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MP investiga propina para Geddel em obra

Lauriberto Carneiro Braga, ESPECIAL PARA O ESTADO , O Estado de S.Paulo

15 Junho 2017 | 05h00

FORTALEZA - O Ministério Público Federal (MPF), no Ceará, pediu à Justiça a abertura de inquérito para apurar denúncias de corrupção relacionadas à construção do Adutor Castanhão, sistema de transposição de água para Fortaleza. O pedido, feito nesta segunda-feira, 12, foi baseado em relatos de ex-executivos da Odebrecht, no âmbito da Lava Jato. Segundo os delatores, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro de Michel Temer, recebeu propina no esquema. Eles afirmaram ter sido formado um cartel pelas empreiteiras Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão, em 2005, para fraudar a licitação e o contrato das obras com a Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará. 

Geddel Vieira Lima
O ex-ministro Geddel Vieira Lima Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Os ex-executivos Ariel Parente Costa e João Pacífico afirmam ainda que a Odebrecht pagou propina a Geddel, então ministro da Integração Nacional do governo Lula (2007-2010). O ex-governador do Ceará, Lúcio Alcântara (PR), e o ex-secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Edinardo Ximenes Rodrigues, também teriam recebido recursos ilícitos.

As suspeitas contra Geddel serão apuradas pela Procuradoria da República, no Distrito Federal. No caso de Alcântara, os supostos crimes estariam prescritos. Edinardo Rodrigues já faleceu, o que justifica também a extinção de punibilidade.

O procurador Rômulo Conrado pede ainda para que sejam apuradas as condutas do ex-secretário de Recursos Hídricos, César Pinheiro, e do engenheiro Leão Humberto Montezuma Santiago Filho, ex-superintendente de Obras Hidráulicas do Ceará, que teria recebido R$ 500 mil de propina.

Em novembro de 2016, Geddel se demitiu da secretaria de Governo. Aliado de Temer, ele deixou o cargo após ser acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo para liberar uma obra em Salvador.

Defesas. A defesa de Geddel só vai se manifestar quando o processo chegar à Procuradoria. Lúcio Alcântara negou qualquer favorecimento na obra. As defesas de César Pinheiro e Leão Montezuma esperam ter acesso ao processo para se manifestarem.

Fachin pode atrasar envio de denúncia contra Temer

O Estado de S.Paulo

15 Junho 2017 | 05h00

BRASÍLIA - A estratégia do governo de tentar acelerar na Câmara a análise da denúncia que será oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer esbarra numa questão jurídica. Antes de ser encaminhada ao Congresso, a acusação formal pode ficar ao menos 20 dias no Supremo Tribunal Federal (STF). Há um entendimento na Corte de que o ministro-relator do caso, Edson Fachin, deve, antes de enviar a denúncia para o Congresso, pedir a manifestação das partes para “aparelhar” a acusação – como se a discussão fosse ser levada ao plenário. Pela Constituição, a Câmara precisa admitir a denúncia contra o presidente antes de o Supremo julgar se abre ou não uma ação penal.

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Fachin nega pedido de Lula para suspender ação sobre triplex

Isadora Peron e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

14 Junho 2017 | 19h31

BRASÍLIA - O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira, 14, o pedido de liminar feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender a ação penal sobre o triplex no Guarujá que tramita na 13.ª Vara Federal de Curitiba, do juiz Sérgio Moro. O petista é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção pela força-tarefa da Lava Jato.

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Gecoc faz operação contra desvio de recursos na área da saúde em Alagoas

Uma operação policial cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (14) para desarticular um esquema de desvio de recursos na área da saúde. As buscas foram feitas nas prefeituras de Passo de Camaragibe, Girau do Ponciano e Mata Grande, além de três residências e uma empresa de Arapiraca.

A ação ganhou o nome de "Sepse", que significa infecção generalizada e foi realizada pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) cumpriu sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

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Moro condena Cabral a 14 anos e 2 meses de prisão na Lava Jato

O ex-governador teria recebido 1% como propina da Andrade Gutierrez em obra de terraplenagem

Publicada: 13/06/2017 - 16:37

O pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, condenou o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral a 14 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além de pagamento de multa de R$ 528 mil, em processo da Operação Lava Jato. A progressão de regime só deve acontecer após a devolução das vantagens indevidas recebidas e o ex-governador deve aguardar o recurso encarcerado.

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Lula usa advogado de Temer para criticar Moro

Sem muita esperança de ser absolvido por Sergio Moro, Lula reage à condenação que está por vir no caso do tríplex como um paciente que, impossibilitado de retocar a radiografia, ataca o médico responsável pelo diagnóstico. O réu petista veiculou nas redes sociais um vídeo que intercala embates da defesa de Lula com Moro e ataques ao juiz da Lava Jato. Entre os personagens que desempenham na peça o papel de membros da infantaria anti-Lava Jato está o advogado de Michel Temer, Antônio Mariz de Oliveira.

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Defesa de primo de Aécio faz depósito de R$ 1,5 milhão na Caixa

Leonardo Augusto, especial para o 'Estado', O Estado de S.Paulo

13 Junho 2017 | 21h10

BELO HORIZONTE - A defesa de Frederico Pacheco, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) conhecido como Fred, fez um depósito judicial nesta terça-feira, 13, no valor de R$ 1.520.000 em agência da Caixa Econômica Federal (CEF) no bairro Luxemburgo, zona sul de Belo Horizonte. Frederico foi preso no último 18 durante a Operação Patmos, da Polícia Federal.

Os recursos depositados seriam parte dos R$ 2 milhões repassados pela JBS ao senador conforme delação premiada de Joesley Batista, um dos donos da empresa. Fred foi um dos encarregados de transportar os recursos. Mendherson Souza Lima, que trabalhava para o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), também teria participado do transporte do dinheiro.

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Joesley presta depoimento sobre repasse de US$ 80 milhões para Lula e Dilma

O empresário e delator Joesley Batista, principal acionista do grupo J&F, dono da JBS, está no Brasil desde domingo e prestou depoimento na Procuradoria da República do Distrito Federal no âmbito da operação Bullish. A oitiva foi realizada no inquérito que investiga as afirmações prestadas no acordo de colaboração de Joesley sobre repasses de mais de US$ 80 milhões para os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do Partidos dos Trabalhadores.

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