GRAMPO COM ANDREA NEVES DERRUBA REINALDO AZEVEDO

Em conversa interceptada pela Polícia Federal, o jornalista Reinaldo Azevedo dialoga com Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves, e classifica uma reportagem da revista Veja, onde trabalha, como "nojenta"; ele se referia à edição que trouxe Aécio na capa; no mesmo diálogo, ele também critica o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; assim que a conversa foi divulgada, Reinaldo pediu demissão de Veja e disse que o grampo violou um dos pilares da democracia, que é o sigilo entre jornalistas e suas fontes:
MEU ÚLTIMO POST NA VEJA - REINALDO AZEVEDO
Andrea Neves, Aécio Neves e perto de uma centena de outros políticos são minhas fontes. Trechos de duas conversas que mantive com Andrea, que estava grampeada, foram tornados públicos. Numa delas, faço uma crítica a uma reportagem da VEJA e afirmo que Rodrigo Janot é pré-candidato ao governo de Minas e que estava apurando essa informação. Em outro, falamos dos poetas Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto.
Onde teríamos acertado?
Pedro Cavalcanti, O Estado de S.Paulo
23 Maio 2017 | 03h01
Na luta contra a corrupção em si, nada de novo. Acabar com a corrupção não é só a promessa de todos os nossos candidatos, mas a divisa de todas as nossas revoluções e justificativa de todos os nossos golpes. Cada um a interpreta à sua moda. Para os donos do poder, essas acusações nunca passam de pretexto golpista, demagogia, moralismo barato. Ao contrário, quem derruba e sobe alega sede de justiça, autêntica aspiração popular.
A responsabilidade da imprensa - O ESTADO DE SP
A tarefa primária da imprensa consiste em fornecer ao leitor informações que lhe permitam formar opinião acerca do mundo em que vive. Da qualidade das informações processadas pelos jornalistas depende, em grande medida, a formação de consensos em torno do que é realmente melhor para o País, muitas vezes a despeito do que querem aqueles que estão no poder ou que lá querem chegar.
Luzes de Acácio no mercado - O ESTADO DE SP
Conselheiro Acácio é o mestre. Sua influência é inconfundível nos comentários de eminentes analistas, acadêmicos e de mercado, sobre o novo cenário de riscos e sobre as saídas menos penosas da crise aberta com a delação – muito bem negociada e premiadíssima – dos controladores da JBS. A melhor solução, de acordo com esses conhecedores dos vínculos entre economia, finanças e política, terá de ser a melhor solução. Essa conclusão admirável tem sido noticiada, explicada e discutida nos meios de comunicação impressos e eletrônicos.
A delação que é um escândalo - O ESTADO DE SP
O vazamento da delação de Joesley Batista na semana passada deixou uma vez mais o País profundamente consternado, ao envolver em ações criminosas graduados personagens da vida nacional, a começar pelo presidente da República, Michel Temer. Surpreende que denúncias tão graves tenham sido divulgadas – assumindo, assim, ares de veracidade – sem que nada do que delas consta, e tampouco as circunstâncias que envolvem os fatos, tenha sido averiguado previamente. Tal açodamento foi, no mínimo, irresponsável. Haja vista as consequências da divulgação nos campos político, econômico e financeiro.

