Lula, mais uma vez
Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP
O nome do petista Luiz Inácio Lula da Silva aparece na cédula eleitoral como candidato a presidente desde os tempos imemoriais do voto em papel, lá se vão quase 40 anos. Anteontem, o presidente foi oficializado como candidato pela sétima vez, e estará em busca de seu quarto mandato. Logo, os eleitores brasileiros estão cansados de saber quem ele é e o que é capaz de fazer quando está no poder. Mas Lula é imbatível na arte de engambelar: agora ele promete fazer diferente, “fazer o que a gente ainda não fez”.
Na convenção do PT que oficializou sua nova candidatura, Lula encarnou um super-herói boquirroto disposto a salvar o Brasil de vilões daqui e de fora. O petista prometeu blindar as terras raras da cobiça estrangeira, jurou que investirá em defesa para que o País jamais seja “invadido” como a Venezuela pelos EUA e anunciou que brigará com o Congresso para, ora vejam, retomar o controle do Orçamento e pôr fim à “promiscuidade” do Fundo Partidário. Para ficar perfeito na personagem, só faltou Lula vestir uma esvoaçante capa vermelha com a estrela do PT.
Esse Lula vingador mascarado é o mesmo que, na campanha de 2022, prometeu acabar com o orçamento secreto, mas que, uma vez no poder, deixou tudo como está. O insulto à inteligência alheia também vale para o suposto combate ao Fundo Partidário.
Mas o auge da farsa lulopetista veio no momento em que Lula anunciou que vai “mudar muita coisa neste país”. Para começar, o petista disse que vai recuperar os “direitos” do presidente da República, entre os quais o de definir o Orçamento, cada vez mais capturado pelos parlamentares e seus interesses paroquiais. Lula disse que não dá mais para ficar “chorando atrás da miséria que sobra do Orçamento”.
Ora, com que base parlamentar Lula pretende fazer isso? Se hoje o governismo no Congresso é uma massa disforme e incontrolável, a próxima legislatura promete ser ainda mais hostil ao presidente petista. Num surto delirante, Lula pode escolher a ingovernabilidade e brigar com o Congresso, mas, depois de tanto tempo no poder, ele sabe que isso não acaba bem.
Contando com a ingenuidade dos eleitores, contudo, Lula anunciou que será “mais ousado”: “Eu não quero o Lulinha Paz e Amor, eu quero o Lulinha Porreta. Eu quero o Lulinha que vai fazer o que a gente ainda não fez. Porque o básico nós já cuidamos, o povo já está comendo. Agora que estamos com o básico garantido, agora é hora de dar um salto de qualidade”.
Trata-se de uma fantasia recorrente do lulopetismo. Se estivesse realmente interessado num “salto de qualidade”, Lula teria ao menos mencionado a necessidade urgente de um ajuste fiscal. Mas esse tema, obviamente, esteve ausente do palavrório do presidente.
Aqui e ali, gente do governo diz que o quarto mandato será diferente. O último a fazê-lo foi o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, que disse ao jornal Valor que o “ajuste fiscal do próximo governo” teria “vários caminhos” e que seria preciso discutir “poupança de longo prazo” e mecanismos para estimular famílias e o poder público a poupar mais. Chega a ser ultrajante ouvir de um assessor de Lula que, depois de décadas incentivando os brasileiros a gastar o que têm – e, principalmente, o que não têm –, o governo petista agora acha que é o caso de estimular a poupança dos brasileiros.
Os números desmentem o suposto compromisso com a responsabilidade fiscal até como discurso. O País bateu recorde de arrecadação no primeiro semestre – R$ 1,587 trilhão – e, mesmo assim, fechou o período com déficit de R$ 92,2 bilhões, o segundo pior resultado desde 1997. A dívida pública federal chegou a R$ 9,268 trilhões em junho e deve encerrar o ano em R$ 10,3 trilhões, cerca de 82% do PIB, com custo médio no maior patamar desde a recessão de 2016.
Com esse histórico, Lula pode achar que ainda ilude os incautos com seu discurso de “fazer diferente” e “dar um salto de qualidade”, mas a verdade é que, se vencer a eleição, não será porque os eleitores acreditaram nessa patacoada, e sim porque a ojeriza ao bolsonarismo terá se provado maior do que a hostilidade ao lulopetismo.
Veto do PP amplia reveses de Flávio Bolsonaro na busca por vice e consolida afastamento do Centrão
Por Luísa Marzullo — Brasília / O GLOBO
A decisão do PP de barrar a entrada de Tereza Cristina (MS) na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de ampliar os reveses do senador na busca por um vice, acrescenta mais um degrau ao movimento de afastamento do Centrão da campanha do presidenciável. A federação composta ainda pelo União Brasil segue rumo à neutralidade na corrida ao Planalto, enquanto o Republicanos, que realizará sua convenção nacional na próxima terça-feira, indica que tomará o mesmo caminho.
Há quatro anos, tanto Republicanos quanto PP — à época não federado ao União — compuseram, junto do PL, a coligação de Jair Bolsonaro, que acabou derrotado ao concorrer à reeleição. Em 2018, os dois partidos, o Republicanos ainda com o nome de PRB, aliaram-se no entorno de Geraldo Alckmin (PSDB), assim como o Democratas, hoje chamado de União Brasil.
Desta vez, porém, as maiores siglas de centro relutam em embarcar numa candidatura à direita diante das sucessivas crises que envolvem a postulação de Flávio. Às incertezas sobre o bolsonarista, somam-se os desafios nas costuras estaduais, sobretudo em locais onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstra força, o que também contribui para a relutância.
Embora a campanha bolsonarista ainda pretenda esgotar as conversas com outras siglas antes de admitir uma chapa pura, dirigentes do PL já discutem com mais intensidade uma solução dentro do próprio partido. Até agora, ao menos dez nomes chegaram a ser ventilados como vice (veja abaixo). A preferência é por uma mulher, em busca de mitigar a baixa adesão de Flávio junto ao eleitorado feminino.
‘Nome ideal’ e frustração
O revés mais recente confirmou-se na sexta-feira. Depois de Tereza Cristina, que inicialmente recusara o convite, comunicar que estava disposta a integrar a chapa e tentar convencer o próprio partido a rever a neutralidade, o PP consultou seus diretórios estaduais e decidiu, por maioria, manter a posição. A senadora foi informada do resultado e, segundo nota da legenda, acatou a decisão. O partido também descartou convocar uma convenção nacional para discutir a entrada na coligação de Flávio.
O desfecho frustrou aquela que havia se tornado a principal aposta do PL para romper o isolamento. Tereza era considerada pela cúpula da sigla o “nome ideal” para a vice: ela tem trânsito com o Centrão, ligação com o agronegócio e poderia dar à candidatura o apoio de uma força política com capilaridade nacional. A disposição da senadora em aceitar o posto chegou a reabrir uma negociação que o PP considerava encerrada desde a semana passada, quando seu presidente, Ciro Nogueira (PI), havia comunicado a Flávio a decisão tomada.
A tentativa esbarrou, porém, em uma resistência que ia além da escolha da vice. Dirigentes do PP não aceitaram colocar em risco acordos estaduais já construídos, especialmente no Nordeste, para aderir a uma candidatura cujo sucesso consideram incerto. A federação formada por PP e União Brasil mantém alianças locais com diferentes grupos políticos, inclusive à esquerda, e concluiu que a neutralidade nacional preserva maior liberdade para os diretórios montarem seus palanques.
Também houve incômodo com a forma como Flávio conduziu a negociação. Integrantes da cúpula do PP classificaram reservadamente a exposição pública do nome de Tereza como uma espécie de “chantagem”. Sob essa ótica, o senador teria tentado criar um fato consumado em torno da parlamentar para aumentar o custo político de uma negativa posterior. Um dirigente afirmou que a tentativa de atrair a legenda foi conduzida “da pior maneira possível”.
A avaliação no PP é que a estratégia repetiu o movimento feito anteriormente com o Republicanos. Antes de avançar sobre Tereza, Flávio havia escolhido a ex-presidente da Caixa Daniella Marques como uma das principais opções para a vice, mesmo sem acordo com a direção da sigla em que ela está filiada. Nos dois casos, segundo integrantes do Centrão, o candidato procurou primeiro atrair o nome para depois pressionar o respectivo partido por uma adesão.
É justamente no Republicanos que Flávio pretende fazer agora uma de suas últimas tentativas antes de recorrer aos quadros do PL. O senador ainda quer convencer a legenda a permitir que Daniella seja sua vice e pretende manter as conversas até a convenção nacional do partido, na terça-feira.
A margem para uma reviravolta, entretanto, é considerada pequena. A ex-presidente da Caixa se filiou ao partido sem o conhecimento prévio do presidente Marcos Pereira e precisou recorrer à Justiça para ter o vínculo reconhecido. Como o prazo para mudança de legenda terminou em abril, ela também não poderia deixar a sigla para disputar a eleição por outra legenda.
Solução interna
Um outro partido também voltou ao radar do PL depois do fracasso da articulação com Tereza Cristina. Na sexta-feira, interlocutores de Flávio retomaram contatos com o Podemos e fizeram novas sondagens à presidente da legenda, Renata Abreu. Contudo, até o partido, consideravelmente menos robusto que os três já citados, vem sinalizando que não pretende aderir ao projeto presidencial do senador.
Apesar do cenário adverso, Flávio resiste a encerrar as negociações. A tendência é que a definição se arraste até que as possibilidades externas estejam formalmente esgotadas e só admita uma chapa pura perto do fim do prazo das convenções, em 5 de agosto. A estratégia busca evitar que um anúncio antecipado feche definitivamente as portas para uma composição de última hora.
Ainda assim, as discussões no PL para um eventual nome interno já geram divergências. Uma ala passou a defender o senador Marcos Pontes (PL-SP), ex-ministro da Ciência e Tecnologia de Jair Bolsonaro. Outro grupo, ligado à mobilização feminina da campanha, cobra que Flávio mantenha a promessa de ter uma mulher como companheira de chapa.
Não há, porém, consenso nem mesmo entre os defensores de uma vice mulher sobre quem deveria ocupar a vaga. Com as representantes do Centrão inviabilizadas, entre os nomes do PL cotados estão as deputadas Bia Kicis (DF) e Julia Zanatta (SC), bolsonaristas de primeira hora, e Priscila Costa (CE), aliada próxima de Michelle Bolsonaro e já defendida pela ex-primeira-dama.
as Queimadas na França devastam fauna e reduzem habitats a cinzas
Veados cercados por paredes de fogo, lagartos incapazes de escapar do calor, habitats reduzidos a madeira carbonizada e cinzas: a vida selvagem está pagando caro pelas queimadas nas florestas da França.
A oeste de Bordeaux, dezenas de milhares de hectares de vegetação nativa foram consumidos pelas chamas neste verão europeu. As autoridades temem que uma onda de calor prevista para os próximos dias dê novo fôlego ao incêndio.
Além de casas, áreas agrícolas e veículos destruídos pelo fogo, a fauna da região da Gironda também sofreu "perdas extremamente significativas", segundo a ministra francesa da Ecologia, Monique Barbut.
Ainda não há um balanço oficial do que foi consumido pelo fogo, mas o rastro de destruição dá pistas da dimensão dos impactos. "Está claro que os números serão catastróficos", afirmou Barbut.
De acordo com o engenheiro Laurent Tillon, do Escritório Nacional de Florestas da França, quase nada poderia ter sobrevivido à intensidade do incêndio em municípios fortemente atingidos, como Le Porge, na costa. "A potência e a energia liberadas foram grandes demais", afirmou ele.
A região abriga desde espécies como o grande e chamativo lagarto-ocelado até o musaranho-pigmeu, um dos menores mamíferos da Terra.
Espécies ameaçadas, como o sapo-de-unha-negra, que vive enterrado no solo, estariam entre os animais incapazes de suportar o calor extremo, a fumaça e as chamas, disseram especialistas em ecologia à AFP.
Os insetos morreram em massa, com efeitos duradouros para os animais que se alimentam deles, como as aves, afirmou Grégoire Lois, ornitólogo do Museu Nacional de História Natural, em Paris. "No ano que vem, aquela área será completamente inóspita", disse Lois.
Planeta em Transe
Uma newsletter com o que você precisa saber sobre mudanças climáticas
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Outra consequência dos incêndios florestais é que enormes volumes de cinzas poluem rios e córregos e prejudicam a vida aquática.
Céline Sissler-Bienvenu, especialista em proteção animal e gestão de crises, destacou entre os animais sensíveis o cágado-de-carapaça-estriada —uma espécie longeva que foi fortemente afetada pelos grandes incêndios ocorridos na mesma região em 2022.
Sem refúgio
Animais de deslocamento mais rápido, como os veados, conseguem fugir da ameaça imediata das chamas, mas enfrentam um perigo secundário: acabam empurrados para áreas desconhecidas. Alguns ficam desorientados e acabam cercados por outros focos de incêndio, enquanto outros correm para rodovias e linhas férreas, correndo o risco de colisões fatais.
A inalação de fumaça e de gases tóxicos também ameaça a saúde animal, tanto no curto como no longo prazos, especialmente para espécies menores.
A perda do habitat e das áreas de alimentação representa outro desafio para os sobreviventes. "Eles precisam encontrar um lugar em territórios que já estão ocupados por outros animais, com recursos limitados", explicou Lois.
Barbut afirmou que reintroduzir espécies expulsas pelo fogo é uma tarefa complicada "quando já não existem mais florestas". "A vida selvagem precisa de um habitat", disse a ministra.
Queimadas na França devastam fauna e reduzem habitats a cinzas
Veados cercados por paredes de fogo, lagartos incapazes de escapar do calor, habitats reduzidos a madeira carbonizada e cinzas: a vida selvagem está pagando caro pelas queimadas nas florestas da França.
A oeste de Bordeaux, dezenas de milhares de hectares de vegetação nativa foram consumidos pelas chamas neste verão europeu. As autoridades temem que uma onda de calor prevista para os próximos dias dê novo fôlego ao incêndio.
Além de casas, áreas agrícolas e veículos destruídos pelo fogo, a fauna da região da Gironda também sofreu "perdas extremamente significativas", segundo a ministra francesa da Ecologia, Monique Barbut.
Ainda não há um balanço oficial do que foi consumido pelo fogo, mas o rastro de destruição dá pistas da dimensão dos impactos. "Está claro que os números serão catastróficos", afirmou Barbut.
De acordo com o engenheiro Laurent Tillon, do Escritório Nacional de Florestas da França, quase nada poderia ter sobrevivido à intensidade do incêndio em municípios fortemente atingidos, como Le Porge, na costa. "A potência e a energia liberadas foram grandes demais", afirmou ele.
A região abriga desde espécies como o grande e chamativo lagarto-ocelado até o musaranho-pigmeu, um dos menores mamíferos da Terra.
Espécies ameaçadas, como o sapo-de-unha-negra, que vive enterrado no solo, estariam entre os animais incapazes de suportar o calor extremo, a fumaça e as chamas, disseram especialistas em ecologia à AFP.
Os insetos morreram em massa, com efeitos duradouros para os animais que se alimentam deles, como as aves, afirmou Grégoire Lois, ornitólogo do Museu Nacional de História Natural, em Paris. "No ano que vem, aquela área será completamente inóspita", disse Lois.
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Outra consequência dos incêndios florestais é que enormes volumes de cinzas poluem rios e córregos e prejudicam a vida aquática.
Céline Sissler-Bienvenu, especialista em proteção animal e gestão de crises, destacou entre os animais sensíveis o cágado-de-carapaça-estriada —uma espécie longeva que foi fortemente afetada pelos grandes incêndios ocorridos na mesma região em 2022.
Sem refúgio
Animais de deslocamento mais rápido, como os veados, conseguem fugir da ameaça imediata das chamas, mas enfrentam um perigo secundário: acabam empurrados para áreas desconhecidas. Alguns ficam desorientados e acabam cercados por outros focos de incêndio, enquanto outros correm para rodovias e linhas férreas, correndo o risco de colisões fatais.
A inalação de fumaça e de gases tóxicos também ameaça a saúde animal, tanto no curto como no longo prazos, especialmente para espécies menores.
A perda do habitat e das áreas de alimentação representa outro desafio para os sobreviventes. "Eles precisam encontrar um lugar em territórios que já estão ocupados por outros animais, com recursos limitados", explicou Lois.
Barbut afirmou que reintroduzir espécies expulsas pelo fogo é uma tarefa complicada "quando já não existem mais florestas".
"A vida selvagem precisa de um habitat", disse a ministra.
Pesquisa Quaest CE para o Governo: Ciro tem 43%; Elmano tem 33%
Escrito por Igor Cavalcante / DIARIONORDESTE
A segunda rodada da pesquisa Quaest sobre a disputa pelo Governo do Ceará mostra Ciro Gomes (PSDB) com 43% das intenções de votos. Em seguida, aparece o atual governador Elmano de Freitas (PT), que soma 33%. Os dados são da pesquisa estimulada para o primeiro turno.
Na sequência, Eduardo Girão (Novo) tem 3% e Jarir Pereira (Psol) registra 1%. Huggo Leonardo (Missão), Serley Leal (UP) e Zé Batista (PSTU) não pontuaram.
Os eleitores indecisos representam 13% da amostra, enquanto os votos em branco, nulos e os que não vão votar são 7%. Na pesquisa estimulada, os nomes dos postulantes e seus respectivos partidos são apresentados aos eleitores, que manifestam a intenção de voto.
Veja os números do cenário pesquisado:
- Ciro Gomes (PSDB): 43%
- Elmano de Freitas (PT): 33%
- Eduardo Girão (Novo): 3%
- Jarir Pereira (Psol): 1%
- Huggo Leonardo (Missão): 0%
- Serley Leal (UP): 0%
- Zé Batista (PSTU): 0%
- Indecisos: 13%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 7%
O levantamento ouviu 1.002 eleitores, com 16 anos ou mais, entre os dias 24 e 28 de julho em todo o território cearense. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número CE- 09277/2026 e foi contratada pela Genial Investimentos.
A metodologia é quantitativa, com entrevistas presenciais e domiciliares aplicadas a uma amostra representativa da população com 16 anos ou mais residente no Ceará. Como ocorre em levantamentos desse tipo, os resultados representam um retrato do momento e podem sofrer alterações até o dia da votação.
Quaest: Rodada anterior da pesquisa estimulada
A primeira rodada da pesquisa Quaest, divulgada no último dia 30 de abril, ouviu os eleitores sobre nomes cotados para disputar o Governo do Ceará.
Veja o comparativo do desempenho de cada postulante entre as rodadas.
Ciro Gomes (PSDB)
- 30/4: 41%
- 30/7: 43%
Elmano de Freitas (PT)
- 30/4: 32%
- 30/7: 33%
Eduardo Girão (Novo)
- 30/4: 4%
- 30/7: 3%
Jarir Pereira (Psol)
- 30/4: 1%
- 30/7: 1%
Zé Batista (PSTU)
- 30/4: 0%
- 30/7: 0%
Delegado Huggo (Missão)
- 30/4: Não testado na primeira rodada.
- 30/7: 0%
Serley Leal (UP)
- 30/4: Não testado na primeira rodada.
- 30/7: 0%
Indecisos
- 30/4: 11%
- 30/7: 13%
Branco/Nulo/Não vai votar
- 30/4: 11%
- 30/7: 7%
O levantamento feito na primeira rodada ouviu 1.002 eleitores, com 16 anos ou mais, entre os dias 24 e 28 de abril em todo o território cearense. A margem de erro geral é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número CE-01725/2026 e foi contratada pela Genial Investimentos.
Dados da pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, Ciro Gomes (PSDB) tem 15% das intenções de voto e Elmano de Freitas (PT) registra 13%. Não sabe/Não respondeu representa 1%. André Fernandes (PL) e Camilo Santana (PT) foram mencionados, mas não chegaram a 1%. Outros nomes também não pontuaram.
Os eleitores indecisos representam 70% da amostra, enquanto os votos em branco, nulos e os que não vão votar tem 1%. Na pesquisa espontânea, o entrevistador não cita quais candidatos concorrem ao cargo.
- Ciro Gomes (PSDB): 15%
- Elmano de Freitas (PT): 13%
- Não sabe/Não respondeu: 1%
- André Fernandes (PL): 0%
- Camilo Santana (PT): 0%
- Outros: 0%
- Indecisos: 70%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 1%
Índice de rejeição
A pesquisa aferiu a parcela de eleitores que conhece os candidatos e afirma não votar neles. O atual governador Elmano de Freitas (PT) lidera com 39% de rejeição. Na sequência, aparecem Ciro Gomes (PSDB) e Eduardo Girão (Novo), ambos com 32%.
Jarir Pereira (Psol) chega a 10%; Zé Batista (PSTU) tem 9%; Huggo Leonardo (Missão) tem 6% e Serley Leal (UP) marca 4%.
Rejeição de candidatos ao Governo do Ceará
- Elmano de Freitas (PT): 39%
- Ciro Gomes (PSDB): 32%
- Eduardo Girão (Novo): 32%
- Jarir Pereira (Psol): 10%
- Zé Batista (PSTU): 9%
- Huggo Leonardo (Missão): 6%
- Serley Leal (UP): 4%
Veja o comparativo da rejeição de cada postulante entre as rodadas do levantamento.
Elmano de Freitas (PT)
- 30/4: 42%
- 30/7: 39%
Ciro Gomes (PSDB)
- 30/4: 33%
- 30/7: 32%
Eduardo Girão (Novo)
- 30/4: 29%
- 30/7: 32%
Jarir Pereira (Psol)
- 30/4: 10%
- 30/7: 10%
Zé Batista (PSTU)
- 30/4: 8%
- 30/7: 9%
Huggo Leonardo (Missão)
- 30/4: Não mencionado na primeira rodada.
- 30/7: 6%
Serley Leal (UP)
- 30/4: Não mencionado na primeira rodada.
- 30/7: 4%
Definição de voto
A pesquisa também questionou se a escolha do eleitor para governador é definitiva.
Veja os números do cenário geral:
- É definitiva: 51%
- Pode mudar caso algo aconteça: 48%
- Não sabe/não respondeu: 1%
Veja os números por pré-candidato:
Ciro Gomes (PSDB)
- É definitiva: 56%
- Pode mudar caso algo aconteça: 43%
- Não sabe/Não respondeu: 1%
Elmano de Freitas (PT)
- É definitiva: 65%
- Pode mudar caso algo aconteça: 35%
- Não sabe/Não respondeu: 0%
Outros
- É definitiva: 32%
- Pode mudar caso algo aconteça: 68%

Corpo de recém-nascido é encontrado por garis em tambor de lixo em Itaitinga
Escrito por Redação / DIARIONORDESTE
Agentes de limpeza pública encontraram o corpo de um bebê recém-nascido dentro de um tambor de lixo no bairro Gereraú, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, nesta quinta-feira (30).
A Guarda Municipal de Itaitinga informou que recebeu uma denúncia por volta das 9h30, quando o carro de coleta seletiva "tinha encontrado um feto". A guarnição da GCM foi ao local, na Rua Antônio Ferreira, e constatou o ocorrido.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), detalhou que a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi acionada. No local, foram realizados os procedimentos periciais, antes do feto ser removido para o Instituto Médico Legal (IML).
O caso foi assumido pela Polícia Civil, que instaurou uma investigação para apurar as circunstâncias do caso e identificar os responsáveis.
Ainda não há informações sobre como a criança foi parar dentro do recipiente. A mãe ou familiares do recém-nascido também não foram identificados.


