Busque abaixo o que você precisa!

COLUNA | BRASIL, UM PAÍS QUE OS BANDIDOS AMAM

GIAMPAOLO MORGADO BRAGA / ÉPOCA

Nos filmes estrangeiros, é líquido e certo: se o bandido tem de escapar da polícia para algum lugar onde ficará bem escondido e protegido, o destino final é o Rio de Janeiro. Os golpistas vividos por John Cleese e Jamie Lee Curtis em “Um peixe chamado Wanda”? Embarque para o Rio. O ladrão de banco vivido por Alec Guinness em “O mistério da torre”, do distante ano de 1951, conta sua história em flashback a partir de onde? Um restaurante no Rio. Os produtores teatrais picaretas de “Os produtores” querem meter o pé para onde? Rio de Janeiro, obviamente. Dá para fazer um livro só com esses e outros casos.

E não é só na ficção — afinal, poderia ser uma escolha de roteiristas, baseada numa percepção falsa. O caso mais notório de um fugitivo que se acoitou no Rio é o de Ronald Biggs, ladrão do trem postal inglês e fugitivo do Her Majesty's Prison Service. Biggs usufruiu da nossa hospitalidade carioca entre 1970 e 2001. Só não foi extraditado porque não havia tratados entre Brasil e Reino Unido a respeito.

Outro bandido de certa fama que se homiziou deste lado de cá da Linha do Equador foi Jesse James Hollywood. Traficante de drogas e homicida na Califórnia, viveu no Rio no início dos anos 2000. Mudou de nome, deu aulas de inglês e teve um filho. Acabou preso pela Interpol em 2005. Hoje, curte uma prisão perpétua em San Diego. Sem direito a condicional.

Como mostrou uma série de reportagens do Extra publicadas esta semana, aumentou em 26%, nos últimos dois anos o número de presos estrangeiros no sistema carcerário fluminense. Tem de tudo: traficante americano, golpista português, ladrão chileno, homicida alemão, soldado do tráfico argentino… Conhecendo-se a eficiência do nosso sistema de persecução criminal, dá para ter um vislumbre da quantidade de criminosos de outros países que escolheram o Rio para aproveitar a vida louca e, de quebra, delinquir um pouquinho.

Até bandidos de outros estados da federação vêm ao Rio fazer seu turismo criminal. Roubam aqui, traficam ali e, no fim de semana, aproveitam a praia.

Por que o Rio faz tanto sucesso entre bandidos de outras plagas? Não é o Rio, que já tem problemas para dar, vender e exportar. É o Brasil. A legislação brasileira é feita sob medida para deixar os criminosos felizes. Quer um exemplo?

Um bandido hipotético — americano, digamos — está por aqui, curtindo a vida adoidado. Ele cometeu, hipoteticamente, uns dez homicídios de criancinhas no Texas. É um serial killer, em suma. Esse hipotético bandido é preso para ser extraditado. Quem dá a ordem de extradição é o STF. Mas só dará essa ordem se o país estrangeiro se comprometer a não aplicar, lá, uma pena que o estrangeiro não poderia receber aqui. Sacou? Ou seja, nos Estados Unidos esse nosso hipotético serial killer receberia pena de morte, ou uma meia-dúzia de sentenças de prisão perpétua. Aqui, leva no máximo 30 anos de cadeia. Com progressão de regime e condicional, porque é um absurdo manter um criminoso preso pelo tempo da sentença que recebeu, certo?

Aqui temos a pseudo-cláusula pétrea contra a pena de morte — que é prevista em tempos de guerra, logo não é tão pétrea assim — não pode ter trabalho forçado, tem semiaberto com um sexto de cumprimento da pena, tem auxílio pecuniário para o detento, tem redução de pena por estudo, trabalho, leitura de livro…

Isso tudo, unido à patética taxa de resolução de crimes, à atávica demora da Justiça em julgar criminosos, à bovina complacência com que a sociedade encara a reincidência criminal, a ação de facções do tráfico, a absurda e imoral existência de “territórios do crime” dentro do território nacional, tudo isso somado, misturado e batido no liquidificador, vira um caldo amargo que está cada vez mais difícil de engolir.

SUPREMO GASTA R$ 3,4 MILHÕES POR ANO EM SEGURANÇA DE MINISTROS FORA DE BRASÍLIA

Além de contarem com o serviço de segurança e escolta do Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília, os ministros da Corte usufruem do mesmo benefício em suas residências nos estados de origem. Há funcionários de segurança de plantão 24 horas por dia à disposição dos ministros em Curitiba, onde Edson Fachin tem imóvel; no Rio de Janeiro, frequentado por Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio Mello; e em São Paulo, por conta de Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski. O esquema funciona mesmo quando os ministros estão em suas residências em Brasília.

O contrato de Curitiba foi firmado a Betron Tecnologia em Segurança, no valor de R$ 1,54 milhão por ano. No Rio, o contrato de R$ 1,42 milhão por ano é com a Belfort Tecnologia em Segurança. Em São Paulo, a Vanguarda Segurança e Vigilância recebeu R$ 421 mil para prestar o serviço. A soma dos gastos é de 3,38 milhões. Por motivo de segurança, o STF não informou quais ou quantos ministros usufruem do benefício fora de Brasília.

O contrato de São Paulo está para vencer. No início deste mês, o tribunal abriu licitação para celebrar um novo contrato de prestação de serviço. Segundo o edital, o valor máximo a ser gasto é de R$ 3,45 milhões, mas a cifra deve ficar abaixo desse patamar. A empresa selecionada prestará serviço a partir de 1º de fevereiro, por dois anos, prorrogáveis por cinco.

Segundo o edital, a empresa precisa fornecer 16 funcionários armados, sendo que metade atuará na segurança de um ministro e a outra metade, para o outro. Os agentes devem se revezar em uma escala de trabalho de 12 por 36 — ou seja, cada profissional trabalha por 12 horas seguidas e, depois, folga 36 horas. A descrição do serviço a ser prestado é a seguinte: “triagem, portas de acesso e circunvizinhanças, vias de estacionamento externo, extensão de terreno interno e externo, acompanhamento da autoridade e realização de rondas inopinadas”.

Em Brasília, o aparato de segurança para proteger os ministros foi incrementado a partir de abril do ano passado, quando foi aberto um inquérito para investigar ataques e críticas aos integrantes do tribunal. O relator do inquérito, Alexandre de Moraes, passou a ser visto com um séquito de seguranças, mesmo quando circula dentro das imediações do Supremo. Marco Aurélio, em compensação, costuma dispensar o serviço, dentro ou fora do tribunal.

PF encontra gibi de ‘Dom Lula’ na casa de sócio de Lulinha

DON LULA

Fábio Luis Lula da Silva, o Zero Um de Lula, tem milhões de motivos para considerar o ex-presidente um herói. Nas buscas feitas na casa e nas empresas de Kalil Bittar, sócio de Lulinha, a Polícia Federal encontrou a cópia de um gibi intitulado “Dom Lula – O Cavaleiro da Esperança”.

Com espada de gladiador na mão e uma armadura corpulenta, Dom Lula sai para as ruas para lutar contra os temores dos brasileiros como a fome e a falta de emprego. Em sua incessante busca por justiça, o herói enfrenta seu arqui-inimigo, Molouco – um juiz vilão.

Molouco é um personagem com nariz comprido de Pinóquio, que quer a todo custo condenar o Dom Lula sem provas. “Todos são corruptos, em tudo vejo corrupção”, acusa o vilão em certo trecho do gibi. Mas Dom Lula, o invencível, tem o povo ao seu lado: “Sairei dessa mais forte, mais verdadeiro e inocente”.

Nem precisa de spoiler para saber que no final o bem, representado por Dom Lula, vence o mal, representado pelo juiz Molouco. O último quadrinho é a face de Dom Lula com os olhos iluminados pela estrela do PT, com a frase: “Lula, sonho e determinação”.

Em 13 anos de governo petista, Lulinha e seus sócios faturaram 172 milhões de reais apenas de duas empresas de telefonia, sem registros de nenhum serviço lícito que justificasse tais pagamentos. É um mistério que só Dom Lula poderá decifrar.

‘Dom Lula’ é confrontado por ‘Molouco’ em quadrinho encontrado pela PF ./Reprodução VEJA

Com chuvas perto do triplo da média, MG tem 53 mortos em cinco dias

Fernanda Canofre / FOLHA DE SP
BELO HORIZONTE

O número de mortes em decorrência das chuvas chegou a 53 nesta terça-feira (28) em Minas Gerais. Os casos foram registrados entre o dia 24 de janeiro até o fim da noite de terça —há ainda um desaparecido. 

Desde outubro, 64 pessoas morreram no estado em episódios relacionados às chuvas, em registro recorde dos últimos cinco anos. Até então, o maior número de mortes havia sido 18, nas temporadas 2016/2017 e 2018/2019.

A maioria das mortes registradas na última semana foram em casos de soterramento, desabamento e desmoronamento de terra: 43. Com o solo encharcado, os deslizamentos de terra derrubaram casas em várias cidades.

Foram registradas oito mortes de pessoas arrastadas pelas águas e dois por afogamento. Um homem de 62 anos, desaparecido desde a noite do dia 24, foi encontrado na manhã desta terça, dentro do carro, em um córrego em Divinópolis. 

Em Belo Horizonte, dois episódios de deslizamento de terra e soterramento mataram 12 pessoas dentro de casas. A capital lidera o número de mortos na lista que inclui 16 cidades.

Na quarta-feira antes das chuvas fortes, a prefeitura colocou em prática um plano emergencial com equipamentos, como caminhões, retroescavadeiras e hidrojatos, em onze pontos da cidade, e reservou 500 vagas em pousadas para famílias que tivessem de sair de casa.

Até esta terça, 185 famílias ainda estavam acolhidas pelo serviço. Segundo a prefeitura, o plano de atuação começou a ser elaborado no dia 19 de janeiro, quando uma chuva forte deixou estragos na cidade.

A Defesa Civil de BH renovou o alerta para riscos geológicos, como desmoronamentos de terra, até a próxima sexta-feira. Na noite de terça, voltou a chover na cidade.

A chuva alagou avenidas da cidade, invadiu casas e estabelecimentos comerciais, arrastou carros e assustou clientes de um restaurante que foi inundado. Parte do teto de um shopping localizado no bairro Belvedere desabou durante a tempestade.

 

Em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, o desabamento de uma casa provocou a morte de uma pessoa, de acordo com a Defesa Civil. A rodovia MG-030, que liga Nova Lima a Belo Horizonte, foi interditada devido a desmoronamentos de terra. 

Leia mais...

Defeitos de fabricação do governo Bolsonaro são cada vez mais evidentes

Ao anunciar a saída do chefe do INSS, o governo disse esperar "que não haja descontinuidade" nas atividades do setor. Seria um sinal de autoconfiança se não fosse a fila de 1,3 milhão de pedidos de aposentadoria encalhados no órgão. A equipe de Jair Bolsonaro age como se pudesse trocar uma peça e deixar o calhambeque rodando ladeira abaixo.

Os burocratas alegam que uma falha no sistema da Previdência acabou represando a concessão de benefícios. É mais honesto afirmar que esse é mais um dos defeitos de fabricação deste governo. A falta de planejamento, comunicação e articulação já foi vendida como item de série.

https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_th.jpg 100w, https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_sm.jpg 480w, https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_md.jpg 768w, https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_lg.jpg 1024w, https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_xl.jpg 1200w, https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_rt.jpg 2400w " data-sizes="(min-width: 1024px) 68vw, 100vw" data-src="https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_md.jpg" sizes="(min-width: 1024px) 68vw, 100vw" srcset=" https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_th.jpg 100w, https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_sm.jpg 480w, https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_md.jpg 768w, https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_lg.jpg 1024w, https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_xl.jpg 1200w, https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_rt.jpg 2400w " src="https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/01/28/15802588625e30d62e7245a_1580258862_3x2_md.jpg" style="box-sizing: inherit; border-style: none; -webkit-tap-highlight-color: transparent; opacity: 1; transition: opacity 300ms ease 0s; height: auto; width: 630px; max-width: 100%;">
O presidente Jair Bolsonaro - Pedro Ladeira/Folhapress

O governo tratou a reforma das aposentadorias como prioridade, mas não preparou as agências do INSS para a aplicação das novas regras. Encomendou planos megalomaníacos para dar nova cara ao Bolsa Família enquanto deixava cidadãos miseráveis na fila de espera. Bateu bumbo para a realização do Enem, mas não conseguiu garantir uma correção precisa de todas as provas.

Dez dias depois de admitir falhas no exame, o Ministério da Educação ainda não convenceu os estudantes de que os erros foram reparados. Nem o presidente foi capaz de dar um voto de confiança total ao chefe da pasta. Bolsonaro não quis responsabilizar o boquirroto Abraham Weintraub, mas emendou que ele continua no cargo "por enquanto".

Com tanta desordem, ineficiência e falta de controle, não é surpresa que tantos integrantes do governo pareçam estar pendurados por um fio —de um secretário de Comunicação em flagrante conflito de interesses ao presidente do BNDES.

Foi o presidente, aliás, quem reafirmou as dúvidas sobre um contrato de auditoria ampliado pela cúpula do banco. "Parece que alguém quis raspar o tacho", disse, chamando o chefe da instituição de "o garoto lá".

Bolsonaro talvez tenha passado a reconhecer os problemas do governo depois de alguma revelação espiritual durante sua viagem à Índia. Algumas coisas simplesmente não têm como dar certo.

Bruno Boghossian

Jornalista, foi repórter da Sucursal de Brasília. É mestre em ciência política pela Universidade Columbia (EUA). FOLHA DE SP

Sabotagem - VERA MAGALHÃES

Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2020 | 03h00

O ano de 2020 na Educação começou marcado por uma palavra trazida à moda pelo ministro da pasta: balbúrdia. Confusão na correção do Enem e, consequentemente, na divulgação do resultado do Sisu, o sistema unificado que usa as notas do exame para direcionar os alunos para as universidades. 

Ontem, com liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça, estudantes conseguiram ter acesso aos resultados, mas muitas dúvidas ainda pairavam quanto aos critérios de atribuição das notas e escolha de vagas. 

Diante de evidente falha técnica e administrativa do MEC, Jair Bolsonaro optou pela sua saída padrão quando as coisas vão mal por ineficiência dos assessores que ele considera leais, ideologicamente alinhados e suficientemente lacradores nas redes sociais: apontou sabotagem, provavelmente da esquerda infiltrada na pasta. 

Isso, claro, sem ter qualquer dado ou evidência – uma sindicância, uma auditoria, alguma denúncia em canais oficiais – de que tenha havido algo do gênero. Diversionismo para enganar aquele exército bovino das redes sociais sempre disposto a amparar qualquer absurdo que venha do governo. 

Acontece que numa pasta que lida com estatísticas, como a Educação, o sedimento formado pelo aparelhamento ideológico, pela inépcia administrativa e pelo desprezo à ciência vai deixar marcas que ficarão associadas ao governo Bolsonaro para a História. E neste caso não será possível apontar um complô alienígena para culpar. 

Enquanto tudo isso acontecia em seu quintal, o ministro Abraham Weintraub ocupava os últimos dias com mais postagens nas redes sociais divulgando fake news contra jornalistas ou brandindo um vidro de água sanitária numa receita caseira para aplacar o suposto mau hálito de outro. Sim, isso mesmo. Dentro do gabinete do MEC. Está no Twitter, com orgulho indisfarçado da própria capacidade de fomentar a “guerra cultural”. 

Também se dispôs a encaminhar “diretamente ao Inep” o caso da filha de um apoiador, uma das milhões de estudantes que apontaram erro na correção do Enem, sempre por meio da rede social favorita. Não é só. Nos últimos dias, decreto assinado por Bolsonaro abre uma brecha para que este MEC, assim aparelhado, em que o titular da Capes, responsável por pesquisas, se revela orgulhosamente defensor do criacionismo, produza livros didáticos. 

Não foi por acaso o ataque de Bolsonaro aos livros adquiridos por meio do Programa Nacional do Livro Didático, aqueles que, no gosto presidencial, tinham muita coisa escrita. 

O filão dos livros didáticos sempre foi uma espécie de galinha dos ovos de ouro dos pupilos de Olavo de Carvalho que foram encastelados no MEC na gestão de Ricardo Vélez Rodríguez, caíram por intervenção do general Santos Cruz, mas continuam orbitando em torno do poder. Vários desses olavetes inflamados têm participações em editoras e esperam só uma chance para abocanhar esse rentável mercado. E, de quebra, fazer aquela doutrinaçãozinha ideológica, porque ninguém é de ferro. 

É esse estado de coisas que compromete de maneira séria a Educação brasileira. Exumar Paulo Freire e malhá-lo como um Judas diante de uma massa que não sabe nada a respeito da obra do educador é um jeito de criar uma cortina de fumaça para o verdadeiro plano de utilizar educação e cultura como correia de transmissão do reacionarismo (e nunca conservadorismo, porque os conservadores de fato se contorcem diante dessa marcha batida rumo às piores práticas autoritárias). 

O Congresso, que tem em suas cadeiras alguns bons parlamentares com foco nessa área, precisa, no retorno do recesso, voltar os olhos para os desmandos no MEC, já que, pelo jeito, Bolsonaro continuará apontando inimigos imaginários enquanto seu ministro pinta e borda. 

Compartilhar Conteúdo

444