Verba pública que bancou candidatura cenográfica de Lula não foi devolvida
Até o momento, o PT já gastou em sua campanha presidencial algo como R$ 26 milhões. Dinheiro majoritariamente público. O grosso serviu para cobrir despesas da candidatura-fantasma de Lula. E o partido trata a verba do contribuinte como pasta de dente que deixou o tubo. Não cogita devolver. Incorporou as cifras à contabilidade da campanha do substituto Fernando Haddad. E espera que tudo fique por isso mesmo.
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Ministro do TSE suspende propaganda do PT com mensagem de Lula
Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo
17 Setembro 2018 | 20h20 o estadão
O ministro Sérgio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu suspender a veiculação de uma propaganda da campanha presidencial do PT exibida na última quinta-feira (13) na TV com mensagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado na Operação Lava Jato. Banhos atendeu a um pedido formulado pela defesa do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, e da coligação “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, formada por PSL e PRTB.
Para Bolsonaro e sua coligação, a peça publicitária enaltece a figura de Lula, deixando à margem a figura do ex-ministro Fernando Haddad (PT), que assumiu a cabeça da chapa.
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A direita veio para ficar e até ousa dizer seu nome
Retomo o tema que Vinicius Mota pôs sabiamente na roda nesta segunda-feira (17), ao tratar do avanço do que ele chama de “direita popular".
Vinicius escreve —e acho que tem razão— que “a despeito do resultado do capitão [Jair Bolsonaro] no dia 7, a corrente de opinião que hoje o sustenta veio para ficar".
Pode-se lamentar que assim seja, mas ignorar essa possibilidade é tolice, ainda mais se se levar em conta o avanço na Europa de correntes similares. E também nos Estados Unidos, com a vitória de Donald Trump, que muita gente compara a Bolsonaro. Não acho que sejam comparáveis mas que uma “direita popular” ganhou nos Estados Unidos, é óbvio.
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Pesquisa reforça a polarização hospital X cadeia
Faltam 20 dias para o desfecho do primeiro turno da eleição presidencial. E são cada vez mais fortes os sinais de que o segundo turno pode ser extremista. De um lado, Bolsonaro. Do outro, Haddad. Pesquisa CNT/MDA atribui ao capitão 28,2% das intenções de voto. E acomoda o “poste” petista numa sólida segunda posição, com 17,6%, muito à frente de Ciro (10,8%), Alckmin (6,1%) e Marina (4,1%). Esboça-se uma polarização sui generis: Hospital X Cadeia.


