Senado absolve Trump em julgamento de impeachment e ele fica no cargo
Donald Trump se tornou nesta quarta-feira (5) o terceiro presidente dos EUA a ser absolvido pelo Senado em um processo de impeachment aprovado pela Câmara. Desta forma, ele não será afastado da presidência.
Ele é o primeiro, no entanto, a passar por isso enquanto tenta se reeleger ao cargo.
Trump era acusado de abuso de poder e obstrução ao Congresso (leia mais sobre as acusações abaixo) e foi absolvido pelos votos de 52 senadores na primeira acusação (contra 48) e por 53 votos (contra 47) na segunda. Para que fosse condenado, ele teria que ser considerado culpado por pelo menos dois terços dos senadores (67 dos 100).
Após injetar R$ 83 mi, Oi cobra R$ 7 mi de empresa de filho de Lula por empréstimo

Cercada de controvérsia, a relação entre a companhia de telefonia Oi e Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, hoje investigada na Lava Jato, atingiu uma fase de disputa entre as partes.
A tele cobra da Gamecorp S.A., que tem o filho do petista como principal administrador, o pagamento de R$ 6,8 milhões com origem em empréstimos feitos entre 2006 e 2007 e nunca ressarcidos.
Por meio de notificação extrajudicial, a Oi, que está em recuperação judicial desde 2016, informou, em duas ocasiões, entre 2018 e 2019, que o pagamento deveria ser feito, sob pena de a empresa "tomar as providências judiciais cabíveis". O ofício mais recente é de setembro do ano passado.
Ambas as comunicações foram apreendidas pela Polícia Federal durante a fase Mapa da Mina da Lava Jato, que foi deflagrada em dezembro passado e apura se dinheiro repassado pela tele a sócios do filho de Lula foi usado para comprar o sítio de Atibaia (SP).
A propriedade rural era frequentada pelo petista e foi reformada pelas empreiteiras OAS e Odebrecht.
A Oi injetou na Gamecorp, de 2004 a 2016, em valores não atualizados, um total de R$ 82,8 milhões (valores não corrigidos), e possuía participação societária de 35%.
Policial militar agride mulher grávida durante ocorrência em São José do Rio Preto
04 de fevereiro de 2020 | 20h28
SÃO PAULO - Um policial militar agrediu uma mulher grávida durante uma ocorrência nesta terça-feira, 4, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Uma gravação mostra o momento em que o agente se posiciona com o joelho sobre a barriga da mulher e dá um tapa forte no rosto dela. Em outro momento, o homem segura o pescoço da mulher, sufocando a vítima. Pessoas que acompanhavam a abordagem alertam o policial sobre a condição da mulher, mas ele não interrompe a imobilização.
“Ela tá grávida, moço!” Com a palavra @jdoriajr ,governador e chefe da PM de SP. Foi em São José do Rio Preto, interior do Estado. #celularemlegitimadefesa
"Ela está grávida, moço. Libera ela. Para de pisar na barriga dela", diz uma pessoa que acompanha a abordagem. O vídeo mostra ainda o agente segurando o pescoço da mulher. "Você está enforcando ela, ela tá ficando sem ar", continua outra mulher que reclama da truculência.
O Supremo reduzido a moeda de troca da briga eleitoral
05 de fevereiro de 2020 | 03h00
A dois anos e meio da campanha eleitoral em que o sucessor de Jair Messias Bolsonaro será eleito pela maioria dos cidadãos aptos a votar e a três do começo do futuro governo, a sucessão em questão está introduzindo no debate uma novidade insólita e maligna. Pela primeira vez na História cada vez mais insana desta República, uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) poderá ser preenchida por interesses eleiçoeiros. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, entra no páreo não mais para preencher a condição de jurista de notório saber e reputação ilibada, como exige a ordem constitucional vigente. Mas por poder representar eventual empecilho a seu chefe e ser, com certeza, disparado favorito na disputa contra qualquer adversário.]
Durante o ano inteiro de 2019, primeiro da nova legislatura e também do mandato presidencial, os condenados, acusados, denunciados e suspeitos de corrupção na cúpula dos três Poderes da República fizeram das tripas coração para reduzir seu poder. E, se possível, desalojar do cargo de primeiro escalão o ex-juiz federal que comandou a mais bem-sucedida e popular operação de combate à corrupção no País. Congressistas sabotaram, primeiro, suas dez medidas contra o furto levadas ao Legislativo por procuradores. Em seguida, fizeram o diabo para desidratar as sugestões que o agora chefe da pasta lhes encaminhou oficialmente sob o nome genérico de fantasia “pacote anticrime”. Nesse afã, introduziram no texto projeto soprado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e adotado por Margarete Coelho (do PP de Paulo Maluf no Piauí governado por Wellington Dias, do PT), presidente da comissão instalada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Nada disso, contudo, reduziu em um mísero ponto porcentual a popularidade de quem pretendiam atingir.
A esquerda, que atribui a Moro a liderança da conspiração para excluir da disputa eleitoral seu ídolo Lula, recorreu para tanto a um expediente em que misturou delito com cavilação. Um grupo de estelionatários habituados a crimes virtuais, hackers de Araraquara (daí o neologismo genial da colega Cora Rónai, “arararraquers”) invadiu os diálogos de cerca de mil autoridades, entre as quais o inimigo comum, no aplicativo russo Telegram. E neles encontrou – em alguns casos, inseriu – diálogos com os quais tentaram insinuar que o magistrado que condenou seu líder na primeira instância comandou as ações do Ministério Público em relação ao réu. O resultado, divulgado pelo site The Interecept Brasil, passou a ser a bola sete para desmoralizar a Lava Jato.
A conspiração, comandada pelo próprio Lula na chamada sala “de estado-maior” da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, contou com a ajuda da candidata a vice na chapa do poste 2 do ex-metalúrgico, Manuela d’Ávila, e os serviços do americano Glenn Greenwald. Este deixou no condado de Nova York, onde vivia, um rastro de participação em pornografia numa empresa em que era associado de seu então companheiro e uma prática pouco recomendável de sonegação de impostos.
O conta-gotas de ácido venenoso usado no estratagema, efetuado em parceria com a Folha de S.Paulo, a Band News e a revista Veja, também em nada atingiu o objetivo do truque empregado. Recentes pesquisas de opinião, inclusive da Datafolha, de uma das empresas parceiras, revelam, ao contrário, a alta dos índices de popularidade do ministro da Justiça, superando os do chefe e dos empenhados em derrubá-lo.
O fiasco da invasão criminosa das mensagens telefônicas – nunca submetidas a perícia – e a constatação de que o inimigo continua fora do alcance de suas punhaladas parecem ter levado os desafetos políticos do juiz paranaense a alterar a tática. Isso inclui a mudança de planos do próprio presidente da República para a indicação do sucessor do decano do STF, Celso de Mello, em dez meses. É público e notório que ele há muito havia desistido de indicar Moro para a vaga, sob a falsa alegação de que o Senado não aprovaria. E já anunciou nomes para essa cadeira e para a que será desocupada no ano que vem por Marco Aurélio Mello.
Para a primeira Bolsonaro sacou do colete o advogado-geral da União, André Mendonça, bajulador de Lula e de Dias Toffoli. Para a outra já foi anunciado o ex-major da PM Jorge Oliveira, “Jorginho” para o clã presidencial, secretário-geral da Presidência e bacharel em Direito há 13 anos. A razão para a nomeação foi dada sem subterfúgios pelo deputado Eduardo Bolsonaro: ele é de todos os pretendentes o mais leal a Jair Messias Bolsonaro.
As duas eventuais indicações seriam o apanágio da decadência do STF. Mas o próprio chefe do governo já parece ter entendido o recado dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, de que o herói do populacho em justiça seria aprovado na sabatina pelos senadores.
Conselhos de interlocutores palacianos parecem ter convencido o capitão a se livrar e deixar os chefões partidários liberados da disputa talvez inglória com a eventual presença do nome de Moro na urna eletrônica em 2022. O custo dessa operação “salve-se quem puder” poderá ser uma quarentena de seis anos sem disputa nas urnas para o ministro. Será a confirmação de que Deus escreve certo em linhas tortas?
MAIS:A prevenção de acidentes no trânsito e a indústria das multas
Não raras vezes se vê boas iniciativas serem deturpadas por interesses não muito nobres, ou para usar o jargão popular: “de boas intenções, o inferno está cheio”.
O Código de Trânsito Brasileiro foi, em parte, transformado nisso: um inferno para a vida dos motoristas, notadamente nas grandes cidades e para quem vive e trabalha no trânsito: taxistas e caminhoneiros são os maiores atingidos; mas em muitos lugares, nenhum motorista escapa. E tudo por um motivo muito nobre: reduzir as vítimas dos acidentes de trânsito. Contra o que, diga-se, ninguém, em são consciência, será contra. Contudo, na hora de pavimentar o caminho ao Paraíso, criaram o segundo inferno: a indústria das multas e das CNHs suspensas.
A indústria automobilística e de apartamentos já começam a sentir os efeitos: muitos jovens não querem mais guiar.
No ano passado, o Poder Executivo encaminhou projeto de lei à Câmara dos Deputados para promover mudanças no Código de Trânsito, inclusive no limite de pontuação para a suspensão da habilitação para dirigir, passaria de 20 para 40 pontos. Todavia, a proposta não encontrou ressonância na Casa Legislativa, pois, o nosso trânsito continua fazendo um número muito significativo de vítimas, e estamos longe de atingir os objetivos necessários e assumidos com a Comunidade Internacional.
É preciso tornar o trânsito mais seguro, mas, também, é preciso permitir que caminhoneiros, taxistas, e motoristas em geral possam continuar utilizando seus veículos para o trabalho, o lazer e demais atividades do cotidiano.
É verdade que as multas altíssimas, a cassação de habilitações e as suspensões aos milhares têm produzido resultados na redução dos acidentes, embora, ainda, estejamos longe do ideal.
O problema é que, nem sempre, as autuações e punições são criteriosas. As multas elevadíssimas, estratosféricas, viraram fonte primária de arrecadação. Estados e Municípios punem motoristas não porque eles guiam mal ou colocam em risco a vida alheia, mas, sim, porque querem o dinheiro do contribuinte.
A indústria das multas já foi noticiada inúmeras vezes pela imprensa, o próprio Presidente da República fez menção a ela quando encaminhou o projeto de alteração do CTB — Código de Trânsito Brasileiro — visando o aumento do limite de pontos da CNH.
Os motoristas do país sabem muito bem o que significa a denominada indústria das multas.
A prevenção de acidentes no trânsito e a indústria das multas
Não raras vezes se vê boas iniciativas serem deturpadas por interesses não muito nobres, ou para usar o jargão popular: “de boas intenções, o inferno está cheio”.
O Código de Trânsito Brasileiro foi, em parte, transformado nisso: um inferno para a vida dos motoristas, notadamente nas grandes cidades e para quem vive e trabalha no trânsito: taxistas e caminhoneiros são os maiores atingidos; mas em muitos lugares, nenhum motorista escapa. E tudo por um motivo muito nobre: reduzir as vítimas dos acidentes de trânsito. Contra o que, diga-se, ninguém, em são consciência, será contra. Contudo, na hora de pavimentar o caminho ao Paraíso, criaram o segundo inferno: a indústria das multas e das CNHs suspensas.
A indústria automobilística e de apartamentos já começam a sentir os efeitos: muitos jovens não querem mais guiar.
No ano passado, o Poder Executivo encaminhou projeto de lei à Câmara dos Deputados para promover mudanças no Código de Trânsito, inclusive no limite de pontuação para a suspensão da habilitação para dirigir, passaria de 20 para 40 pontos. Todavia, a proposta não encontrou ressonância na Casa Legislativa, pois, o nosso trânsito continua fazendo um número muito significativo de vítimas, e estamos longe de atingir os objetivos necessários e assumidos com a Comunidade Internacional.


