Inflação chega a 0,83% em maio, a maior para o mês em 25 anos
09 de junho de 2021 | 09h14
RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou maio com alta de 0,83%, ante um avanço de 0,31% em abril, informou nesta quarta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou acima do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam alta entre 0,65% e 0,76%.
A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 3,22%. Em 12 meses, o resultado foi de 8,06%, também acima das projeções dos analistas, que iam de 7,85% a 7,98%.
Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em maio. A maior variação foi registrada em habitação, que subiu 1,78%, sob impacto principalmente do aumento de 5,37% na energia elétrica - o item que teve maior impacto no IPCA do mês.
No mês passado, vigorou a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Entre janeiro e abril estava em vigor a bandeira amarela, cujo acréscimo é menor (R$ 1,343).
Os preços no grupo transportes subiram 1,15% em maio, após o recuarem 0,08% em abril. Aqui, o maior impacto veio da gasolina que subiu 2,87% depois de ter recuado 0,44% em abril. No ano, o combustível acumula alta de 24,70% e, em 12 meses, de 45,80%.
Economistas do mercado financeiro preveem que o IPCA deve fechar o ano em 5,44%, segundo o Relatório de Mercado Focus, divulgado na segunda-feira, 7, pelo Banco Central. Foi a nona semana seguida de alta na expectativa.
O centro da meta de inflação para 2021 é de 3,75%, com margem de tolerência de 1,5 ponto para mais ou para menos. Assim, a meta será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. No entanto, a projeção do mercado fica cada vez mais acima desse teto.
Dólar a menos de R$ 5? Entenda por que a moeda americana está em queda
09 de junho de 2021 | 05h00
Atualizado 09 de junho de 2021 | 07h20
BRASÍLIA - Depois de chegar a R$ 5,80 em março, ficar em R$ 5,40 em abril, fechar o mês de maio em R$ 5,22, o dólar caiu ainda mais ao longo dos primeiros dias de junho, alimentando a expectativa no mercado financeiro de um rompimento da marca de R$ 5.
A moeda norte-americana fechou na terça-feira, 8, cotada a R$ 5,03 e pode cair ainda mais nos próximos dias, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão. O movimento de valorização do real tem sido puxado por uma conjunção de fatores externos mais favoráveis, como a abundância de recursos no mercado internacional e o aumento de exportações brasileiras, puxada pela retomada da economia mundial e alta dos preços das commodities (produtos básicos) agrícolas e metálicas.
No front interno, a alta da taxa básica de juros (a Selic) também favorece a entrada de dólares no País, com a busca dos investidores por ganho mais elevado. O clima das últimas semanas é também de maior otimismo, com o crescimento da economia brasileira, melhora da arrecadação do governo e perspectiva de a dívida pública fechar em patamar mais baixo do que o previsto, apesar de o risco fiscal do País ainda não ter saído do radar.
“É o resultado de uma enxurrada de dólares, euros e yuans no mundo”, diz Nathan Blanche, sócio da Tendências Consultorias. Segundo ele, o fluxo cambial mais forte e a perspectiva de um superávit da balança comercial de pelo menos US$ 25 bilhões a mais do que os US$ 50 bilhões registrados no ano passado ajudam a reforçar a queda da cotação do dólar.
Ele lembra que o fluxo cambial do ano, até 28 de maio, estava positivo em US$ 11,4 bilhões, enquanto, no mesmo período do ano passado, o saldo estava negativo em US$ 9,65 bilhões. Ou seja, tem muito mais dólares entrando no País. Nathan calcula que a taxa de câmbio de equilíbrio seria de, no máximo R$ 4,50, mas ressalta que o Brasil ainda tem uma doença crônica que é o rombo nas contas públicas a atrapalhar. “Não tem governo, não tem desempenho que vá para frente com o déficit crônico”, ressalta.
Alinhamento
Professor da Universidade Federal do ABC, Fábio Terra, acredita que as condições internas do Brasil têm pouco efeito nesse movimento de queda do dólar. Ele avalia que o dólar está cedendo por conta do ciclo de liquidez internacional, que melhorou bastante há um mês, depois que investidores e empresários assimilaram melhor o plano econômico do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. “O mundo entra num cenário um pouco mais calmo e isso favorece o Brasil, porque os investidores estão menos avessos ao risco”, diz ele.
Terra aponta outro fator que está favorecendo o cenário atual: os exportadores, que estavam deixando lá fora as receitas obtidas das suas vendas, começaram a trazer os dólares para o País. “Os exportadores estão aproveitando para voltar com o dinheiro enquanto o dólar ainda está valorizado. Para eles, é importante voltar num momento de dólar mais alto”, diz.
O economista da UFABC diz que há margem para uma queda maior na direção do câmbio de equilíbrio entre R$ 4,50 e R$ 4,60. O gatilho para esse movimento vai depender de como vierem os dados da economia americana, de inflação e da decisão do Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve, o Fed) de juros.
Economista-chefe da BlueLine Asset, Fabio Akira, vê um alinhamento de fatores externos (dólar enfraquecendo no mundo, commodities subindo, juros futuros americanos caindo) favorecendo a queda da moeda americana, mas também domésticos, como crescimento melhor que o esperado favorecendo as contas públicas junto com aumento da inflação, alta acelerada da Selic e respeito a regras orçamentárias. “Pelo menos não houve rompimento aberto delas. Foi uma conjunção desses fatores”, diz. Para ele, esses fatores devem permanecer no curto prazo. “Mas meu medo é esse otimismo do mercado abrir espaço para leniência fiscal”, pondera.
Akira avalia que, se a inflação americana ficar dentro do esperado e o Fed se mantiver paciente com retirada de estímulos fiscais, o dólar pode cair abaixo de R$5. "A divulgação da inflação americana é na quinta-feira e a reunião do Fed é na semana que vem. Então, se tudo for mais ou menos tranquilo, pode haver apreciação adicional do real. Mas estou assumindo que as coisas por aqui também não se alteram muito do clima positivo que prevalece", diz.
Covid-19: Brasil contabiliza 17 milhões de casos
O Brasil bateu nesta terça-feira (8) a marca de 17 milhões de casos de covid-19 desde o início da pandemia. De ontem para hoje, foram confirmados 52.911 novos diagnósticos positivos de covid-19 pelas secretarias de saúde. Com isso, o número de pessoas que pegaram a doença desde o ano passado totalizou 17.037.129. O país tem 1.066.266 casos ativos, em acompanhamento.

A soma de vidas perdidas para a pandemia de covid-19 chegou a 476.792. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 2.378 novos óbitos. Ontem, o número de óbitos decorrentes de complicações relacionadas à covid-19 estava em 474.414.
Ainda há 3.916 mortes em investigação. O termo é empregado pelas autoridades de saúde para designar casos em que um paciente morre, mas a causa segue sendo apurada mesmo após a declaração do óbito.
Os dados fazem parte da atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta terça-feira (8). O balanço sistematiza as informações coletadas por secretarias estaduais de saúde sobre casos e mortes.
O número de pessoas que foram infectadas, mas se recuperaram desde o início da pandemia é de 15.494.071. Isso corresponde a 90,9% do total dos infectados pelo vírus.
Às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pelo envio dos dados acumulados no fim de semana. Os números são em geral mais baixos aos domingos e às segundas-feiras em razão da menor quantidade de funcionários das equipes de saúde para realizar a alimentação dos dados.
Estados
Com 115.309 óbitos, São Paulo é o estado com mais registro de mortes pela covid-19. Em seguida vêm o Rio de Janeiro (51.865), Minas Gerais (41.720), Rio Grande do Sul (29.082) e Paraná (27.349). Entre os estados com menos vidas perdidas para a pandemia, estão Roraima (1.661), Acre (1.697), Amapá (1.733), Tocantins (2.965) e Alagoas (4.901).
Vacinação
O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de doses de vacinas distribuídas. Até o momento, foram enviadas a estados e municípios 105,4 milhões de doses de imunizantes contra a covid-19. Deste total, foram aplicadas 68,8 milhões de doses, sendo 47,6 milhões da 1ª dose e 21,2 milhões da 2ª dose.
Edição: Lílian Beraldo / AGÊNCIA BRASIL
Covid-19: Brasil registra 474.414 mortes e 16.984.218 casos
O Brasil chegou a 474.414 mortes por covid-19. Apenas nas últimas 24 horas, foram 1.010 óbitos e 37.156 novos casos. No total, 16.984.218 casos já foram confirmados no país. Ainda existem 3.932 mortes em investigação por equipes de saúde, dados relativos a ontem. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente. Já o número de pessoas recuperadas totalizou 15.408.401.

Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado no início da noite de hoje (7). O balanço é elaborado a partir dos dados sobre casos e mortes levantados pelas autoridades locais de saúde.
Em geral, os registros de casos e mortes são menores nos feriados, aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de Saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras, os totais tendem a ser maiores pelo acúmulo das informações de fim de semana que são enviadas ao ministério.
O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (114.542), Rio de Janeiro (51.540) e Minas Gerais (41.673). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (1.651), Acre (1.692) e Amapá (1.727).
Em relação aos casos confirmados, São Paulo também lidera, com 3,3 milhões de casos. Minas Gerais, com 1,6 milhão, e Paraná, com 1,1 milhão de casos, aparecem na sequência. O estado com menos casos de covid-19 é o Acre, com 83,3 mil, seguido por Roraima (105,3 mil) e Amapá (113,1 mil).
Vacinação
Até o fim da manhã de hoje, haviam sido distribuídas 102,9 milhões de doses de vacinas. Deste total, foram aplicadas 71,6 milhões de doses, sendo 48,8 milhões da 1ª dose e 22,8 milhões já com a 2ª dose aplicada. Os dados são do Ministério da Saúde.
A vacinação da segunda dose é fundamental para garantir a imunização e não é considerada apenas um reforço. Por isso, todos devem tomar a segunda dose, mesmo que com atraso.
Edição: Claudia Felczak / AGÊNCIA BRASIL
Covid-19: MS distribui mais 2,3 milhões de doses da vacina da Pfizer
O Ministério da Saúde começa hoje (7) a distribuir um novo lote de 2,3 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 a estados e municípios. Ainda hoje, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas e o Distrito Federal receberão suas parcelas na divisão.

Já os demais estados devem receber suas remessas até a próxima quarta-feira (9). As vacinas são destinadas para a imunização dos públicos prioritários que estão recebendo as aplicações segundo o plano de operacionalização: pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente e trabalhadores do ensino básico.
O Ministério da Saúde acrescentou que estados e municípios também poderão direcionar as doses para outros segmentos, como trabalhadores de aeroportos e portos, parte das forças de segurança e salvamento e Forças Armadas.
De acordo com o planejamento do Ministério da Saúde, deverão ser entregues no mês de junho mais de 12 milhões de doses da vacina da Pfizer. Para o período de julho a setembro, estão previstas mais 84,4 milhões de doses.
O Ministério distribuiu até o momento 102,9 milhões de doses. Deste total, foram aplicadas 71,6 milhões de doses, sendo 48,8 milhões da 1ª dose e 22,8 milhões da 2ª dose. Considerando a população, foram imunizados completamente (1ª e 2ª doses) até o momento pouco mais de 10% da população.
Edição: Claudia Felczak / AGência Brasil
Caixa encerra pagamento e saque do abono salarial em 30 de junho
A Caixa informou hoje (7) que trabalhadores que cumpram as exigências para o recebimento do abono salarial do calendário 2020-2021, com ano-base 2019, terão até o dia 30 de junho para fazer o saque do benefício.

Caso perca o prazo, o trabalhador qualificado para o abono só terá outra oportunidade para o saque a partir do próximo calendário. A Caixa informa que, segundo portaria que regula o abono salarial, o benefício fica reservado ao beneficiário por um prazo de 5 anos.
Em nota, o banco informa que foram pagos R$ 17 bilhões para cerca de 22 milhões de trabalhadores. Desses, 6,3 milhões receberam o abono salarial em contas poupança sociais digitais sem custo algum para usuários.
Até o momento, cerca de 560 mil trabalhadores ainda não sacaram o benefício - o que resulta em R$ 328 milhões aguardando resgate.
Tradicionalmente liberados entre julho e junho, houve mudança no calendário de pagamento do abono salarial, que passará a ser pago entre janeiro e dezembro de cada exercício. As informações de pagamento serão referentes ao ano anterior, e deverão ser repassadas pelos empregadores responsáveis pelos beneficiários. Com a mudança, o ano-base de 2020 deverá ser pago a partir de janeiro de 2022.
O que é o abono salarial?
Criado em 1990, o abono salarial é um benefício para trabalhadores de baixa renda que cumpram requisitos definidos em lei. Para ter direito, é necessário ter carteira de trabalho há pelo menos 5 anos, ter renda mensal inferior a dois salários mínimos, ter trabalhado pelo menos 30 dias no ano-base - consecutivos ou não - e ter os dados atualizados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Edição: Fernando Fraga / agência brasil
O Pronampe como política permanente
05 de junho de 2021 | 03h00
Criado em maio do ano passado em caráter de emergência para socorrer empresas cujas finanças haviam sido seriamente comprometidas pela crise decorrente da pandemia de covid-19, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) tornou-se uma política oficial de crédito permanente. Projeto nesse sentido de iniciativa do Congresso Nacional aprovado em 11 de maio foi sancionado na quarta-feira passada pelo presidente Jair Bolsonaro.
O fato de as operações serem garantidas por recursos públicos, por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO), permite que empreendimentos em dificuldades para comprovação de garantias normalmente exigidas em financiamentos bancários tenham acesso a crédito.
Relatora no Senado do projeto do Pronampe que deu a forma final ao programa, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) observou que, embora maltratadas no País há décadas, as micro e pequenas empresas respondem por 18 milhões de empregos e por nada menos do que 27% do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB).
Para parte delas, a instituição emergencial do programa de crédito há pouco mais de um ano evitou o encerramento de suas atividades por causa da pandemia. O Ministério da Economia – que participou do debate do projeto de lei por meio da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade – informa que, de sua criação até o fim do ano passado, o programa permitiu a contratação de financiamentos de R$ 37,5 bilhões, em 516,9 mil operações. Sua renovação, por isso, era reivindicada pelas empresas.
A perenização do Pronampe veio acompanhada do aumento do custo para o tomador do empréstimo. Na versão que vigorou no ano passado, os juros correspondiam à taxa Selic (definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central) mais 1,25% ao ano. Na sua forma definitiva agora em vigor, o custo passa a ser o da Selic acrescido de até 6%.
Trata-se de um aumento significativo. Mesmo assim, como observou o Ministério da Economia, o custo da operação continua vantajoso para o tomador do empréstimo. Considerado o novo acréscimo sobre a Selic, a taxa do Pronampe continua inferior à taxa média observada no mercado financeiro para essas operações, que varia de cerca de 30% a 38,5% ao ano.
Governo deve prorrogar auxílio emergencial por dois meses antes de novo Bolsa Família
07 de junho de 2021 | 16h37
BRASÍLIA - O governo deve prorrogar o auxílio emergencial por mais dois meses, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Com isso, a ajuda voltada aos mais vulneráveis durante a pandemia de covid-19 será estendida até setembro, nos mesmos valores de R$ 150 a R$ 375 e com igual alcance em termos de público. Hoje, o auxílio contempla cerca de 39,1 milhões de brasileiros.
Para bancar a prorrogação, a equipe econômica deve abrir um crédito extraordinário de aproximadamente R$ 12 bilhões. O valor vai reforçar os cerca de R$ 7 bilhões que ainda estão disponíveis dentro dos R$ 44 bilhões já destinados ao programa e que não foram usados porque o número de famílias na nova rodada ficou abaixo do inicialmente projetado.
O crédito extraordinário banca despesas emergenciais e fica fora do teto de gastos, regra que limita o avanço das despesas à inflação.
A extensão da ajuda a vulneráveis é uma forma de manter a assistência às famílias em um cenário de risco de agravamento da pandemia de covid-19 e também evita um “vácuo” até o lançamento da nova política social permanente do governo.
No desenho atual, a última parcela é prevista para julho deste ano. No entanto, fontes do governo afirmam que “alguma prorrogação é razoável”, dado que o número de casos e óbitos pela doença parou de cair. Além disso, a extensão da ajuda dará maior conforto até a vacinação mais ampla da população.
A prorrogação deve ocorrer por medida provisória. A necessidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para isso, aventada anteriormente, perdeu força porque esse tipo de crédito já fica fora do teto, e há espaço na meta fiscal (que permite rombo de até R$ 247,1 bilhões no ano) para acomodar o gasto adicional.
No início do ano, o governo precisou de uma PEC para aprovar os primeiros R$ 44 bilhões destinados à nova rodada do auxílio porque o Orçamento de 2021 ainda estava em tramitação no Congresso Nacional, e não havia espaço na meta.
Os detalhes da estratégia do governo para as políticas sociais têm sido discutidos em frequentes reuniões com o presidente Jair Bolsonaro. Ele recebeu nesta segunda-feira, 7, o ministro da Cidadania, João Roma. Na semana passada, Bolsonaro já havia tratado do assunto com Roma e os ministros da Economia, Paulo Guedes, da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e da Secretaria de Governo, Flávia Arruda.
A prorrogação do auxílio ainda vai abrir mais espaço no Orçamento de 2021 para o lançamento da nova política social permanente, que vai suceder o Bolsa Família. Isso porque as famílias contempladas pelo Bolsa são “transferidas” para a folha do auxílio durante sua vigência, poupando o orçamento do programa.
Hoje, essa “sobra” do Bolsa dentro do teto é de aproximadamente R$ 7 bilhões e deve ficar maior com a extensão da ajuda temporária aos vulneráveis. O dinheiro deve ser usado para turbinar a nova política social.
Como mostrou o Estadão/Broadcast, o desenho do substituto do Bolsa Família precisa ser implementado até dezembro de 2021, ou acabará engavetado, pois a lei veda a adoção desse tipo de medida em ano de eleições.
A Lei das Eleições diz que, no ano de realização do pleito, é proibida a distribuição de valores e benefícios, exceto programas sociais já autorizados em lei e com execução orçamentária no exercício anterior – neste caso, em 2021.
Os detalhes da estratégia de lançamento da nova política estão sendo guardados a sete chaves pelos integrantes do governo. Nas reuniões mais recentes, a reformulação vinha sendo discutida com base em reajuste nos benefícios e criação de bolsas de mérito escolar e esportivo, além de um “voucher” para creches.
O lançamento do novo programa depende do afastamento de dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da Lei Complementar 173. Todas impõem algum tipo de restrição à criação ou ampliação de despesa continuada, o que travaria o novo programa social. Para isso, um dos pontos em discussão é a necessidade ou não de enviar um projeto de lei complementar para abrir o caminho. O novo Bolsa terá orçamento maior que os R$ 35 bilhões programados em 2021.
Bolsonaro confirma Copa América no Brasil com quatro cidades sedes
Dimitrius Dantas / O GLOBO

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira a realização da Copa América no Brasil. Apesar da polêmica em torno da realização do evento no país, Bolsonaro afirmou que todos os ministérios aprovaram sua realização e destacou que o diversos campeonatos já estão sendo realizados sem nenhum problema, como a Libertadores da América e as partidas das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022.
Bolsonaro ainda afirmou que quatro sedes já confirmaram seu interesse em receber jogos do torneio: Brasília, Mato Grosso, Goiás e Rio de Janeiro. Segundo ele, outro estado teria chegado “atrasado”.
— Faltava escolhermos as sedes em comum acordo e agora já tivemos quatro governadores aqui de Brasília, Rio, Mato Grosso do Sul e Goias e mais um chegou atrasado. Seguindo os mesmos protocolos, o Brasil sediará a Copa América — afirmou o presidente durante evento da assinatura da transferência de tecnologia para produção da vacina Oxford/AstraZeneca no Brasil.
Segundo Bolsonaro não havia motivos para ter qualquer posição contrária à realização do torneio.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a pasta foi incumbida de elaborar protocolos seguros para a realização da Copa América e para “trazer alegria ao povo brasileiro que ama o futebol”.
— O Ministério elaborará um protocolo que provenha segurança para os atletas, comissão técnica e aqueles que acompanham o campeonato — afirmou.
Camilo Santana antecipa primeira parcela do 13º salário de servidores do CE para o dia 21 de junho
O governador Camilo Santana anunciou, nesta terça-feira (1º), que o pagamento da primeira parcela do 13º salário a mais de 130 mil servidores estaduais ativos e inativos (aposentados e pensionistas) será feito no dia 21 de junho. O investimento na folha para antecipação do benefício chega a R$ 500 milhões.
"Vamos antecipar por conta da pandemia. É um esforço para movimentar a economia do estado, injetar dinheiro no comércio", justificou o chefe do Executivo em transmissão nas redes sociais.
Camilo ainda ressaltou que junto à folha do mês de maio, calculada em R$ 1 bilhão, e a próxima de junho de mesmo valor, a economia do Ceará terá uma injeção de R$ 2,5 bilhões.
"Isso é importante para a economia, para o comércio, para os serviços e gera oportunidades", afirmou.
A data anunciada pelo governador é a mesma em que os 51 mil servidores municipais de Fortaleza terão na conta 40% do benefício. O prefeito Sarto Nogueira divulgou a medida na última quinta-feira (27).
2020
No ano passado, o governo estadual creditou de forma adiantada a primeira parcela no dia 14 de agosto, enquanto a segunda ocorreu em 15 de dezembro. À época, Camilo citou que mais de 181 mil servidores foram contemplados.
Já na Capital o benefício também antecipado pelo então prefeito Roberto Cláudio movimentou quase R$ 98 milhões. DIARIONORDESTE





