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Estruturalmente, as circunstâncias jogam a favor de Alckmin. A questão agora é saber se ele consegue reunir forças que estão dispersas

Publicada: 23/04/2018 - 8:06

Geraldo Alckmin: cenário pode jogar a favor do ex-governador de SP, mas…

O discurso contra a política exercitado por Marina Silva (Rede), Joaquim Barbosa (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL) é, a um só tempo, a maior força e a maior fraqueza dessas candidaturas. De saída, ele dificulta a composição com outras legendas, que não são bobas nem nada. Caso ajudem na eleição, na vitória do candidato em questão, sabem que não estará garantida a sua presença no poder. Convenham: nenhuma das legendas que estão aí à solta, à procura de um nome em que se escorar, poderia reivindicar o título de Academia de Platão. Por que dariam o seu contado dinheirinho da campanha eleitoral a figuras com esse perfil?

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As incertezas de 2018

Nos últimos 20 anos, ou cinco eleições, o principal embate foi entre PT e PSDB. Neste ano, os dois partidos mais competitivos do país nas eleições presidenciais, nessas duas décadas, estão feridos pelas investigações de corrupção. A incerteza será a marca desse processo e ela pode persistir até a boca da urna, os cenários eleitorais estão em aberto.

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Se é falsa, não pode ser notícia

A língua, por ser viva, presta-se por vezes a imprecisões e distorções que refletem ações e pensamentos de seus usuários. Repete-se, com frequência, o uso da expressão fake news, as chamadas notícias falsas. Por princípio, se são falsas, não podem ser chamadas de notícias. Notícia é uma produção técnica, submetida a princípios universais de precisão, verificação e comprovação, para citar alguns dos requisitos essenciais.

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Para Gustavo Franco, quem traduzir desejo anticorrupção vence a eleição

Flavia Lima
SÃO PAULO

Embora não acredite na oposição entre capital e trabalho, o Partido Novo se assemelha ao PT em sua formação: reúne uma base sólida de cerca de 20 mil pequenos empreendedores —os trabalhadores por conta-própria— que vestem entusiasmados a camisa laranja do partido.

O diagnóstico inusitado foi feito pelo economista Gustavo Franco, que deixou o PSDB em 2017 para aderir ao Novo, do candidato João Amoêdo.

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Arthur Virgílio sugere trocar Alckmin por Tasso

Num instante em que a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin desperta na cúpula do PSDB o entusiasmo de um velório, Arthur Virgílio, o prefeito tucano de Manaus, inaugurou no partido um movimento em favor da troca do candidato. Passou a defender que o tucanato escolha para representá-lo na sucessão de 2018 não o ex-governador de São Paulo, mas o senador cearense Tasso Jereissati.

“Tasso talvez não ganhe a eleição. Mas conduzirá a refundação do partido”, disse Virgílio ao blog na noite deste sábado. “E não está descartada a hipótese de o Tasso surpreender aos que esperam do PSDB um Alckmin comportadinho e derrotadinho.”

Em novembro do ano passado, quando ocupava a presidência do PSDB interinamente, Tasso falava em “refundar” o ninho. Foi destituído por Aécio Neves, então presidente licenciado do partido. Na sequência, Alckmin foi entronizado no comando partidário. Na última terça-feira, depois que Aécio virou réu no Supremo, Alckmin dedicou-se a chutar cachorro morto. Declarou que ficou “evidente” que Aécio perdeu as condições de pedir votos em 2018, seja para que cargo for.

Para Virgílio, o eleitor já não distingue o PSDB do PMDB, o que é muito ruim. Mas ele acha que há males que vêm para pior: “Se distinguisse seria muito pior para nós, por que o PMDB nunca despertou a esperança que o PSDB inspirou um dia.” Nesse cenário, declarou o prefeito, o tucanato precisa admitir que o risco de derrota é real. De resto, defende a adoção de providências imediatas para reduzir os danos.

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