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Xampu e picanha - folha de sp

A diferença entre uma peça de picanha e um xampu pode ser a liberdade. Na mesma terça-feira (30), o Supremo Tribunal Federal proferiu duas decisões conflitantes em casos similares de réus que respondiam por pequenos delitos.

No dia, o ministro Gilmar Mendes absolveu sumariamente uma mulher que havia furtado um pedaço de carne e outros produtos de valor irrelevante no Rio de Janeiro. O ministro argumentou que não cabe ao direito penal lidar com condutas insignificantes, na esteira da jurisprudência da corte.

Já Rosa Weber negou habeas corpus a um jovem que furtara dois frascos de xampu, no valor de R$ 10 cada um. Sustentou a ministra que o réu, por ter antecedentes, não poderia viver em sociedade.

Antes se tratasse de meras anedotas judiciais. O assim chamado punitivismo, em especial contra os mais pobres, é uma constante no Judiciário brasileiro.

O STF, particularmente, tem relutado em soltar presos não violentos durante a pandemia. Conforme levantamento da Folha, em apenas 6% dos 1.386 habeas corpus examinados de março até 15 de maio determinou-se a soltura de presos ou sua transferência para o regime domiciliar.

A corte segue na contramão do entendimento do Conselho Nacional de Justiça. Por meio da Recomendação 62/2020, reeditada em junho por mais 90 dias, o CNJ aconselha os magistrados a mandar para casa os acusados de crimes não violentos e os pertencentes a grupos vulneráveis à Covid-19 —como idosos, grávidas e lactantes.

A medida se justifica pelo alto risco de contaminação generalizada nas unidades prisionais. A título de exemplo, o complexo da Papuda, no Distrito Federal, chegou no último mês a mil casos de contaminação entre detentos e agentes. O CNJ apontou alta de 800% do número de presos infectados de maio (245) para junho (2.212).

No Brasil, prende-se muito e mal; na pandemia, morre-se de forma anunciada e evitável. Juntas, a insensibilidade judicial e a condição abjeta do sistema prisional brasileiro, no qual 31% das unidades nem sequer possuem assistência médica, são receita para a tragédia.

Prisões por furtos de xampu não tornam o país mais seguro. O encarceramento insensato e desumano é que cria riscos para todos.

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Juiz extingue processo que pedia suspensão de Weintraub no Banco Mundial

Pepita Ortega / O ESTADÃO

03 de julho de 2020 | 18h19

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintruab, após depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília. Foto: Dida Sampaio / Estadão

O juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, julgou extinta uma ação que pedia à Justiça que suspendesse a indicação do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub ao cargo de diretor-executivo no Banco Mundial.

O magistrado entendeu que a ação tinha cunho partidário e ideológico e que seu autor ‘pretendia, por ordem judicial, alterar a política de atuação de órgão do Poder Executivo’. “Patrulhamento ideológico não é papel do Poder Judiciário”, afirmou Itagiba na decisão.

O despacho foi proferido nesta terça, 30, no âmbito de ação popular interposta pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL) e Marivaldo de Castro Pereira, questionando a indicação feita pelo presidente Jair Bolsonaro. O Banco Mundial recebeu a mesma no dia 19 de junho, um dia após o ex-ministro anunciar sua saída da pasta de Educação do governo Bolsonaro em vídeo publicado no Twitter.

No entanto, ao confirmar o recebimento do nome de Weintraub para o cargo de diretor-executivo, o Banco Mundial apontou que o tempo de seu mandato não passaria de três meses. “Se eleito pelo seu constituency, ele cumprirá o restante do atual mandato que termina em 31 de outubro de 2020″, diz a instituição, ressaltando que, daqui a quatro meses, ‘será necessária uma nova nomeação e nova eleição’.

A indicação de Weintraub sofre forte oposição de funcionários do Banco Mundial e de intelectuais brasileiros. A associação de funcionários do organismo internacional enviou carta pedindo uma investigação sobre o ex-ministro e pedindo que a nomeação do brasileiro fique suspensa até a conclusão de tais apurações. O motivo do pedido são falas preconceituosas do ministro sobre a China e minorias, além do posicionamento a respeito da prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal.

No entanto, como mostrou o Estadão, apesar da oposição, Weintraub só deve deixar de assumir o cargo no Banco Muncial caso o presidente Jair Bolsonaro mude de ideia. A avaliação de integrantes do órgão e do próprio governo é que, apesar de as manifestações contrárias arranharem a imagem do Brasil, tecnicamente não geram impedimentos para que o ex-ministro seja nomeado.

No dia seguinte ao recebimento de sua indicação pelo órgão internacional, Weintraub desembarcou em Miami, nos Estados Unidos. No Twitter, agradeceu às ‘dezenas de pessoas’ que o ‘ajudaram a chegar em segurança aos EUA’.

O subprocurador-geral do Tribunal de Contas da União (TCU) Lucas Furtado pediu à Corte de Contas que avalie se houve participação do Itamaraty na ida de Weintraub para os Estados Unidos.

A suspeita é que Weintraub tenha usado a sua condição de ministro para desembarcar em Miami no sábado passado e, assim, driblar as restrições de viagens para brasileiros em razão da pandemia de covid-19.

Após o pedido de Furtado, o governo retificou no Diário Oficial da União (DOU) a data de exoneração do ex-ministro. Com a correção, o novo decreto do presidente Jair Bolsonaro informa que Weintraub foi exonerado ‘a partir de 19 de junho de 2020’, ou seja, sexta-feira, data em que ele embarcou para os EUA.

Segundo o subprocurador-geral, a mudança confirma que houve fraude no processo. “Antes, era ilegal e parecia haver fraude. Agora, confirmou”, disse Furtado ao Estadão/Broadcast Político.

Lava Jato denuncia José Serra por lavagem de dinheiro e PF faz operação

O ex-governador e atual senador José Serra e sua filha, Verônica Allende Serra, foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta sexta-feira (3). O parlamentar e a filha são acusadas de lavagem de dinheiro transnacional.

 

No início da manhã, policiais federais também cumprem oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro no âmbito da investigação. O objetivo da operação Revoada é aprofundar as investigações em relação a outros fatos relacionados ao esquema de lavagem de dinheiro.

Conforme a denúncia da força-tarefa Lava Jato de São Paulo, entre 2006 e 2007, José Serra valeu-se de seu cargo de governador para receber, da Odebrecht, pagamentos indevidos em troca de benefícios relacionados às obras do Rodoanel Sul.

De acordo com a investigação, milhões de reais foram pagos pela empreiteira por meio de uma sofisticada rede de offshores no exterior. O esquema dificultava a identificação pelos órgãos de controle do real beneficiário dos valores.

Para os promotores, Serra e Verônica constituíram empresas no exterior, ocultando seus nomes, e por meio delas receberam os pagamentos que a Odebrecht destinou ao então governador de São Paulo.

Ainda conforme o MPF, com as provas colhidas até o momento, o MPF obteve autorização na Justiça Federal para o bloqueio de cerca de R$ 40 milhões em uma conta na Suíça. As investigações seguem em sigilo. ISTOÉ

Rebelião na PGR - ISTOÉ

ARAS E LINDORA NA PGR

Em tempos de gestão polêmica de Augusto Aras, a Procuradoria-Geral da República (PGR) vive momentos de tensão. O PGR e os subprocuradores que o apoiam tentam, a todo custo, interferir nas operações que investigam os principais crimes de corrupção no País, como a Lava Jato no Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, além da Greenfield, que apura desvios em fundos de pensão, em Brasília.

Para os demais procuradores, por trás da iniciativa há um claro interesse de enfraquecer o combate ao crime organizado, fazer uma devassa sobre as apurações já realizadas e ter o controle total sobre futuras investigações. A administração controlada por Aras deseja, assim, criar a Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Unac) para centralizar as forças-tarefas e, com isso, poder decidir o que deve e não deve ser priorizado nas operações.

Procuradores do Paraná, por exemplo, acreditam que um dos objetivos do projeto é levantar processos em que o ex-juiz Sergio Moro atuou, como forma de vasculhar se ele cometeu algum deslize. Já outros quatro, dos sete procuradores da Lava Jato em Brasília, simplesmente rebelaram-se e pediram demissão de seus cargos, desestruturando a força-tarefa no Distrito Federal.

Quebra do sigilo na lava jato

A proposta da criação da Unac não é de hoje, mas o que detonou a crise na PGR foi a visita, na quinta-feira, 25, da subprocuradora Lindora Araújo à procuradoria regional do Paraná. Ela quis ter acesso a processos movidos pela Lava Jato de Curitiba, muitos deles com sentenças do ex-juiz Sergio Moro, e pediu até mesmo gravações de ligações telefônicas de procuradores feitas durante as investigações. Os procuradores da Lava Jato, coordenados por Deltan Dallagnol, que tem um bom relacionamento com Moro, consideraram ilegal a ação de Lindora, que é ligada a Aras.

Como se sabe, Aras é próximo de Bolsonaro e mandou investigar se Moro cometeu supostos crimes de denunciação caluniosa quando revelou que o presidente desejava interferir na Polícia Federal. Percebendo que a atuação da subprocuradora poderia ser uma manobra de intervenção na Lava Jato, os procuradores paranaenses denunciaram a emissária de Aras à Corregedoria Nacional do Ministério Público Federal.

Para eles, Lindora não foi ao Paraná em busca de compartilhamento de dados, mas para obter informações globais sobre o estágio das investigações e acessar o acervo da força-tarefa no Estado, que foi palco do início do combate à corrupção na Petrobras, levando vários políticos à prisão, entre eles Lula. Entenderam que os dados que ela queria representaria uma quebra no sigilo de processos.

Paralelamente aos protestos dos colegas do Paraná, os quatro procuradores da Lava Jato do DF pediram desligamento das funções. A primeira a pedir para sair foi a procuradora Maria Clara Noleto, que deixou a PGR no começo do mês. Na semana passada, após a incursão fracassada de Lindora a Curitiba, outros três procuradores pediram demissão coletiva: Hebert Reis Mesquita, Luana Vargas Macedo e Victor Riccely Lins Santos.

Como a operação tem sete integrantes, apenas três procuradores ligados a Lindora e Aras permanecem na ativa, enfraquecendo os trabalhos. No Paraná, segundo Deltan Dallagnol, o trabalho continua normal. “Só queremos que nos deixem trabalhar sem interferências externas”, disse o coordenador da força-tarefa à ISTOÉ. Outro que não se conteve em criticar a ação de Aras foi o ex-ministro Moro: “Aparentemente, pretende-se investigar a Operação Lava Jato em Curitiba.

Não há nada para esconder, embora essa intenção cause estranheza. Registro minha solidariedade aos procuradores competentes que preferiram deixar seus postos em Brasília”, comentou Moro. A verdade é que desde que Aras assumiu a PGR ele transformou-se em um defensor ferrenho dos interesses de Bolsonaro e desestruturar a Lava Jato parece ser um dos objetivos do governo.

Procuradores de Curitiba "camuflavam" nomes de autoridades para espioná-las

A Procuradoria-Geral da República viu investigação "camuflada" da autodenominada "força-tarefa da lava jato" em Curitiba sobre os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP).

O ex-juiz federal Sergio Moro já comparou a sua "lava jato" ao escândalo Watergate, mas no caso norte-americano era o ex-presidente Richard Nixon quem grampeava ilegalmente seus desafetos políticos, não o contrário
Reprodução 

Quem for investigar as ações desse grupo, poderá se espantar com ousadias como a de pedir quebra de sigilo de altas autoridades da República pelas partes menos conhecidas de seus nomes, mas com o CPF certeiro do alvo. Talvez pessoas chamadas "Rodrigo Felinto" ou "Davi Samuel".

Segundo reportagem do Poder 360, o documento era conhecido, numa extensa denúncia de 13 de dezembro de 2019, mas nunca ninguém havia se dado conta dessa camuflagem. Os nomes completos de ambos: Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio Maia e David Samuel Alcolumbre Tobelem.

O time do procurador-Geral da República, Augusto Aras, vem procurando possíveis inconsistências e erros em denúncias apresentadas pelo consórcio de Curitiba. A avaliação é que essa "camuflagem" dos nomes seria uma técnica para os procuradores investigarem autoridades sem se submeterem aos foros adequados.

A PGR em Brasília encontrou vários casos semelhantes. Haveria até nomes incompletos de ministros do STF, que podem ter tido seus sigilos quebrados de maneira irregular.

Até agora, não há provas de que de fato os nomes camuflados em denúncias possam ter sido todos investigados. É isso que a PGR em Brasília agora tenta descobrir.

O incômodo do grupo de Curitiba começou com pedido da PGR para ter acesso a dados. A ida da procuradora Lindôra Araújo ao Paraná para cumprir a decisão de Brasília motivou abertura de sindicância a pedido da força-tarefa curitibana.

A denúncia de dezembro do ano passado envolve Walter Faria, do Grupo Petrópolis, por suposta atuação em 642 atos de lavagem de dinheiro. O esquema teria tido participação de outras 22 pessoas e movimentou R$ 1,1 bilhão.

A PGR já sabe, segundo apurou a ConJur, que o consórcio de Curitiba abriu mais de mil inquéritos nos últimos cinco anos, que não foram encerrados. Além de equipamento de interceptação telefônica, a "força-tarefa" adquiriu três Guardiões, mas dois deles sumiram. Grande parte do acervo de gravações foi apagado no ano passado. Há fortes indícios de distribuição de processos fraudada e outras ilegalidades.

Em nota apócrifa, os procuradores do Paraná chamaram a reportagem da ConJur de "fake news".

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Revista Consultor Jurídico, 1 de julho de 2020, 15h42

Gilmar absolve mulher que furtou picanha no dia em que Rosa condena jovem que furtou xampu

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), absolveu, de forma sumária, uma mulher que roubou um pedaço de picanha e outras mercadorias de valor irrelevante no Rio de Janeiro. A sentença foi proferida na terça (30).

QUASE TUDO 

No mesmo dia, a ministra Rosa Weber negou habeas corpus a um jovem que roubou dois xampus, de R$ 10 cada, de um estabelecimento em SP. Ela endossou sentença que dizia que, como tinha antecedentes, o réu mostrava que não conseguia viver em sociedade.

RELEITURA 

Já Mendes invocou o princípio da insignificância para absolver a mulher, que já tinha sido condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio, com sentença confirmada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

MOTOR 

“Não é razoável que o Direito Penal e todo o aparelho do estado-polícia e do estado-juiz movimentem-se no sentido de atribuir relevância à hipótese de furto de uma peça de picanha da marca Naturafrig, três tabletes de caldo da marca Arisco, sendo um de carne e dois de frango, e uma peça de queijo muçarela da marca Porto Alegre, avaliados em R$ 135,73”, disse o ministro.

PESO 

Gilmar disse ainda que o sistema de penalizações somente deve atuar “para proteção dos bens jurídicos de maior relevância e transcendência para a vida social”.

PESO 2 

“Não cabe ao Direito Penal, como instrumento de controle mais rígido e duro que é, ocupar-se de condutas insignificantes, que ofendam com o mínimo grau de lesividade o bem jurídico tutelado”, seguiu o magistrado.

CAMINHOS 

Segundo Mendes, ele só deve intervir “quando outros ramos do direito demonstram-se ineficazes para prevenir práticas delituosas”.

Monica BERGAMO / FOLHA DE SP

Operação contra fake news em Acaraú apreende R$ 1 milhão na casa do suspeitos

POLICIA EM ACARAÚ

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (30) contra a publicação de notícias falsas em Acaraú, resultou na apreensão de mais de R$ 1 milhão em cheques e notas promissórias. 

Segundo a polícia, as investigações tiveram inicío após denúncias sobre um perfil em uma rede social que publicava fake news de cunho político. A Delegacia Regional de Acaraú deu início as apurações do caso e localizou os endereços IP dos computadoes usados para acessar a conta. 

Os agentes da segurança cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de dois suspeitos. No local, foram encontrados cheques e notas promissórias que totalizavam mais de R$ 1 milhão, além de R$ 5 mil em espécie.  

No depoimento, um dos suspeitos, um jovem de 18 anos, confessou que realizava as publicações que tinham como objetivo atacar um grupo político da região. 

“A Polícia Civil continuará trabalhando e investigando a divulgação de fake news na cidade. Nós rastrearemos toda a rede de informações e as pessoas que compartilham e ajudam nesse tipo de crime. Então tenham cautela com o que vocês compartilham, porque nós estamos atentos a isso”, disse Alailton Andrade, delegado titular da Delegacia Regional de Acaraú.

Os envolvidos devem responder por calúnia, segundo a polícia. As investigações buscam descobrir se há  ligação com algum esquema criminoso. Todo o material apreendido foi encaminhado para a delegacia da cidade. DIARIONORDESTE

Justiça autoriza partilha de R$ 1,46 milhão de Marisa Letícia a herdeiros

A 1ª Vara de Família e Sucessões de São Bernardo do Campo (SP) homologou na última sexta-feira (26/6) a partilha de parte dos bens, no valor de R$ 1,46 milhão, de Marisa Letícia Lula da Silva, mulher do ex-presidente Lula que morreu em 2017.

A ex-primeira-dama Marisa Letícia morreu em 2017 em decorrência de um AVC
Ricardo Stuckert/Instituto Cidadania

O juiz Carlos Henrique André Lisbôa autorizou a venda dos veículos Ford Ranger (avaliada em R$ 104 mil) e Ômega (avaliado em R$ 57 mil) e o levantamento dos valores de contas bancárias e aplicações para os quatro filhos do casal — Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Luís Cláudio e Sandro Luís.

Além disso, o juiz permitiu a transferência de 50% das 98 mil cotas da empresa Lils para os herdeiros e a divisão de cinco imóveis.

Outros bens de Marisa e Lula seguem bloqueados devido a processos da operação "lava jato" contra o ex-presidente.

Clique aqui para ler a decisão
1010986-60.2017.8.26.0564

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 é correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 1 de julho de 2020, 15h22

"Por equívoco", procuradores de Curitiba gravaram conversas por quatro anos

A procuradora-chefe do Ministério Público Federal no Paraná, Paula Cristina Conti Thá, afirmou em ofício que a autoproclamada "força-tarefa da lava jato" gravou conversas de procuradores, possivelmente com investigados e acusados, sem avisar ninguém. Os grampos ocorreram "por equívoco operacional" desde 2016. 

 

Conversas foram gravadas desde 2016
Divulgação

O documento com a confissão, divulgado pelo site O Antagonista, foi enviado ao procurador-Geral da República, Augusto Aras, na última sexta-feira (26/6), depois que a subprocuradora-geral Lindôra Araújo fez uma visita de trabalho ao Centro de Processamento de Dados da Procuradoria da República do Paraná. 

 

De acordo com Paula Cristina, a procuradoria no Paraná abriu licitação em 2015 para adquirir um "gravador de ramal PABX". O objetivo era gravar ameaças direcionadas a duas servidoras e a ao procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, segundo Thá. 

 

"Uma vez instalado, no início do ano de 2016, o sistema foi imediatamente colocado à disposição de membros e servidores da força tarefa da 'lava jato' a fim de possibilitar, por necessidade, conveniência e a pedido de cada usuário, a gravação das ligações originadas ou recebidas de seus ramais institucionais", afirma o ofício. 

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Alexandre de Moraes prorroga prisão de blogueiro pró-Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF),  atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República e prorrogou a prisão do blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio no inquérito que investiga o financiamento de atos antidemocráticos. As informações são do UOL.

 

Oswaldo foi preso na última sexta-feira (26) pelo risco de que pudesse fugir do País. O ministro justificou sua decisão citando o fato de que o blogueiro mentia sobre sua real localização.

“Diante do quadro fático exposto, entendo, portanto, a pertinência da medida, imprescindível para que a autoridade policial avance na análise do material apreendido e na elucidação das infrações penais atribuídas à associação criminosa em toda a sua extensão”, disse Moraes. ISTOÉ

 

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