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Delcídio queria calar também Duque, diz Teori

 

Felipe Sampaio/STF

Além de Nestor Cerveró, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, tramava silenciar outro ex-diretor preso da Petrobras: Renato Duque, um indicado de José Dirceu que representava o PT na partilha de propinas extraídas de negócios na estatal. A revelação consta do despacho do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, sobre a prisão de Delcídio e do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual.

A íntegra do texto de Teori pode ser lida aqui. A menção a Renato Duque consta da página 18. Ao justificar as prisões, o ministro anotou que “outras medidas cautelares menos gravosas afiguram-se insuficientes: o senador Delcídio Amaral e o banqueiro André Esteves são pessoas poderosas e influentes nas respectivas esferas de atuação e têm interesse comum em evitar que a Operação Lava Jato os envolva. Não há dúvida de que, fora do cárcere, os dois seguirão dispondo de multiplicidade de meios para condicionar resultados da investigação e da aplicação da lei penal, como concreta e demonstradamente tentaram fazer no caso de Nestor Cerveró.”

Nesse ponto, Teori acrescentou: “Vale lembrar, por oportuno, que também há menção a outro investigado que se encontra preso, Renato Duque, tudo levando a crer que o mesmo enredo adiloso se repita ou esteja ocorrendo em relação a Duque.” O “enredo ardiloso” a que se refere o ministro é o plano idealizado para evitar que Cerveró firmasse acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato, oferecendo-lhe um mensalão de R$ 50 mil e recursos para custear um plano de fuga para o exterior

 

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Cármen Lúcia sobre prisão: 'o escárnio venceu o cinismo'

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Ministra Cármen Lúcia durante sessão do STF - Nelson Jr. / Agência O Globo/26-02-2014
BRASÍLIA — Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), composta por cinco ministros, confirmou na manhã desta quarta-feira a decisão tomada ontem pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato, de mandar prender o senador Delcídio Amaral (PT-MS). O colegiado considerou gravíssima a acusação do Ministério Público Federal de que o parlamentar tentava obstruir as investigações sobre o esquema de desvios de dinheiro da Petrobras. Em um discurso contundente, a ministra Cármen Lúcia comparou a Lava-Jato com o mensalão.

— Na história recente de nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós brasileiros acreditou no mote de que a esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a ação penal 470 (mensalão) e descobrimos que o cinismo venceu a esperança. E agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. Quero avisar que o crime não vencerá a Justiça. A decepção não pode vencer a vontade de acertar no espaço público. Não se confunde imunidade com impunidade. A Constituição não permite a impunidade a quem quer que seja — disse Cármen.

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Trama para barrar delação de Cerveró é tipicamente mafiosa, diz Janot

Janot

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, citou no pedido de prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS) a existência de um "componente diabólico" na trama empreendida para barrar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. A interpretação de Janot diz respeito ao acordo financeiro desenhado para abastecer a família do ex-diretor com propina, de forma que menções a Delcídio e ao dono do BTG Pactual, André Esteves, ficassem de fora da delação. Pelo acordo, expresso nas conversas gravadas por Bernardo Cerveró, filho do ex-executivo da Petrobras, um contrato de prestação de serviços seria simulado entre o BTG e Edson Ribeiro, advogado do ex-diretor da Petrobras que também teve decretado o pedido de prisão nesta quarta-feira. Os "honorários" recebidos por Ribeiro seriam repassados aos familiares de Cerveró mensalmente.

"Há, aí, o componente diabólico de embaraço à investigação: ultimado o acordo financeiro, Nestor Cerveró passaria a enfrentar dificuldades praticamente intransponíveis para conciliar-se com a verdade. Seu silêncio compraria o sustento de sua família, em evocação eloquente de práticas tipicamente mafiosas", afirma Janot no pedido de prisão de Delcídio, autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e cumprido pela Polícia Federal (PF) no começo da manhã desta quarta.

Janot pediu a prisão preventiva de Delcídio, que acabou citado na delação de Cerveró como beneficiário de propina na compra da refinaria de Pasadena, no Texas. O procurador-geral sugeriu a Teori, caso não determinasse a prisão, outras duas possibilidades: "suspensão do exercício do mandato eletivo até que ultimados os aportes de colaboração premiada de Nestor Cerveró" ou "uso de dispositivo pessoal de monitoramento eletrônico (tornozeleira)".

Janot também sugeriu que Delcídio não mantivesse mais qualquer contato com Esteves e seu chefe de gabinete no Senado, Diogo Ferreira Rodrigues – todos eles presos pela PF nesta quarta. O procurador sugeriu ainda que o senador não mantivesse mais contato com Edson Ribeiro, advogado de Cerveró, que também teve o pedido de prisão decretado, mas ainda não foi preso, pois estaria fora do país:

"(A suspensão do exercício do mandato seria) condição essencial para que o congressista deixe de ter meio de influência no conteúdo dos depoimentos. A tornozeleira, por sua vez, seria indispensável para a Justiça acompanhar os itinerários do congressista, a fim de poder atuar a tempo para que ele não prossiga nas tratativas que vinha entabulando nem que passe a concertar retaliação", afirma o procurador.

Teori, no entanto, optou pela prisão cautelar de Delcídio, preso na manhã desta quarta, em Brasília, no flat onde mora. Também foram presos seu chefe de gabinete e dono do BTG Pactual, André Esteves.

 O GLOBO

Corrupção na gestão Celso Daniel era estruturada e se alastrou para a esfera federal, diz juíza

Em sentença de 117 páginas, na qual condenou a 15 anos e seis meses de prisão o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, a juíza Maria Lucinda da Costa, da 1.ª Vara Criminal de Santo André, assinalou que ‘o esquema de corrupção era tão estruturado que se ramificou’ e atingiu a administração federal. “Encontrou no pensamento coletivo corrompido terreno fértil e se alastrou inclusive para a esfera federal”, escreveu a juíza.

Sombra é um emblemático personagem do caso Santo André. Ele era muito próximo de Celso Daniel, ex-prefeito do PT executado a tiros em janeiro de 2002. Para o Ministério Público Estadual, o esquema de propinas abastecia caixa 2 do partido. Os promotores afirmam que Celso Daniel foi eliminado porque resolveu dar um fim na arrecadação ilícita em sua gestão ao descobrir que o dinheiro estaria sendo canalizado para o enriquecimento pessoal de Sombra e de outros personagens do caso.

A condenação de Sombra é a primeira imposta pela Justiça no episódio que se transformou em um pesadelo para o PT. Além de Sombra, a juíza condenou o empresário do setor de transportes e de comunicação em Santo André Ronan Maria PInto ( 10 anos e 4 meses de pena) e o ex-secretário municipal Klinger Luiz de Oliveira Souza (15 anos e seis meses). Todos poderão recorrer em liberdade.

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PF prende senador Delcídio do Amaral para não atrapalhar investigações da Lava Jato

Resultado da reunião extra no STF, pedida pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato. No centro da questão, a negociação com a refinaria de Pasadena. Conforme antecipado neste blog, às 6h47, o senador Delcídio Amaral foi preso na manhã desta quarta-feira. O Supremo autorizou a prisão do senador, que estaria tentando obstruir as investigações da compra da refinaria de Pasadena na Operação Lava Jato. REINALDO AZEVEDO.

Delcídio prometeu R$ 4 mi para evitar delação de Cerveró e 'mesada' de R$ 50 mil para família

De acordo com as investigações da Procuradoria-Geral da República, seriam pagas vantagens indevidas à família do ex-diretor da Petrobras através de pagamentos simulados de honorários pelo BTG Pactual ao advogado Edson Ribeiro. Os valores, que segundo promessa do senador chegariam ao montante de R$ 4 milhões, seriam repassados pelo advogado à família de Cerveró aos poucos. 

O banqueiro André Esteves e o senador Delcídio Amaral
O banqueiro André Esteves e o senador Delcídio Amaral

As tentativas de Delcídio em dissuadir o ex-diretor para não delatá-lo foram gravadas por Bernardo Cerveró, filho do delator, em duas reuniões ocorridas em setembro, no Rio de Janeiro, e a última na semana passada, em um hotel de luxo em Brasília. O banqueiro André Esteves, o advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, e o chefe de gabinete de Delcídio no Senado, Diogo Ferreira, também participavam das tratativas. 

Segundo relato de Zavascki, em delação premiada, Cerveró descreveu a prática de corrupção ativa por André Estever em pagamentos ao senador Fernando Collor (PTB-AL) em contrato de embandeiramento de 120 postos de combustíveis em São Paulo. Além de atos de corrupção por Delcídio envolvendo a compra da refinaria de Pasadena. 

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do banco BTG Pactual informou que "está  à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações."

http://topicos.estadao.com.br/operacao-lava-jato

Valério relata chantagem a PT

A morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado em 2002, volta a assombrar o PT. Foi um dos primeiros casos em que o nome do partido apareceu associado a corrupção e a um homicídio.

Em uma tentativa frustrada de fechar um acordo de delação premiada para reduzir sua pena de 40 anos de prisão no julgamento do mensalão, o publicitário Marcos Valério de Sousa trouxe à tona, pela primeira vez, ainda em 2012, a ligação entre José Carlos Bumlai, o grupo Schahin e a corrupção na Petrobras.

O depoimento do pivô do escândalo do mensalão ao então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não se concretizou em uma delação premiada por falta de provas.

Agora, o depoimento de 15 páginas de Marcos Valério foi anexado aos autos da fase "Passe Livre" da Operação Lava Jato, que resultou na prisão de Bumlai.

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Para oposição, prisão de Bumlai aproxima escândalo ao Planalto

BRASÍLIA — Para líderes da oposição, a prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, na terça-feira na Operaçao Lava-jato, é mais um passo que aproxima o escândalo da Petrobras ao ex-presidente Lula e ao Palácio do Planalto. O líder do Democratas, senador Ronaldo Caiado (GO), disse que “o cerco está se fechando” e a prisão de Bumlai é bem significativa, porque ele tinha passe livre — nome que foi batizada a 21ª fase da operação — no Palácio do Planalto na gestão de Lula.

— Ele tinha passe livre para chegar ao mandante. Fica claro que toda aquela operação feita junto ao BNDES tinha autorização direta do ex-presidente Lula. O Bumlai servia para levar os interlocutores dessas empresas até o presidente — acusou Caiado.

Já o presidente do Democratas, senador José Agripino (RN), avalia que o nome da operação Passe Livre é uma clara provocação da Polícia Federal, que é subordinada ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que “não gosta de Lula e é unha e carne” com a presidente Dilma.

— A curto prazo, esse epsódio terá uma reação difícil de prever. Foi um fato novo de grande gravidade nas relações internas do PT. É o PT de Dilma contra o PT de Lula. É um recado. A gente vê essa preocupação no semblante dos colegas petistas aqui no plenário — disse Agripino. O GLOBO / por

 

Bumlai repetiu mensalão e beneficiou PT, diz Moro

SUPERCREDENCIAL - José Carlos Bumlai, amigo íntimo do presidente Lula, estava autorizado a entrar quando quisesse, na hora em que bem entendesse
SUPERCREDENCIAL - José Carlos Bumlai, amigo íntimo do presidente Lula, estava autorizado a entrar quando quisesse, na hora em que bem entendesse     (Cristiano Mariz/VEJA)

A atuação do empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, que utilizou seu nome e as suas empresas para supostamente viabilizar dinheiro sujo ao Partido dos Trabalhadores (PT), repete o modus operandi do escândalo do mensalão, o primeiro grande esquema de corrupção do governo Lula e responsável por levar próceres petistas para a cadeia. A comparação foi feita pelo juiz Sergio Moro, responsável pelos processos do petrolão em primeira instância.

Preso preventivamente na manhã de hoje em Brasília, Bumlai é suspeito de ter atuado diretamente em um esquema de corrupção envolvendo a contratação da Schahin pela Petrobras para operação do navio sonda Vitoria 10000. A transação só ocorreu após o pagamento de propina a dirigentes da Petrobras, ao próprio pecuarista e ao PT. A exemplo do escândalo do mensalão, o pagamento de dinheiro sujo foi camuflado a partir da simulação de um empréstimo no valor de 12,17 milhões de reais. "Mais grave em concreto, o destinatário final da vantagem teria sido, segundo os colaboradores [da Lava Jato], o Partido dos Trabalhadores, com afetação do processo político democrático", relata o juiz Sergio Moro no despacho que autorizou a prisão de Bumlai. "O mundo da política e o do crime não deveriam jamais se misturar", acrescenta.

No mensalão, dos 32 milhões de reais repassados de forma fraudulenta pelo Banco Rural ao esquema do publicitário Marcos Valério entre 2003 e 2004, 3 milhões de reais foram destinados diretamente ao PT - num empréstimo fictício que tinha Marcos Valério, Delúbio Soares e José Genoino como avalistas e foi renovado dez vezes.

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Bumlai usava nome de Lula em negociatas

BUMLAI PRESO

 

Juiz Sérgio Moro afirma que há o receio de que o nome do ex-presidente seja usado também para interferir nas investigações da Lava Jato

Por: Laryssa Borges, de Brasília / veja

 

Preso temporariamente na 21ª fase da Operação Lava Jato, o lobista e pecuarista José Carlos Bumlai utilizava o nome do ex-presidente Lula para obter benefícios e contratos. A informação consta de pelo menos três depoimentos do lobista Fernando Baiano, que fechou acordo de delação premiada, e serviu de base para a decratação da prisão de Bumlai. O empresário e o petista são amigos íntimos desde 2002, quando foram apresentados pelo então governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT. Oficialmente, o ex-presidente não é investigado no petrolão, mas a cada dia pessoas próximas do petista - de ex-ministros a amigos pessoais - são envolvidos nas apurações da força-tarefa da Lava Jato e presos por ordem do juiz Sergio Moro.

Em sua delação premiada, o lobista Fernando Baiano disse que, na tentativa de emplacar um contrato entre a empresa OSX, do ex-bilionário Eike Batista, com a Sete Brasil, empresa gestada no governo Lula para construir as sondas de exploração do petróleo do pré-sal, o empresário José Carlos Bumlai foi acionado para interceder junto a Lula. Em troca, o pecuarista teria recebido comissão de 2 milhões de reais, que acabaram repassados a uma nora do ex-presidente para a quitação da dívida de um imóvel.

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