Marina Silva, a candidata invisível: os desafios de uma campanha sem dinheiro, sem tempo de TV e sem alianças Leia mais: https://epoca.globo.com/marina-silva-candidata-invisivel-os-desafios-de-uma-campanha-sem-dinheiro-sem-tempo-de-tv-sem-aliança
Sem o séquito de costume, a ex-senadora Marina Silva chegou abatida a um ginásio de esportes em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, numa noite do começo de julho. Vinha de uma sequência interminável de compromissos, com o visual de sempre: trajes neutros — casaco branco de risca de giz e calça azul-marinho —, cabelo amarrado num coque e olheiras disfarçadas por uma maquiagem suave. Ao discursar para uma plateia de cerca de 300 pessoas, errou um nome — Almickin por Alckmin —, trocou a idade de um correligionário — 60 em vez de 70 — e fundiu as palavras Deus e Jesus — Jeus. A campanha nem bem começou e Marina já está cansada. Sem dinheiro, acorda às 4 horas da manhã para pegar o voo mais barato do dia e dorme de favor na casa de apoiadores quando viaja para compromissos.
Governabilidade do próximo presidente: condições e pressupostos
A palavra governabilidade refere-se às próprias condições substantivas ou materiais de exercício do poder e de legitimidade do Estado e do seu governo, ambas derivadas da postura governamental diante da sociedade civil e do mercado.
Nessa perspectiva, a governabilidade diz respeito à autoridade política do Estado em si, entendida como a capacidade que este tem para agregar os múltiplos interesses dispersos pela sociedade e apresentar-lhes um objetivo comum para curto, médio e longo prazos, e depende da relação entre a autoridade e as instituições de governo, bem como do poder das instituições que a ele se opõem.
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O Brasil precisa de seus eleitores
Numa eleição tão fundamental para o destino do Brasil, pesquisas apontam que os votos brancos e nulos lideram a preferência dos eleitores. É uma posição compreensível diante de tudo o que vimos e vemos na política. Mas é também muito triste e traz alto risco.
Não podemos abdicar das urnas e desistir da luta. Mais do que nunca, o Brasil precisa dos nossos votos.
Não há nada mais cruel que o desemprego, a pessoa querer trabalhar e não conseguir. É desesperador não ter acesso à assistência médica ou se sentir diariamente ameaçado pela violência. As notícias sobre a corrupção e os privilégios são revoltantes.
Egolatria
“Vim para confundir, não para explicar”, brincava o velho guerreiro Chacrinha, que parece ter inspirado a estratégia do PT nessa disputa presidencial.
Arriscar ter a chapa impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas para ganhar mais 10 dias sem definir o substituto de Lula é exemplar da egolatria que marca sua liderança, e o máximo da idolatria por parte dos petistas, todos caminhando para um suicídio coletivo, que pode até significar a não participação do PT na disputa presidencial.
Talvez seja mesmo isso que Lula quer, tentar fixar para a história que a eleição deste ano não foi legítima porque não o deixaram participar. Sem ele, não existe o PT, parece querer dizer para seu público interno.

