As estratégias dos partidos para os 20 maiores redutos eleitorais do Ceará nas eleições 2020
O jogo político-eleitoral que, em tese, se inicia no próximo ano, já vai sendo esquematizado, ou mesmo jogado, pelos partidos no Ceará. A modalidade da próxima eleição em 2020, municipal, assume lógica particular. Apresenta novidades, como o fim das coligações proporcionais - que incentiva candidaturas majoritárias -, e demanda cuidados e estratégias das agremiações. Dos 184 municípios, alguns colégios eleitorais se destacam e entram no rol de prioridades.
O POVO fez um recorte das localidades com os 20 maiores eleitorados do Ceará para tentar entender como as articulações acabam justificando alguns movimentos de dirigentes que, de início, parecem confusos. Uma aliança aqui pode ser fundamental para viabilizar uma candidatura ali, e vice-versa, formando-se um movimento cruzado que vai desenhando o cenário das disputas para o próximo ano.
No Ceará, Camilo Santana (PT) se reelegeu fortalecido. Foi reconduzido ao Abolição com quase 80% dos votos, sustentado por ampla base. E é dentro desta amplitude de apoiadores, por sinal, que os interesses se mostram mais inconciliáveis. O PSD de Domingos Filho, por exemplo, adota estratégia ofensiva. Move suas peças, sobretudo pelo Interior, ainda que sobre territórios de aliados.
"É legítimo qualquer partido querer crescer, o que nós não podemos aceitar é que esse crescimento se dê em cima de bases não republicanas, como oferta de recursos orçamentários da União", critica o presidente do PDT Ceará, deputado federal André Figueiredo, sem citar ninguém, mas, numa aparente referênca ao PSD e ao relator-geral do Orçamento, Domingos Neto (PSD). O PDT perdeu o prefeito de Iguatu para o PSD, mas o pedetista atribui isso a divergências internas, apenas.
Um janelão partidário para março de 2020
Coluna do Estadão
20 de outubro de 2019 | 05h00
Com o objetivo de acabar de vez com a janela partidária, o deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, articula um “janelão” para ser aberto no começo de 2020, a título de freio de arrumação. Se passar, a brecha pode ser usada até pelos dissidentes do PSL, caso tenham força, foco e fé de aguardar até lá. Rodrigo Maia não se opôs à ideia – foi o presidente da Câmara, inclusive, quem sugeriu o mês de março para a abertura da janela. Desse ponto pra frente, as saídas teriam de ser negociadas diretamente com os presidentes dos partidos.
Calma lá. Não há consenso entre os dirigentes do Centrão. Alguns temem que o janelão promova uma debandada de recursos do fundo eleitoral. Os que apoiam, no entanto, veem a medida como necessária para fortalecer os partidos.
Não era amor… O governo tomou duas boladas nas costas na Câmara que passaram despercebidas: convocação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e o andamento de um projeto de educação que leva a palavra “gênero”.
… era cilada. A bolada não foi desatenção do PSL: a ala do partido não alinhada ao Planalto esvaziou as comissões e deixou campo livre para a oposição. Pela primeira vez, o projeto de educação andou sem obstrução dos bolsonaristas.
CLICK. Em litígio com o clã Bolsonaro, Joice Hasselmann será entrevistada amanhã do programa Roda Viva (TV Cultura). Na foto, ela posa com seu gato no gabinete.
Se Bolsonaro e Moro disputassem a eleição para presidente, quem venceria?

O ministro Sergio Moro (Justiça) é um dos principais nomes do primeiro escalão do governo e, por ora, é tido como aliado do presidente Jair Bolsonaro. Mas há quem aposte que o ex-juiz da Operação Lava Jato pode ser tentado, em razão de sua alta popularidade, a disputar a Presidência da República em 2022 e, com isso, enfrentar o atual chefe na eleição.
Pesquisa exclusiva VEJA/FSB mostra que, em um eventual segundo turno, o ministro aparece numericamente à frente do presidente (38% a 34%), mas empatado tecnicamente, já que a margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos. Moro ainda derrotaria no segundo turno três outros presidenciáveis: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e o apresentador de TV Luciano Huck. VEJA
Eleições 2022: Os diferentes mundos que apoiam Bolsonaro ou Lula
A polarização político-ideológica sempre marcou o embate entre o presidente Jair Bolsonaro e o PT, adversário no segundo turno da eleição presidencial de 2018, quando ele derrotou Fernando Haddad. Para 2022, há a possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva recuperar sua condição de elegível se obtiver sucesso no processo em que pede a suspeição do então juiz Sergio Moro – o julgamento deve ocorrer em novembro.
Pesquisa VEJA/FSB feita entre os dias 11 e 14 de outubro com 2.000 eleitores em todo o país mostra que, em uma eventual disputa de segundo turno, Bolsonaro teria 46% das intenções de voto contra 38% do petista, que se revelou o principal nome da esquerda para enfrentar a direita representada pelo atual presidente como mostra reportagem em edição desta semana.
Detalhamento do eleitorado mostra de onde vem o apoio a cada um. A maior diferença entre ambos se dá na faixa de renda familiar: quanto mais alta, maior o apoio a Bolsonaro – entre os que ganham mais de cinco salários mínimos por mês, o presidente tem 62% contra 23% do petista. Já quanto menor forem os ganhos da família, maior o apoio a Lula: entre os que recebem por mês até um 1,5 salário mínimo, o petista tem 58% a 31%.
Outra diferença grande se dá na localização geográfica. Lula lidera com folga (59% a 29%) no Nordeste, região administrada por governadores de esquerda – PT tem quatro dos nove governadores (Ceará, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte) e um vice (Sergipe). Já na Região Sul, Bolsonaro vence por 57% a 29%.
Na faixa de escolaridade, também há um abismo entre um e outro. Os eleitores com ensino superior dão larga vantagem a Bolsonaro (51% a 28%). Já entre os que cursaram até a quarta série do ensino fundamental, o petista lidera com 54% a 37%. VEJA
Haddad e Ciro ficam atrás de Lula como opções de esquerda, mostra pesquisa
O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) ficam atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como alternativa de esquerda para enfrentar o presidente Jair Bolsonaro ou seu ministro Sergio Moro em uma eventual disputa presidencial em 2022.
O pedetista não consegue passar de 11% em cenários de primeiro turno, votação próxima à que obteve em 2018 e que não foi suficiente para leva-lo ao segundo turno. Já Haddad até consegue número parecido ao de Lula quando a disputa é com Bolsonaro, mas perderia para Luciano Huck e Moro. VEJA


