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Na reta final, PT vê virada 'muito difícil' e aposta em estratégias repetidas

Marina Dias
SÃO PAULO

A cúpula da campanha de Fernando Haddad (PT) não conseguiu encontrar uma fórmula eficaz para conter a onda de apoio a Jair Bolsonaro (PSL) e entra na semana decisiva da campanha repetindo estratégias testadas —sem sucesso— desde a reta final do primeiro turno.

Dirigentes petistas admitem que é “muito difícil” reverter o quadro em que a vantagem de Bolsonaro sobre Haddad chega a 18 pontos, segundo o Datafolha, mas insistem que é preciso voltar à carga ao eleitor mais pobre e ser agressivo ao tentar desconstruir o capitão reformado se quiserem a virada inédita desde a redemocratização.

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Uma campanha diferente

O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2018 | 04h00

 

Em 2015, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a doação de pessoas jurídicas para campanhas políticas, houve quem apregoasse que a decisão da Suprema Corte inviabilizaria a democracia. Segundo esses alarmistas, as campanhas eleitorais eram necessariamente muito caras, também por força das dimensões territoriais do Brasil. Sem o dinheiro das empresas, o sistema eleitoral simplesmente ruiria, num verdadeiro desastre democrático.

Agora, transcorrida a primeira eleição nacional sem o financiamento por pessoas jurídicas, ficou claro que tais prognósticos não tinham fundamento. Foi perfeitamente possível fazer campanha eleitoral sem dinheiro das empresas. Com isso, foi enterrado de vez o argumento de que as doações de pessoas jurídicas para partidos políticos seriam um mal necessário, como se o sistema eleitoral precisasse fechar os olhos para as distorções causadas pela interferência de empresas na política - as empresas não têm direitos políticos - a fim de assegurar condições econômicas para a realização das campanhas. As empresas não deram dinheiro e a campanha eleitoral transcorreu normalmente.

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Bolsonaro tem 57% dos votos válidos e Haddad, 43%, diz pesquisa

BRASÍLIA - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, segue com larga vantagem sobre Fernando Haddad (PT) em intenções de voto, segundo os resultados da pesquisa do instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte(CNT). Divulgado nesta segunda-feira, 22, o levantamento estimulado aponta Bolsonaro com 57% da preferência enquanto o petista tem 43%. O cálculo leva em consideração apenas os votos válidos, ou seja, exclui os brancos, nulos e indecisos

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Em áudio, Rui Costa sugere que prefeitos transportem eleitores para votar

Yuri Silva, O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2018 | 10h51

 

SALVADOR - O governador reeleito da Bahia, Rui Costa (PT), sugeriu a prefeitos aliados dele no Estado que garantissem "transporte para todos os eleitores" na votação do próximo domingo, 28, no segundo turno da eleição presidencial entre o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e o postulante do PT, Fernando Haddad. Em áudio enviado por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp - e tornado público no último sábado, 20 -, o governador petista incentiva a prática, que é considerada ilegal pela Justiça Eleitoral, a fim de "reduzir a abstenção", como ele próprio diz na gravação. O governo baiano divulgou nota oficial afirmando que o aúdio foi adulterado. 

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Haddad ganha Bíblia de presente em Fortaleza e a abandona na Praça do Ferreira

 
Fernando Haddad na Praça do Ferreira em Fortaleza
 
22/10 8:15
 

Odeputado estadual eleito André Fernandes (PSL) gravou vídeo denunciando a falta de respeito do presidenciável Fernando Haddad (PT) com o presente dado por um eleitor. No sábado  (20), o petista esteve na Praça do Ferrerira, em Fortaleza, e recebeu uma Bíblia do presidente do PT de Acarape, Erineudo, mas não a levou para casa.

No domingo (21), o livro sagrado foi encontrado no chão da Praça do Ferreira. André Fernandes denunciou a situação, mostrando que a Bíblia era a mesma que Haddad recebera no palanque — sem dar margem para que dissessem que se tratava de fake news.

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