perguntarem se há merenda antes de decidirem se assistirão à aula.

— Não é possível educar pessoas esqueléticas e famintas — disse Maira Marín, professora e líder sindical da cidade.

BOCA DE UCHIRE, VENEZUELA - Os desmaios na escola primária de Boca de Uchire, na Venezuela, se transformaram em algo regular: muitos alunos vão para as aulas sem ter tomado café da manhã ou jantado na noite anterior. A crise no país atingiu duramente a educação.

Boa parte dos professores rumou para o exterior, mudou de profissão ou mesmo decidiu se aventurar nos garimpos ilegais. Alunos, por sua vez, muitas vezes deixam o colégio para ajudar os pais, por não ter dinheiro para a passagem ou mesmo por não ter forças. Na porta da escola, é comum perguntarem se há merenda antes de decidirem se assistirão à aula.

— Não é possível educar pessoas esqueléticas e famintas — disse Maira Marín, professora e líder sindical da cidade.

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Maior parte dos inadimplentes do País tem dívida contraída há mais de 7 anos

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2019 | 04h00

O agravamento da crise econômica em 2014, após um período de abundância de renda e crédito, criou um enorme contingente de brasileiros inadimplentes, sem condições de voltar ao mercado. Hoje, quase um terço dos consumidores (30%) com restrição ao crédito tem mais de uma dívida em atraso, sendo que 56% dos empréstimos foram feitos há mais de sete anos, segundo pesquisa da empresa de recuperação de crédito Recovery.

Inadimplência
De acordo com a pesquisa, a dívida média é de R$ 3.116  Foto: Monica Zarattini|Estadão
 

Ao todo, o Brasil tem 60 milhões de inadimplentes. Boa parte deles surgiu na esteira do aumento do desemprego nos últimos anos, que chegou a deixar 14 milhões de pessoas sem trabalho. Com a renda em queda, os índices de inadimplência dispararam e ainda não retornaram aos níveis pré-crise.

Segundo dados do Banco Central, a taxa de inadimplência em empréstimo para pessoa física (exceto crédito consignado) está em 7,5% – meio ponto porcentual acima do verificado em janeiro. No cheque especial, que hoje tem os maiores juros do País (e que passarão a ser limitados em 2020), a inadimplência é de 16,1% – bem maior que os 14,2% do início do ano. 

Retomada

Na avaliação do professor de Finanças do Insper, Ricardo Rocha, a mudança desse quadro só vai ocorrer com o aquecimento da economia e maior nível de contratação por parte das empresas. “Um crescimento de 2% ou 2,5% já daria um alívio; hoje qualquer impulso na renda teria efeito positivo.” Para o professor, quem consegue se recolocar no mercado de trabalho volta a pagar suas dívidas.

A chefe da área de Cobrança da Recovery, Marcela Gaiato, concorda. Ela afirma que, apesar da lenta retomada econômica – que reduziu o nível de desemprego de 12,7%, em 2017, para 11,8% –, tem percebido uma iniciativa maior por parte dos consumidores para regularizar suas contas. 

Parte desse movimento se deve às compras de fim de ano e ao recebimento do 13.º salário. A maioria quer ter mais espaço para adquirir novos créditos e consumir.

Descontos

Esse movimento também foi verificado no Feirão Serasa Limpa Nome. Em apenas duas semanas, a empresa já havia alcançado mais de 1 milhão de negociações. A expectativa era dobrar esse número até ontem. Os acertos incluíram descontos de até 98% no valor da dívida.

A confeiteira Bernadete do Carmo França, de 46 anos, por exemplo, conseguiu fechar um acordo com desconto de quase 90% de uma dívida de R$ 12 mil. “Acabei pagando o justo, que é o valor da dívida sem os juros”, disse ela, que parcelou o montante renegociado.

A dívida de Bernadete começou a se formar há mais de uma década, quando conseguiu um cartão de crédito. Em determinado momento, começou a pagar o valor mínimo da fatura. “E, de repente, tinha virado uma bola de neve”, diz a confeiteira, que tentou renegociar o débito outras vezes, mas não conseguiu por causa dos valores elevados. 

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