Congresso mais conservador terá de zelar por equilíbrio
Por Editorial / O GLOBO
Os resultados das urnas em 4 de outubro dão enorme poder no Congresso ao PL — legenda do candidato Flávio Bolsonaro. Na Câmara, o partido elegeu 121 deputados (atualmente são 99), a maior bancada desde 1986, quando o PMDB conquistara 260. No Senado, o desempenho foi ainda mais expressivo: levou 28 cadeiras e quase dobrou o número atual (15), um recorde desde a redemocratização. Com outros partidos de direita e do centro, o PL não terá dificuldade de montar uma coalizão conservadora com poder inédito para aprovar emendas constitucionais e influir nos rumos do país.
Se o eleito em 25 de outubro for o senador Flávio Bolsonaro, ele não deverá encontrar obstáculos a seus projetos no Congresso. O melhor cenário seria ele usar a força, a energia e a confiança dada pelo eleitor para pôr em marcha as reformas há muito adiadas, sobretudo a fiscal e a administrativa. O pior cenário seria priorizar propostas revanchistas ou de cunho apenas ideológico para agradar à militância. Se, ao contrário, o escolhido for o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hipótese que não pode ser descartada dada a campanha extremamente acirrada, ele terá o desafio de negociar com um Legislativo ainda mais resistente do que na atual legislatura, quando obteve vitórias importantes, como a reforma tributária, mas também colheu derrotas acachapantes, como a recusa do Senado ao nome do advogado-geral da União Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) ou a derrubada do veto ao projeto que reduz penas dos acusados pelo 8 de Janeiro. Eventuais falhas na articulação política poderão causar paralisia e trazer riscos sérios à governabilidade.
Independentemente de quem seja o próximo presidente, com a avalanche bolsonarista no primeiro turno, o PL e a direita se credenciam a avançar por determinados caminhos até aqui limitados pelo relativo equilíbrio entre as diversas forças do Parlamento. Poderão obter maioria para alterar a Constituição com relativa facilidade. É verdade que a federação formada por PT, PV e PCdoB também cresceu de 82 para 88 deputados, mas não terá o mesmo poder para bloquear propostas.
No Senado, estima-se que haja número próximo dos 54 senadores necessários para aprovar o impeachment de ministros do Supremo, pauta cara ao bolsonarismo e à direita (há vários pedidos engavetados na Casa). Na atual legislatura, não foram poucos os atritos entre os Poderes, mas eles foram contornados. Com a nova formação, o Senado terá condição de confrontar o STF. E aumentará seu cacife para aprovar indicações a tribunais superiores, embaixadas e agências reguladoras, posições sempre estratégicas.
Sob Flávio ou sob Lula, o desafio do novo Congresso será resgatar o equilíbrio e a harmonia entre os Poderes da República, condição fundamental numa democracia. Ao mesmo tempo, será essencial manter o diálogo com todas as correntes políticas, entendendo que o Congresso é um espaço de debate e não deve se transformar num rolo compressor que ignora demandas das minorias. Não seria saudável para o Brasil um Parlamento que mantivesse o país e suas instituições em permanente sobressalto, tampouco que impusesse o desejo da maioria sem dar espaço ao contraditório, como convém a um Legislativo que representa o conjunto de todos os brasileiros.
O Congresso Nacional — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
O anúncio que ligou o sinal de alerta na campanha de Flávio Bolsonaro ainda durante a votação
Por Malu Gaspar / O GLOBO
Um movimento do governo Lula ligou um sinal de alerta na cúpula da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ainda durante a votação do primeiro turno e com as urnas abertas: a abertura de um inquérito sobre a suposta interferência dos Estados Unidos na eleição. A decisão, anunciada pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF) Andrei Rodrigues, foi motivada pela publicação de uma reportagem do The Guardian segundo a qual um projeto do governo dos Estados Unidos prevê recursos para grupos da sociedade civil que se opõem ao que classificam como abuso de poder judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pelo documento a que o jornal teve acesso, cerca de R$ 5,2 milhões seriam direcionados ao Brasil por meio do projeto “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”. Não se sabe, porém, se o dinheiro chegou a ser enviado, quanto e para quem.
Segundo Rodrigues, o inquérito foi pedido pela Advocacia-Geral da União (AGU). A apuração está em andamento na Diretoria de Inteligência da PF, em caráter preliminar.
“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, declarou o diretor-geral no domingo.
O fato de o PT ter feito o pedido diretamente ao ministro Flávio Dino também fez surgir o alerta na campanha de Flávio Bolsonaro. Os aliados dele têm afirmado que esperam novas decisões do Supremo até a realização do segundo turno. Citam inclusive decisões de Dino que consideram contra a candidatura de Flávio — como chamar para si a investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre a destinação dos recursos do filme “Dark Horse”, a respeito da vida de Jair Bolsonaro e determinar que a perícia do material seja feita pela PF.
Aliado de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e antagonista de André Mendonça no STF, Flávio Dino também decidiu reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo e pediu ao STF uma investigação sobre elos entre Mendonça e o Banco Master.
Embora o próprio Rodrigues tenha dito na entrevista em que anunciou a abertura do inquérito que não há por ora nenhum indício de interferência estrangeira na eleição, até que as urnas se fechem e o resultado seja anunciado o inquérito vai continuar pairando sobre a campanha e bastante temido pelo bolsonarismo.
Geopolítica e clima tornam a comida cara
A guerra na Ucrânia, o bloqueio parcial do estreito de Hormuz no Oriente Médio e um intenso fenômeno El Niño geram novos riscos para a oferta mundial de alimentos.
O índice de preços de alimentos da FAO, agência da ONU para segurança alimentar, atingiu 136 pontos em setembro, alta de 1,5% em relação a agosto e de 5,8% na comparação anual —maior patamar desde o final de 2022, embora cerca de 15% abaixo do recorde de março daquele ano.
Os cereais subiram 5,1% no mês e 17,2% em 12 meses, puxados por trigo e milho; o açúcar teve alta de 6,1% e 14,7%, respectivamente; óleos vegetais, 0,9% e 18,3%. Carnes e lácteos recuaram ou permaneceram estáveis.
Ataques ucranianos a refinarias russas reduzem a oferta de diesel, inclusive para o Brasil. No Golfo, o corte nos embarques de óleo diesel e de ureia afeta preços —o Oriente Médio responde por cerca de um terço do comércio desse fertilizante nitrogenado.
O repasse aos preços finais ainda é parcial, mas a FAO alerta que a persistência dessas pressões tende a alcançar o consumidor, sobretudo em países importadores de alimentos e energia.
O El Niño severo amplifica o risco. A agência já registra expectativas de safras mais apertadas de açúcar em 2026-27, com chuvas abaixo do normal na Índia e em excesso no Centro-Sul do Brasil.
Incertezas quanto à produtividade nos Estados Unidos e menor disponibilidade para exportação no Brasil sustentam cotações. A produção global de cereais em 2026 é estimada em 2,98 bilhões de toneladas, 2,1% abaixo do recorde do ano anterior. Ainda é a segunda maior da história, mas com o comércio projetado em queda por restrições logísticas.
No Brasil, o quadro é menos agudo, mas longe de confortável. O poder de compra de alimentos melhorou em relação a 2022, sem recuperar o patamar pré-pandemia. Em agosto, o salário mínimo de R$ 1.621 comprava 1,8 cesta básica em São Paulo (R$ 900,59), 11,3% a mais que 1,62 cesta em agosto de 2022, porém 13% abaixo da média de 2010-19.
De 2019 a 2022, a alimentação no domicílio acumulou alta de 54,2%, bem acima do IPCA geral. Nos anos seguintes a pressão diminuiu, com alta de 12,9% do início de 2023 até agosto deste ano, mas os meses recentes mostram reaceleração em itens sensíveis.
Por ora, a Conab projeta uma safra recorde de grãos para 2026-27, 366,6 milhões de toneladas, alta de 1,4% ante o ano passado. Diante dos riscos climáticos, porém, a produtividade pode frustrar as estimativas iniciais e impactar o custo da alimentação.
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Flávio e Lula miram 9 milhões de votos de derrotados e 8 milhões que não votaram no Nordeste
Tamara Nassif / FOLHA DE SP
O primeiro turno no último domingo (4) confirmou o cenário de forte polarização na eleição presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT).
Na menor diferença percentual em um primeiro turno desde a redemocratização, as urnas registraram 47,03% dos votos para o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e 45,16% para o atual incumbente. Os 7,81% restantes dos votos válidos foram pulverizados em presidenciáveis do segundo e do terceiro pelotão da disputa.
Lula e Flávio agora se enfrentam no tira-teima à procura dos votos que não conquistaram na primeira votação do pleito, tentando reduzir abstenções, atrair os eleitores da terceira via e aumentar os percentuais de rejeição do rival.
O desafio, para Flávio, é consolidar a liderança e garantir a migração de votos de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), alinhados à direita política. O petista, por outro lado, mira reduzir o número de ausentes –foram 33,4 milhões, um recorde–, e, sem aliados fortes entre os presidenciáveis derrotados, pode encontrar em redutos eleitorais históricos um possível caminho para a virada. O Nordeste, por exemplo, somou 8 milhões de abstenções.
Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que a alta taxa de abstenção tende a penalizar mais Lula do que Flávio Bolsonaro, já que o índice é puxado por eleitores menos escolarizados e de menor renda –segmento que, historicamente, tende a apoiar o petista.
"A abstenção vai prejudicar Lula porque ele tem menos votos entre os menos escolarizados do que tinha em 2022. Há uma insatisfação com a economia e a percepção de que ela não melhorará", afirma o cientista político Antônio Lavareda, presidente da Abrapel (Associação Brasileira de Pesquisas Eleitorais).
Dados detalhados sobre o perfil de ausentes neste primeiro turno ainda não estão disponíveis, mas, em 2022, esse grupo era formado majoritariamente por homens, com menor grau de instrução e nas faixas etárias entre 21 e 29 anos e acima de 70 anos —nessa última faixa, o voto não é obrigatório. Analfabetos registraram 52% de abstenção no primeiro turno e 49,3% no segundo. Entre os eleitores com ensino superior completo, a taxa foi de 12,4%.
Neste ano, estados liderados por Lula marcaram abstenções abaixo da média de 21,08%, embora não deixem de ser expressivas. A Bahia, por exemplo, registrou 19,97% de ausentes, ou 2,2 milhões de pessoas, e Pernambuco, 18,17%, ou 1,3 milhão. Ceará e Maranhão também tiveram mais de 1 milhão de faltantes.
Lula, no dia seguinte ao primeiro turno, mirou o discurso justamente a essa parcela do eleitorado que não compareceu às urnas. "Tem uma coisa que nós temos que trabalhar: são 30 milhões de pessoas que não foram votar. O que aconteceu com essas pessoas? Eles perderam o sentido de responsabilidade? Eles não foram convencidos? Eles não gostam dos candidatos? Porque, se fosse assim, teria surgido uma terceira via, e não surgiu", questionou o presidente.
A estratégia também se disseminou pelo eleitorado. Apoiadores do petista formularam uma ferramenta batizada de "Onde dá para conversar", que mapeia as seções eleitorais puxando por quem não foi votar e quem preferiu um candidato do segundo pelotão.
O desafio, porém, está nos três maiores colégios eleitorais, que também lideram em abstenções: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Flávio superou o petista em todos os três. Entre os paulistas, foram mais de 7,6 milhões de ausentes (22,5% do total de eleitores aptos); entre os mineiros, 3,7 milhões (22,8%). Os fluminenses marcaram 23,3% de abstenção, ou 2,9 milhões.
Há uma ressalva. A abstenção nesses estados pode não diminuir no segundo turno, uma vez que eles já tiveram a disputa pelo governo estadual resolvida na primeira rodada. O Rio de Janeiro segue com impasse em relação à participação de Anthony Garotinho (Republicanos), que, caso tenha a candidatura rejeitada, terá Douglas Ruas (PL) como governador eleito.
Para Flávio, o triunfo no tira-teima depende da migração de votos do segundo pelotão. Zema e Caiado já declararam preferência pelo candidato do PL, embora Cury e Renan, mais bem colocados, tenham negado endosso a qualquer um dos finalistas.
São mais de 9,3 milhões de votos da terceira via em disputa no segundo turno. A maior parte deles está concentrada nos grandes colégios: 2,5 milhões paulistas (9,86% dos votos válidos), 1 milhão mineiros (8,41%) e 700 mil fluminenses (7,65%).
Por proporção, o estado que mais apostou na terceira via foi Goiás, governado por Caiado nos últimos dois mandatos, com 13,83% da preferência do eleitorado. Esses votos tendem a migrar para Flávio, que marcou 53% nas urnas ante 31% de Lula. No Distrito Federal, o segundo e o terceiro pelotão receberam 10,59% dos votos. Flávio também liderou na capital do país, com 51%.
O candidato do PL também superou o rival no Sul do país, onde a terceira via ficou com 8% nas urnas dos três estados da região, ou 1,5 milhão do total, somando Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Na região Norte, o Amapá espelha os percentuais de rejeição. Cada candidato recebeu 45% dos votos, com Lula à frente por apenas 0,04 ponto. Optaram pela terceira via 40 mil eleitores (8,6%), e 100 mil (17,4%) se abstiveram. Amazonas, o mais populoso, trouxe Lula à frente por 3 pontos percentuais, e 6,79% do eleitorado em disputa. Foram 564 mil ausentes.
Entre os brasileiros que moram no exterior, a maioria não votou: 62%, ou 574 mil, se abstiveram. Lula recebeu 47% dos votos, Flávio, 43%, e nomes da terceira via, 9%.
Flávio comemora eleição no Congresso: 'Está configurado para um presidente como Flávio Bolsonaro'
Escrito por Estadão Conteúdo / DIARIONORDESTE
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (5) que o resultado das eleições para o Congresso criou uma base favorável a um eventual governo seu.
"A maioria esmagadora que fizemos no Congresso trará de volta a segurança jurídica que o País tanto precisa para crescer. O Legislativo federal está configurado para um presidente como Flávio Bolsonaro", escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter).
No domingo, o PL, sigla de Flávio, elegeu 19 senadores e 121 deputados federais. Juntamente com partidos de centro-direita, o campo deve formar uma maioria parlamentar na próxima legislatura.
Flávio também afirmou que pretende trabalhar em conjunto com governadores e prefeitos e fez uma sinalização a outras siglas: "Faço o compromisso de sempre colocar o povo acima de qualquer questão partidária, pois, por exemplo, o combate efetivo ao narcoterrorismo tem que ser feito em conjunto com governadores e prefeitos", escreveu.

Três candidatos do Ceará superam 100 mil votos e ficam fora da Câmara dos Deputados
Escrito por Paloma Vargas / DIARIONORDESTE
Três postulantes cearenses ultrapassaram a marca simbólica dos 100 mil votos nas urnas nesse domingo (4), mas acabaram de fora da bancada que assumirá os mandatos no período de 2027 a 2031.
Isso ocorreu devido ao quociente eleitoral. Conforme a legislação eleitoral, os quocientes eleitoral e partidário estruturam a distribuição de mandatos no Poder Legislativo por meio do sistema proporcional, utilizado nas eleições das Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e a Câmara dos Deputados.
O caso mais emblemático de alta votação sem eleição foi o de Renato Roseno (Psol), que somou 116.905 votos. Ele era deputado estadual eleito na disputa anterior e tentava uma cadeira na Câmara de Deputados, em Brasília, pela segunda vez.
Logo em seguida aparece Luiz Gastão (PSD), com 108.924 votos — ele que já exercia o mandato de deputado federal e não conseguiu a reeleição. Em 2022, Gastão foi eleito com 96.537 votos.
A lista dos votados que não garantiram vaga conta ainda com Roger Aguiar (PSB), que conquistou 106.170 votos. Ele não tinha mandato anterior.
Por depender do desempenho global das federações e coligações partidárias para atingir o quociente eleitoral, candidatos com grande apelo popular individual muitas vezes acabam não entrando na cota final de vagas do estado.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no sistema proporcional, o eleitor vota no candidato, mas sua votação também contribui para o desempenho eleitoral do partido ou da federação.
É essa combinação entre os votos individuais e os votos da legenda que determina, no sistema proporcional, quantas cadeiras cada partido ou federação poderá ocupar. Já nas eleições para prefeituras, governos estaduais, Senado e Presidência da República, é adotado o sistema majoritário.
Renovação e derrotas de peso na bancada cearense
O resultado das urnas impôs derrotas significativas a nomes experientes do cenário político local. Entre os seis parlamentares em exercício que buscavam permanecer em Brasília e ficaram de fora estão Mauro Filho (União), que encerra um ciclo de dois mandatos consecutivos em Brasília (2018 e 2022), após ter sido deputado estadual por seis mandatos seguidos.
Integram a lista Priscila Costa (PL), que havia assumido em maio deste ano em substituição a Dayany Bittencourt (União), André Figueiredo (PDT), Eduardo Bismarck (PV) e José Airton (PT).
A configuração resultante deixará a representação do Ceará a partir de 2027 com 10 deputados estreantes e 12 parlamentares reeleitos.
Veja a lista de deputados federais eleitos no Ceará:
PSB
- Tainah Marinho (PSB) - 265.585 votos
- Robério Monteiro (PSB) - 165.876 votos
- Idilvan Alencar (PSB) - 127.140 votos
- Dr. Acilon (PSB) - 125.161 votos
PL
- André Fernandes (PL) - 684.372 votos
- Matheus Noronha (PL) - 123.990 votos
- Dr. Jaziel (PL) - 64.870 votos
- Carmelo Neto (PL) - 56.068 votos
PSD
- Domingos Neto (PSD) - 180.434 votos
- Célio Studart (PSD) - 122.415
- Fernanda Pessoa (PSD) - 122.963 votos
Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB)
- Fernando Santana (PT) - 129.248 votos
- Raimundo Martins (PT) - 115.424 votos
- Luisa Cela (PT) - 93.321 votos
Federação União Progressista
- Moses Rodrigues (União) - 141.205 votos
- Danilo Forte (PP) - 119.862 votos
- AJ Albuquerque (PP) - 105.259 votos
MDB
- Yury do Paredão (MDB) - 261.291 votos
- Nenen Coelho (MDB) - 98.831 votos
Federação PRD-Solidariedade
- Giordanna Mano (PRD) - 235.848 votos
- Emanuel Acrízio (SD) - 57.192 votos
Republicanos
- Erika Amorim (Republicanos) - 109.025 votos

