Os sete tropeços de Lula na pré-campanha: veja as declarações polêmicas que têm preocupado PT
Fernanda Alves / O GLOBO
RIO — Durante seu discurso no ato das centrais sindicais no 1º de Maio, cenário onde costuma jogar "em casa", Lula se viu obrigado a pedir desculpas aos policiais pela gafe cometida no dia anterior - quando, para criticar a política armamentista de Jair Bolsonaro, afirmou que o presidente "não gosta de gente, mas gosta é de policial".
Não foi o primeiro deslize do ex-presidente em sua pré-campanha. Nos últimos dois meses, declarações desastradas ou gestos que repercutiram mal trouxeram preocupação para sua equipe e foram exploradas nas redes sociais por adversários, principalmente por bolsonaristas. Além da gafe com policiais, o ex-presidente tema acumulado outros problemas na pré-campanha:
Ir à casa de parlamentares
Em um encontro no dia 4 de abril na sede da CUT, Lula declarou que os trabalhadores e movimentos sindicais deveriam "mapear" o endereço de cada deputado e comparecer em sua porta, com um grupo de 50 pessoas, para "incomodar" a sua "tranquilidade". A fala foi criticada por parlamentares, em especial bolsonaristas, que falaram em se armar caso militantes apareçam em suas casas. Quatro dias depois, ele reafirmou a declaração, mas pontuou que as pessoas deveriam agir "de forma civilizada":
— Ao invés de gastar uma fortuna indo para Brasília fazer protesto, todo deputado mora numa cidade. Então não custa nada o povo que está reivindicando, ir na porta da casa deles conversar de forma civilizada. Esse deputado que, durante as eleições, fala que adora o povo, anda de carro aberto. Ora, por que depois de eleito, o povo passa a ser estorvo? — disse Lula.
Aborto
Em 5 de abril, Lula declarou que o aborto "deveria ser transformado numa questão de saúde pública e todo mundo ter direito". À parte o mérito da declaração que toca num problema social grave para as mulheres brasileiras, especialmente as mais pobres, a frase foi considerada dentro do PT um erro estratégico no período eleitoral, por supostamente dar espaço para o ataque bolsonarista no campo dos valores morais. Dias depois, Lula voltou ao tema e se declarou pessoalmente contra o aborto, ressaltando que a sociedade precisa "transformar essa questão em saúde pública".
Politicamente incorreto
Em entrevista a jornalistas e youtubers em São Paulo, Lula reclamou do politicamente correto, dizendo que o Brasil "está chato para cacete". Numa declaração que fez lembrar Bolsonaro e que entra em choque com o defendido pela maioria da militância de esquerda, o petista defendeu que se façam piadas, por exemplo, sobre nordestinos. "Queremos um mundo multipolar, que tenha 500 pessoas discutindo na mesa. Aí sim a gente vai ter um mundo feliz. O cara contando piada de nordestino e eu rindo. Eu contando piada de outras pessoas e as pessoas rindo", afirmou.
Relógio caro
Em março, os perfis de Lula nas redes publicaram uma foto dele em um discurso em que ele aparece usando um relógio da marca Piaget, com valor em torno de R$ 80 mil. A imagem foi explorada por adversários, apontando suposta "hipocrisia" do ex-presidente. Depois da repercussão, outros petistas publicaram a foto cortando o relógio do enquadramento. Dias depois, o presidente afirmou que o relógio foi um presente ganho quando ainda era presidente, e brincou para minimizar o episódio. "Dizem que vale R$ 100 mil, é bom que já banca a campanha"
Crise na comunicação
Ainda bem antes do início da campanha formal, o time de Lula passa por uma crise no comando da Comunicação da pré-campanha. Comandado pelo jornalista e ex-ministro Franklin Martins, próximo de Lula e distante o PT, o setor virou alvo de críticas do partido. Dirigentes criticaram internamente os textos das primeiras inserções televisivas do ex-presidente, alegando que as falas mostravam pouca conexão com o eleitorado mais popular, uma das principais características de Lula. A crise custou a demissão do marqueteiro Augusto Fonseca, que foi substituído por Sidônio Palmeira e também deve acarretar o afastamento de Franklin Martins da pré-campanha.
Ato esvaziado
Num palco tradicional para o PT, a pré-campanha de Lula não conseguiu reunir público para a manifestação na Praça Charles Miller, em frente ao Pacaembu, em São Paulo. Mesmo como atrações musicais como a cantora Daniela Mercury, a praça esteve vazia, e Lula precisou adiar em algumas horas sua entrada no palco para que chegasse mais gente ao local. A campanha terá nova oportunidade de tentar mostrar força no lançamento oficial da chapa Lula-Alckmin, previsto para o próximo dia 7.
Primeira pesquisa eleitoral aponta intenções de voto para o Governo do Ceará
Por Pompeu - Em 1 de maio de 2022 / OPOVO
As eleições 2022 para o Governo do Estado já têm os números da primeira pesquisa de intenção de votos. O Portal Terra da Luz publicou, neste domingo (1° de maio), a pesquisa realizada por meio do Instituto Invox Brasil, que aplicou 1.602 questionários em Fortaleza e em outras 57 cidades cearenses, testando o nome de seis pré-candidatos, entre os quais estão os quatro nomes do PDT, testados individualmente na conjuntura atual nesta fase de pré-campanha eleitoral.
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Palácio da Abolição
A pesquisa testou quatro cenários diferentes, considerando em cada rodada de perguntas os nomes dos pré-candidatos do grupo governista que reúne o PDT (Roberto Cláudio, Izolda Cela, Mauro Filho e Evandro Leitão), e o PT do ex-governador Camilo Santana, na disputa com os pre-candidatos Capitão Wagner (União Brasil) e Adelita Monteiro (Psol).
No primeiro cenário da pesquisa estimulada, com o nome do pré-candidato Roberto Claudio (PDT), ele lidera com 39% dos votos válidos, enquanto Capitão Wagner (União Brasil) tem 37% e Adelita Monteiro (Psol) 5 %. Brancos e Nulos somaram 12 % e Não Sabe/Não Respondeu 7%.
No segundo cenário, com o nome deputado federal Mauro Filho (PDT) como candidato do bloco governista, quem aparece em primeiro lugar é o pré-candidato Capitão Wagner (União Brasil), com 45% dos votos válidos. O deputado federal Mauro Filho (PDT) tem 23% e Adelita Monteiro (Psol) 8%. Brancos e Nulos somam 16% e Não Sabe/Não Respondeu somam 8%.
Com o nome da governadora Izolda Cela pela ala governista (PDT), o pré-candidato Capitão Wagner (União Brasil), ocupa o primeiro lugar com 48% dos votos válidos. Izolda Cela tem 23% e Adelita Monteiro (Psol) 10%. Brancos e Nulos somam 13% e Não Sabe/Não Respondeu 6%.
No quarto cenário, considerando como candidato da ala governista o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão (PDT), o pré-candidato Capitão Wagner (União Brasil), também lidera com 51% dos votos válidos. Evandro Leitão tem 13% e Adelita Monteiro (Psol) 12%. Brancos e Nulos somam 18% e Não Sabe/Não Respondeu 6%.
A pesquisa foi contratada pela Platinum Comunicação, empresa mantenedora do Portal Terra da Luz e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número CE-09324/2022.
Os pesquisadores foram à campo entre os dias 22 e 25 de abril e entrevistaram 1602 eleitores em 58 municípios, incluindo Fortaleza. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,45 pontos percentuais para mais ou para menos.
Haddad lidera disputa em SP com 29%; França tem 18% e Freitas, 15%, diz Paraná Pesquisas
02 de maio de 2022 | 12h13
O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) continua à frente na disputa pelo governo de São Paulo. Segundo levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas, o petista tem 29,7% das intenções de voto. Em seguida, vêm o ex-governador Márcio França (PSB), com 18,6%, e o ex-ministro Tarcisio de Freitas (Republicanos), que soma 15,2%. O atual governador do Estado, Rodrigo Garcia (PSDB), tem 5,6% das intenções de voto.
Também foram testados os nomes do deputado federal Vinicius Poit (Novo), com 1,9%; do ex-prefeito de São José dos Campos Felício Ramuth (PSD), que marcou 1%; do ex-ministro Abraham Weintraub (PMB), com 0,7%; do ex-prefeito de Santana de Parnaíba Elvis Cezar (PDT), que somou 0,4%; e o metroviário Altino Júnior (PSTU), com 0,2%.
A pesquisa indica ainda que quando os apoiadores dos pré-candidatos ao governo paulista são revelados, Freitas - nome defendido por Bolsonaro - é favorecido e praticamente empata com Haddad, que tem o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A influência dos respectivos padrinhos leva Haddad a marcar 31,6% das intenções de voto e Freitas, 30,1%. Garcia, apoiado pelo ex-governador João Doria (PSDB), passa para 9,2% das intenções de voto.
A pesquisa foi feita de forma presencial com 1.820 eleitores em 78 municípios de São Paulo, entre os dias 24 e 29 de abril de 2022, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº SP-01683/2022. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos.
França x Haddad
Durante sabatina realizada pelo UOL/Folha na manhã desta segunda, 2, o ex-governador Márcio França defendeu a realização de pesquisa para definir qual nome seria mais competitivo na disputa paulista, se o dele ou do ex-prefeito Fernando Haddad - PSB e PT firmaram aliança para a disputa nacional. “Foi feita uma proposta de acordo com PT. Topo antecipar, como se fosse o primeiro turno, fazendo uma pesquisa de opinião onde levaríamos em conta o ‘votar’ e o ‘poderia votar’”, explicou. “Existe a chance (de acordo) desde que topem a pesquisa. Se não toparem, vão duas candidaturas”, reforçou.
O pré-candidato destacou que a proposta foi aceita pelo ex-presidente Lula e pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, mas enfrenta ressalvas por parte do diretório estadual do PT em São Paulo. Pelo acordo, o candidato mais competitivo tentaria a eleição ao governo, enquanto o outro disputaria a vaga no Senado.
“Como eu havia sido o segundo colocado nas eleições passadas, com uma diferença muito pequena para João Doria, e acho que algumas pessoas que votaram no Doria de alguma forma se arrependeram, então é meio natural que eu, tendo mais de 10 milhões de votos, pleiteie voltar para a cadeira que já ocupei por pouco tempo”, disse hoje, durante França, durante a sabatina.
Pesquisa mostra disputa acirrada ao Palácio da Abolição
Pesquisa do Instituto Invox Brasil, contratada pela empresa Platinum Comunicação, mostra uma disputa acirrada ao Governo do Estado do Ceará. O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 25 de abril e foram ouvidos 1602 eleitores em 58 municípios, incluindo Fortaleza.
O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,45 pontos percentuais para mais ou para menos.
Confira abaixo todos os cenários
Cenário 01
Roberto Cláudio – 39%
Capitão Wagner – 37%
Adelita Monteiro – 5%
Brancos/Nulos – 12%
Não sabe/Não respondeu – 7%
Cenário 02
Capitão Wagner – 45%
Mauro Filho – 23%
Adelita Monteiro – 8%
Brancos/Nulos – 16%
Não sabe/Não respondeu – 8%
Cenário 03
Capitão Wagner – 48%
Izolda Cela – 23%
Adelita Monteiro – 10%
Brancos/Nulos – 13%
Não sabe/Não respondeu – 6%
Cenário 04
Capitão Wagner – 51%
Evandro Leitão – 13%
Adelita Monteiro – 12%
Brancos/Nulos – 18%
Não sabe/não responderam – 6%
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número CE-09324/2022.
CN7
Com um enorme passado pela frente, Lula e Bolsonaro fogem de sabatina..
Lula ou Bolsonaro?, eis a pergunta que se insinua como inevitável nas pesquisas de opinião. Até num exame vestibular o sujeito pode optar por uma entre quatro alternativas. Na eleição presidencial, porém, a conjuntura esfrega na cara do brasileiro a pergunta única.
UOL e Folha serviram ao eleitorado uma rodada de sabatinas com pretendentes ao trono presidencial. Lula e Bolsonaro não deram as caras. A fuga é um prenúncio do que está por vir. Os líderes nas pesquisas só devem participar de debates em caso de extrema necessidade.
Há 20 anos, em março de 2002, Lula já reclamava dos debates: "O formato no qual aparecem dez candidatos respondendo por dois minutos já se mostrou ineficaz." Em 2018, Bolsonaro ecoou a mesma crítica. À frente de sua campanha, Gustavo Bebianno declarou que o capitão estava "de saco cheio desses debates inócuos, que não levam a nada. Não vale a pena comparecer." A crítica ao modelo tradicional de debates é procedente. Mas o problema não foi criado pelos meios de comunicação. Os confrontos foram engessados pela legislação eleitoral e pelo esforço das assessorias para proteger os candidatos atrás de regras draconianas que inibem o contraditório. Lula sugeria em 2002 um formato mais direto: "Por que não fazemos debates como no futebol, com disputas dois a dois?" Hoje, um tête-à-tête com Bolsonaro seria de enorme serventia. Mas a lei só autoriza o mano a mano no segundo turno.
O petista mostrava-se aberto também às sabatinas: "Podemos pensar na volta do palanque eletrônico. O cara senta diante de jornalistas e personalidades e responde a perguntas feitas por eles e pelos telespectadores.".
Agora, embora seu presidenciável faça campanha em tempo integral, o PT alega que Lula não pode participar de sabatinas porque ainda não é um candidato formal. O pretexto não faz jus às palavras daquele Lula que prevaleceu nas urnas de 2002:
"A gente precisa botar na cabeça que a eleição é uma oportunidade para estimular a consciência política do povo. As baixarias e a falta de debate destinam-se a evitar que isso aconteça.".
No fundo, Lula e Bolsonaro não implicam com o formato de debates e sabatinas. Implicam mesmo é com a perspectiva de serem questionados, pois não há modelo capaz de transformar debate em palanque.
Bolsonaro faz comícios até nos salões do Planalto. Lula atiça sua rouquidão em encontros partidários e entrevistas edulcoradas. Ambos dispõem de suas próprias mídias..
Na última terça-feira, quando concedia uma de suas entrevistas companheiras, Lula foi agraciado com inúmeras levantadas de bola e um gol contra. Um dos inquisidores quis saber:
"O senhor pretende estabelecer, com esse passo de hoje, uma proximidade maior com nós, que fazemos esse trabalho que o Allan dos Santos [blogueiro bolsonarista foragido da polícia) faz, mas do lado oposto?" Lula se absteve de responder..
O Brasil vive uma fase peculiar de sua história. Ao observar o cenário da campanha de 2022, o eleitor vê um enorme passado pela frente..
A maioria oscila entre um ex-presidente do mensalão e do petrolão e um presidente apologista da ditadura e cultor do golpe. A ausência de contraditório e o nanismo das candidaturas alternativas não ajudam a distinguir certos candidatos do candidato certo. COMUNICAR ERRO .

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