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Lula é o principal nome da esquerda contra Bolsonaro em 2022

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está inelegível desde janeiro de 2018, quando foi condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá. Apesar das várias entrevistas concedidas dentro da cadeia, ele não fala diretamente ao eleitorado e à militância desde abril daquele ano, quando foi encarcerado na Polícia Federal em Curitiba para cumprir uma pena de oito anos e dez meses de prisão. É réu ainda em mais nove processos e investigado em outros inquéritos sob a suspeita de ser corrupto ou ter praticado crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de influência e formação de organização criminosa. Além disso, é o principal líder de um partido que foi varrido do poder em meio a uma grave crise econômica e política no país e a denúncias de diversos malfeitos envolvendo sua gestão e a de Dilma Rousseff. Em resumo, uma biografia para enterrar de vez a carreira de qualquer homem público no mundo.

Mas o Brasil, como dizia Tom Jobim, não é coisa para principiantes, e, a despeito dessa ficha da pesada, Lula resiste na forma de um espectro político. Sua capacidade de recuperar o prestígio perdido entre a maior parte da população após a farta relação de malfeitos é discutível. Na esquerda, porém, ele continua sendo o maior nome por aqui (o que também diz bastante sobre a qualidade da esquerda no país). De quebra, pode ainda pregar uns bons sustos nos adversários de fora do universo petista, conforme mostra uma pesquisa exclusiva VEJA/FSB sobre as eleições presidenciais de 2022. Um dos dados mais interessantes do levantamento, realizado entre 11 e 14 de outubro, consiste nas projeções do que seria hoje um confronto de segundo turno entre Jair Bolsonaro e as figuras mais conhecidas da esquerda. Lula perde por 46% a 38% (a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos), mas se sai melhor que políticos de fora da cadeia. Fernando Had­dad, batido por Bolsonaro na última eleição, perderia novamente do atual presidente em 2022 por 47% a 34%. O pedetista Ciro Gomes repete o fiasco de 2018 na pesquisa VEJA/FSB: não chegaria sequer ao segundo turno. Para especialistas, Lula continua a ser uma alternativa forte à esquerda porque soma a fidelidade da base petista à lembrança dos fugazes tempos de prosperidade de sua era no poder. “O primeiro governo dele foi muito virtuoso. Manteve políticas de FHC e foi capaz de oferecer duas coisas que o brasileiro médio deseja: estabilidade macroeconômica e inclusão social. A resiliência de Lula vem dessa imagem que o eleitor tem dele”, avalia o cientista político Carlos Pereira, professor da FGV-RJ.

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INIMIGO ÍNTIMO – Bolsonaro e Moro: o ministro é o único que ganharia do presidente em um eventual segundo turno (Eraldo Peres/AP/AP)

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Tabata Amaral vai à Justiça para manter mandato mesmo fora do PDT

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2019 | 23h28

SÃO PAULO – A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) disse nesta segunda-feira, 14, que vai entrar com uma ação na Justiça Eleitoral para conseguir manter seu próprio mandato após deixar seu partido, do qual ela está suspensa há três meses. O pedido faz parte de uma ação em conjunto com ao menos seis deputados, do PDT e do PSB, que desejam deixar as siglas mas seguir como parlamentares no Congresso, o que contraria regras eleitorais. 

“O PDT deixou de ser meu partido”, disse a deputada, durante entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Tabata Amaral
A deputada Tabata Amaral, em entrevista no Roda Viva nesta segunda, 14 Foto: Reprodução/TV Cultura

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Prestação de contas de partidos expõe buraco negro com gasto de verba pública

Felipe Bächtold / FOLHA DE SP
TSE
SÃO PAULO

Financiados majoritariamente com dinheiro público, os partidos políticos destinaram dezenas de milhões de reais a itens pouco transparentes ou que não têm dados divulgados de maneira detalhada pela Justiça Eleitoral.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou só no fim de setembro o detalhamento dos gastos de 2018 dos mais de 30 partidos constituídos no país.

No ano passado, o fundo partidário, custeado pelo Orçamento federal e por multas eleitorais arrecadadas, distribuiu entre as agremiações políticas R$ 889 milhões. Para este ano, a previsão é de R$ 927 milhões —quantia quase equivalente a todas as despesas anuais de uma prefeitura como a de Palmas (TO).

Em 2018, mais de R$ 66 milhões foram destinados pelos partidos a itens pouco específicos, como o pagamento de pessoal com "outros serviços técnicos e profissionais". Pelas normas da Justiça Eleitoral, o gasto dos partidos precisa ter vínculo com atividade partidária.

O item "serviços de consultoria jurídica" também está entre os que mais receberam recursos, com quase R$ 50 milhões.

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Presidenciáveis em 2018 perdem terreno na oposição

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Câmara aprova crédito que beneficia deputados, mas Senado derruba sessão

CONGRESSO EW A QUEDA DE BRAÇOS

 

 

 

BRASÍLIA — Depois de mais de oito horas de debate em sessão do Congresso Nacional, a Câmara aprovou nesta terça-feira, por 270 votos a favor e 17 contra, o crédito suplementar de R$ 3 bilhões que o Palácio do Planalto vai usar para honrar acordo com deputados. A proposta, no entanto, foi logo em seguida boicotada por senadores. A sessão foi suspensa, porque não havia quorum mínimo para apreciação da matéria no Senado. Assim, o assunto fica para a próxima sessão conjunta entre deputados e senadores, ainda sem data marcada.

 

O montante, segundo a proposta, será remanejado para programas de seis ministérios. O projeto permite que demandas locais, intermediada por deputados, sejam atendidas. Para parte dos senadores, a verba serviria ao propósito de favorecer apenas ao centrão pelas negociações da reforma da Previdência. Durante a sessão, parlamentares da oposição acusaram a existência de um “toma lá, dá cá” e "compra de votos" a partir da destinação de recursos.

 

Outros senadores, por sua vez, esperam a destinação de R$ 5 bilhões, com o envio de outro projeto, para contemplar as demandas do Senado. O ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, tem estudado como elaborar a nova proposta, mas ainda não teve uma liberação da equipe econômica.

 

— Vamos, por favor... vou pedir aos senadores que estão na Casa que venham ao plenário — apelou o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), logo após a votação na Câmara. Ele não foi atendido.

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