O deboche do preposto
O Estado de S.Paulo
24 Outubro 2018 | 05h00
O candidato Fernando Haddad, preposto do presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, acaba de explicar como vê a ligação do seu partido com o crime. Durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, o candidato petista fez a seguinte declaração, em referência aos atos de corrupção praticados por dirigentes do PT: “Houve crime? Na minha opinião, provavelmente, sim”.
É de perguntar o que falta ao poste de Lula para ele ter certeza dos crimes cometidos pelo PT e por seus dirigentes. Se não foi suficiente o que até agora veio à tona para formar no candidato petista a plena convicção de que sua legenda esteve envolvida em muitos crimes, o que mais será preciso?
Jovem que relatou ter sido marcada na barriga em Porto Alegre é indiciada por falsa comunicação de crime
A Polícia Civil indiciou, na manhã desta quarta-feira (24), por falsa comunicação de crime a jovem que registrou ocorrência em 8 de outubro em Porto Alegre relatando ter sido marcada na barriga por um canivete. O inquérito foi concluído após o delegado Paulo Cesar Jardim receber o laudo pericial que indica que as lesões foram produzidas "ou pela própria vítima ou por outro indivíduo com o consentimento da vítima ou, pelo menos, ante alguma forma de incapacidade ou impedimento da vítima em esboçar reação".
Foram analisados 23 traços no corpo da mulher. Em alguns deles, a perícia diz que corresponderam a "arranhões".
'Lula só quis fortalecer a si, nunca fez questão que Haddad ganhasse a eleição', diz Dornelles
Na última quinta-feira, o vice-governador do Rio de Janeiro Francisco Dornelles (PP) me recebeu no Palácio Guanabara. Pedi o papo para falar da campanha eleitoral desse ano e do desfecho que se anuncia para a votação no próximo domingo.
Conversamos sobre Jair Bolsonaro (seu correligionário no PP por quase duas décadas) e projetamos cenários para um eventual governo a partir de janeiro. Também tratamos de PT e Lula, PSDB e a batalha do segundo turno no Rio entre Wilson Witzel e Eduardo Paes.
Aos 83 anos, Dornelles está de saída da vida pública. Ele é o mais longevo político brasileiro em atividade — já foi ministro da Fazenda, Desenvolvimento e Trabalho, além de ter passado pelo Congresso Nacional como deputado e senador. Preferiu não se candidatar depois de quatro anos na impopular administração de Luiz Fernando Pezão à frente do Governo do Estado.
73% dizem que não receberam conteúdo no WhatsApp com críticas ou ataques a candidatos na semana antes do 1º turno, diz Ibope
Pesquisa Ibope para presidente divulgada nesta terça-feira (23) também perguntou aos eleitores se eles reberam conteúdo com críticas ou ataques a algum candidato à presidência pelo WhatsApp na semana que antecedeu o primeiro turno.
A pergunta feita pelo Ibope foi: "Sem considerar a propaganda eleitoral gratuita, o(a) sr(a) recebeu conteúdo com críticas ou ataques a algum candidato à Presidência pelo WhatsApp, na semana que antecedeu a disputa do primeiro turno? (Caso sim) E o(a) sr(a) recebeu conteúdo pelo WhatsApp contra qual(is) candidato(s)?".
Os resultados para a pergunta acima foram:
Haddad e PT dão munição ao adversário na reta final
Não bastasse o cenário já adverso, Fernando Haddad e sua campanha deram munição ao campo adversário na reta final do segundo turno. Atropelados por Jair Bolsonaro (PSL), os petistas entraram pela porta errada no embate decisivo da eleição e conseguiram sabotar suas próprias estratégias.
Em sabatina no jornal O Globo nesta terça (20), Haddad fez uma acusação infundada contra o vice de Bolsonaro. O candidato do PT disse que o general da reserva Hamilton Mourão havia sido “ele próprio torturador” na ditadura militar. E acrescentou: “Deveria estar em todas as primeiras páginas amanhã”.
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