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Sistema Interligado Nacional (SIN)

sistema interligado nacional é uma grande rede que se estende por boa parte do país congregando sistemas de geração e uma malha de transmissão de energia elétrica que movimenta a energia entre seus subsistemas. Atualmente, o SIN é divido em 4 subsistemas: Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte. A maior parte de nossa matriz energética dentro do SIN é composta por usinas hidroelétricas, seguidas por usinas térmicas e mais recentemente as eólicas, modal que tem ganhado força nos últimos anos, principalmente na região Nordeste do País.

Você pode ver números interessantes do SIN aqui.

A existência da malha de quase 135 mil Km e do controle que interliga as fontes dentro do SIN traz diversos benefícios, como exemplo:

  • A minimização dos riscos de interrupção (gerando segurança);
  • O melhor balanço de uso das fontes de geração, aumentando a eficiência do sistema e reduzindo os custos de geração;

Como tínhamos citado acima, existem também partes do sistema que – por conta das distâncias continentais que o país possui e dificuldades de acesso -, estão fora do Sistema Interligado Nacional. São regiões principalmente no Norte do país, mas também incluem outros locais, como Fernando de Noronha e até o Mato Grosso. No total são 246 localidades. A demanda destas localidades não é alta se comparada com o restante do país, representando menos de 1% do consumo total que é suprido principalmente por usinas termelétricas a óleo diesel.

O SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL

O sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil é um sistema hidro-termo-eólico de grande porte, com predominância de usinas hidrelétricas e com múltiplos proprietários. O Sistema Interligado Nacional é constituído por quatro subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e a maior parte da região Norte.
  
A interconexão dos sistemas elétricos, por meio da malha de transmissão, propicia a transferência de energia entre subsistemas, permite a obtenção de ganhos sinérgicos e explora a diversidade entre os regimes hidrológicos das bacias. A integração dos recursos de geração e transmissão permite o atendimento ao mercado com segurança e economicidade.
  
A capacidade instalada de geração do SIN é composta, principalmente, por usinas hidrelétricas distribuídas em dezesseis bacias hidrográficas nas diferentes regiões do país. Nos últimos anos, a instalação de usinas eólicas, principalmente nas regiões Nordeste e Sul, apresentou um forte crescimento, aumentando a importância dessa geração para o atendimento do mercado.

 

As usinas térmicas, em geral localizadas nas proximidades dos principais centros de carga, desempenham papel estratégico relevante, pois contribuem para a segurança do SIN. Essas usinas são despachadas em função das condições hidrológicas vigentes, permitindo a gestão dos estoques de água armazenada nos reservatórios das usinas hidrelétricas, para assegurar o atendimento futuro. Os sistemas de transmissão integram as diferentes fontes de produção de energia e possibilitam o suprimento do mercado consumidor. pesquisa

Operador Nacional do Sistema Elétrico

Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é uma entidade brasileira de direito privado sem fins lucrativos que é responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) do Brasil.

O ONS foi criado em 26 de agosto de 1998, pela Lei nº 9.648 de 1998, com a regulamentação decretada pelo Decreto nº 5.081 de 14 de maio 2004 e alterada pela Lei nº 10.848 de 15 de maio de 2004.[1]

O ONS é constituído por membros associados e participantes. São membros associados os agentes de geração com usinas despachadas de forma centralizada, os agentes de transmissão, os agentes de distribuição integrantes do SIN, além de agentes importadores e exportadores e consumidores livres com ativos conectados a Rede Básica.

São membros participantes o Poder Concedente por meio do Ministério de Minas e Energia, os Conselhos de Consumidores, geradores não despachados centralizadamente e pequenos distribuidores (abaixo de 500 GWh/ano).

Missão: Operar o Sistema Interligado Nacional de forma integrada, com transparência, eqüidade e neutralidade, de modo a garantir a segurança, a continuidade e a economicidade do suprimento de energia elétrica no país.

 

 Wikipédia, a enciclopédia livre.

Com tarifa de conta de luz, ONS bancou de massagistas a corridas de rua e restaurantes de luxo

André Borges, O Estado de S. Paulo

30 de janeiro de 2020 | 16h34 

BRASÍLIA - O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável por gerenciar o abastecimento de energia consumida diariamente em todo o País, tem gasto dinheiro pago pelo consumidor na conta de luz para bancar serviços sem qualquer tipo de relação com suas obrigações. A lista de gastos, conforme apurou o Estado, inclui, por exemplo, a contratação, sem licitação, de duas empresas de massoterapia, para prestarem serviços de “shiatsu expresso” a seus funcionários, ao custo total de R$ 307 mil. O ONS também encontrou espaço em seu orçamento para gastar mais R$ 106 mil para que seus funcionários participassem de corridas de rua em vários Estados do País, além de financiar almoços em restaurantes de luxo nas principais capitais do País.

As informações detalhadas desses gastos foram obtidas pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e fazem parte de um relatório realizado pela Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira (SFF) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)O órgão analisou as prestações de contas de 2014 a 2018 entregues pelo ONS.

ONS
Problemas de descontrole no gasto com pessoal é uma situação recorrente no ONS. Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

O Operador é uma associação civil privada sem fins lucrativos, mas que tem 97% de seu orçamento anual bancado por tarifas cobradas na conta de luz. Somente 3% de seus custos são pagos pelas empresas do setor elétrico. Por se tratar de dinheiro do consumidor de energia, cabe à Aneel fiscalizar o seu uso. O relatório técnico, que ainda não passou pela diretoria da agência reguladora, foi concluído em novembro do ano passado, após receber justificativas do ONS.

O levantamento aponta que R$ 69.720 foram usados para “premiar” funcionários. A lista de agraciados é extensa. Há casos, por exemplo, de um funcionário que, a título de reconhecimento, gastou R$ 5.790 em hospedagem e em um almoço na churrascaria Fogo de Chão. Outro empregado pagou uma conta de R$ 1.450 depois de curtir um jantar no restaurante Pobre Juan, enquanto outro servidor preferiu deixar R$ 1.450 no Adegão Português. Houve ainda um funcionário que partiu para o Royal Termas Resort, de onde trouxe uma conta de R$ 3.860.

A área técnica da Aneel faz duras críticas ao ONS, aponta falhas diversas em contratações, comprovações e acusa o órgão de fazer uma administração “relapsa e desidiosa”. Por fim, pede a devolução de mais de R$ 13 milhões, por entender que o Operador não conseguiu comprovar a necessidade das contratações ou mesmo de utilização dos produtos e serviços contratados.

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Bolsonaro não frita Onyx Lorenzoni, esquarteja-o... - JOSIAS DE SOUZA

Josias de Souza
 

Colunista do UOL

30/01/2020 15h19

A Casa Civil de Jair Bolsonaro cheira mal. Não é cheiro de queimado. Dessa vez, o odor é de sangue. O capitão decidiu submeter Onyx Lorenzoni a uma nova modalidade de suplício. Em vez de fritar, Bolsonaro submete o ministro a um processo de esquartejamento.

No início do governo, Onyx imaginou que exerceria no time de Bolsonaro o papel de craque do meio de campo. Concentraria os poderes de articulador político, revisor dos atos presidenciais e coordenador da Esplanada. Deu tudo errado. Nesta quinta-feira, Onyx foi enviado à enfermaria num instante em que se imaginava em férias.

No esplendor de suas ilusões, Onyx estimou que articularia uma tropa de cerca de 350 deputados, 42 acima dos 308 necessários para aprovar emendas constitucionais. Bolsonaro cortou-lhe um braço quando transferiu a coordenação política para um general: primeiro, Santos Cruz. Agora, Luiz Eduardo Ramos.

Na sequência, o presidente quebrou uma perna de Onyx ao privar a Casa Civil da atribuição de revisar projetos, medidas provisórias e decretos. Ex-subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, o advogado Jorge Oliveira foi promovido a ministro. Levou para a pasta da Secretaria-Geral a atribuição de revisor-geral.

Bolsonaro concluiu o processo de mutilação pelo Twitter. Num único post, o presidente pôs no olho da rua dois secretários de Onyx e amputou do rol de atribuições da Casa Civil a coordenação do PPI, o Programa de Parceria de Investimentos.

Onyx tornou-se um caso raro de ex-ministro no exercício do cargo. Não reúne condições mínimas de permanecer no governo. Ou retorna ao seu mandato de deputado federal ou entra na fila do INSS como postulante de uma aposentadoria por invalidez.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Crescimento deverá ser mais forte em 2020

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2020 | 04h00

Forma-se a convicção de que o Brasil terá um crescimento econômico mais expressivo neste ano, ainda que os números devam ser distantes não só dos observados no passado, em tempos de euforia, como dos desejáveis para que a indústria, o varejo e os serviços recuperem as marcas do início desta década. Além disso, será um crescimento muito dependente do consumo das famílias. Respeitadas as limitações, o consumo poderá crescer com o aumento do crédito. O investimento também poderá subir, se o País confirmar sua capacidade de atrair o investidor estrangeiro.

Os sinais dos últimos dias foram promissores. Não só o Fundo Monetário Internacional (FMI), mas departamentos econômicos de bancos e consultorias, além de autoridades, estão revendo para cima as expectativas de aceleração do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020. Marcelo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, admite, como previsão pessoal, que o crescimento do PIB possa ficar entre 2,5% e 3%, mais, portanto, do que a estimativa oficial de 2,4%. O que dá relevo às previsões é o fato de que a retomada não virá de estímulos de curto prazo, como a liberação de recursos do FGTS e do PIS-Pasep. “Estamos mudando o mix de crescimento, porque antes o governo era o gerador e isso nos levou a uma crise fiscal terrível”, disse Sachsida.

O Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV) de janeiro reforça o cenário promissor, inclusive no exterior. “Há sinais mais nítidos de estabilização da atividade econômica mundial, após meses de desaceleração, com a maioria dos indicadores econômicos sinalizando queda do risco de uma recessão global em 2020”, segundo o estudo. No País, o mercado de trabalho melhora, a alta do salário mínimo foi definida conforme o esperado e a informalidade tende a cair. Ademais, a confiança cresce, com destaque para a construção. “Os ventos da recuperação econômica começam a soprar com mais força”, afirmam Armando Castelar Pinheiro e Silvia Matos, do Ibre.

A recuperação mais acentuada deverá vir do comércio exterior, da agropecuária e da indústria, puxada pela extrativa. O humor econômico parece mudar para melhor. Até o consumo do governo deverá ter leve alta, em ano de eleições. O Brasil deverá crescer mais, sem euforia, segundo a FGV.

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