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CGU mira frota fantasma de carros no Cade

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Uma auditoria feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fez uma observação interessante sobre…o tamanho do estacionamento da sede do órgão, que fica em Brasília.

Segundo a CGU, a área reservada às garagens do imóvel alugado desde 2012 pela autarquia é “desproporcional à sua força de trabalho”. O valor do aluguel: R$ 7,3 milhões. Ao todo, são 210 vagas cobertas.

Isto porque, de acordo com o órgão de fiscalização, o prédio foi locado com uma expectativa de 500 servidores, mas terminou o ano de 2018 com um quadro menor: 242 servidores e 150 outros colaboradores, entre terceirizados e estagiários.

Diante deste cenário, o relatório da CGU sugere que o Cade considere “a disponibilidade de imóveis públicos, visto a opção desonerá-la de gastos com aluguel e IPTU, e seu quantitativo relativamente restrito aumenta a probabilidade de encontrar imóveis que a comportem”.

Em resposta dada aos apontamentos da auditoria, o Cade afirmou que “a área da sede do Cade não só é adequada ao porte da autarquia, como não há ociosidade de áreas de trabalho”. VEJA

 

Sem salários, médicos e enfermeiros ameaçam paralisar clínicas da família por 48 horas

PROTESTO NA SAUDE DO RIO

 

 

 

RIO — Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira,  no Clube dos Portuários (Santo Cristo), funcionários de Organizações Sociais de Saúde (OSs) decidiram paralisar por 48 horas todas as atividades o atendimento em 220 ambulatórios e clínicas da família a partir desta terça-feira. A decisão foi tomada em protesto contra o atraso no pagamento de três meses de salários de cerca de 22 mil médicos, enfermeiros e profissionais de Saúde terceirizados. Os profissionais estão em greve porque, em crise financeira, a prefeitura não tem pago as OSs com regularidade. A dívida total chega a R$ 350 milhões, segundo estimativas do vereador Paulo Pinheiro (PSOL), da Comissão de Saúde da Câmara.

 

Por conta da greve, as equipes de OSs operam, nos hospitais, com apenas 50% dos efetivos nas emergências. Nesta segunda-feira, os profissionais decidiram reduzir ainda mais os efetivos em razão dos atrasos.

— O pessoal da enfermagem decidiu reduzir os efetivos nas emergências para 30% já a partir de amanhã. No caso dos médicos, foi aprovado indicativo para que essa redução ocorra a partir de sexta-feira. Mas essa posição pode ser reavaliada após nova reunião do dissídio na quarta-feira — disse o diretor de Comunicação do Sindicato dos Médicos, Carlos Vasconcellos.

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‘Vejo um cartel no sistema partidário’, diz Janaína

Pepita Ortega / o estado de sp

09 de dezembro de 2019 | 15h07

Janaina Paschoal. Foto: Sergio Castro/Estadão

Ao se posicionar de maneira favorável às candidaturas individuais durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal, a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL/SP) afirmou que vê no sistema partidário brasileiro um ‘cartel’ sob o ponto de vista penal. Para a deputada estadual mais votada nas eleições 2018, em São Paulo, as candidaturas avulsas poderiam conferir aos cidadãos ‘o verdadeiro poder da cidadania’.

“Eles (os partidos) se unem, criam regras para se perpetuarem no poder e para asfixiarem qualquer indivíduo ou qualquer grupo livre que tente estabelecer uma ideia diferente”, afirmou a deputada.

Janaina disse que defende a viabilidade das candidaturas sem filiação partidária tanto para as eleições proporcionais quanto majoritárias para ‘dar espaço a uma saudável concorrência’.

“Como exercer o poder se entre o eleitor e o candidato existe um cartel e ele impõe os candidatos. O contrário de cartel é uma livre concorrência”, ela prega.

Em sua avaliação, talvez assim seja possível o fortalecimento dos partidos. “A concorrência pode forçar os partidos a se aprimorarem e assim teremos uma República.”

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Futuro reeleitoral de Jair Bolsonaro está no bolso... - JOSIAS DE SOUZA

Josias de Souza

08/12/2019 06h14

Candidato declarado à reeleição, Jair Bolsonaro encontra na mais recente pesquisa do Datafolha uma fórmula para o sucesso. A coisa passa pelo bolso do brasileiro. Num instante em que a economia exala um leve aroma de crescimento, a popularidade do presidente parou de cair.

taxa de aprovação de Bolsonaro deslizou de 29% para 30%. O índice de reprovação, que saltara em agosto de 30% para 38%, escorregou para 36%. As variações estão dentro da margem de erro da pesquisa. Sua conversão em tendência depende de dois movimentos.

Num movimento, Bolsonaro precisa trazer a língua na coleira. Noutro, tem de abandonar a condição de estorvo de sua equipe econômica. Entre todos os setores do governo, o econômico é o mais popular. Em três meses, cresceu cinco pontos percentuais o índice dos que aprovam a atuação do governo nessa área.

Em trajetória inversamente proporcional, caiu a taxa de aprovação do modo como o governo lida com a corrupção. Quer dizer: embora considere que a gestão de Bolsonaro tornou-se mais complacente com os maus costumes, um pedaço da plateia emite sinais de que pode fechar os olhos se a economia der um salto.

Mal comparando, Bolsonaro vive situação análoga à de Michel Temer antes do grampo do Jaburu. Temer dispunha de uma equipe econômica com boa reputação. Alguns foram aproveitados na equipe de Paulo Guedes. O resultado não tardou a aparecer no painel de indicadores.

Quando Temer assumiu, nas pegadas do impeachment de Dilma Rousseff, o PIB estava numa lona histórica. No segundo trimestre de 2016, a recessão ardia a pino: em quatro trimestres, acumulou-se uma contração de notáveis 4,8%. A inflação bateu em 9,5%.

Com método e paciência, a equipe de Temer retirou o país da recessão, iniciando uma trajetória de taxas mixurucas de crescimento. A inflação foi contida, os juros começaram a cair.

A coisa não deslanchou basicamente por duas razões: Temer fez concessões à irresponsabilidade fiscal. Concedeu reajustes a servidores. Fez  favores a ruralistas. De resto, foi pilhado na conversa vadia com Joesley Batista.

Sob Bolsonaro, aprovou-se a reforma da Previdência que Temer não conseguiu retirar do papel, reforçou-se o torniquete fiscal e reduziram-se ainda mais os juros. O resultado está longe de ser exuberante, mas ele existe.

O desemprego cai. Entretanto, o ritmo é lento, a remuneração é menor, a informalidade supera os 40% e o trabalho é mais precário. O consumo neste final de ano foi anabolizado pela liberação de parte do FGTS.

O brasileiro não ignora o tamanho do desafio. De acordo com o Datafolha, a maioria (55%) considera que a crise deve demorar para acabar, e o país não voltará a crescer vigorosamente a curto prazo.

Para complicar, a grossa maioria (80%) não confia no presidente. Uma parte (43%) desacredita de tudo que ouve de Bolsonaro. Outra parte (37%) confia no capitão apenas de vez em quando.

A despeito de tudo, os entrevistados resolveram estancar a sangria da popularidade de Bolsonaro. Se tivesse juízo. O presidente destituiria sua língua do posto de líder da oposição e tocaria as reformas pós-Previdência em vez de pisar no freio. Mas juízo é material escasso no Planalto.

De resto, convém não esquecer que há na praça um fio desencapado. Chama-se Fabrício Queiroz. Tem potencial para produzir um curto-circuito tão desestabilizador quanto o grampo produzido na noite alta do Alvorada por Joesley Batista.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Graças ao prestígio, Moro foi da frigideira à chapa... - JOSIAS DE SOUZA

JOSIAS DE SOUZA

Ministro mais popular da Esplanada, Sergio Moro ficou bem-posto na penúltima fotografia tirada pelo Datafolha. Conhecido por 93% dos brasileiros, Moro é aprovado por 53%. Está 23 pontos percentuais acima de Jair Bolsonaro, cuja taxa de aprovação é de míseros 30%. Os dados servem para explicar por que o ministro da Justiça foi retirado da frigideira do Planalto.

Há cinco meses, a orquestra do capitão executava para Moro uma partitura com muitos tambores e poucos violinos. Bolsonaro afastou Roberto Leonel, um pupilo do ministro, do comando do velho Coaf. Ameaçou destituir da direção-geral da Polícia Federal o delegado Mauricio Valeixo.

Em junho, numa das saidinhas do Alvorada, um repórter perguntou ao presidente se confiava em Moro. A resposta soou corrosiva: "Eu não sei das particularidades da vida do Moro. Eu não frequento a casa dele. Ele não frequenta a minha casa… por questão até de local onde moram nossas famílias. Mas, mesmo assim, meu pai dizia para mim: Confie 100% só em mim e minha mãe".

Decorridos cinco meses, a cabeça de Valeixo continua sobre o pescoço. E Moro foi transferido da frigideira do Panalto para a chapa de Bolsonaro na sucessão de 2022. O ex-juiz da Lava Jato ocupa informalmente o posto de opção para a vaga de candidato a vice-presidente da República.

Munido de suas próprias pesquisas, Bolsonaro se deu conta de que o excesso de tambores e a escassez de violinos poderia empurrar Moro não para a vice, mas para a cabeça de uma chapa rival.

Stents não são melhores que remédios para prevenir infarto

Cláudia Collucci / folha de swp
 
circurgia no coração
SÃO PAULO

Um estudo financiado pelo governo norte-americano deu o veredicto para uma controvérsia de longa data na cardiologia: stents ou ponte de safena não são melhores do que o uso de remédios para prevenir um infarto.

Pesquisas anteriores já tinham chegado à mesma conclusão, mas envolveram um número menor de pacientes.

No novo estudo, chamado Ischemia, 5.179 pacientes com isquemia do miocárdio (redução do fluxo sanguíneo para o coração) foram divididos em dois grupos; um, com 2.588 pessoas, foi tratado com stent ou cirurgia de ponte de safena. O outro, com 2.591 pacientes, recebeu medicamentos.

Após três anos e três meses de acompanhamento, os pesquisadores concluíram que não houve diferença nas taxas de mortalidade nos dois grupos. Tampouco nas de infartos, hospitalizações por doença cardíaca e reanimação após parada cardíaca.

Atualmente, é muito comum que, ao ser detectada uma obstrução na artéria durante um check-up, por meio de teste ergométrico, cintilografia ou ressonância, a pessoa receba indicação de um stent.

“Os novos resultados mostram que [nessas circunstâncias] não há risco em experimentar medicamentos e ver se o paciente melhora. Se não melhorarem, precisam tomar uma decisão se querem ou não um procedimento mais invasivo” diz Judith Hochman, reitora sênior de ciências clínicas da Grossman School of Medicine da Universidade de Nova York e uma das investigadoras.

Segundo os autores, procedimentos invasivos devem ser usados com mais moderação e menos pressa em pacientes com doença cardíaca estável.

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