Saúde diz que já distribuiu 90 milhões de doses de vacina contra covid
O Brasil atingiu hoje (18) a marca de 90 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 distribuídas no país, informou o Ministério da Saúde em mensagem no Twitter.

Segundo a pasta, no período entre a última quinta-feira (13) e esta quarta-feira (19), o total é de 13 milhões de doses de vacinas distribuídas aos estados e municípios. Destas doses, 8,3 milhões são da AstraZeneca; 4 milhões, da CoronaVac e 647 mil,da Pfizer.
De posse das vacinas, os estados são os responsáveis pela divisão e entrega dos lotes aos municípios.De acordo com o Ministério da Saúde, já foram enviadas doses para vacinação de 15 dos 28 grupos prioritários estabelecidos pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). Até agora, mais de 53,6 milhões de doses foram aplicadas.
Produção
A produção de imunizantes contra a covid-19 no país, contudo, tem sofrido com a falta de ingrediente farmacêutico ativo (IFA).
Ontem (17), o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) informou que deve receber no próximo sábado (22) uma nova remessa de IFA para a produção de vacinas contra a covid-19.
Os carregamentos do insumo são importados da China, onde são produzidos pela Wuxi Biologics. Após a próxima entrega, está prevista para o dia 29 deste mês a chegada de mais uma remessa.
Com o desembarque dos dois carregamentos de IFA no Brasil, a Fiocruz afirma que estará garantida a entrega de vacinas ao Programa Nacional de Imunizações nas três primeiras semanas de junho.
Já o Instituto Butantan informou que um carregamento de matéria-prima para a CoronaVac chegará ao Brasil no próximo dia 26 de maio.
A produção de vacinas contra a covid-19 no Butantan está paralisada desde a última sexta-feira (14) por falta de insumos. Segundo o instituto, está prevista a chegada de um lote com 4 mil litros de IFA, suficientes para a produção de 7 milhões de doses da vacina contra covid-19.
De acordo com a instituição, a falta de matéria-prima ocorreu por problemas burocráticos, provocados por declarações de membros do governo brasileiro sobre a China.
Edição: Nádia Franco / AGÊNCIA BRASIL
Brasil é o sétimo país do mundo que mais gasta com salários de servidores públicos
17 de maio de 2021 | 16h10
BRASÍLIA - O Brasil tem uma das maiores despesas com remuneração de servidores no mundo, segundo dados reunidos pelo Tesouro Nacional em um painel interativo que será lançado pelo órgão. De uma relação de 74 países, o Brasil tem o sétimo maior gasto: 12,9% do PIB. Os dados são de 2019 e consideram despesas com pessoal ativo de União, Estados e municípios.
Penduricalhos para contornar o teto salarial de R$ 39,2 mil mensais, salários maiores do que na iniciativa privada e brechas para o acúmulo de remunerações são fatores apontados por especialistas para explicar a permanência do Brasil no topo do ranking. Um histórico de aumentos acima da inflação nos salários também contribui para o quadro.
O mais recente “privilégio” incorporado ao conjunto de regras para servidores foi uma portaria do Ministério da Economia que permite a militares da reserva e servidores civis aposentados que continuam trabalhando em determinados cargos receberem as duas remunerações, mesmo que ultrapassem o teto de R$ 39,2 mil. A medida agraciou o presidente Jair Bolsonaro com um “aumento” de R$ 2,3 mil por mês e o vice-presidente Hamilton Mourão, com R$ 24 mil mensais. Ministros também serão beneficiados.
A medida despertou críticas, sobretudo no momento em que o time do ministro da Economia, Paulo Guedes, tenta fazer avançar no Congresso Nacional sua proposta de reforma administrativa, que mexe nas regras do “RH” do serviço público para flexibilizar a estabilidade, extinguir penduricalhos que turbinam salários e deixar o terreno pronto para uma revisão futura de carreiras e salários. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para avançar à próxima etapa, que é a análise de mérito na comissão especial.
“Fico me perguntando onde estavam com a cabeça. Não faz o menor sentido, até pelo momento do País”, critica o deputado Tiago Mitraud (Novo-MG). Ele preside a Frente Parlamentar Mista da Reforma Administrativa e apresentou um requerimento de informações para cobrar explicações do governo. “Além de ser imoral, é uma incoerência muito grande”, afirma. Além de ter enviado a proposta de reforma administrativa, o governo também reduziu o valor da ajuda a vulneráveis durante a pandemia em 2021, sob a justificativa de controle de gastos.
Por dentro do gasto
O raio X traçado pelos dados do Tesouro permite observar que a proporção de gastos com o funcionalismo no Brasil supera a observada em outras nações emergentes, como Rússia, Chile, Peru e Colômbia, e também em países avançados, como Estados Unidos, Alemanha e Espanha. O dado considera as despesas não só com salários, mas também com a contribuição patronal para a Previdência desses servidores.
O economista José Luiz Rossi, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), ressalta que o gasto com servidores no Brasil é heterogêneo, tanto do ponto de vista de esfera administrativa quanto do ponto de vista dos poderes. No primeiro caso, a União tende a pagar maiores salários do que Estados e municípios. Ele lembra um estudo do Banco Mundial que aponta um elevado prêmio salarial dos funcionários federais, de 96% em relação ao que ganha um trabalhador com as mesmas qualificações no setor privado. Esse prêmio era de 36% nos Estados e praticamente zero nos municípios.
Sob o ponto de vista dos poderes, Judiciário e Ministério Público costumam destoar mais dos outros poderes em termos de manobras para driblar o teto remuneratório. No fim de 2019, por exemplo, o Estadão/Broadcast mostrou que o vale-refeição de juízes superava o salário mínimo em 24 dos 27 Estados brasileiros.
“É um Estado grande, que tem uma demanda grande”, diz Rossi, em uma justificativa para parte do gasto com um quadro significativo de servidores. No Brasil, segundo dados da Pnad Contínua, 11,9 milhões se declaravam empregados do setor público no trimestre até fevereiro de 2021. Por outro lado, ele reconhece que há distorções. “A questão é a política de incentivos. Não se tem na carreira muitos degraus, o funcionário passa a maior parte da carreira ganhando o salário máximo”, afirma.
O governo enviou em setembro do ano passado a reforma que pretende corrigir uma parte das distorções, após mais de um ano de proposta engavetada devido às fortes resistências políticas. Para o professor do IDP, a PEC ainda é tímida porque não incluiu membros de outros poderes, como juízes e procuradores, e o governo não explicitou seus planos para rever a estrutura de níveis de carreira e salários.
“A reforma original é bem tímida, Ela tem que tratar de todos os poderes e trabalhar mais a questão dos incentivos da carreira. O funcionário passa muito tempo ganhando o salário máximo”, afirma Rossi.
Mitraud também afirma que há necessidade de rever as remunerações do funcionalismo, embora a PEC atualmente só trate de limitar benefícios, os chamados “penduricalhos” que contribuem para turbinar a remuneração extra teto.
O economista Bráulio Cerqueira, presidente da Unacon Sindical, entidade que representa auditores de finanças e é ligada ao Fórum Nacional de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), critica os dados que colocam o Brasil no topo do ranking de gastos com funcionalismo. Segundo ele, a contabilidade dos gastos com a Previdência dos servidores varia entre países.
“Nos três níveis federativos, é importante esclarecer isso, os salários de servidores civis estão congelados até o fim deste ano, na verdade estão sendo reduzidos em termos reais. No governo federal, a última recomposição salarial para 80% dos servidores ocorreu em janeiro de 2017”, diz Cerqueira. “Não há descontrole com a folha hoje, o que há é o contrário, arrocho salarial e quedas sucessivas do gasto com salários”, acrescenta.
Crítico da proposta da reforma administrativa, o presidente da Unacon afirma que achatar salários dos trabalhadores, da iniciativa privada e do serviço público, “só piora a situação do mercado interno, dificultando a retomada que nunca se realiza”.
Brasil receberá insumos para fabricar mais 25 milhões de doses das vacinas AstraZeneca e Coronavac
Redação, O Estado de S.Paulo
O Ministério da Saúde e o governo de São Paulo deram boas notícias nesta segunda-feira, 17, sobre a chegada de novos lotes do insumo farmacêutico ativo de duas vacinas contra a covid-19 no Brasil. Com a matéria-prima poderão ser feitas mais 25 milhões de doses de imunizantes e aliviar um pouco a escassez do produto na Campanha de Vacinação.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) receberá no sábado dois lotes do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina de Oxford/AstraZeneca, com quantidade suficiente para envasar 18 milhões de doses, afirmou nesta segunda-feira, 17, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz. Segundo ele, o governo federal recebeu a confirmação nesta segunda de que a China embarcará no dia 21, com chegada ao Brasil no dia seguinte, dois lotes que originalmente seriam enviados separadamente nos dias 21 e 28.
"A boa notícia é que hoje recebi a confirmação de que esses dois lotes vão ser embarcados no dia 21 de maio. Então, é uma quantidade suficiente para produção de aproximadamente 18 milhões de doses", disse Cruz em audiência da comissão temporária de acompanhamento da covid-19 no Congresso.
Já a quantidade de IFA para a Coronavac foi anunciada pelo governo paulista. O Instituto Butantan deve receber no dia 26 a próxima remessa de IFA da Coronavac, com 4 mil litros de insumos na China para a produção de cerca de 7 milhões de doses. “O Butantan recebeu nesta manhã da China a previsão do envio de nova remessa de insumos ao Brasil para produção da vacina do Butantan. A chegada do novo lote com 4 mil litros de insumos está prevista para o dia 26”, afirmou João Doria, governador de São Paulo.
O governo estadual explica que o quantitativo entregue na sexta-feira já contempla o início do segundo contrato firmado com o Ministério da Saúde para mais 54 milhões de vacinas. "Além das novas doses da vacina contra a covid-19, serão entregues em maio mais 30 milhões de doses da vacina contra a gripe ao Ministério da Saúde, para distribuição em todo o País", diz o governo.
Tanto a Fiocruz como o Butantan dependem da chegada de IFA enviado pela China para continuar o processo de fabricação dos dois imunizantes mais usados no país contra a covid-19. No caso do Butantan, o envase foi interrompido na semana passada por falta de insumos da vacina da chinesa Sinovac, enquanto a Fiocruz anunciou que interromperia o envase da vacina da AstraZeneca esta semana até a chegada de um novo lote.
O Butantan, ligado ao governo de São Paulo - cujo governador, João Doria (PSDB), é desafeto do presidente Jair Bolsonaro - afirma que recentes ataques de Bolsonaro à China têm interferido diretamente no cronograma de liberação de novos lotes de insumos pelos chineses. Nesta segunda-feira, Doria reiterou que o atraso se deve a uma "questão política e diplomática".
As vacinas da AstraZeneca e CoronaVac são as duas principais em uso no País contra a Covid, sendo responsáveis por 99% de todas as doses aplicadas no país, sendo 69% da CoronaVac e 30% da AstraZeneca. A Pfizer representa o 1% restante.
O Butantan já entregou ao Ministério da Saúde 47,2 milhões de doses da Coronavac de um total contratado de 100 milhões, enquanto a Fiocruz entregou 30,1 milhões de um primeiro contrato de 104,5 milhões. Até o momento, o Brasil vacinou 35,8 milhões de pessoas com a primeira dose, o equivalente a 17% da população, e 17 milhões com as duas doses (8% da população). / REUTERS
Saúde distribuirá mais 6,4 milhões de doses de vacinas contra covid-19
O Ministério da Saúde começa a distribuir, amanhã (18), um novo lote de vacinas contra a covid-19. Os 26 estados e o Distrito Federal devem receber pouco mais de 6,4 milhões de doses de imunizantes, sendo 4,7 milhões da AstraZeneca/Oxford, produzidas pela Fiocruz; 1,08 milhão da CoronaVac, do Instituto Butantan, e 647 mil doses do imunizante da Pfizer/BioNTech.

Segundo o ministério, o lote de CoronaVac será enviado a 12 estados que pediram o produto do Instituto Butantan a fim de aplicar a segunda dose da vacina em pessoas que já receberam a primeira dose e precisam concluir o ciclo vacinal.
A BioNTech, da Pfizer, será destinada para aplicação da primeira dose em quem tem uma deficiência permanente e pessoas com comorbidades - incluindo gestantes e puérperas (mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias) comórbidas, que também podem receber a CoronaVac.
Segundo recomendações dos fabricantes, a segunda dose da CoronaVac deve ser aplicada em um espaço de quatro semanas após a pessoa ter recebido a primeira dose. A AstraZeneca/Oxford e a BioNTech, em 12 semanas. O Ministério da Saúde orienta a população a tomar a segunda dose da vacina mesmo após estes prazos.
Segundo a pasta, mais de 89,4 milhões de doses de imunizantes já foram distribuídas para todo o país, e mais de 52,7 milhões delas já tinham sido aplicadas até ontem (16).
Edição: Valéria Aguiar / agência brasil
Covid-19: casos sobem para 15,5 milhões e mortes, para 432,6 mil
O total de casos acumulados de covid-19 subiu para 15.519.525. Em 24 horas, foram confirmadas pelas autoridades de saúde 85.536 novas pessoas infectadas pelo novo coronavírus. 

Ainda há no país 1.058.542 casos em acompanhamento. O termo é empregado para as pessoas infectadas e com casos ativos de contaminação pelo novo coronavírus.
As informações estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta sexta-feira (14).
O total de vidas perdidas durante a pandemia subiu para 432.628. Entre ontem e hoje, foram registradas 2.211 novas mortes.
Ainda há 3.702 óbitos em investigação. Isso ocorre porque há casos em que um paciente morre, mas a causa segue sendo apurada mesmo após a declaração do óbito.
O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 desde o início da pandemia ultrapassou os 14 milhões. Com a atualização de hoje, as pessoas nesta condição totalizaram 14.028.355. Isso equivale a 90,4% do total de pessoas que foram infectadas com o vírus.
Estados
O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (103.493). Em seguida vêm Rio de Janeiro (47.699), Minas Gerais (37.005), Rio Grande do Sul (26.550) e Paraná (24.330). Já na parte de baixo da lista, com menos vidas perdidas para a pandemia, estão Roraima (1.568), Acre (1.608), Amapá (1.610), Tocantins (2.704) e Alagoas (4.462).
Vacinação
Até o momento, foram distribuídos a estados e municípios 83,8 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, foram aplicadas 51,1 milhões de doses, sendo 34,6 milhões da 1ª dose e 16,4 milhões da 2ª dose.
Edição: Aline Leal / AGÊNCIA BRASIL
Novo decreto no Ceará amplia horário do comércio nas macrorregiões de Fortaleza e Sobral

O governador Camilo Santana anunciou que novo decreto vai ampliar o horário de funcionamento das atividades econômicas, como comércio e restaurantes, nas macrorregiões de Fortaleza e Sobral.
As demais regiões (Cariri, Sertão Central e Vale do Jaguaribe) ficarão com as medidas atualmente em vigor, devido à preocupação com os números da Covid-19.
Anúncio foi realizado em live na noite desta sexta-feira (14). Apesar da diminuição geral de casos e óbitos no Estado, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 decidiu regionalizar a flexibilização por segurança.
O decreto anunciado vale a partir da próxima segunda-feira (17) e atinge 100 municípios cearenses: 56 na região de Sobral e 44 na da Capital.
NOVOS HORÁRIOS PARA AS REGIÕES DE FORTALEZA E SOBRAL
VALEM A PARTIR DE SEGUNDA (17), TODOS OS DIAS DA SEMANA
- Comércio de rua: 10h às 19h
- Comércio em shopping: 12h às 21h
- Restaurantes: 10h às 21h (com capacidade de até 50%)
- Academias: Até as 21h
- Toque de recolher: 22h às 5h (em todo o Estado)
O novo decreto autoriza ainda a prática de esportes individuais em clubes, escolinhas de esportes e areninhas. Para escolas e instituições de ensino superior, serão permitidas aulas práticas e atividades extracurriculares, além de cursos de música, informática, idiomas, entre outros.
MUNICÍPIOS DA MACRORREGIÃO DE FORTALEZA:
Acarape, Amontada, Apuiarés, Aquiraz, Aracoiaba, Aratuba, Barreira, Baturité, Beberibe, Capistrano, Cascavel, Caucaia, Chorozinho, Eusébio, Fortaleza, General Sampaio, Guaiuba, Guaramiranga, Horizonte, Itaitinga, Itapajé, Itapipoca, Itapiúna, Maracanaú, Maranguape, Miraíma, Mulungu, Ocara, Pacajus, Pacatuba, Pacoti, Palmácia, Paracuru, Paraipaba, Pentecoste, Pindoretama, Redenção, São Gonçalo do Amarante, São Luís do Curu, Tejuçuoca, Trairi, Tururu, Umirim e Uruburetama
MUNICÍPIOS DA MACRORREGIÃO DE SOBRAL:
Ararendá, Acaraú, Alcântaras, Ararendá, Barroquinha, Bela Cruz, Camocim, Cariré, Carnaubal, Catunda, Chaval, Coreaú, Crateús, Croatá, Cruz, Forquilha, Frecheirinha, Granja, Graça, Groaíras, Guaraciaba do Norte, Hidrolândia, Ibiapina, Independência, Ipaporanga, Ipu, Ipueiras, Irauçuba, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Marco, Martinópole, Massapê, Meruoca, Monsenhor Tabosa, Moraújo, Morrinhos, Mucambo, Nova Russas, Novo Oriente, Pacujá, Pires Ferreira, Poranga, Quiterianópolis, Reriutaba, Santa Quitéria, Santana do Acaraú, São Benedito, Senador Sá, Sobral, Tamboril, Tianguá, Ubajara, Uruoca, Varjota, Viçosa do Ceará
INDICADORES DA COVID-19 EM REDUÇÃO
De acordo com o Dr. Cabeto, secretário da Saúde do Ceará, a taxa de positividade de exames da Covid no estado reduziu "significativamente" em Fortaleza, mas permanece elevada em outros municípios do Interior.
As tendências de redução de atendimentos em emergências e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) permanecem no Estado, assim como a diminuição na letalidade da doença.
Internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ainda permanecem altas, mas isso se deve ao tempo médio de internação na segunda onda, que está consideravelmente maior do que na primeira.
"Há uma tendência de redução de óbitos. Isso é bom, mas significa que temos que manter essas medidas anunciadas pelo comitê com muita responsabilidade. Depende da colaboração de todos", pontuou, Cabeto, durante live de anúncio do decreto. DIARIONORDESTE
Queiroga anuncia novo contrato de 100 milhões de doses com a Pfizer
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que foi assinado nesta sexta-feira o contrato entre o Ministério da Saúde e a Pfizer para o fornecimento de 100 milhões de doses da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica norte-americana com a alemã BioNTech
A confirmação da assinatura do acordo, que Queiroga vinha dizendo ser iminente, foi feita pelo ministro em evento de vacinação contra o coronavírus de atletas que disputarão a Olimpíada de Tóquio deste ano.
O acordo assinado nesta sexta é o segundo do governo brasileiro com a Pfizer. Já existe um primeiro contrato também para 100 milhões de doses da vacina, que devem ser entregues até o final de setembro.
Queiroga acrescentou que essa nova remessa de 100 milhões deve chegar ainda neste ano ao Brasil e permitirá a imunização de toda a população adulta do país em 2021.
"É mais um acordo com a Pfizer com as 100 milhões sendo entregues ainda neste ano. Já 30 milhões a partir de setembro", disse o ministro.
A expectativa é conseguir também mais doses do consórcio Covax Facility, liderado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2021.
"Estamos recebendo aquém do que deveríamos e esperamos mais doses que foram pactuadas para impulsionar ainda mais a campanha de imunização", afirmou.
Queiroga disse ainda que o acordo de transferência de tecnologia entre a AstraZeneca e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a produção 100% nacional da vacina contra Covid-19 que a farmacêutica desenvolveu com a Universidade de Oxford está na iminência de ser assinado.
"Temos que ter confiança nas autoridades sanitárias do país que vamos cumprir os compromissos formados com a sociedade brasileira", disse.
O ministro disse ainda que está à disposição da CPI da Covid, caso os senadores que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito decidam convocá-lo novamente para prestar depoimento. Alguns parlamentares levantaram essa possibilidade por considerarem que o depoimento do ministro ao colegiado foi insuficiente.
"Vou de novo pela porta da frente e de cabeça erguida", afirmou sobre a CPI. EXAME
Bolsonaro entrega 307 títulos de terra em Mato Grosso do Sul

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (14) que a situação do país estaria muito pior caso os trabalhadores do campo tivessem parado suas atividades em decorrência da pandemia. O presidente voltou a criticar as medidas de isolamento social. A afirmação foi feita durante a cerimônia de entrega de 307 títulos de posse de terra a agricultores familiares da comunidade Santa Mônica em Terenos (MS).

“Se vocês do campo tivessem ficado em casa, a exemplo do pessoal engravatado das cidades, as cidades teriam sucumbido”, disse o presidente, dirigindo-se aos agricultores que participaram do evento, ao destacar que é a produção dos agricultores familiares que alimenta o povo brasileiro.
O presidente voltou a reiterar as críticas que vem fazendo ao isolamento social enquanto instrumento de combate à pandemia. “Vocês sofreram muito com medidas restritivas sem qualquer comprovação científica. Não existe comprovação científica de lockdown. Não existe. Quase quebraram o Brasil ano passado para atingir o governo. Não conseguiram porque eu falei que só Deus me tira de lá”, disse Bolsonaro.
Ele acrescentou que os gastos com auxílio emergencial endividaram o país em R$ 700 bilhões “para atender questões da pandemia”, e que, “só de [gastos com] auxílio emergencial foi o equivalente a dez anos de bolsa família”. “E agora se faz uma CPI [comissão parlamentar de inquérito] em Brasília, não para apurar propina da vacina. Se faz uma CPI com aquela composição para apurar omissões no governo federal, mas que, na hora de convocar governadores, ela é contra”, argumentou o presidente.
Entrega de títulos
Também presente no evento, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, lembrou que, com os 307 títulos fundiários entregues hoje em Mato Grosso do Sul, o governo já contabiliza, desde 2019, 3.296 documentos de titulação definitivas e provisórios emitidos no estado. Deste total, 1.128 são títulos definitivos.
“A partir de hoje, esses produtores são independentes e podem fazer o que quiserem [com a terra] porque o título é de vocês. Vocês são donos da vida de vocês”, disse ao anunciar a assinatura do programa Titula Brasil, criado para apoiar a titulação de assentamentos e de áreas públicas rurais da União e do Incra passíveis de regularização por meio de parcerias com os municípios.
Terras indígenas e quilombolas
Bolsonaro aproveitou o evento, de entrega da posse de terras a agricultores familiares, para defender medidas similares aos povos indígenas, no sentido de dar a eles a posse de terra para fazerem com ela o que bem quiserem. “Temos um projeto que torna a terra do índio igual à fazenda de vocês. Ele pode produzir, garimpar e fazer tudo que o fazendeiro do lado quer fazer”, disse o presidente.
“Não tivemos demarcação de terras indígenas ao longo dos meus quase dois anos e meio [de governo], assim como não tivemos de quilombolas. Qual é a diferença de quem tem uma pele mais escura do que nós?”, acrescentou.
Ainda segundo o presidente, o país vive uma crise hidrológica devido à dificuldade para passar linhas de transmissão de energia elétrica em territórios indígenas. “E, por causa disso, gastamos mais de R$ 1 bilhão por ano em subsídio para que o povo de Roraima tenha energia elétrica.” AGÊNCIA BRASIL
Covid-19: mortes continuam a cair e casos oscilam positivamente
A curva de mortes por covid-19 continuou na semana epidemiológica (SE) 18, de 2 a 8 de maio, a mesma trajetória de queda da semana anterior, conforme o novo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. No boletim divulgado hoje (14), foram registrados 14.879 óbitos, enquanto na semana anterior o levantamento trouxe 16.945 vidas perdidas para a doença.

O resultado representa uma queda de 12% entre as duas semanas epidemiológicas. Especialistas consideram as variações de até 15% como quadros de estabilidade. Na semana anterior a redução havia sido de 5%. A média móvel de mortes (total de vidas perdidas durante a semana dividida pelo número de dias) na semana epidemiológica 18 ficou em 2.126.
A curva de mortes durante a pandemia segue o movimento de reversão da tendência de alta da 2ª onda registrada neste ano, iniciada por um aumento intenso a partir do fim do mês de fevereiro. A inflexão teve início na semana epidemiológica 14, na 1ª quinzena de abril.
Os boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde sobre o novo coronavírus reúnem a avaliação da pasta sobre a evolução da pandemia, considerando as semanas epidemiológicas e o tipo de mediação empregada por autoridades de saúde para essas situações. A semana epidemiológica é um recorte temporal adotado por autoridades de saúde para analisar esses movimentos.
O número de novos casos oscilou 1% para cima. Na SE 18 foram registrados 419.904 novos diagnósticos positivos da covid-19, contra 417.760 na semana anterior. A média móvel de casos ficou em 59.986.
O resultado da SE 18 marcou um avanço na tendência de reversão do movimento de queda da curva de casos, já iniciada na semana anterior. A redução dos novos diagnósticos positivos de covid-19 foi iniciada em março, apenas com um revés na SE 13.
Estados
Conforme o boletim epidemiológico, o número de estados com aumento nos novos casos ficou em três na semana epidemiológica 18, 15 ficaram estáveis e oito mais o Distrito Federal tiveram redução. Os acréscimos mais efetivos ocorreram no Rio de Janeiro (79%) e Piauí (31%). Já as quedas mais intensas se deram no Rio Grande do Sul (-13%) e Espírito Santo (-13%).
Quando consideradas as mortes, o número de estados com queda das curvas foi de 19 mais o DF, seis ficaram estáveis e apenas um teve acréscimo em relação ao balanço da semana anterior. As quedas mais expressivas aconteceram no Pará (-33%) e no Amazonas (-32%). O aumento ocorreu no Paraná (13%)
Mundo
A Índia ampliou sua liderança como país com mais novas mortes em todo o mundo, a partir da explosão da pandemia no local. Lá foram registrados 26.805 novos óbitos. O Brasil mantém a 2ª colocação. Em seguida, vêm Estados Unidos (4.614), Colômbia (3.367) e Argentina (2.946). Quando considerados números absolutos desde o início da pandemia, o Brasil segue na 2ª posição, atrás dos Estados Unidos (576.722).
O Brasil ocupou a 2ª colocação no ranking de casos. A liderança continuou com a Índia, que teve 2.738.624 novos diagnósticos no período. O Brasil é seguido por Estados Unidos (294.084), Turquia (166.733) e Argentina (142.293). Na comparação em números absolutos, o Brasil fica na 3ª posição, atrás dos EUA (32,6 milhões) e Índia (22,2 milhões).
Edição: Aline Leal / AGÊNCIA BRASIL
Cadastro único está sendo modernizado e não há exclusão dos municípios, diz diretora da Cidadania
Fernanda Trisotto / O GLOBO

BRASÍLIA – O Ministério da Cidadania está trabalhando na modernização do Cadastro Único, porta de entrada para programas sociais com o Bolsa Família. De acordo com Angélia Amélia Soares Faddoul, diretora do departamento do Cadastro Único da pasta, o desenho do novo sistema ainda está sendo feito, mas a exclusão dos municípios e prefeituras do processo não deve se concretizar.
A declaração foi feita m dia após o presidente o Jair Bolsonaro afirmar que o cadastro do Bolsa Família passará a ser realizado por um aplicativo, sem a participação de prefeituras, durante a inauguração de obras em Alagoas.
Apesar de o presidente dizer que o novo sistema está quase pronto, Angélia afirmou que a iniciativa de modernização do cadastro começa a ser gestada dentro da Cidadania.
— Essa modernização vai fazer exatamente que se amplie a autonomia dos brasileiros, que eles possam ter acesso, sim, ao cadastro como sendo uma grande porta de acesso às políticas sociais do estado brasileiro e ter sua cidadania garantida como consequência – declarou durante audiência pública na Câmara dos Deputados nesta sexta-feira.
Questionada sobre a exclusão de municípios nesse processo, Angélia afastou a possibilidade.
— Quanto a questão da exclusão dos municípios nesse processo, então, não existe. É tão inerente o processo do cadastro, a estruturação dos municípios, a rede dos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), a rede dos postos de atendimento – respondeu, citando o peso das prefeituras dentro do sistema de assistência social.
E acrescentou:
— Não há como se pensar em uma previsão de se retirar ou de se dilapidar ou se destruir essa rede, porque nada, com certeza, irá substituir um contato humano. Nada irá substituir uma avaliação realizada por um profissional da área qualificado, por um assistente social, um técnico social, em relação a direcionar a população para a sua efetiva necessidade de políticas sociais e de amparo. Esse papel é fundamental e fundamental dentro do Sistema Único de Assistência Social e que é muito maior, infinitamente maior, que a estrutura do cadastro em si.
Centralização criticada
As declarações da diretora foram rebatidas pela ex-ministra Tereza Campello, que também participava da audiência. Para ela, se o presidente da República faz declarações dando como quase finalizado um processo que a diretoria do Cadastro Único não reconhece, há indícios de problemas de articulação dentro da Cidadania.
— Não dá pra chamar de modernização, eliminar a rede de assistência social do processo de construção do Cadastro Único. Isso não é modernização, é retrocesso atroz – afirmou.
E acrescentou:
— Se o que o presidente disse ontem está sendo implementado, está em vias de implementação, é um rompimento do pacto federativo. E o Sistema Único de Saúde é constituído em cima do pacto federativo – alertou.
A ex-ministra não foi a única a criticar a tentativa de centralização dos cadastros na esfera federal. Especialistas ouvidos pelo GLOBO consideraram a iniciativa equivocada.
Letícia Bartholo, ex-secretária nacional de Renda e Cidadania, responsável pelo programa Bolsa Família e do Cadastro Único, diz que a solução anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro “vai apartar ainda mais o Estado da população mais pobres” e desconsidera a colaboração federativa que deve envolver o combate à pobreza.
Já o superintendente do Instituto Unibanco e um dos criadores do Programa Bolsa Família, Ricardo Henriques diz que a centralização por meio do aplicativo, como sugere o governo, vai na contramão da política social moderna.




