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Elon Musk: o bilionário que encara briga contra o lockdown

Ele acabou de ter um filhinho ao qual deu o nome de X Æ  A-12.

Isso deveria encerrar a questão. Se o sobrenome do menino não fosse Musk, como o do pai.

Elon Musk é o tempestuoso bilionário do mundo high tech que compra brigas por todos os lados, tem seu próprio programa espacial e agora desafiou a ordem de paralisação da Tesla, a fabricante de carros elétricos tão encrencada quanto seu criador.

A briga foi localizada, contra determinações da autoridade sanitária da região de San Francisco, que não permitiu a retomada de atividades como no resto da Califórnia, para a saída gradual do confinamento em vigor no estado.

Musk mandou reabrir a fábrica assim mesmo. “Estarei lá na linha como todo mundo. Se alguém for preso, peço que seja só eu”.

Desafiar uma ordem de autoridades constituídas nos Estados Unidos é para os muito pequenos, que não podem ser sequer encontrados pelo longo braço da lei, ou os muito grandes.

Elon Musk, colecionador de genialidades desde os dez anos, batendo agora, aos 48, nos 40 bilhões de dólares, evidentemente é do segundo time.

As autoridades da comarca de Alameda County acabaram cedendo, aceitando uma reabertura condicionada da fábrica.

O desafio dramático de Musk culminou uma tempestade de revolta contra a paralisação total de atividades econômicas e da livre circulação, o lockdown. 

Adjetivos pesados como “anticonstitucional” e “fascista” foram esgrimidos, com o exagero que mesmo outros simpatizantes libertários da causa no Vale do Silício prefeririam evitar.

Atenção: a fábrica, com mais de 10 mil funcionários, é um primor de alta tecnologia e foi dotada de medidas de segurança para garantir o distanciamento e evitar eventuais contágios.

Seria reaberta de qualquer maneira em poucos dias, mas Musk quis comprar a briga – uma das suas especialidades. 

Vários governadores ofereceram vantagens fiscais, entre outras, para Musk mudar de estado, uma das ameaças que fez.

O gosto do bilionário tempestuoso para se meter em encrencas, pulando de corpo inteiro, ofereceu mais uma oportunidade para que os partidários do isolamento social, geralmente no campo progressista, pusessem os rótulos de malucos e assassinos, entre outros, nos adversários do lockdown.

As duas correntes, quando não estão em estado de surto, têm argumentos meritórios. O peso da opinião pública e de especialistas, principalmente em saúde pública, pende para o mais importante de todos: o isolamento social salva vidas.

É uma briga brava e vem desde a disseminação da pandemia – e estamos falando de países onde o estilo chutar a porta não faz muito sucesso.

 

Agora, ela se deslocou para a discussão sobre o momento certo para a retomada gradual das atividades. Está fervilhando nos Estados Unidos, envolvendo política e pandemia.

A minoria contrária à paralisação, ou agora à retomada mais rápida das atividades, tem seu principal representante nas autoridades sanitárias da Suécia, que foram contra a corrente e estão segurando um rojão cujos resultados só poderão ser avaliados mais adiante.

Na Alemanha, em ritmo gradual de saída do confinamento, o jornal Bild, o maior do país, alinhou as opiniões de sete qualificados representantes do “pensamento lateral”, ou menos alinhado com o senso comum. 

Ninguém pensaria em usar a palavra negacionista para um renomado patologista alemão como o  Klaus Püscher, professor de medicina forense da Universidade de Hamburgo.

 

“No final, a Covid-19 é uma doença viral como a gripe, inofensiva na maioria dos casos e fatal em casos excepcionais”.

“Será importante ver, depois da epidemia, se a Covid-19 realmente foi a causa da morte. Dos cerca de 180 óbitos por coronavírus que examinamos, todos sofriam de morbidades pré-existentes graves e não eram crianças ou adolescentes. A Covid-19 foi a gota d’água”.

Outro alemão sem travas na língua ouvido pelo jornal foi Stefan Homburg, professor da Universidade de Hanover.

“Com o lockdown, o governo federal e os governos estaduais cometeram um grande erro”.

 

“Os prejuízos se acumulam a cada dia, todas as proibições precisam ser eliminadas”.

“Na Itália, a epidemia foi pior do que uma de gripe. Na Alemanha, foi menor”.

O filósofo Julian Nida-Rümelin, ex-ministro da Cultura, entrou na briga: “Com a Covid-19, os grandes números que aparecem a cada dia nos deixam assustados e perplexos”.

“Esses números precisam ser entendidos à luz de outros, como por exemplo: quantas pessoas morrem todo dia na Alemanha? Quantas morrem de ataque cardíaco? De câncer? De Covid-19?”.

 

Deveria ter acrescentado: e quantas foram salvas pelo confinamento? Esta pergunta vai perdurar por muito tempo, principalmente para cobrar os governos que entraram tarde no isolamento.

Atenção, de novo: comparativamente, a Alemanha conseguiu mobilizar a máquina da saúde pública de forma eficiente e contabiliza até agora cerca de 7.700 mortes para 170 mil casos confirmados.

Nesse caso, sim, dá para comparar com as epidemias de gripe.

Desde que a epidemia começou a se expandir nos Estados Unidos, Elon Musk tem dito mais ou menos o mesmo que os especialistas alemães entrevistados pelo Bild, só que no estilo deixa que eu chuto.

Já disse que o pânico causado pelo novo vírus “é idiota” . Depois explicou: acha que o crescimento exponencial estava sendo superextrapolado. 

“Continuem fazendo isso; o vírus acabará excedendo a massa do universo conhecido”.

Musk largou o doutorado em física em Stanford para iniciar a carreira de criação de empresas inovadoras. A mais conhecida foi a PayPal, pioneira nos pagamentos pela Internet.

Tentou manter as fábricas da Tesla em funcionamento, mas ela foram progressivamente sendo fechadas, por decisão de governadores e prefeitos.

 

E o tom das reações de Musk foi subindo.

“Dizer para as pessoas que elas não podem sair de casa e que serão presas se saírem, isso é fascismo. Isso não é democracia, não é liberdade”.

Elon Musk é um visionário, como faz parte do perfil dos bilionários high tech que mudaram o mundo. 

Quer dominar a energia renovável e explorar o espaço. Já disse que “acha deprimente” uma visão do futuro que “não inclua ser uma espécie multiplanetária”.

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Tem uma legião de haters, claro.

Faz – e fala – besteiras como todo mundo – embora 40 bilhões de dólares sejam um escudo muito útil.

Sobre o nome de seu filhinho com a cantora Grimes, existe uma explicação. 

Mas o mundo já está suficientemente complicado no momento para entrarmos em detalhes. VEJA

Coronavírus: UFRJ desenvolve modelo que traça previsões para pico da pandemia e número de casos da Covid-19 no Brasil

RIO - Professores da UFRJ com apoio da Marinha do Brasil, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) desenvolveram um modelo matemático que permite traçar previsões para o número de casos da Covid-19, reportados e não reportados, e o pico da pandemia em cenários com diferentes medidas de saúde pública.

Por solicitação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), os professores responsáveis pelo estudo, Carolina Naveira-Cotta  e Renato Cotta, e o especialista em simulação de epidemias Pierre Magal, professor da Universidade de Bordeaux, França, têm fornecido simulações para diferentes cenários e regiões do país.

Novo recorde com 881 novos óbitos:Brasil ultrapassa Alemanha e se torna sétimo país mais afetado pela Covid-19

— Os casos reportados são apenas uma fração do número total de indivíduos com os sintomas. É preciso considerar também os casos não reportados. Usamos como referência o modelo já utilizado em previsões relacionadas a outras doenças, como casos recentes de epidemias de influenza, cujo número de infectados não reportados é grande, assim como no caso da Covid-19 — explica Carolina Naveira-Cotta, professora da Coppe-UFRJ.

Segundo a professora, a intenção do estudo é suprir com uma ferramenta complementar aquelas já empregadas pelos órgãos responsáveis pelo controle da epidemia, regional ou nacionalmente.

Os pesquisadores usaram ‪o dia 25/2‬, data do primeiro caso reportado no país, como marco para prever o pico da doença no país.  Em seguida, simularam as intervenções de saúde pública.

IsolamentoGovernadores e especialistas criticam decreto de Bolsonaro sobre academias e salões de beleza. O GLOBO

As cartas do Centrão - O ESTADO DE SP

Não bastasse a pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro criou mais um elemento a gerar preocupação sobre o futuro do governo e do País. Na tentativa de se proteger de eventual abertura de processo de impeachment, bem como de barrar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suas irresponsabilidades, o presidente da República passou a negociar pessoalmente com o chamado Centrão – o bloco de partidos que, sem nenhum compromisso com o interesse público, faz da política um balcão de negócios.

Conforme revelou reportagem do Estado, o objetivo do Centrão é a liberação de recursos públicos, com o abandono por parte do governo federal de seu compromisso com o equilíbrio das contas públicas. Sinônimo de fisiologismo e habituado a não ter especiais pudores em suas negociações, o bloco de legendas tem claro o que deseja do presidente Jair Bolsonaro.

Ciente de que o Palácio do Planalto tem o controle das artilharias virtuais contra seus adversários políticos, o Centrão exige, em primeiro lugar, um cessar-fogo das redes bolsonaristas. Ainda que sua trajetória parlamentar seja umbilicalmente unida aos partidos do Centrão, desde a campanha presidencial de 2018, Jair Bolsonaro valeu-se da rejeição popular à compra e venda de apoio parlamentar, e prometeu instaurar uma forma de fazer política. Agora, o Centrão está cansado do tratamento abusivo que recebeu nos últimos dois anos e prescreve, se o presidente de fato almeja apoio no Congresso, a interrupção dos ataques, numa política de mais moderação e diálogo. O Centrão é especialista neste diálogo que, acima de tudo, é um intenso e profícuo comércio.

O Centrão pode ser criticado por inúmeros defeitos, mas não o da ingenuidade. Sabe que, para a concretização dessa troca de apoio e favores, é preciso que as partes honrem a palavra – e, nestes 17 meses de governo, o presidente da República não foi pródigo em exemplos nesse sentido. Na realidade, Jair Bolsonaro fez-se insistentemente refém de quem grita mais alto, mesmo que a voz altiva fosse apenas a de seus devaneios. O Centrão não é afeito a esse tipo de inconstância. Para entregar o tão desejado apoio político no Congresso, quer ver antes o presidente Bolsonaro cumprindo sua palavra.

Mas tudo isso são meras condições prévias diante do real objeto de desejo do Centrão. Em sua aproximação de Bolsonaro, o bloco vislumbrou um jeito de assegurar sua sobrevivência eleitoral. A solução não tem nada de inovadora, mas simples cópia do que, anos antes, o presidente Lula fez de forma tão sistemática. O Centrão quer que o governo federal abra as torneiras do Tesouro, irrigando com fartos recursos públicos o cenário eleitoral, especialmente no Nordeste.

Parlamentares do bloco já falam abertamente, por exemplo, em tornar permanente o auxílio emergencial de R$ 600 a informais e de ampliar o valor do benefício pago a empregados com carteira assinada afetados por redução de jornada e salário ou pela suspensão do contrato de trabalho. A jogada é clara: que o “corona voucher” possa ser o que foi o Bolsa Família, em termos eleitorais, durante os anos em que o PT esteve no governo federal.

Além de não ser ingênuo, o Centrão sabe que não há recursos públicos suficientes para a empreitada. Mas ele não se melindra com a origem do dinheiro e tem uma sugestão para contornar essa dificuldade – a emissão de moeda. Eis o cenário ideal para as aspirações do Centrão: um presidente da República que faz de tudo para se enfraquecer diariamente e ainda se mostra disposto a imprimir dinheiro. É modalidade de saque sem limite.

A concretização do acordo de Jair Bolsonaro com o Centrão representa o abandono da política prometida na campanha, escanteando a um só tempo o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Tal como Lula e Dilma fizeram, o tal pacto levaria o País à garra por meio da irresponsabilidade fiscal, tudo em troca de apoio político-eleitoral. De forma trágica e dolorosa, o País vê como bolsonarismo e lulopetismo são semelhantes, se não nos meios empregados, certamente quanto aos fins que almejam.

É constrangedor o desrespeito com que Jair Bolsonaro trata os brasileiros – e tudo isso, no meio de uma pandemia.

França volta às aulas e Itália reabrirá bares; Reino Unido inicia fim de isolamento

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2020 | 19h52

PARIS - Mesmo com o receio de uma nova onda de contaminação, países que ainda registram infecções e mortes pela covid-19 tentam retomar a rotina. Nesta terça-feira, 12, pelo menos 1,5 milhão de crianças voltaram às aulas em 50,5 mil escolas na França. Na Itália, a partir da semana que vem, bares, restaurantes e salões de beleza poderão voltar a funcionar. Reino Unido se prepara para começar a afrouxar as medidas de contenção amanhã, 13.  

As escolas francesas estão abertas desde segunda-feira, quando professores voltaram a suas atividades e prepararam o retorno dos alunos de creches e do primário – as unidades ficaram fechadas por um mês e meio. No entanto, o número de estudantes que retomaram a rotina representa menos de um quarto do total de 6,7 milhões de alunos do ensino fundamental na França. 

França - coronavírus
Alunos com equipamento de proteção em escola primária em La Grand-Croix, França  Foto: Jean-Philippe Ksiazek/AFP

A previsão do governo francês é que os estudantes do ensino médio voltem antes do fim do mês, mas isso dependerá da taxa de contaminação de suas regiões nas próximas semanas.

Há cidades, porém, que estão relutantes, assim como professores, que apelam ao direito de não trabalhar por considerar que há risco à saúde. Pais também têm medo de enviar seus filhos às escolas e, como o retorno é opcional, muitos decidiram manter os filhos em casa.

O governo estabeleceu um protocolo de segurança de 60 páginas que deve ser seguido pelos diretores de escolas. As classes só poderão ter 15 alunos cada uma. As regras também preveem que os professores usem máscaras e lavem as mãos repetidamente, incentivando os alunos a fazerem o mesmo. O retorno também é escalonado, com salas divididas em duas e estudantes se alternando a cada semana entre aulas presenciais e a distância. 

França - coronavírus
Previsão do governo francês é que os estudantes do ensino médio voltem às aulas antes do fim de maio   Foto: Jean-Philippe Ksiazek/AFP

Na Itália, um dos países mais afetados pela pandemia, o governo anunciou hoje que bares, restaurantes, cabeleireiros e salões de beleza poderão reabrir na próxima semana. As autoridades regionais terão a autorização para suspender as restrições a partir do dia 18.

A liberação para que cada região faça a sua abertura veio após pressão de líderes locais sobre o primeiro-ministro, Giuseppe Conti, depois de o país registrar o menor nível de infecção em dois meses – hoje, foram registradas na Itália apenas 172 mortes – no auge, o governo italiano chegou a ter quase mil mortos por dia.

“O primeiro-ministro aceitou nosso pedido de autonomia”, disse Giovanni Toti, líder de centro-direita da região da Ligúria. “Seguindo em frente, usando o bom senso, todos começaremos novamente juntos”, disse ele ao jornal The Independent. 

Reino Unido se prepara para reabertura

O Reino Unido se prepara para começar a afrouxar as medidas de contenção nesta quarta-feira, mesmo depois de ter sido revelado hoje o número de atestados de óbito que apontam a covid-19 como possível causa de morte ultrapassou 40 mil no país desde o início da pandemia.

A estimativa supera o número de mortes por coronavírus em hospitais, residências e asilos confirmado por um teste oferecido diariamente pela Secretaria de Estado da Saúde, que hoje é de 32.692. Hoje, foram reportadas 627 novas vítimas.

Apesar do último aumento na mortalidade, o governo mantém a recomendação de que os funcionários que não podem trabalhar em casa comecem a conversar com suas empresas a partir de amanhã para organizar o retorno às atividades.

A partir desta quarta, além disso, atividades físicas fora de casa serão permitidas com limitações de tempo, e pessoas que não moram juntas poderão se encontrar, desde que seja mantida uma distância de segurança de dois metros entre elas.

Na prática, o roteiro anunciado no último domingo pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, só será cumprido na Inglaterra, já que os governos autônomos de Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte consideram a o fim do isolamento social prematuro e usaram seus poderes pela primeira vez nesta crise para se distanciar do Poder Executivo central. / AFP e EFE

Bolsonarizamo-nos! - Fernão Lara Mesquita, O Estado de S.Paulo

Tá feia a coisa! 

O Brasil Oficial bolsonarizou-se. Agora é golpe contra golpe suposto. Fato não vale mais nada...

Por que foi mesmo que essa coisa começou? Alguém se lembra? É capaz de precisar? Qual o inquérito que queriam parar? Qual a lei que foi violada? E essa urgência toda, desenfreada, sumária, é pela gravidade do crime? É para livrar o povo brasileiro de algum desastre iminente? Ou é só função da agenda biográfica do ministro Celso de Mello? Ele nós sabemos que tem pressa. Sua história acaba em novembro e sua eminência reverendíssima quer, declaradamente, um “fecho de ouro”.

Alexandre de Moraes?

Bolsonarizou-se. Teve um repente de emoção e deixou rolar queném presidente na cerca. Nem a lei, nem a razão. Fez lei do que sente.

Ele com ele. Sozinho. 

O colegiado? 

Bolsominionizou-se. Respondeu como patota. Nenhum argumento. Nada sobre a Constituição. Amiguismo só. Agora é guerra! Com ou sem Celso de Mello! Delenda Bolsonaro! Devassem-se as reuniões do Ministério! O banheiro do presidente! Tem plano B e tem plano C, seja quem for que ele ponha no STF…

A imprensa? 

Vai de arrasto esse rabo do Brasil Oficial. A mais doente virou personagem de si mesma. As manchetes são cada vez mais autorreferentes. Onde já houve informação e demonstração hoje há dois ou três caroços de raciocínio boiando em enxurradas de adjetivos. É um bolsominion pelo avesso igualzinho ao STF. Ou pior! Atira aos cães a própria instituição do jornalismo. Os ostras do bolsonarismo agradecem empenhados. Deixariam de existir se não tivessem essa imprensa que pede pedradas. 

É esse o dom divino do “Mito”. Tudo o que ele toca bolsonariza-se ou bolsominioniza-se. Não é homem de ação, é homem de falação. Suas palavras partem do e são recebidas pelo cérebro reptiliano que ainda pulsa por baixo do nosso. Mal batem no ouvinte trancam-lhe o raciocínio e desatam violentas tempestades de reflexos. Não há explicação científica. A conflagração sobrevém incontrolável, nevrálgica.

Fez da pandemia um instrumento inegociável de confronto. O STF instalou-o no mais covarde dos “eu não disses”. Se estivesse querendo vender caro a quarentena, que é o que dá em sã consciência pra fazer num país onde a saúde pública sempre esteve à beira do colapso, estava colhendo dados, desenhando parâmetros para balizar a saída para a quarentena inteligente. Em vez disso, saiu por aí cuspindo e tragando perdigotos. “E daí?” Dez mil vidas e estamos na estaca zero. Meia quarentena para a economia inteira, mas o vírus continua a mil. É a festa da morte.

Para comprar ou para vender Bolsonaro só dá saída pelo que não é. Que golpe, que nada! Os milicos estão cevados na privilegiatura. Não querem mudar nada. Ele é louco, mas não rasga dinheiro. Nem mostra seu exame de covid. Paulo Guedes é o rótulo atrás do qual esconde-se o sindicalista de fardado que sabota todas as reformas que foi eleito para fazer. Nem no meio da pandemia admite que toquem na privilegiatura. Prometeu um veto à punhalada que ele mesmo deu nas costas esburacadas do seu ministro quixote porque não está dando pra perder mais um “pilar” debaixo desse tiroteio. Mas é só se reequilibrar que crava de novo. 

E o dólar voa e a ladroagem ruge…

Brasília?

Brasília não está plenamente convencida de que exista um povo brasileiro. Vive aterrorizada pela ideia de cair das beiradas daquele mundo plano e absolutamente estável para o inferno que criou aqui fora. Para esses negacionistas o Brasil Real é tabu. É rigorosíssimo o protocolo da corte. Lembrar Brasília, assim, sem aviso, de que existe um povo brasileiro e que ele está no fundo do abismo de tanto pagar os luxos das excelências é dar prova de “vergonhosa deselegância” e “má educação”. Esse negócio de congelar salários do funcionalismo por 18 meses nem que seja só por vergonha só pode ser fruto de alguma maquinação maquiavélica punível pelo STF. 227 anos depois da decapitação de Maria Antonieta, Brasília e o jornalismo dos bolsominions pelo avesso acreditam piamente que reduzir privilégios da privilegiatura é “altamente impopular”. Um perigo! Põe o País “em risco de instabilidade institucional”.

A única doença do Brasil é o descolamento absoluto do País Oficial do País Real. Todo o resto são só sintomas. As deformações mais horripilantes são fruto da antiguidade do mal. Há no Congresso e no serviço público marajás de 4.ª ou 5.ª geração. Desde o bisavô, desde o tataravô que essa gente não paga uma conta. Sua alienação tem a solidez inabalável da autenticidade. Não tem cura. Não tem volta porque jamais chegou a “ir”. Nasceu assim.

A democracia representativa é uma hierarquia rígida. A inversa da que temos. A arrumação do Brasil começa pela ligação do “fio terra” do País Oficial no País Real que se dá pela instituição do voto distrital puro, o único que estabelece uma identificação concreta e verificável entre cada representante e os seus representados que devem ter poder de vida e morte sobre seus mandatos a qualquer momento. Esse tipo de voto educa. Uma vez instituído, a limpeza começa e nunca mais para. As lealdades se rearranjam e tudo se vai arrumando. É só questão de tempo.

JORNALISTA, ESCREVE EM WWW.VESPEIRO.COM

OMS pede cautela após países flexibilizarem lockdown e terem nova onda de casos de coronavírus

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez  novo alerta nesta segunda-feira, 11, para que os países que estejam flexibilizando os confinamentos e lockdowns impostos no início da pandemia o façam de maneira gradual e cautelosa, pois é um processo difícil, sem resultados conhecidos e que requer aprendizado diário.
Tedros citou que, no fim de semana, foram vistos os primeiros desafios de reduzir as medidas de restrição de movimentação de pessoas em países como Alemanha, China e Coreia do Sul, com novos casos ressurgindo.
"No fim de semana, vimos sinais dos desafios que podem surgir pela frente. Na Coreia do Sul, bares e clubes foram fechados porque um caso de Covid-19 foi confirmado e houve muitos contatos rastreados. Em Wuhan, foi identificado o primeiro cluster de casos desde que o lockdown foi suspenso. E a Alemanha também relatou aumento de casos desde o alívio das restrições".
Tedros destacou que os países precisam responder três perguntas antes de pensar na flexibilização: a epidemia está sob controle? O sistema de vigilância de saúde pública é capaz de detectar e gerenciar novos casos e identificar um ressurgimento da pandemia? O sistema de saúde pode lidar com os novos casos que eventualmente surjam após o relaxamento de medidas?
Tedros disse que os três países têm sistemas para detectar e atuar contra o ressurgimento dos casos, mas esse pode não ser o caso de outras nações. "Uma redução das medidas lenta e constante é essencial para estimular as economias e vigiar o vírus, de modo que medidas de controle possam ser implementadas rapidamente (caso necessário)".
O diretor da entidade comentou ainda que está havendo sucesso em reduzir a velocidade do vírus e em salvar vidas. "Essas medidas fortes têm um custo e reconhecemos o sério impacto socioeconômico dos lockdowns, que tiveram um efeito prejudicial na vida de muitas pessoas", reconheceu. "Muitos usaram esse tempo para aumentar sua capacidade de testar, rastrear, isolar e cuidar dos pacientes contaminados, que é a melhor maneira de rastrear o vírus, retardar sua disseminação e aliviar a pressão nos sistemas de saúde".
"O risco de contágio continua alto", salientou Michael Ryan, diretor do programa de emergências da OMS. Segundo ele, os países ainda estão "com os olhos vendados" por não saberem exatamente como serão os resultados dessa flexibilização. Por isso, é preciso que haja dados, parâmetros e acompanhamento intenso na reabertura.
Nesta segunda, países como França, Espanha e Alemanha reduziram o nível de confinamento vigente. Na Espanha e na Alemanha, as medidas já vêm sendo aliviadas rapidamente, enquanto milhões de franceses puderam deixar suas casas sem uma declaração pela primeira vez em quase dois meses. OPOVO

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