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A direita veio para ficar e até ousa dizer seu nome

Retomo o tema que Vinicius Mota pôs sabiamente na roda nesta segunda-feira (17), ao tratar do avanço do que ele chama de “direita popular".

Vinicius escreve —e acho que tem razão— que “a despeito do resultado do capitão [Jair Bolsonaro] no dia 7, a corrente de opinião que hoje o sustenta veio para ficar".

Pode-se lamentar que assim seja, mas ignorar essa possibilidade é tolice, ainda mais se se levar em conta o avanço na Europa de correntes similares. E também nos Estados Unidos, com a vitória de Donald Trump, que muita gente compara a Bolsonaro. Não acho que sejam comparáveis mas que uma “direita popular” ganhou nos Estados Unidos, é óbvio.

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Decisão de proibir doação de empresas não eliminou influência da elite econômica

Bruno Carazza / FOLHA DE SP

Somos 147.302.357 eleitores aptos a decidir o futuro do país daqui a 20 dias. Está em nossas mãos escolher aqueles que poderão iniciar o duro caminho rumo à superação da crise ou, para os pessimistas, aqueles que nos empurrarão definitivamente para o colapso social.

Apesar da descrença com os partidos e políticos, é inegável que o interesse pela política no Brasil vem crescendo nos últimos anos. Desde as manifestações de junho de 2013, passando pela acirrada disputa eleitoral de 2014, as mobilizações pelo impeachment de Dilma e o movimento “Fora, Temer”, para o bem e para o mal a política voltou a ser assunto de mesa de bar, almoço de família e, claro, redes sociais.

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Bolsonaro tenta polarizar com Haddad e imunizar-se contra veneno de Alckmin

Num instante em que seus rivais se engalfinham no pelotão intermediário das pesquisas, a uma distância de mais de dez pontos percentuais, Jair Bolsonaro já esboça uma estratégia para o segundo turno. Expôs as linhas gerais de sua tática em timbre choroso, numa transmissão ao vivo pela internet neste domingo.

Deitado no leito da unidade de tarapia semi-intensiva do hospital Albert Einstein, Bolsonaro dobrou sua aposta na polarização com o PT. Parece preocupado em não perder terreno para Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Marina Silva, que também levaram o PT à alça de mira desde que Fernando Haddad, substituto de Lula, começou a ascender nas pesquisas.

De resto, Bolsonaro soou como se estivesse empenhado em desenvolver uma vacina capaz de imunizá-lo contra o veneno de Geraldo Alckmin. O tucano vem se referindo a ele em entrevistas e sabatinas como “um passaporte para a volta do PT” ao Planalto.

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Bolsonaro lidera corrida presidencial em pesquisa CNT/MDA

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) lidera as intenções de voto à Presidência na pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (17).

O capitão reformado aparece com 28,2% da preferência do eleitorado, seguido por Fernando Haddad (PT), com 17,6%, e Ciro Gomes (PDT), com 10,8%.

O resultado indica crescimento nas intenções de voto a Bolsonaro, que aparecia com 18,3% na última edição da pesquisa, divulgada em agosto

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, é o quarto colocado na pesquisa, com 6,1% das intenções de voto, e aparece tecnicamente empatado com Marina Silva (Rede), que tem 4,1%.

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Haddad volta à cadeia para receber instruções

Uma semana depois de ser confirmado como presidenciável do PT, Fernando Haddad exercitará sua lulodependência em nova visita ao mentor-presidiário nesta segunda-feira. O hipotético cabeça da chapa petista vai receber instruções de Lula, o cérebro de sua campanha, na cela da superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Nos últimos 40 dias, Haddad visitou a cela especial de Lula meia dúzia de vezes. Seu ingresso nas dependências da PF é assegurado por uma farsa. Advogado bissexto, Haddad revalidou seu registro profissional para ser incluído no rol de defensores de Lula. Nas suas visitas, cuida de política, não da defesa do preso.

Graças à complacência das autoridades judiciárias, a cela de Lula tornou-se o comitê central da campanha presidencial do PT. Mal comparando, Lula age como os líderes de facções criminosas. Condenado a 12 anos e um mês de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro, transformou a cadeia em escritório político. JOSIAS DE SOUZA

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