Vítima de fake news, PT 'experimenta veneno que espalhou', dizem adversários
BRASÍLIA — Obstáculo ao crescimento de Fernando Haddad (PT) nesta reta final de campanha, a onda de fake news que se alastra na corrida eleitoral já foi um importante propulsor de votos para petistas em eleições passadas. A constatação é de adversários políticos do PT que, em outras corridas eleitorais, em sua maioria do PSDB , sofreram com a tática de desinformação nas redes sociais, na TV, no telemarketing e noWhatsApp . Para eles, o petismo experimenta, agora, o “veneno que espalhou” no passado.
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Empresário repercute reportagem da Folha e promete resposta em rede social
São Paulo - Em vídeo no Facebook, o empresário Luciano Hang se pronunciou sobre reportagem da Folha, que revela a compra de pacotes de disparos anti-PT em massa no WhatsApp. A prática é ilegal.
"Isto aqui é o verdadeiro fake news, pessoal", disse Hang, que afirmou que não faz nada de errado.
O empresário disse que seu conteúdo é feito com um "celularzinho" e repassado aos seus contatos.
"É um conteúdo lúdico, é um conteúdo que apresenta a verdade", declarou, acrescentando que ele dará uma resposta à reportagem em uma transmissão ao vivo no Facebook às 17h.
Bolsonaro põe ‘mão na faixa’ e calça salto agulha
Jair Bolsonaro escalou um salto mais alto do que recomenda a prudência. Fez isso ao declarar o seguinte: “Nós estamos com uma mão na faixa. Ele (Fernando Haddad) não vai tirar 18 milhões de votos daqui a dois domingos.” Um presidenciável como Bolsonaro, com vantagem confortável nas pesquisas, não precisa calçar mocassim. Mas faria um bem a si mesmo se trocasse o modelo agulha em que subiu por um discreto salto anabela, mais compacto e seguro.
'Apoio voluntário é algo que o PT desconhece', diz Bolsonaro após reportagem sobre financiamento de campanha contra o PT
São Paulo - O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, usou sua conta no Twitter para mais um ataque ao PT após denúncia publicada pela Folha sobre a compra de pacotes de propaganda contra o PT via WhatsApp por empresários que o apoiam.
"Apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita. Sempre fizeram política comprando consciências. Um dos ex-filiados de seu partido de apoio, o PSOL, tentou nos assassinar. Somos a ameaça aos maiores corruptos da história do Brasil. Juntos resgataremos nosso país!", afirma o post.
Promessas não reativam obras
O Estado de S.Paulo
17 Outubro 2018 | 05h00
Os dois candidatos à Presidência prometem reativar obras paradas para criar empregos a curto prazo, um objetivo especialmente importante num país com mais de 12 milhões de desocupados. Esse parece um bom começo para um programa de reanimação da economia. Mas cumprir a promessa pode ser muito mais trabalhoso do que indicam os discursos de campanha. O novo presidente vai encontrar o Tesouro Nacional em muito mau estado e com pouquíssimo dinheiro para investir. Além disso, terá de ser muito cauteloso para evitar um estouro do déficit primário, por enquanto limitado legalmente a R$ 139 bilhões. Mas falta de recursos para investimento é só parte do problema. Será preciso conhecer de forma detalhada o quadro das obras interrompidas.

