Busque abaixo o que você precisa!

Datafolha: Castro vai a 36% e abre vantagem sobre Freixo (26%) no Rio

Italo Nogueira / FOLHAS DE SP
RIO DE JANEIRO

O governador Cláudio Castro (PL) apareceu pela primeira vez na liderança isolada das intenções de voto para o Governo do Rio de Janeiro, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), a dez dias do primeiro turno da eleição.

O candidato à reeleição marcou 36%, contra 26% do seu principal rival, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB). Trata-se da primeira vez que os dois não estão em empate técnico num levantamento do instituto.

Castro cresceu cinco pontos percentuais em relação à última pesquisa, realizada na semana passada. Freixo, por sua vez, oscilou um ponto para baixo em comparação com o levantamento anterior —a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

A sondagem, contratada pela Folha e pela TV Globo, foi realizada de terça-feira (20) a quinta-feira (22) e entrevistou 1.526 eleitores no estado. A pesquisa está registrada no TSE sob o número RJ-07687/2022.

O atual governador tem conseguido manter uma tendência de alta em suas intenções de voto desde o início da campanha. O movimento é alinhado à melhoria da avaliação de sua gestão, que atingiu aprovação de 32% neste levantamento, ante 28% na sondagem anterior.

Com o maior tempo de TV entre os candidatos, a evolução indica sucesso na estratégia de defender projetos de sua gestão. Castro tem se desvinculado do ex-governador Wilson Witzel, de quem era vice até substituí-lo devido a uma ação de impeachment, e dito que está à frente do estado há apenas dois anos.

Freixo, por sua vez, ainda não conseguiu se aproveitar da liderança do ex-presidente Lula (PT) no estado para melhorar de forma significativa seu desempenho nas pesquisas do Datafolha.

Castro também ampliou sua vantagem sobre o candidato do PSB num eventual segundo turno entre os dois. A diferença, que era de dois pontos percentuais, agora é de oito. O governador oscilou de 43%, na semana passada, para 46%, enquanto Freixo recuou de 41% para 38%.

Na simulação de primeiro turno, os dois líderes seguem distantes do ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT), que registrou 8%. Apoiado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), ele também não conseguiu melhorar o desempenho após 35 dias de campanha eleitoral. Neves está em empate técnico com o ex-governador Wilson Witzel (PMB), Cyro Garcia (PSTU), Eduardo Serra (PCB) e Juliete (UP), todos com 2%.

Paulo Ganime (Novo) e Luiz Eugênio (PCO) registraram 1% das intenções de voto.

Witzel registrou a candidatura, mas está inelegível devido à punição imposta no processo de impeachment que o afastou definitivamente do cargo em abril de 2021. Ele tenta reverter o impedimento na Justiça.

Declararam voto branco ou nulo 12% dos entrevistados, e 9% afirmaram estar indecisos.

Na pesquisa espontânea, em que não é apresentado nenhum cenário ao eleitor, Castro foi citado por 25% dos entrevistados, e Freixo, por 16%. Neves foi mencionado por 3%, e disseram "atual governador", 2%.

As taxas de rejeição se mantiveram estáveis. Quase metade dos entrevistados (49%) declarou que não votaria de jeito nenhum em Witzel. Freixo tem rejeição de 27%, e Castro, 21%. Depois, aparecem Juliete e Garcia (14% cada um), Serra e Ganime (10% cada um), Luiz Eugênio e Neves (9% cada um).

Witzel é o candidato mais conhecido dos eleitores, ao lado de Freixo (81%), seguido de Castro (80%), Neves (52%), Garcia (51%), Serra (32%), Ganime (23%), Juliete (15%) e Luiz Eugênio (10%).

Datafolha: Zema cai, e diferença para Kalil recua de 28 para 20 pontos em Minas

Felipe Bächtold / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

A dez dias do primeiro turno, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), segue na liderança na disputa no estado, mas sua vantagem sobre Alexandre Kalil (PSD) recuou em relação à semana passada.

Pesquisa Datafolha realizada de terça (20) a quinta-feira (22) mostra Zema com 48%, ante 28% de Kalil.

Na sondagem anterior, o placar estava em 53% a 25%. A vantagem do candidato à reeleição chegou a 30 pontos há três semanas e agora está em 20. Na terceira posição se mantém o senador Carlos Viana (PL), que tinha 5% e agora tem 4%. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Nesta rodada, marcaram 1% Vanessa Portugal (PSTU), Renata Regina (PCB) e Cabo Tristão (PMB).

Brancos e nulos somam 8%. A cifra de indecisos, importante indicador sobre as chances de reviravolta às portas da votação, está em 9%. Dizem que ainda podem mudar de voto 30% dos entrevistados.

Apesar da rodada favorável, Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte e apoiado pelo ex-presidente Lula (PT), segue com dificuldade para reduzir sua taxa de rejeição. Ele sempre tem aparecido à frente nesse item da pesquisa: agora, 31% do eleitorado não votaria nele de jeito nenhum, contra 22% de Zema.

Os resultados indicam também que o eleitor está montando uma "chapa própria" para a eleição, desvinculando a disputa estadual da nacional. Zema, que é crítico do PT e se projetou na política na onda bolsonarista de 2018, também tem apoio entre eleitores de Lula. Nesse segmento do eleitorado mineiro, 30% afirmam que votarão no atual governador, ante 47% de Kalil.

Formalmente, o governador apoia o presidenciável de seu partido, Felipe d'Avila. Nesta semana, Zema, em entrevista à Folha, criticou tanto o PT quanto Jair Bolsonaro (PL), mas afirmou que diz ao atual presidente da República que "continua apoiando e admirando parte do governo" dele.

O Datafolha também fez uma simulação de segundo turno entre os dois principais candidatos mineiros. Nela, Zema vence Kalil por 55% a 36%. Na semana passada, o governador tinha 60% ante 33% do rival.

O instituto pesquisou ainda a avaliação do eleitorado sobre o governo Zema. Disseram que o trabalho dele é ótimo ou bom 48% dos entrevistados, ante 16% que consideram a gestão ruim ou péssima. A avaliação positiva recuou em relação às últimas pesquisas —era de 56% na semana passada.

O Datafolha ouviu 1.512 eleitores em 81 municípios mineiros. A pesquisa, contratada pela Folha e pela TV Globo, está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-08517/2022.

Pesquisa Ipec Ceará: Elmano tem 30%; Capitão Wagner tem 29%; Roberto Cláudio, 22%

Igor Cavalcante, / DIARIONORDESTE

 

A terceira rodada da pesquisa Ipec para a disputa do Governo do Ceará indica um empate técnico na liderança entre Elmano de Freitas (PT) e Capitão Wagner (União Brasil), com o petista numericamente à frente.

 

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (22), apontam Elmano com 30% das intenções de votos. Capitão Wagner aparece em seguida, com 29%. Roberto Cláudio (PDT) é apontado por 22% dos entrevistados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. 

A pesquisa foi encomendada pela TV Verdes Mares e ouviu 1.200 pessoas, no Estado do Ceará, entre os dias 19 e 21 de setembro, com eleitores que declararam ter votado em eleições passadas. A soma dos percentuais pode não totalizar 100% em decorrência de arredondamentos. 

 

O candidato Zé Batista (PSTU) e Chico Malta (PCB) têm 1% das intenções de votos cada. Serley Leal (UP) não pontuou. Brancos e nulos representam 9% dos entrevistados. Outros 8% disseram não saber ou não responderam à pesquisa. O nível de confiabilidade é de 95%. 

 

SE A ELEIÇÃO PARA GOVERNADOR DO CEARÁ FOSSE HOJE E OS CANDIDATOS FOSSEM ESTES, EM QUEM O(A) SR.(A) VOTARIA? (ESTIMULADA %):    

  • Elmano Freitas (PT): 30% 
  • Capitão Wagner (União): 29%
  • Roberto Cláudio (PDT):  22%
  • Chico Malta (PCB):  1%
  • Zé Batista (PSTU):  1%
  • Serley Leal (UP): 0%
  • Branco/Nulo: 9%
  • Não sabe/Não respondeu: 8%

O levantamento foi realizado pelo instituto Ipec Inteligência e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob número BR-02694/2022 e no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) sob protocolo CE-03914/2022. O nível de confiança estimado é de 95%. Ao todo, foram ouvidos 1.200 eleitores, de forma presencial, de 56 municípios cearenses.  

 

RODADAS ANTERIORES DA PESQUISA IPEC 

 

primeira pesquisa Ipec para o Governo do Estado foi divulgada no último dia 1º de setembro. Nela, Capitão Wagner e Roberto Cláudio estavam tecnicamente empatados. O candidato do União Brasil estava numericamente à frente, com 32% das intenções de votos, Roberto Cláudio tinha 28% e Elmano de Freitas (PT) era apontado por 19% dos entrevistados. 

À época, Zé Batista tinha 1% das intenções de votos. Chico Malta (PCB) e Serley Leal (UP) não pontuaram. Brancos e nulos representavam 10% dos entrevistados. Outros 10% diziam não saber ou preferiram não responder à pesquisa. 

 

Já a segunda rodada da pesquisa Ipec foi divulgada no último dia 9 de setembro. Nela, Wagner aparecia na liderança isolada, com 35% das intenções de votos. Elmano aparecia em seguida, com 22%. Roberto Cláudio era apontado por 21% dos entrevistados, em situação de empate técnico com o adversário do PT. 

 

Zé Batista (PSTU) e Chico Malta (PCB) tinham 1%. Serley Leal (UP) não pontuou. Brancos e nulos representavam 9%, outros 12% diziam não saber ou não responderam à pesquisa. 

 

REJEIÇÃO  

 

Os entrevistados também responderam sobre quais candidatos “não votariam de jeito nenhum”. Nesse quesito, o candidato Capitão Wagner (União) aparece com 35% de rejeição. Em seguida, vem Zé Batista (PSTU), com 18%.  

Com 17% de rejeição, aparece Elmano de Freitas (PT). Em seguida, Roberto Cláudio (PDT), com 16%, e Chico Malta (PCB), com 15%. Serley Leal (UP) tem 11%. Há ainda 4% que disseram poder votar em todos. Não souberam ou preferiram não opinar correspondem a 18% dos entrevistados.

Na primeira rodada da pesquisa, Capitão Wagner tinha 29% de rejeição. Em seguida, apareciam Roberto Cláudio e Zé Batista, ambos com 18%. Com 16% de rejeição, vinham, em seguida, Elmano de Freitas e Chico Malta. Dos entrevistados, 11% diziam que não votariam em Serley Leal "de jeito nenhum". Havia ainda 7% que diziam poder votar em todos. Outros 23% não souberam ou preferiram não opinar. 

 

Na segunda rodada, Wagner apareceu com 29% de rejeição. Elmano e Zé Batista tinham 17%. Com 16% de rejeição, aparecia Roberto Cláudio. Em seguida, Chico Malta, com 15%, e Serley Leal, com 8%. Havia ainda 4% dos eleitores dizendo que podiam votar em todos os candidatos. Não sabiam ou preferiam não opinar representavam 21% dos entrevistados. 

 

Os participantes das pesquisas podem citar mais de um candidato, portanto os resultados somam mais de 100%.  

 

ESPONTÂNEA  

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos, Elmano de Freitas (PT) tem 24%. Já Capitão Wagner (União) e Roberto Cláudio (PDT) aparecem em seguida com 20% e 13%, respectivamente. Chico Malta (PSTU) somou 1% das intenções. Serley Leal (UP) e Zé Batista (PSTU) não pontuaram.  

 

Outros nomes foram citados por 1% dos entrevistados. Brancos e nulos somam 7%. De todos os eleitores ouvidos pela pesquisa, 34% disseram não saber ou preferiram não opinar. 

 

Na primeira rodada do levantamento, Capitão Wagner pontuava com 15%, Elmano de Freitas e Roberto Cláudio tinham 11%. Chico Malta (PCB), Serley Leal (UP) e Zé Batista (PSTU) não foram citados pelos eleitores. Outros nomes foram citados por 8% dos entrevistados. Brancos e nulos somavam 6%. De todos os eleitores ouvidos pela pesquisa, 50% diziam não saber ou preferiram não opinar. 

 

Na segunda rodada, Capitão Wagner estava tecnicamente empatado com Elmano de Freitas, apresentando 22%, enquanto o petista acumulava 17% das intenções de votos. Roberto Cláudio, com 13%, estava tecnicamente empatado com Elmano. Chico Malta e Zé Batista não pontuaram. Serley Leal não foi citado pelos eleitores. Outros nomes foram citados por 3% dos entrevistados. Brancos e nulos somavam 8%. De todos os eleitores ouvidos pela pesquisa, 37% diziam não saber ou preferiram não opinar.

Datafolha: Haddad tem 34%, e Tarcísio se isola em 2º com 23% em SP

SÃO PAULO

Fernando Haddad (PT) mantém a liderança na disputa pelo Governo de São Paulo, mas seu índice de intenção de votos oscilou para baixo, de 36% para 34%, dentro da margem de erro, segundo nova pesquisa Datafolha.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) variou para cima, de 22% para 23%, e Rodrigo Garcia (PSDB) manteve os 19% do levantamento anterior.

A diferença entre os dois está no limite máximo da margem de erro, em que uma situação de empate é improvável, segundo o Datafolha.

 

Na última rodada da pesquisa, há uma semana, a briga por uma vaga no segundo turno se acirrou entre Rodrigo, que subira quatro pontos, e Tarcísio, que variara um ponto para cima na ocasião.

A nova pesquisa Datafolha, contratada pela Folha e pela TV Globo, ouviu 2.000 pessoas, em 86 cidades do estado, de terça-feira (20) a quinta-feira (22). A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número SP-07041/2022.

O resultado vem após três confrontos diretos entre os candidatos em debates da TV —o último foi no sábado (17)— e depois de as campanhas terem subido o tom contra adversários nos programas veiculados em rádio e TV.

Rodrigo tem gastado sua munição contra Tarcísio, associando-o ao machismo de Jair Bolsonaro (PL) e a candidatos bolsonaristas polêmicos, além de explorar o fato de que o candidato nasceu no Rio de Janeiro. Nesta quinta, o candidato do Republicanos não soube responder onde é seu local de votação em São José dos Campos (SP).

Tarcísio também tem peças dedicadas a ligar o governador ao seu antecessor João Doria (PSDB), de quem era vice, e que criticam os resultados de São Paulo na segurança pública.

Nesta rodada, Carol Vigliar (UP), Gabriel Colombo (PCB), Elvis Cezar (PDT), Antonio Jorge (DC) e Edson Dorta (PCO) marcam 1% cada. Vinicius Poit (Novo) e Altino (PSTU) não pontuaram.

Brancos e nulos se mantiveram em 11%, e os indecisos, 9% (eram 7%).

No segundo turno, a pesquisa mostra um cenário mais apertado entre Haddad e Rodrigo (5 pontos) do que entre o petista e Tarcísio (11 pontos), o que tem estimulado a estratégia tucana de pregar o voto útil no governador contra o PT.

Haddad tem 46% contra 41% de Rodrigo (era 47% a 41%, uma diferença de 6 pontos, na última pesquisa). Entre Haddad e Tarcísio, o placar é de 49% a 38% a favor do petista (antes era de 54% a 36%, diferença de 18 pontos).

Se a segunda etapa ocorrer entre Haddad e Tarcísio, os eleitores de Rodrigo iriam para Tarcísio (45%) e Haddad (35%).

Já se o segundo turno for entre Haddad e Rodrigo, os eleitores de Tarcísio declaram migrar para o tucano em sua maioria (67%) ante 11% para o petista.

Segundo a pesquisa espontânea, em 15 de setembro eram 44% os que não sabiam em quem votar (índice que vem caindo desde junho, quando eram 72%). Agora, 41% não sabem dizer em qual candidato irá votar.

Ainda de acordo com a pesquisa espontânea, Haddad marca 21% (tinha 19%), Tarcísio 13% (12%) e Rodrigo mantém 9%.

O levantamento mostra ainda que 62% dos entrevistados dizem estar decididos sobre seu voto, enquanto 37% ainda podem mudar. Há uma semana, eram 62% os convictos e 38% os voláteis.

Os eleitores de Haddad e Tarcísio são os mais convictos. São 67% de decididos para ambos, enquanto 32% do ex-prefeito podem mudar e 33% do ex-ministro podem mudar. Para Rodrigo, as marcas são de 59% a 41%, respectivamente.

O ranking dos candidatos enquanto segunda opção de voto tem Rodrigo (20%), Haddad (15%) e Tarcísio (14%), seguidos de Carol (7%), Gabriel (3%) e Elvis, Poit, Antonio, Altino e Dorta (2% cada).

A segunda opção de eleitores de Haddad é Rodrigo (para 26%) e Tarcísio (para 20%). Entre eleitores de Tarcísio, a divisão é: 37% para Rodrigo e 15% para Haddad. Já a segunda opção de voto dos eleitores de Rodrigo é Haddad (para 30%) e Tarcísio (26%).

No total, 56% dos entrevistados não sabe o número do seu candidato ao Governo de São Paulo —40% acertam e 4% erram.

Os eleitores de Haddad são os que mais acertam (53%) ante 46% que não sabem e 1% que erra. Para Tarcísio, 56% não sabem, 36% acertam e 7% erram. Já entre os que votam em Rodrigo, 60% não sabem o número, 34% acertam e 5% erram.

Haddad continua sendo o candidato mais conhecido (por 92% dos entrevistados), embora a parcela daqueles que declaram conhecer Tarcísio e Rodrigo tenha subido de 56% para 60%.

Em seguida, os mais conhecidos são Poit (16%), Gabriel (13%), Dorta (11%), Altino (10%), Elvis (10%), Carol (10%) e Antonio (8%).

A taxa de rejeição tem relação com o nível de conhecimento dos candidatos pela população. O mais rejeitado é Haddad —39% declaram que não votariam nele de jeito nenhum.

Tarcísio e Rodrigo, que são igualmente conhecidos, têm taxas de rejeição diferentes —27% para o bolsonarista e 19% para o tucano.

Entre os postulantes que têm 1% ou menos das intenções de voto, o índice de rejeição é de 19% para Altino, 16% para Elvis e Antonio, e 15% para Edson, Gabriel, Poit e Carol. Há 3% que rejeitam todos, e 12% que não sabem.

A pesquisa mostra ainda que a avaliação do governo Rodrigo Garcia interrompeu a trajetória de alta. O tucano assumiu o Palácio dos Bandeirantes em abril.

O tucano tem a gestão considerada ótima ou boa por 27% (eram 31%). Outros 15% (antes 13%) a avaliam como ruim ou péssima.

Há ainda 46% que consideram o trabalho de Rodrigo regular (eram 42%), e 12% (13%) não sabem.

folha de sp

 

Ciro diz que votar em candidato corrupto é 'coisa inútil'; Moro critica ataques a pedetista

Principal alvo da campanha em defesa do voto útil no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pedetista Ciro Gomes afirmou nesta quinta-feira (22) que "votar em candidato corrupto é uma coisa inútil".

Ciro participou de uma reunião com embaixadores da União Europeia no Brasil na sede da delegação, em Brasília. Ao chegar, ele foi perguntado sobre a ofensiva de apoiadores do petista para que a eleição termine no primeiro turno.

"Eu sou a favor do voto útil. Nós temos que fazer do nosso voto uma coisa útil contra a corrupção", disse.

"Então votar em candidato corrupto é uma coisa inútil. Mais do que isso, compromete o futuro da nação brasileira. E é isso que o PT e o [presidente Jair] Bolsonaro não querem. Eles gostariam muito de que as pessoas entenderem que voto útil é você esquecer determinadas questões graves, como a corrupção, o mesmo modelo econômico trágico que produziu desemprego em massa, inadimplência das famílias humilhante para 66,6 milhões de pessoas."

Evaristo Sa/AFP
O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) em Brasília
O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) em Brasília

Ciro afirmou ainda que, se fosse "a irrelevância com que quiseram me tratar, eu não estaria tendo o tratamento preferencial dos fascistas de direita e de esquerda no Brasil."

Ao final da reunião, Ciro voltou a falar com jornalistas e afirmou que os embaixadores expressaram preocupação com ruptura democrática no país e com a Amazônia. Ele voltou a falar dos dois líderes das pesquisas de intenção e voto e afirmou que Lula e Bolsonaro são "dois corruptos". "Eu vou votar num corrupto à força de que?"

Mais cedo, em uma rede social, o ex-juiz Sergio Moro, que foi ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, expressou solidariedade ao que viu como ataques contra Ciro.

"A campanha de ataque ao Ciro Gomes é mais uma demonstração da natureza totalitária do PT. Querem destruir todos que se opõem ao partido. Não sou eleitor do Ciro, mas fica o alerta", indicou Moro. (Danielle Brant) FOLHA DE SP

Compartilhar Conteúdo

444