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Lençóis Maranhenses desbancam Noronha como destino de luxo

Julio Wiziack é editor do Painel S.A / FOLHA DE SP

 

Os Lençóis Maranhenses rivalizam, pela primeira vez, com Fernando de Noronha como destino de sonho dos turistas brasileiros endinheirados.

É o que mostra o Anuário de Tendências de Luxo 2025, lançado pela ILTM em parceria com o Panrotas e TRVL LAB.

Reflexo do interesse do viajante de alta renda, a região atrai investimentos. Neste ano, a rede portuguesa Vila Galé anunciou que investirá mais de R$ 100 milhões na construção de dois novos resorts de luxo no Estado: o Vila Galé Collection São Luís e o Vila Galé Collection Maranhão.

Para Simon Mayle, diretor da ILTM Latin America, o destino se alinha às demandas do viajante de luxo, que busca conhecer novos lugares de belezas naturais que oferecem experiências menos exploradas e mais autênticas.

"O Maranhão é muito rico tanto em locais paradisíacos fora do comum, quanto em cultura e gastronomia, o que atrai o perfil do viajante de alta renda que quer aliar história e conhecimento à sua viagem de férias, calor e descanso. E o mercado hoteleiro está puxando a infraestrutura local, essencial para receber esse perfil de viajante."

A pesquisa, realizada pela internet com 3.284 pessoas que ganham mais de 20 salários mínimos, mostrou que 8,5% têm o destino maranhense como prioritário para a próxima viagem –ante 8,1% dos que preferem a ilha de Fernando de Noronha.

Segundo o levantamento, o perfil médio do viajante de luxo brasileiro é composto por quem ganha mais de R$ 30 mil por mês.

A maioria vive no Sudeste (60%) e mais da metade (51,7%) é de mulheres. Em média, esse público faz de 2 a 5 viagens nacionais por ano e de 1 a 3 internacionais por ano.

Com Stéfanie Rigamonti

LENÇOIS MARANHENSES

Testes positivos de Covid quase triplicam em uma semana no Ceará

Escrito por Theyse Viana / DIARIONORDESTE
 
O Ceará tem vivenciado uma escalada no número de casos de Covid, quatro anos após a chegada da doença. Entre a última semana de novembro e a primeira deste mês, o número de testes positivos saltou de 2,3 mil para 6,4 mil, de acordo com o Integra SUS, da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).
 

Entre os dias 24 e 30 de novembro, 51,7% dos exames realizados no Estado detectaram a presença do coronavírus. Já entre 1º e 7 de dezembro, a taxa subiu para 54,3%, gerando uma soma de 6.478 testes positivos entre os cearenses.

O número de casos confirmados em cada uma das semanas, porém, é menor: na última de novembro, foram 3.568; na primeira de dezembro, 5.204. Isso ocorre devido ao intervalo de tempo entre o teste e a notificação do caso no sistema, como explica Ana Cabral, coordenadora de Vigilância Epidemiológica e Prevenção em Saúde da Sesa.

“Quando a gente verifica que está tendo aumento de incidência, reforçamos o monitoramento, pra que a gente consiga aumentar a notificação, a vigilância, e verificar onde está aumentando, quais os municípios”, destaca a gestora sobre o trabalho de acompanhamento do avanço da Covid.

As faixas etárias com maior incidência de casos, no atual momento epidemiológico, são os bebês de até 2 anos de idade e os idosos, sobretudo aqueles acima de 80 anos. Ana lembra que são justamente esses grupos os mais suscetíveis a formas graves da doença.

“Geralmente os idosos e as crianças têm maior risco, com mais casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela Covid. Queremos evitar esses quadros, por isso são importantes as medidas individuais e coletivas de proteção”, frisa.

A reportagem questionou a gestora sobre o número de óbitos por Covid registrados no Estado nas últimas semanas, já que a informação, ao contrário do quantitativo de casos, não está disponível de forma pública.

Segundo Ana Cabral, houve, sim, notificações de mortes por complicações da Covid no Ceará, “mas poucas”. “Os óbitos são suspeitos, passam por uma análise para verificar se foram, de fato, pelo coronavírus. E isso leva tempo”, justifica. A divulgação deve ser feita em breve.

Onde fazer teste de Covid

A orientação das autoridades de saúde é que, ao apresentar sintomas de um quadro gripal, como febre, dor de cabeça, coriza e tosse, o paciente busque o posto de saúde. Nesses locais, “a depender de como cada município organizar”, deve ser realizada a testagem.

“A unidade básica é a porta de entrada. O ideal seria ter teste em todas, mas a Sesa distribui os testes rápidos para os municípios, que organizam a rede de acordo com cada estratégia”, pontua, ressaltando que “é essencial que os profissionais notifiquem os casos positivos”.

Casos mais graves devem ser direcionados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), onde é realizado exame de Covid quando solicitado pelo profissional de saúde. Em hospitais privados o teste também tem sido disponibilizado.

Outra opção são os autotestes vendidos nas farmácias, com preços que variam, em Fortaleza, de R$ 40 a R$ 100, em média.

A testagem deve ser realizada, de acordo com o Ministério da Saúde (MS), a partir do terceiro dia de sintomas. Antes disso, há maior chance de resultados imprecisos, como falsos positivos ou falsos negativos.

Como se prevenir da Covid

Com a temporada de confraternizações, aumenta o risco de disseminação do coronavírus no Estado, principalmente diante da circulação de novas subvariantes (denominadas XEC e  LP.8.1, ambas identificadas no Ceará).

A recomendação geral, como alerta a coordenadora de vigilância da Sesa, é que, “diante do início de sintomas gripais, utilize máscara e procure um serviço de saúde”. “Lá o profissional vai avaliar, fazer o teste, colocar em prática o protocolo de isolamento por 7 dias, evitando a transmissão a outras pessoas”, ressalta Ana Cabral.

Onde tomar vacina da Covid em Fortaleza

Para bebês de 6 meses e crianças de até 5 anos, é importante garantir o esquema vacinal completo, com duas ou três doses, a depender da fabricante do imunizante. Em Fortaleza, a vacina está disponível em dois locais:

  • Posto de Saúde Mattos Dourado, no bairro Edson Queiroz;
  • Posto de Saúde Rita Lemos, no bairro Canindezinho.

Já idosos e outros grupos prioritários, como pessoas com comorbidades, têm 19 postos de vacinação disponíveis em Fortaleza, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS):

Regional de Saúde I

  • Posto de Saúde Paulo de Melo: Rua Bernardo Porto, 497 - Monte Castelo
  • Posto de Saúde Francisco Domingos da Silva: Avenida Castelo Branco, 4707 - Barra do Ceará
  • Posto de Saúde Lineu Jucá: Rua Vila Velha II, 101 - Barra do Ceará

Regional de Saúde II

  • Posto de Saúde Pio XII: Rua Belizário Távora, s/n - Pio XII
  • Posto de Saúde Aida Santos e Silva: Rua Trajano de Medeiros, 813 - Vicente Pinzón
  • Posto de Saúde Liduina Maria Araújo: Rua Ramos Botelho, 601 - Papicu

Regional de Saúde III

  • Posto de Saúde Gilmário Mourão Teixeira (CDFAM): Rua Pernambuco, 1674 - Panamericano
  • Posto de Saúde Francisco Pereira de Almeida: Rua Paraguai, 351 - Bela Vista
  • Posto de Saúde Meton de Alencar: Rua Perdigão Sampaio, 820 - Antônio Bezerra

Regional de Saúde IV

  • Posto de Saúde Dom José Bezerra Coutinho: Rua Primeiro de janeiro, s/n - Parangaba
  • Posto de Saúde Roberto Bruno: Av. Borges de Melo, 910 - Fátima
  • Posto de Saúde Oliveira Pombo: Rua Rio Grande do Sul, s/n - Couto Fernandes

Regional de Saúde V

  • Posto de Saúde Rita Maria Lemos Coelho: Rua Geci Freitas Monteiro (em frente ao número 67) - Parque Santa Rosa
  • Posto de Saúde Dr. Pontes Neto: Rua 541, 150 - 2ª etapa - Conjunto Ceará
  • Posto de Saúde Luiza Távora: Travessa São José, 940 - Mondubim
  • Posto de Saúde Luciano Torres de Melo: Rua Delta, 365 - Manoel Sátiro

Regional de Saúde VI

  • Posto de Saúde Mattos Dourado: Av. Des. Floriano Benevides, 391 - Edson Queiroz
  • Posto de Saúde Lúcia de Sousa Belém (Messejana): Rua Coronel Guilherme Alencar, s/n - Messejana
  • Posto de Saúde Melo Jaborandi: Rua 315, 80 – Jangurussu

O autismo na adolescência

scrito por
Daniela Botelho / DIARIONORDESTE

A adolescência traz transformações desafiadoras no corpo e também na mente dos autistas. Os hormônios ficam à flor da pele e a sexualidade grita, mas a maioria não entende o que está acontecendo com seu corpo e com os seus sentimentos, o que pode causar alguma crise, comportamentos inadequados, ansiedade ou até depressão.

Ela menstruou, e agora? Ele descobriu o prazer em mexer nos seus órgãos genitais e não sabe a hora e nem o local que pode fazer isso, o que os pais ou responsáveis devem fazer? Eles só falam em namoro, como devo reagir para orientar?

O autismo é uma montanha russa e nessa fase da adolescência chegamos ao topo mais alto dos desafios, mas sem saber como será a descida. Ainda não encontramos na literatura uma ajuda adequada, um norte, uma luz no fim do túnel. Poucas são as famílias que podem pagar um profissional adequado para ter uma orientação de como agir nessa fase tão desafiadora, principalmente para autistas com nível 2 e 3 de suporte.

Mesmo dentro da comunidade autista encontramos quem julgue os familiares por tentarem ensinar seus filhos os comportamentos adequados para viver em sociedade. Mas se isso não for educar, o que será? Como devemos ensinar o certo para nossos filhos mesmo não sendo autistas?

Presidente do Peru propõe pena de morte para crime de estupro contra crianças

Escrito por Diário do Nordeste/AFP
 
A presidente do Peru, Dina Boluarte, propôs, nessa terça-feira (10), a pena de morte para estupradores de menores, após o assassinato de uma menina de 12 anos que supostamente foi agredida sexualmente no fim de semana em um bairro pobre da capital Lima.
 

Partidária da linha-dura contra o crime, a chefe de Estado conservadora afirmou que chegou "a hora" de discutir o restabelecimento da pena capital, abolida em 1979 e que, por décadas, esteve reservada para delitos como traição à pátria e homicídio qualificado.

"É hora de, diante de fatos desta magnitude, que deveriam ser inconcebíveis dentro de uma sociedade, apresentarmos medidas drásticas; é hora de abrir o debate sobre a pena de morte para estupradores de menores", disse Boluarte.

Durante uma cerimônia pública perante a Força Aérea de Peru, a mandatária expressou sua indignação pelo assassinato de uma menina cujo corpo foi encontrado no domingo (8) no distrito de Villa María del Triunfo, na zona sul da capital peruana.

A menor fora reportada como desaparecida no sábado (7). Seu corpo estava envolto em cobertores e tapetes debaixo da cama do suposto agressor de 26 anos, identificado como Gerson Juárez, que foi detido pela polícia, de acordo com autoridades.

Nesta terça-feira, um juiz de Lima determinou prisão preventiva de sete dias contra o suspeito, segundo informou o Poder Judiciário em suas redes sociais.

"Não podemos permitir que caminhem livres nas ruas tipos como estes [...] Não devemos ter nenhum tipo de contemplação com quem se atreve a tocar em nossos meninos e meninas, que são o mais sagrado e intocável para nossas famílias peruanas", enfatizou Boluarte.

A pena de morte só pode ser restabelecida mediante uma reforma constitucional aprovada pelo Congresso. A iniciativa, contudo, entraria em choque com compromissos internacionais assumidos pelo Peru em defesa dos direitos humanos e contra este tipo de punição.

Desde 1995, o Poder Legislativo fez fracassar pelo menos oito projetos de lei que buscavam restaurar a pena de morte no país.

A legislação atual peruana prevê prisão perpétua para os estupradores de menores de 14 anos. Segundo o Instituto Nacional Penitenciário, 8.491 pessoas cumprem pena atualmente por este crime.

 

Congresso deve aprovar pacote fiscal com urgência

Por Editorial / O GLOBO

 

Ao priorizar os próprios interesses e postergar a votação das medidas de ajuste fiscal, os parlamentares viram as costas às necessidades urgentes do Brasil. É verdade que as medidas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, são insuficientes para alcançar o equilíbrio desejável das contas públicas e resgatar a credibilidade do governo. Mas isso não significa que não sejam necessárias. É preciso que o Congresso aprove logo o pacote, a tempo de que ele surta efeito já no Orçamento de 2025. É desejável até que aprimore as medidas anunciadas, de modo a impor mais rigor ao controle de gastos. Do contrário, o Legislativo se tornará tão responsável quanto o Executivo pela incúria fiscal que alimenta a inflação, os juros e mina o crescimento da economia.

 

Haddad anunciou o plano de controle de despesas no fim de novembro. Por ser insuficiente, o conjunto de medidas foi logo alvo de críticas e agravou a crise de confiança perante o mercado financeiro. Diante da situação, o Congresso tinha duas opções cabíveis. A mais adequada seria assumir o protagonismo e aprovar a Proposta de Emenda à Constituição dos deputados Pedro Paulo (PSD-RJ), Kim Kataguiri (União-SP) e Julio Lopes (PP-RJ), que implanta medidas estruturais capazes de promover o equilíbrio das contas públicas.

 

A segunda alternativa, menos atraente, é aprovar o pacote anunciado por Haddad. O que fizeram deputados e senadores? Decidiram chantagear o governo para tentar garantir a liberação de emendas parlamentares, travadas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O risco é não aprovarem medida alguma nos poucos dias que faltam até o recesso parlamentar. Se nem as tímidas medidas da equipe econômica tiverem efeito no ano que vem, dólar, inflação e juros continuarão a subir. Até ontem havia nos corredores do Senado quem prometesse atrasar até a votação da reforma tributária. Teria sido uma irresponsabilidade. Felizmente a votação foi marcada para hoje na Comissão de Constituição e Justiça.

 

Os parlamentares estão contrariados com os critérios de transparência estabelecidos pelo Supremo para liberar o pagamento de emendas. Em obediência à Constituição, o STF passou a exigir a identificação do nome do parlamentar responsável pelo gasto, informação essencial para vigilância contra casos de corrupção e outras irregularidades. Também impôs a apresentação prévia de plano de trabalho e aprovação do governo para “emendas Pix”, que chegavam ao caixa de municípios e estados sem nem indicar o destino. Difícil achar argumento sério contra essas decisões.

 

A estratégia dos parlamentares é centrar as baterias contra o Executivo, na expectativa de obter alguma flexibilização. Após negociação com as lideranças do Congresso, o governo editou ontem uma portaria com a intenção de acelerar o pagamento de diferentes tipos de emendas — das “Pix” aos restos a pagar do extinto orçamento secreto. Ainda é incerto se o conteúdo conciliará as exigências do Supremo e as demandas dos parlamentares. O certo é que, com o presidente Lula hospitalizado e o prazo cada vez mais curto, o Congresso deveria parar de olhar para o próprio umbigo. O preço da negligência será pago por todo o Brasil.

Carne acumula inflação de 15,43% em 12 meses, a maior desde 2021

Leonardo Vieceli / folha de sp

 

O churrasco ficou mais caro para o brasileiro. No acumulado de 12 meses, a inflação das carnes acelerou de 8,33% até outubro para 15,43% até novembro deste ano.

A variação mais recente é a maior desde outubro de 2021 (19,71%), segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados nesta terça (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As carnes apresentam alta no acumulado de 12 meses desde setembro deste ano. Antes, no mesmo recorte, os produtos vinham em uma trajetória de queda de preços no país, registrada de fevereiro de 2023 a agosto de 2024.

Considerando apenas o mês de novembro deste ano, a alta das carnes foi de 8,02%. Trata-se da maior variação mensal dos produtos desde dezembro de 2019 (18,06%).

Com a carestia, as carnes pressionaram a inflação do grupo alimentação e bebidas no mês passado (1,55%). O IBGE destacou os aumentos em cortes como alcatra (9,31%), chã de dentro (8,57%), contrafilé (7,83%) e costela (7,83%).

"A alta dos alimentícios foi influenciada, principalmente, pelas carnes, que subiram mais de 8% em novembro. A menor oferta de animais para abate e o maior volume de exportações reduziram a oferta do produto", disse André Almeida, gerente da pesquisa do IBGE.

O economista André Braz, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), também cita esses fatores como responsáveis pelo aumento dos preços.

Ele ainda lembra que o consumo das mercadorias costuma subir na reta final do ano, o que também pressiona a inflação. Em 2024, o desemprego em baixa reforça esse movimento, segundo Braz.

"Ela [carne] pode subir mais em dezembro, exatamente pela demanda de final de ano", diz.

Em relatório, a consultoria Datagro afirma que o avanço das cotações do boi gordo, que chegaram a flertar com máximas nominais históricas, tem impulsionado os preços da carne bovina no atacado e no varejo.

"O comportamento dos preços sugere que uma parcela considerável da alta da arroba bovina já foi absorvida pelos consumidores", diz a consultoria.

A Datagro também destaca que o ambiente de consumo aquecido favorece a compra das mercadorias, mesmo com os preços em alta.

"Ao analisar a fração da renda média comprometida pelo consumo per capita de carnes aos níveis atuais, percebe-se que ainda há espaço na renda do brasileiro médio para consumir carnes", diz.

"Contudo, também é possível inferir que estamos nos aproximando de um patamar máximo do quanto o consumidor está disposto a comprometer de sua renda para esse consumo, o que começa a induzir um movimento gradual de substituição da proteína bovina por alternativas de menor custo", acrescenta.

 

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