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Padres usam missas e redes sociais para apoiar Bolsonaro e Haddad

Anna Virginia Balloussier / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT)? Não são só mesas de bares e grupos de WhatsApp que têm se dividido sobre a eleição mais polarizada do Brasil nas últimas décadas.

Missas e redes sociais vêm servindo de termômetro para o cisma político dentro da Igreja Católica, com padres e até bispos tomando partido, apesar de o direito canônico desestimular posicionamentos de natureza política.

Nesta quarta-feira (17), dom Orani Tempesta, bispo da Arquidiocese do Rio, se encontrará com Bolsonaro, dois dias após seu bispo auxiliar, dom Antônio Augusto Dias Duarte, passar uma hora na casa do candidato do PSL —que tratou de publicar a foto com o religioso em seu Twitter. 

Duas figuras populares do clero local já fizeram acenos ao capitão reformado: Jorjão e Omar Raposo (reitor do santuário sob os pés do Cristo Redentor), tidos como padres popstar e amigos de celebridades como Zeca Pagodinho e Elba Ramalho, visitaram o presidenciável esfaqueado no hospital. A foto viralizou entre bolsonaristas.

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O início do fim da era progressista no Brasil

Um dos maiores medos dos progressistas é ver uma ascensão ao poder de conservadores de maneira propositiva e organizada. Na leitura de alguns desses progressistas, como a base majoritária da sociedade brasileira é conservadora, uma vez que o vínculo entre eleitorado conservador e seu eleito conservador se restabelece, ficará difícil rompê-lo de maneira naturalO resultado das últimas eleições denota o início do fim da era progressista no Brasil.

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A eleição delirante

Bolsonaro não é fascista, e sua eleição não imporá um regime de exceção. Isso é confortável delírio na boca de perdedor nunca capaz de compreender o adversário, e desespero sem vergonha de quem, representante de um partido para cujo projeto de permanência no poder pilhou-se o Estado, ora se apresenta como merecedor de um voto moralmente superior. Aliás, a pregação do deputado como nazistão serve de gatilho libertador para que muitos constrangidos com a roubalheira lulopetista possam agora votar no PT maquiados de “ele não” e olhar desde cima a forma como os bárbaros, os que não votam no cavalo de presidiário, jogam o país na incerteza.

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Vingança dos irmãos Gomes mostra ao PT que empulhação eleitoral tem limites

Igor Gielow / FOLHA DE SP

Se vingança é um prato que se come frio, é bom alguém do PT lembrar que talvez os irmãos Gomes sejam apreciadores de sashimi para pronta entrega.

Ciro se picou para a Europa, e Cid usou toda a elegância típica do clãpara enterrar de vez o cadáver natimorto da tal "frente democrática" —a predileção do PT pelo monopólio da moral pública enquanto exerce prestidigitação é comovente.

Nada mais previsível. Mesmo quando, lá em 1815, Ciro e Fernando Haddad se encontraram para uma conversa que acendeu esperanças naqueles desejosos de ver algo que não fosse visto como uma candidatura teleguiada da cadeia por Lula, o teatro era ilusório.

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ANÁLISE: Crescimento de Bolsonaro é mais vigoroso que ritmo de Haddad

Rodrigo Augusto Prando*, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2018 | 05h00

A primeira pesquisa Ibope/Estado/TV Globo do segundo turno das eleições 2018, divulgada na segunda-feira, 15, indica Bolsonaro com 59% e Haddad com 41% dos votos válidos, ou seja, excluindo os votos nulos, brancos e indecisos. Uma vantagem enorme para Bolsonaro, cuja força política foi sentida ao final do primeiro turno, não apenas, aqui, na disputa presidencial, mas, especialmente, na força do PSL, elegendo a segunda maior banca da Câmara.

Na votação para o segundo turno, há os seguintes recortes: sexo, idade, escolaridade e renda familiar. Nestes dois últimos, Haddad tem maior intenção de votos entre os mais pobres – que ganham até 1 salário mínimo –  e entre os menos escolarizados –  que cursaram até a quarta série. Contudo, mesmo nestes recortes, Bolsonaro ganha de Haddad em todos os outros segmentos de renda e de escolaridade. O ex-capitão, também, lidera nos recortes sexo e idade. Com isso, pode-se depreender que o ritmo do candidato do PSL é mais vigoroso que o ritmo do petista, até mesmo no “potencial de voto” e na “certeza do voto”. Bolsonaro tem um eleitor mais convicto e Haddad, por sua vez, já é mais rejeitado que Bolsonaro. 

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