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Um fôlego para as Santas Casas

O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2018 | 03h00

 

Um passo importante foi dado para pelo menos aliviar as graves dificuldades enfrentadas pelas Santas Casas e os hospitais filantrópicos - que desempenham papel fundamental na rede pública de saúde - com a Medida Provisória (MP) assinada quinta-feira passada pelo presidente Michel Temer, autorizando o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para operações de crédito a essas entidades, a juros mais baixos que os do mercado. Essa está longe de ser a solução do problema, mas serve, como disse o presidente, para “tirar a rede filantrópica da sala de emergência”.

Essa rede poderá utilizar 5% dos recursos do FGTS. Como em 2018 tais recursos chegam a R$ 83 bilhões, as Santas Casas e os hospitais filantrópicos devem ter à disposição, em média, R$ 4 bilhões por ano, segundo estima o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

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Adeus, cartão de crédito

Celso Ming, Raquel Brandão, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2018 | 20h30

 

O dinheiro que você leva na carteira e até mesmo os cartões de plástico estão com os dias contados. Darão espaço às transferências de moeda puramente virtuais, seja por computador, por aplicativo de smartphone ou por dispositivos wearables, como relógios ou pulseiras com tecnologia embarcada.

Ao menos é isso que já está no radar de pesquisadores e consultorias especializadas em tecnologia e no sistema financeiro. Até 2020, nada menos do que 726 bilhões de pagamentos serão feitos digitalmente e instantaneamente no mundo, calculam a consultoria Capgemini e o banco BNP Paribas.

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Por que esquecemos a maioria dos livros que lemos e filmes a que assistimos

Julie Beck

As lembranças de Pamela Paul quanto a leituras são menos sobre as palavras e mais sobre a experiência. "Quase sempre me recordo de onde estava, e do livro em si. Lembro do objeto", diz Paul, editora da revista The New York Times Book Review e pessoa que pode ser facilmente definida como alguém que lê um monte de livros. "Recordo a edição; recordo a capa; usualmente recordo onde comprei o livro, ou de quem o ganhei. O que não recordo —e isso é terrível— é tudo mais".

Paul me contou, por exemplo, ter terminado recentemente de ler a biografia de Benjamin Franklin por Walter Isaacson. "Enquanto lia o livro, aprendi não tudo que se conhece sobre Ben Franklin, mas boa parte disso, e estava ciente da cronologia geral da revolução americana", ela diz. "Agora, dois dias mais tarde, eu provavelmente não conseguiria resumir a cronologia da revolução americana".

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A CORRIDA ESPACIAL PARA A LUA E MARTE

Estamos em tempos que a exploração espacial é algo muito empolgante. A NASA, empresas privadas e inúmeros países estão na corrida para colonização do espaço. Logo esperamos ser uma espécie multi planetária. Mas porque?

PORQUE GASTAR BILHÕES NO ESPAÇO? É NOSSA APÓLICE DE SEGUROS CONTRA EXTINÇÃO.

Foguete da SpaceX
Foguete da SpaceX http://www.spacex.com/media/all/image

Porque gastar bilhões no espaço enquanto há milhões morrendo de fome na Terra? Você já deve ter ouvido essa justificação. O programa espacial nos trás inovações e invenções novas e úteis. A exploração espacial nos dá perspectiva, inspiração e entendimento. Porque ela é a fronteira final. Porque ela está lá!

O que você não ouviu até hoje que não inspire um senso de urgência? Na verdade, a luta da NASA para defender a sua existência e os financiamentos, atestam o quão fraco essas justificativas soam para um público que se preocupa menos com espaço do que as necessidades aparentemente mais imediatas.

A exploração espacial de acordo com o fundador da SpaceX Elon Musk, é tão urgente quanto a pobreza ou uma doença, é nossa apólice de seguro contra extinção. Musk diz que um evento ao nível de extinção, em um flash existencial, faz nossos esforços para salvar a Terra irrelevantes.

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Missão Marte: a nova corrida espacial e a colonização do planeta vermelho

Por Pedro C. Chadarevian*

O recrudescimento da crise econômica global tem deixado em segundo plano os resultados das mais recentes missões espaciais em andamento no sistema solar. A importância e o impacto destas missões tocam, no entanto, em questões centrais tanto do ponto de vista da consolidação das potências hegemônicas atuais e futuras, como também sob a ótica das descobertas científicas que podem mudar completamente o nosso entendimento sobre a origem e desenvolvimento da vida em nosso planeta.

A colonização humana em outros planetas já foi um tema levado muito mais a sério algumas décadas atrás, quando as viagens à Lua saíram do campo da ficção científica para uma realidade quase banal. À época, no entanto, a ausência de atrativos econômicos e científicos em nosso satélite reduziu progressivamente as missões lunares até a sua paralisação nos anos noventa. O anúncio da existência de vida em Marte parece ser uma questão de tempo, e terá um efeito bombástico para uma nova era de missões espaciais, agora apoiada em altíssima tecnologia, o que fará parecer amadores os pioneiros astronautas do século XX.

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Opinião: NASA gasta bilhões irracionalmente

O jornalista russo e comentador Sergei Cherkasov divulgou o seu análise “especial”.

Buraco negro
© AFP 2018 / EUROPEAN SOUTHERN OBSERVATORY - M. KORNMESSER
De acordo com o analise do estado atual da exploração do espaço por homem, publicado no portal russo de notícias e análise PolitRussia, o especialista começa por lembrar os tempos da corrida espacial durante a Guerra Fria entre os EUA e a Rússia, que pode ser descrita com as palavras “dinamismo” e “ritmo acelerado de exploração espacial”.

“Já ficou no passado o tempo quando os voos ao espaço foram o resultado de sobrecarga industrial, momentos ‘eureka’ do pensamento científico e o de salto tecnológico de duas superpotências”, notou.

Falando em geral sobre os países que estão presentes na imensidão do Universo, Cherkasov escreveu:

“Atualmente, o espaço não é um campo de jogo pelo prestígio global, ou mesmo o campo de combate (pelo menos, ainda não é), mas é o mercado. E o número dos jogadores que querem competir aumentou”.

O analista destacou especialmente os orçamentos que os jogadores têm e o modo de qual eles distribuem os seus recursos.

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