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Presidente da AL avalia o semestre encerrado como um dos mais produtivos

Presidente da AL avalia o semestre encerrado como um dos mais produtivosFoto: Júnior Pio

 
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão (PDT), realizou, durante a sessão plenária presencial e remota desta quinta-feira (15/07), um balanço das atividades do 1º semestre de 2021 na Casa. O parlamentar fez questão de enfatizar que, mesmo diante da pandemia de Covid-19, o Poder Legislativo cearense não parou de produzir e trabalhar, reinventando-se para se manter próximo da população.

Evandro Leitão reforçou que o Parlamento foi “plural nas ideias, como sempre, mas unido no objetivo maior de salvar vidas e garantir que medidas de ordem urgente e emergencial fossem debatidas, melhoradas e aprovadas”.

De acordo com ele, o maior objetivo da sua gestão é quebrar o paradigma de que a Assembleia Legislativa é distante da população cearense. “Queremos fazer com que a sociedade saiba o que cada um dos parlamentares faz aqui, pois o nosso trabalho não se resume ao plenário. O trabalho não pode parar, e vamos continuar com os mesmos esforços no próximo semestre”, ressaltou.

Em relação à produção legislativa, o presidente da AL destacou que foram realizadas 92 sessões plenárias ao longo do semestre, sendo 31 sessões deliberativas extraordinárias remotas, com a aprovação de 591 proposições, até a semana passada. Dentre elas, 498 projetos de deputados e 93 matérias oriundas do Poder Executivo.

“Mesmo com os debates virtuais, nós produzimos até mais nessa legislatura do que nas últimas, conseguindo aprovar 80% dos projetos colocados em pauta e 87% do total de requerimentos apresentados pelos deputados”, registrou o presidente.

Sobre o teor das matérias aprovadas pela Casa nesse primeiro semestre, ele salientou aquelas que buscaram amenizar o sofrimento da população cearense em razão dos impactos da pandemia. Dentre os projetos, ele mencionou os que promoveram auxílio cesta básica para 150 mil famílias cearenses; isenção de contas de água, beneficiando 730 mil famílias; pagamento de contas de energia, beneficiando 500 mil famílias, e vale-gás, ajudando 255.577 famílias.

“Nós aprovamos ainda um pacote de medidas para o setor de alimentação fora do lar e de eventos e um auxílio financeiro de R$ 1 mil para profissionais desempregados. Aprovamos também a criação do Programa de Microcrédito Produtivo do Ceará, disponibilizando R$ 100 milhões para apoiar os pequenos empreendedores, além de autorizarmos a aquisição direta para a compra de vacinas Sputnik V pelo Estado”, enumerou Evandro Leitão.

Ele lembrou ainda de outros benefícios concedidos à população cearense, como a autorização para a concessão de subsídio que evita o aumento de tarifa do transporte público da capital; a revisão salarial dos agentes comunitários de saúde, Polícia Judiciária, professores, entre outros; a autorização para aquisição de notebooks para professores da rede pública e a aprovação de cotas para negros em concursos públicos do Estado.

AÇÕES PARA A CIDADANIA

O chefe do Poder Legislativo estadual ressaltou também algumas ações conduzidas pela gestão da Mesa Diretora da Casa. Destacou a inauguração, em breve, do anexo 3 da Assembleia. Segundo ele, o prédio será um complexo que vai abrigar serviços voltados para os cidadãos, apresentando ainda um sistema de reúso da água e painéis solares para favorecer a eficiência energética.

Da mesma forma, ele mencionou a reforma do prédio onde funcionava o Departamento de Saúde, hoje anexo 4 da Casa, que vai abrigar a Procuradoria Especial da Mulher (PEM), com uma estrutura exclusiva de acolhimento às mulheres cearenses.

Ainda no que diz respeito à prestação de serviços do Parlamento à população cearense, o presidente da AL enalteceu o trabalho desempenhado pela Casa do Cidadão, Procuradoria Especial da Mulher, Procon, Escritório Frei Tito e Departamento de Saúde ao longo do semestre, prestando mais de 28 mil atendimentos à sociedade.

“Somente no Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS), foram 6.337 pessoas atendidas, de janeiro a junho. Além disso, tivemos novos serviços incorporados ao nosso complexo de assistência, como o Telessaúde, o Núcleo de Saúde Mental, o Núcleo de Responsabilidade Social e o Núcleo de Saúde do Trabalhador”, observou Evandro Leitão, adiantando que, em breve, vão ser instalados o Núcleo de Mediação e Gestão de Conflitos e o Núcleo de Práticas Sistêmicas.

O presidente citou ainda as 35 toneladas de alimentos arrecadados e distribuídos para as famílias cearenses mais vulneráveis, adiantando que, em breve, 10 mil cestas básicas serão entregues por mês aos municípios cearenses que apresentam as menores taxas de Índice de Desenvolvimento Urbano (IDH).

Também entre as ações futuras, ele projetou a inauguração da Sala do Empreendedor, uma parceria para aquecer o empreendedorismo cidadão da população.

O Pacto Contra o Coronavírus, com a missão de evitar uma terceira onda da Covid-19, além de promover a retomada econômica do Estado, também foi abordado pelo presidente.

“Nós estamos fazendo uma busca ativa para proceder o cadastramento de vacinação das pessoas que ainda não realizaram esse procedimento. Contamos com o apoio de diversas entidades representativas da economia cearense e da sociedade civil organizada, para auxiliar as pessoas com dificuldades de acesso ou falta de habilidade com a internet”, assinalou o presidente. Ele pontuou ainda que, em breve, serão instalados postos de cadastro no interior.

PLANEJAMENTO E GESTÃO

Evandro Leitão destacou os esforços na capacitação de servidores e na modernização do Poder. “Na perspectiva da gestão, nós temos uma preocupação com a sustentabilidade, buscando fortalecer o gerenciamento de resíduos sólidos e de materiais de consumo do Parlamento. Também promovemos uma modernização da infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI)”, apontou, acrescentando que a Casa também está construindo o seu planejamento estratégico, Alece 2030, envolvendo servidores e sociedade. “É um planejamento, uma visão estratégica, sobre o que queremos para o Parlamento até o ano de 2030”, pontuou.

No aspecto da educação e da capacitação técnica dos servidores da Casa, Evandro Leitão citou a realização do Programa de Educação Continuada em Controle Interno (Pecci). Também apontou a oferta de dois cursos de pós-graduação pela Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace): o MBA em Gestão e Governança Pública e o MBA em Assessoria Parlamentar, somando 200 alunos ao todo, e reforçou a previsão de realização do concurso público da AL em novembro de 2021.

Ele abordou ainda as contribuições nos campos de debates e pesquisas, com iniciativas como o Grandes Debates – Parlamento Protagonista, trazendo temáticas diversas de interesse da sociedade, e o Pacto pelo Saneamento, que reuniu 70 instituições, com a promoção de seis seminários temáticos para tratar do saneamento básico no Ceará.

O presidente da Casa fez questão de enfatizar ainda o apoio do Poder Legislativo a pautas sociais importantes. Dentre elas, a ação que fixou placas na Assembleia informando que LGBTFobia é crime, bem como a divulgação dos novos núcleos da Procuradoria Especial da Mulher, além do serviço de denúncias de violência contra a mulher, o Zap Delas.

VISITAS

Em entrevista coletiva prestada após seu pronunciamento, Evandro Leitão comunicou que, a partir do segundo semestre, o Legislativo irá se reunir com representantes do setor produtivo das 14 macrorregiões cearenses.  O objetivo é ouvir as demandas da classe para  junto ao Executivo atuar e contribuir com a retomada das atividades, fortalecendo a economia e gerando empregos.         AGÊNCIA DE NOTICIAS DA AL/CE - DANIEL SAMPAIO

Assembleia vota nesta quinta LDO e projeto de estímulo à criação de empregos

Assembleia vota nesta quinta LDO e projeto de estímulo à criação de empregos

 
Nesta quinta-feira (17/07), a Assembleia Legislativa do Ceará realiza, a partir das 9h30, sessão plenária deliberativa pelo sistema hibrido (presencial e remoto) e deve encerrar as atividades legislativas do primeiro semestre de 2021 com votação de projetos importantes para a sociedade, além da realização do balanço de atividades pelo presidente deputado Evandro Leitão (PDT).

Na pauta, está prevista a votação do projeto de lei nº 93/21, de autoria do Poder Executivo, que institui o Programa Mais Empregos Ceará, com o objetivo de estimular a geração de emprego e renda, em reforço às ações públicas já adotadas para superação das adversidades econômicas e sociais ocasionadas pela pandemia da Covid-19. O projeto autoriza o Estado a pagar metade do salário mínimo de 20 mil novos trabalhadores contratados por empresas no setor de comércio e serviços, durante o período de seis meses.

“Vamos apreciar essa importante mensagem do governador Camilo Santana para estimular a geração de novos postos de empregos no Estado. A matéria é mais um passo importante para reduzir os efeitos da pandemia do coronavírus. O Parlamento tem colaborado para que esse tipo de mensagem seja aprovada de forma célere, por entender que todos os esforços para salvar vidas e retomar o crescimento econômico são valiosos para o povo cearense”, avalia o presidente da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), que fará um balanço dos seis primeiros meses de sua gestão.

Também deve ser apreciada a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) - que trata das prioridades, diretrizes e normas da administração pública estadual para a elaboração e execução da Lei Orçamentária para o ano de 2022. A LDO tramita na Casa por meio do projeto de lei nº 56/21 e já passou pelas comissões de Constituição, Justiça e Redação e de Orçamento, Finanças e Tributação.

A pauta prevê ainda a votação do projeto de lei nº 92/21, do Poder Executivo, que institui a Política de Atenção à Higiene Íntima de Estudantes da Rede Pública Estadual de Ensino e autoriza o Poder Executivo a adquirir e distribuir absorventes íntimos higiênicos, beneficiando cerca de 115 mil alunas.

A sessão plenária pode ser acompanhada ao vivo pela TV Assembleia (canal 31.1), FM Assembleia (96,7MHz),  pelo site oficial e página do Facebook da AL.

JM/CG AGÊNCIA DE NOTICIAS DA AL/CE - DANIEL SAMPAIO

CCJR aprova 36 projetos do Executivo, Defensoria Pública e parlamentares

CCJR aprova 36 projetos do Executivo, Defensoria Pública e parlamentaresfoto: Divulgação AL

 
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa do Ceará aprovou, durante reunião extraordinária remota na tarde desta quarta-feira (14/09), 13 projetos de lei do Poder Executivo, dois projetos de lei complementar da Defensoria Pública, dois projetos de decreto legislativo da Mesa Diretora, além 19 projetos de parlamentares, sendo 17 de lei e dois de indicação.

De autoria do Poder Executivo, foram aprovados os projetos de lei o 93/21, que institui o Programa Mais Empregos Ceará, como medida de estímulo à geração de emprego e à promoção da renda no estado do Ceará, em reforço às ações públicas já adotadas para a superação das adversidades econômicas e sociais ocasionadas pela pandemia da covid-19; 65/2021,  que autoriza o Poder Executivo a doar ao município de São Benedito o imóvel que indica; o 84/21, que trata sobre a criação das escolas estaduais de educação profissional para pessoas privadas de liberdade (EEEPPL), a serem implantadas no interior das unidades prisionais que integram a estrutura da Secretaria da Administração Penitenciária do estado do Ceará (SAP); o 85/21, instituindo  a Política Estadual para o Desenvolvimento da Apicultura e o Programa Estadual de Incentivo à Apicultura (PROAPIS) no estado do Ceará; o 86/21, que dispõe sobre ação específica no âmbito da Política de Revitalização Ambiental da área da Sabiaguaba; o 87/21, conferindo nova redação à Lei nº 13.243, de 25 de julho de 2002, que institui a Política Estadual da Terceira Idade no Estado do Ceará; o 88/21 , que altera a Lei nº 17.429, de 23 de março de 2021, a qual trata do apoio ao setor produtivo diante do atual contexto social e econômico provocado pela Covid-19; o 89/21 , instituindo a chancela da Paisagem Cultural do Ceará; o 90/21 , que institui a Política de Fortalecimento da Renda e do Trabalho da Pesca Artesanal no estado do Ceará; o 91/21, instituindo a Política de Incremento e de Modernização da Atividade Agrícola no Ceará; o 92/21, que institui a Política de Atenção à Higiene Íntima de Estudantes da Rede Pública Estadual de Ensino e autoriza o Poder Executivo a adquirir e a distribuir absorvente higiênico; o 94/21, alterando a Lei nº 15.812, de 20 de julho de 2015, que dispõe acerca do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer bens ou direitos (ITCMD), e o 95/21, que dispõe sobre a vinculação do Fundo Estadual de Política sobre Álcool e Outras Drogas (FEPAD), altera a Lei nº 16.710, de 21 de dezembro de 2018.

Da Defensoria Pública do Estado, foram aprovados os projetos de lei complementar 21/21, que altera dispositivos na Lei Complementar Estadual nº 06, de 28 de abril de 1997, e o 22/21, instituindo política social e afirmativa consistente na reserva de vagas para candidatos negros, quilombolas e indígenas em concursos públicos e processos seletivos no âmbito da Defensoria Pública do Estado do Ceará.

De autoria da Mesa Diretora, foram aprovados os projetos de decretos legislativos 22/21, prorrogando, de 30 de junho até 31 de dezembro de 2021, a ocorrência do estado de calamidade pública em 47 municípios cearenses, e o 23/21, que reconhece, até 31 de dezembro de 2021, para todos os fins, a ocorrência do estado de calamidade pública em mais nove  municípios cearenses.    

A CCJR aprovou ainda 17 projetos de lei de autoria de parlamentares. Do deputado Nelinho (PSDB), foram aprovados três projetos: o 459/2019, que concede atendimento prioritário à pessoa com fibromialgia nos estabelecimentos que indica e dá outras providências; o 202/2020, que trata da inclusão da temática "Educação para a Saúde" como tema transversal nas escolas da rede pública do Estado, e o 218/2021, que declara como de destacada relevância histórica e cultural do Ceará a banda de música Maestro Orlando Leite, do município de Russas.

Da deputada Augusta Brito (PCdoB), foram aprovados dois projetos de nº 607/2019, que denomina de Professor Eduardo Gabriel de Jesus Brito a areninha construída no município de Pacujá, e o 242/2021, em coautoria com as deputadas Érika Amorim (SD) e Aderlânia Noronha (SD), instituindo a Semana Estadual da Saúde e Higiene Menstrual no Estado do Ceará.

Também tem dois projetos o deputado Salmito (PDT). O 465/19 concede aos alunos da rede pública estadual de ensino que sejam filhos ou filhas de mulheres vítimas da violência doméstica e familiar prioridade no direito à transferência de matrícula entre as unidades de ensino, e o 327/20 institui a rota mirantes da Ibiapaba como circuito turístico do Estado.

O deputado Audic Mota (PSB) também teve dois projetos aprovados. O 184/21 institui a Política Estadual de Alfabetização Digital para os estudantes com deficiência, da rede pública estadual de ensino do Ceará, e o 320/21 requer a concessão do Título de Cidadão Cearense a Francisco Assis Neto.

E ainda os de nº 171/2019, do deputado Nizo Costa (PSB), que denomina de Vicente de Paulo Rodrigues Paiva a CE-388, que liga os municípios de Assaré a Altaneira; o 193/2019, do deputado Elmano Freitas (PT), alterando a Lei nº 15.854, de 24 de setembro de 2015.

Do deputado Guilherme Landim (PDT), o 409/2019 institui a obrigatoriedade de emissão gratuita de segunda via de documento fiscal durante a garantia legal nas relações de consumo; o 520/2019, do deputado Tony Brito (Pros), dispõe sobre o direito das pessoas com transtorno do espectro autista pelos órgãos públicos do Ceará. O 52/2021, de autoria do deputado Agenor Neto (MDB) e coautoria do deputado Romeu Aldigueri (PDT), dispõe sobre o dever de as empresas prestadoras de serviço informarem aos consumidores, previamente, dados que identifiquem o responsável pela execução dos serviços em suas residências ou sedes, no Estado.

Já o 586/19, do deputado Vitor Valim (Pros), dispõe sobre a obrigatoriedade de afixação de cartazes em terminais rodoviários de todo o Ceará do Disque Denúncia 181, para denunciar abusos contra menores (pedofilia); o 208/2020, da deputada Dra. Silvana (PL), institui a campanha de incentivo à produção de brinquedos inclusivos e bonecos especiais no âmbito do estado do Ceará, e, do deputado Sérgio Aguiar (PDT), o 213/2021 dispõe sobre o acesso e uso das centrais de serviços eletrônicos das atividades notariais e de registro no Ceará.

Foram aprovados ainda os projetos de indicação 193/2021, do deputado Moisés Braz (PT), e o 222/2021, do deputado Romeu Aldigueri.

Participaram da reunião os deputados Romeu Aldigueri (PDT), Salmito (PDT), Júlio Cesar Filho (Cidadania), Sérgio Aguiar (PDT), Bruno Pedrosa (Progressistas), Osmar Baquit (PDT), Augusta Brito (PCdoB) e Rafael Branco (MDB).

WR/CG

Proposta dá ao plenário da Câmara possibilidade de iniciar análise de impeachment

André Shalders, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2021 | 16h28

BRASÍLIA – No Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados ocupa uma das cadeiras mais poderosas da Esplanada. É ele quem decide quais projetos de lei serão votados e também quando – e se – algum pedido de impeachment será analisado pelos outros 512 colegas. Em relação ao impedimento, está em discussão no Congresso a ideia de que o processo contra o presidente da República possa começar a tramitar se tiver a assinatura da maioria dos deputados.

No começo do mês, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e outros deputados da sigla apresentaram um projeto de resolução (PRC) que pretende mudar o poder absoluto do presidente da Câmara em relação ao impeachment. Pela proposta, o presidente da Câmara teria um prazo total de sessenta dias para dar resposta aos pedidos de impeachment. E mais importante: o ato contra o presidente da República poderia começar a tramitar ao receber o apoio da maioria absoluta dos deputados, ou seja, 257.

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O presidente Jair Bolsonaro.  Foto: Adriano Machado/REUTERS

Até esta terça-feira, dia 13, o presidente Jair Bolsonaro tinha contra si 130 pedidos de impeachment, recebidos pela Secretaria-Geral da Mesa da Câmara desde o começo do mandato dele, em janeiro de 2019. Alguns foram descartados por problemas técnicos, mas a maioria estava “em análise”, isto é, aguardando despacho do atual presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Nem ele e nem seu antecessor no cargo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), analisaram o mérito de nenhum dos pedidos até agora.

Além de Adriana, outros quatro deputados do Novo, um partido de direita liberal, assinam a proposta: Paulo Ganime (RJ) Alexis Fonteyne (SP), Tiago Mitraud (MG) e Vinicius Poit (SP).

O requerimento representa a adesão de uma parte da direita a uma ideia que já era defendida por partidos de esquerda que fazem oposição a Bolsonaro: a de que o presidente da Câmara não pode ter o monopólio sobre o tema do impeachment. 

Pedidos anteriores com o mesmo objetivo do apresentado pelo Novo já tinham sido feitos pelos deputados Henrique Fontana (PT-RS), em maio deste ano; e Denis Bezerra (PSB-CE), em maio de 2020. Como a proposta do cearense é a mais antiga, os outros dois projetos foram apensados a ela.

‘Falta de prazo para impeachment não é saudável’

“O que a gente está discutindo é que, se a Câmara é a Casa do Povo, esta Casa não pode ficar à mercê da vontade de uma única pessoa, que é o seu presidente. Não é porque é este presidente (Arthur Lira). É qualquer presidente da Câmara. Ele tem um poder absurdo. Decide o que entra ou não em pauta, o que vai ou não para frente”, diz Adriana Ventura ao Estadão.

“O que o projeto de resolução busca é dar um prazo para isto (decisão sobre os pedidos de impeachment). Isto (protelação indefinida) não é saudável. Qual o sentido disso?”, questiona ela.

“O projeto de resolução dá 30 dias, que podem ser prorrogados por mais 30, para que o presidente analise. Se arquiva, ou se instala a Comissão Especial (que começa análise do pedido de impeachment), como prevê o Regimento (Interno). O problema é não ter nada que obrigue o presidente da Casa a fazer isto. Hoje, se ele quiser deixar anos engavetado ele deixa”, diz ela.

Assim como outros tipos de projetos, a tramitação de um PRC deste tipo depende da Mesa Diretora da Casa, comandada por Lira. No caso dos projetos de resolução (PRCs), como o apresentado pelo Novo e pelos deputados do PT e do PSB, a tramitação começa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Na opinião de Adriana Ventura, um pedido de impeachment que alcance o apoio de mais da metade dos deputados teria legitimidade suficiente para, ao menos, ser analisado pela Câmara — no rito do impeachment, o julgamento do mérito é feito depois, pelo Senado. “Vamos supor que tenha um pedido de impeachment com 257 deputados apoiando. A gente está falando da maioria da casa. Neste caso, vai direto para a Comissão Especial. O projeto de resolução estabelece isso, que eu acho que é justo”, diz ela.

Senadores da CPI querem ter acesso a contrato confidencial entre laboratório indiano e empresa parceira brasileira

Melissa Duarte e André de Souza / O GLOBO

 

OS TRÊS DA CPI DA COVID

 

BRASÍLIA - Senadores de oposição na CPI da Covid querem ter acesso ao contrato entre o laboratório indiano Bharat Biotech e a empresa Precisa, que o representa no Brasil. No depoimento prestado nesta quarta-feira, a diretora técnica da Precisa, Emanuela Medrades, não quis dizer quanto a empresa ganharia em razão das negociações para a compra da vacina Covaxin, desenvolvida pelo laboratório.

Entenda:O que a Precisa Medicamentos tem que esclarecer na CPI da Covid

Em 16 de junho, a CPI aprovou um requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) para que a Precisa apresente uma série de documentos, entre eles o contrato com a Bharat Biotech. Alessandro indicou, porém, que a comissão ainda não teve acesso à documentação.

O negócio, que está suspenso por ser alvo de suspeitas de irregularidades, previa um pagamento de 15 dólares do governo federal por cada uma as 20 milhões de doses da vacina, ou seja, cerca de R$ 1,6 bilhão segundo contrato fechado em fevereiro deste ano. A Covaxin foi a vacina mais cara negociada pelo Ministério da Saúde.

Sempre ao ser questionada sobre questões do contrato entre a Precisa e a Bharat Biotech, Emanuela recorria à cláusula de confidencialidade existente. Um dos que reclamaram disso foi o senador Fabiano Contarato (Rede-ES).

— O valor total pago pelo contribuinte brasileiro é transparente, porque estamos respeitando o princípio da publicidade, mas a remuneração da empresa não. Vossa Senhoria informou que a contratação da empresa intermediária [Precisa] é exigência da lei de licitações. A mesma lei também dispõe sobre a publicidade como regra geral, e a confidencialidade como exceção. Estamos aqui falando de dinheiro público. Qual a justificativa para ser confidencial? —  questionou Contarato.

— A transparência é para o quanto a União paga — justificou Emanuela.

Segundo ela, o pagamento do governo seria feito à Bharat Biotech, que remuneraria a Precisa. Em resposta ao senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), Emanuela disse que a Precisa não tem representação no exterior. Assim, ele quis saber como o laboratório indiano, que recebe no exterior, pagaria a Precisa no Brasil. Emanuela respondeu que por um operação da câmbio, que continua sendo confidencial. Tasso rebateu, apontando que poderia haver evasão de divisas e sonegação fiscal em toda a operação.

— Esse pontos, diante da recusa, são pontos que gostaria de pedir ao presidente Omar para fazer o requerimento para que tenha essa CPI acesso a toda essa documentação de comercialização, contratação, pagamentos, etc — disse Tasso.

Omar concordou e demonstrou estranheza com o processo. que significa enviar dinheiro para fora, para depois repatriar uma parte do pagamento imposto:

— Um exemplo simples. Contrato é R$ 1,6 bilhão. Se a remuneração da Precisa for 10%, daria R$ 160 milhões. Esses R$ 160 milhões teriam que voltar ao Brasil legalmente. Como voltaria? Por isso a gente vai pedir acesso a esse contrato sigiloso entre a Precisa e a empresa [Bharat] Biotech para que a gente saiba qual vai ser a remuneração. Até porque, para entrar R$ 160 milhões, tem que pagar imposto. Sai do Brasil, volta para pagar imposto em um recurso que está retornando ao Brasil. O certo seria ser pago aqui a remuneração no Brasil.

Houve também questionamentos sobre a forma como os pagamentos são registrados no Portal da Transparência do governo federal. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) citou um negócio anterior em que a Precisa intermediou um contrato do Ministério da Saúde com uma empresa estrangeira. O portal mostra que os valores foram para a Precisa, e não para o exterior.

— A pesquisa do portal é superficial. Eu tenho os "swift codes" dos pagamentos que foram feitos, do Ministério da Saúde... — disse Emanuela.

— Para empresa no exterior? — perguntou Alessandro.

— Sim, para quem eu pedi em questão. Eu tenho como garantir. Tudo o que eu estou falando aqui eu tenho como provar. Então, sim, é normal, apesar de constar lá, no empenho, o pagamento como empenhado para a Precisa, o pagamento em si, por ser em dólar, por ser em câmbio, vai diretamente para o fabricante. E eu posso compartilhar com o senhor um dos "swift codes" — explicou Emanuela.

Outro ponto que provocou indagações dos senadores foi o uso da empresa Madison, uma subsidiária da Bharat Biotech, que não aparecia no contrato da firmado com o Ministério da Sáúde. Na "invoice", o documento de importação entregue à pasta, o nome que aparece é da Madison, e não da Bharat Biotech, o que gerou questionamento dos técnicos do ministério.

— Quando foi enviada a invoice da Madison, eu fiz a mesma pergunta para a Bharat: quem é Madison? Eu não esperei o ministério me perguntar. Aí eu perguntei: "Quem é Madison? Por favor, me explique". E eles disseram que a Madison é a empresa que eles estavam utilizando já há alguns meses inclusive para fazer todas as transações internacionais de venda, comercialização — disse Emanuela, acrescentando: — Eles me explicaram isso e me disseram que a mesma característica societária era apresentada entre as duas, e eu enviei para o ministério. O ministério poderia ter falado: "não quero", entendeu? E nós teríamos feito a alteração, o que não aconteceu.

 

Marcos Rogério defende análise da PEC do voto impresso Fonte: Agência Senado

Em pronunciamento nesta terça-feira (13), o senador Marcos Rogério (DEM-RO) criticou os que são contrários à análise, pelo Congresso Nacional, da PEC 135/2019, que institui o voto impresso nas eleições em todo o país. O texto está em debate numa comissão especial criada para esse fim, na Câmara dos Deputados.

Segundo ele, não há nada mais democrático do que garantir que essa e outras propostas, independentemente da concordância ou não com o mérito, sejam devidamente discutidas pelos legítimos representantes do povo, no Congresso Nacional.

Marcos Rogério explicou que a PEC não visa acabar com o voto eletrônico, mas dar aos eleitores, candidatos e partidos políticos mais um instrumento de controle da votação, assegurando que o resultado final do processo eleitoral esteja em conformidade com a vontade popular.

Nesse sentido, continuou o senador, após registrar o voto na urna eletrônica, o eleitor receberá um comprovante impresso em papel por meio do qual poderá conferir se o conteúdo confere com a escolha feita por ele.

Na opinião de Marcos Rogério, a proposta não põe em dúvida o processo eleitoral. Ele ponderou, no entanto, que, como todo engenho humano, a urna eletrônica também está sujeita a falhas e fraudes. E o voto auditável por meio da impressão, segundo ele, serviria justamente para afastar eventuais dúvidas quanto ao funcionamento devido do sistema.

— Que obrigação tem o eleitor, os candidatos e os próprios partidos de acreditarem, piamente, que o sistema eletrônico atuou com perfeição, independentemente de fraude ou não? Buscar o aperfeiçoamento e a segurança do sistema de votação, apuração e auditagem dos votos não é duvidar da lisura dos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral, mas reconhecer que não existe sistema perfeito.

Fonte: Agência Senado

Perícia confirma atestado médico de convocado a depor à CPI da Pandemia Fonte: Agência Senado

Perícia médica do Senado confirmou nesta terça-feira (13) que Amílton Gomes de Paula, religioso que participou de negociações para venda de vacinas em nome do Ministério da Saúde, se encontra impossibilitado de comparecer à CPI da Pandemia. O depoimento de Amilton estava previsto para 14 de julho, mas Amílton apresentou atestado médico alegando problemas renais.

A perícia do Senado foi realizada na casa de Amílton a pedido do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), ao receber o atestado apresentado pelo pastor. O atestado tem validade de sete dias a partir de 9 de julho. Com a ratificação do estado de saúde, uma nova data será marcada será marcada para o depoimento.

A convocação de Amílton atende pedido do vice-presidente do colegiado, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O senador lembra que o caso veio à tona no início de julho, quando o Jornal Nacional, da Rede Globo, mostrou e-mails em que o diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Laurício Cruz, autorizava o reverendo a compra, por meio de uma organização não-governamental, de vacinas AstraZeneca com a empresa Davati Medital Supply em nome do governo. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comissão aprova projeto que obriga Ministério da Saúde a divulgar diariamente os números da Covid-19 Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou proposta que determina a divulgação de informações sobre a Covid-19 e as ações para enfrentamento da emergência de saúde pública, exigindo notificação compulsória de casos dessa doença e de outras.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo ao Projeto de Lei 1622/20, da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) e outros oito parlamentares. O relator, deputado Dr. Zacharias Calil (DEM-GO), considerou ainda 18 apensados e uma versão da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), aprovada em abril deste ano.

“A divulgação dessas informações pelo poder público para toda a sociedade é importante, pois pode levar as pessoas a refletir sobre a necessidade de seguir as orientações das autoridades sanitárias”, defendeu Zacharias Calil.

Conforme o parecer aprovado, diariamente, e até as 18 horas, o Ministério da Saúde deverá divulgar relatório com a situação epidemiológica e os resultados das ações de combate à pandemia do novo coronavírus referentes às últimas 24 horas, contadas a partir do fechamento dos dados usados na véspera.

Outros pontos
O Ministério da Saúde deverá ainda divulgar informações epidemiológicas sobre atendimentos ambulatoriais de casos suspeitos ou confirmados; leitos em unidades de terapia intensiva, taxa de ocupação e a quantidade de pessoas na fila de espera; casos de Covid-19 curados e a proporção em relação ao total de doentes, bem como taxas de mortalidade, morbidade e letalidade; casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave; e quantidade de testes recebidos, realizados e ainda disponíveis para o diagnóstico de Covid-19.

O substitutivo aprovado diz que será obrigatório o compartilhamento de informações essenciais para planejamento, avaliação e controle das políticas de saúde pública no enfrentamento da Covid-19, oriundas de órgãos e entidades da administração pública em níveis federal, estadual, distrital e municipal.

Preservadas as pessoas, as informações serão estratificadas por faixa etária; sexo; raça, cor ou etnia; nacionalidade; presença ou ausência de deficiência, por tipo; se trabalhador na área da saúde, por profissão; por estabelecimento de saúde; e, por fim, separadas por estado, Distrito Federal e municípios.

Além disso, o substitutivo prevê que, entre outros pontos, serão divulgados os extratos de contratos relativos a produtos ou serviços para o enfrentamento da Covid-19. Será necessário informar nome da empresa contratada, proprietários, objeto do contrato e preço, anexadas cópias integrais dos documentos.

A versão original da deputada Carmen Zanotto e demais parlamentares previa apenas a notificação compulsória e imediata dos diagnósticos de casos de síndrome respiratória aguda, assim como dos casos suspeitos e confirmados da Covid-19. O parecer aprovado pela CCJ seguiu a mesma linha.

Tramitação
O projeto ainda será analisado pela comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público e pelo Plenário. Já foi aprovado requerimento de urgência.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Conselho de Ética abre processos contra os deputados Ricardo Barros, Diego Garcia e Luis Miranda Fonte: Agência Câmara de Notícias

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou nesta terça-feira (13) três novos processos para avaliar condutas dos deputados Ricardo Barros (PP-PR) (líder do governo na Câmara), Diego Garcia (Pode-PR) e Luis Miranda (DEM-DF). O presidente do conselho, deputado Paulo Azi (DEM-BA), disse que anunciará os nomes dos relatores em breve, a partir da lista tríplice sorteada hoje para cada processo.

Processo 30/21
A representação 10/21, do PT contra o deputado Diego Garcia, baseia-se na conduta do deputado durante reunião da comissão especial que discute a liberação do plantio de cannabis para uso medicinal, industrial e comercial no País. A comissão especial analisa o Projeto de Lei 399/15.

O PT argumenta que Garcia avançou sobre a mesa diretora dos trabalhos e agrediu fisicamente o presidente do colegiado, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), sem qualquer motivação. Garcia informou que já apresentou defesa prévia ao colegiado.

Foram sorteados como possíveis relatores do caso os deputados João Marcelo Souza (MDB-MA), Adolfo Viana (PSDB-BA) e Sérgio Brito (PSD-BA).

Processo 31/21
A representação 11/21, do Psol contra o deputado Ricardo Barros, decorre do depoimento do deputado Luis Miranda na CPI da Pandemia, no Senado. Segundo Miranda, o presidente Jair Bolsonaro teria dito que Barros queria fazer 'rolo' no Ministério da Saúde.

Ao pedir a cassação do mandato de Barros, o Psol explica que a menção ao líder do governo foi feita por Bolsonaro durante a reunião no Palácio do Planalto em que Miranda e seu irmão, Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor de carreira do Ministério da Saúde, relataram ao presidente da República uma “pressão atípica" para acelerar a importação da vacina indiana Covaxin. .

Barros nega participação nas negociações da Covaxin e quer ser ouvido pelos senadores da CPI.

Para o caso, foram sorteados como possíveis relatores os deputados Tiago Mitraud (Novo-MG), Cezinha de Madureirra (PSD-SP) e Luis Carlos Mota (PL-SP).

Processo 32/21
A representação 12/21, do PTB contra o deputado Luís Miranda, considera que o parlamentar agiu de má-fé ao denunciar "um suposto crime cometido por agente do Estado, apontando suposto superfaturamento a fim de prejudicar a imagem e imputar crime ao presidente da República e ao Ministro da Saúde à época, o general Eduardo Pazuello”.

O PTB, que pede a cassação do mandato do deputado, alega que, ao apontar erros na primeira fatura apresentada pela empresa que intermediou o negócio de compra da vacina Covaxin, Miranda desconsiderou que, dias depois, o documento foi corrigido.

Miranda sustenta publicamente que os erros materiais no invoice (fatura de compra) só foram corrigidos porque houve a denúncia de irregularidades.

Foram sorteados como possíveis relatores do caso os deputados Darci de Matos (PSD-SC), Gilberto Abramo (Republicanos-MG) e Ivan Valente (Psol-SP).

Reportagem – Murilo Souza 

Edição – Ana Chalub

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Assembleia realiza sessão plenária pelo sistema híbrido nesta quarta-feira

Assembleia realiza sessão plenária pelo sistema híbrido nesta quarta-feira

 
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará realiza, nesta quarta-feira (14/07), às 9h30, sessão pelo sistema híbrido (presencial e remoto). Na ocasião, será feita a  leitura de 33 novas matérias, sendo oito do Poder Executivo, duas da Mesa Diretora e 23 de autoria de parlamentares, entre projetos de lei e de indicação.

Dentre os oito projetos de lei do Executivo que começarão a tramitar, o 84/21 dispõe sobre a criação das escolas estaduais de educação profissional para pessoas privadas de liberdade - EEEPPL - no âmbito da Secretaria da Educação, a serem implantadas no interior das unidades prisionais do estado do Ceará ; o 85/21 institui a Política Estadual para o Desenvolvimento da Apicultura e o Programa Estadual de Incentivo à Apicultura - Proapis -; o 86/21 trata de ação específica no âmbito da política de revitalização ambiental da área da Sabiaguaba; o 87/21 confere nova redação à Lei nº 13.243, de 25 de julho de 2002, que institui a Política Estadual da Terceira Idade no Estado do Ceará;

Ainda do Poder Executivo, serão lidos o projeto 88/21, que altera a lei nº 17.429, de 23 de março de 2021; o 89/21, que institui a Chancela da Paisagem Cultural do Ceará; o 90/21, que institui a Política de Fortalecimento da Renda e do Trabalho da Pesca Artesanal no Estado do Ceará,  e o 91/21,  instituindo a política de incremento e de modernização da atividade agrícola no estado do Ceará.

Da Mesa Diretora da AL, serão lidos dois projetos de decreto legislativo. O 22/21 prorroga de 30 de junho para 31 de dezembro de 2021 a ocorrência do estado de calamidade pública nos municípios de Acaraú, Altaneira, Aracoiaba, Araripe, Assaré, Barreira, Camocim, Campos Sales, Canindé, Cariús, Cascavel, Catunda, Coreaú, Chorozinho, Ereré, Ibaretama, Iguatu, Ipaumirim, Itapajé, Itapipoca, Itapiúna, Irauçuba, Jaguaruana, Marco, Martinópole, Monsenhor Tabosa, Moraújo, Mulungu, Pacatuba, Pacajus, Pacoti, Pacujá, Palhano, Palmácia, Pedra Branca, Pentecoste, Pindoretama, Quixadá, Quixeré, Quiterianópolis, São Gonçalo do Amarante, São Luís do Curu, Tarrafas, Tauá, Tururu, Umari e Uruburetama.

E o 23/21 reconhece até 31 de dezembro de 2021 a ocorrência do estado de calamidade pública nos municípios de Aurora, Baixio, Deputado Irapuan Pinheiro, Granjeiro e Senador Pompeu.

De autoria dos parlamentares, serão lidos 10 projetos de lei. Do deputado André Fernandes (Republicanos), começam a tramitar dois PLs: o 327/21, que estabelece desconto no percentual de 30% (trinta por cento) nos valores referentes aos serviços de fornecimento de água potável à população do estado do Ceará quando não presentes suas qualidades inodora, incolor e/ou insípida, na forma que menciona, e o 328/21, que garante às pessoas com transtorno do espectro do autismo a realização de atividades laborais compatíveis com sua aptidão, formação, experiência e opinião, sendo vedada sua discriminação.

Do deputados Guilherme Landim (PDT), também serão dois projetos. O 330/21 institui o Dia Estadual de Valorização dos Profissionais de Saúde, a ser lembrado anualmente em 07 de abril, e o 333/21 institui, no âmbito do estado do Ceará, o Dia Estadual de Prevenção contra Incêndios e Acidentes e dá outras providências.

Outro parlamentar com dois projetos de lei é o deputado Diego Barreto (PTB). O 331/21 inclui o município de Santana do Cariri no Roteiro Turístico Oficial do Estado do Ceará e o 334/21 dispõe sobre a inclusão da temática "vacinação" como tema transversal na grade curricular das escolas públicas mantidas pelo estado do Ceará.

Tem ainda o PL 324/21, do deputado Soldado Noelio (Pros), que trata sobre a isenção do ICMS das operações de circulação de energia elétrica sujeitas a faturamento sob o sistema de compensação de energia elétrica; o 325/21 do deputado Elmano Freitas (PT), que denomina de Thina Rodrigues o Centro de Referência para Assistência Jurídica e Psicossocial às Vítimas de Homofobia, Lesbofobia eTransfobia a ser inaugurado pelo Governo do Estado no município de Fortaleza; o 326/21, do deputado Apostólo Luiz Henrique (Progressistas), criando o programa de atendimento juvenil aos egressos de serviços de acolhimento, e o 329/21, do deputado Tony Brito (Pros), que dispõe sobre a obrigatoriedade do envio ao Poder Legislativo de relatório semestral contendo as inexecuções de contratos ou convênios firmados pelo Estado com entidades públicas ou privadas, no âmbito do Ceará.

Dos 13 projetos de indicação a serem lidos, cinco são do deputado Guilherme Landim, o 265/21, o 266/21, o 267/21, o 268/21 e o 270/21; três do deputado Soldado Noelio, o 260/21, o 261/21  e o 262/21, e ainda o 263/21, do deputado Rafael Branco (MDB); o 264/21, do deputado Leonardo Pinheiro; o 269/21, do deputado Tony Brito; o 271/21, do deputado Tin Gomes (PDT), e o 272/21, do deputado Diego Barreto (PTB).

COMISSÕES

À tarde, a partir das 14h30, haverá a reunião, pelo sistema remoto, da Comissão de Constituição Justiça e Redação e das comissões temáticas para deliberar sobre projetos em tramitação na casa. Será apreciado o projeto de lei do Poder Executivo 65/2021, que autoriza a realizar doação de imóvel, além de nove projetos de lei e um de indicação de parlamentares.

Tanto a sessão plenária como as reuniões de comissões podem ser acompanhadas ao vivo pela TV Assembleia (canal 31.1), FM Assembleia (96,7MHz),  pelo site oficial e página do Facebook da AL. COM DANIEL SAMPAIO

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