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Executiva do MDB se reúne e consolida pré-candidatura de Simone Tebet

Por Pedro Venceslau / O ESTADÃO

SENADORA SIMONE TEBET

Em mais um sinal do esfacelamento da chamada terceira via, a Executiva Nacional do MDB se reuniu nesta quarta-feira, 4, em Brasília para assistir a uma apresentação do marqueteiro Felipe Soutello, que é o estrategista da senadora Simone Tebet (MS), pré-candidata da sigla.

O encontro, que foi organizado pelo presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), e contou com a participação de 50 integrantes, consolidou a tese majoritária da candidatura própria emedebista no momento em que o União Brasil lançou Luciano Bivar à Presidência e desistiu de tentar formar um palanque único.

“Os resultados são animadores e demonstram que há espaço para furar os polos colocados. O que se busca é uma novidade, equilibrada e moderada, mas com experiência, que são as características da nossa pré-candidata, Simone Tebet. O MDB está no caminho certo”, disse Baleia aos correligionários.

A cúpula emedebista recebeu os resultados de uma pesquisa qualitativa sobre o potencial de votos de Simone Tebet entre os eleitores fora da polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os dados foram estruturados no universo dos 40% dos brasileiros que se declaram indecisos, querem um nome alternativo ou votam em outros pré-candidatos, mas admitem mudar de posição. Foram realizados 17 grupos de pesquisa em todo Brasil nos quais vídeos da presidenciável foram expostos.

Pelo calendário original dos líderes partidários da terceira via, o dia 18 de maio seria a data da escolha do pré-candidato único do consórcio entre MDB, União Brasil e PSDB/Cidadania. Na prática, porém, cada legenda já está seguindo seu caminho.

O MDB e o PSDB sinalizaram ao ex-governador de São Paulo e pré-candidato João Doria que, se ele aceitasse ser o vice de Simone Tebet, os dois partidos poderiam seguir juntos, mas o tucano rejeitou a proposta e ameaça judicializar o resultado das prévias do ano passado, se houver algum movimento para tirá-lo da corrida presidencial.

Ritmo eleitoral

Faltando menos de 15 dias para o prazo final da escolha da terceira via, a senadora Simone Tebet mantém uma agenda intensa de viagens. Nesta quinta-feira, 5, ela desembarcou no fim da manhã em Porto Alegre (RS), onde está um dos mais fortes redutos antipetistas do MDB.

Em clima de campanha, a senadora foi recebida no aeroporto por lideranças políticas e representantes de núcleos emedebistas ligados a mulheres, jovens e diversidade.

Foram recebê-la no Aeroporto Salgado Filho o deputado estadual e pré-candidato ao governo gaúcho pelo MDB, Gabriel Souza, o ex-governador do Rio Grande do Sul e coordenador do plano de governo de Simone Tebet à Presidência, Germano Rigotto, o prefeito de Rio Grande e presidente da Executiva Estadual do MDB, Fábio Branco, além dos deputados federais Giovani Feltes, Márcio Biolchi e Alceu Moreira, também presidente Nacional da Fundação Ulysses Guimarães (FUG).

Partidos em mar turbulento


O que se tem esperado, nos círculos políticos, é que as federações partidárias, o mais recente penduricalho inventado na legislação eleitoral, poderão, de fato, salvar alguns partidos da degola ameaçada por desempenho pífio. Pouco mais que isso. Foi o remédio inventado em laboratório para costurar roupa remendada nas velhas e indesejáveis coligações, que antigamente se satisfaziam em rechear de votos candidaturas com votações medíocres. Os que se salvarem com esse arranjo conseguirão sobreviver por mais algum tempo. Mas os olhares atentos dos inventores, voltados para legendas esquálidas, descuidam de examinar receitas saneadoras para os problemas e desafios que ameaçam os grandes partidos, cada vez mais convulsionados, sacudidos por exaustão ou crises internas, uma das quais evidenciada agora, quando se pensa na eleição do presidente da República.

O PSDB, que já teve época de enorme influência, vive o singular drama de ter escolhido um candidato à Presidência em prévia incontestável, incensou o vitorioso, João Dória, para, logo depois, chegar à conclusão de que não reúne força suficiente para tornar-se competitivo. Sendo ou não artificial a avaliação, o quadro é bastante grave ao expor dificuldades internas na convivência entre as correntes mais influentes. E os caciques do tucanato, percebendo a extensão do problema, optam por uma saída à francesa; isto é, sair sem fazer barulho e sem maiores turbulências no oceano incerto do ex-governador de São Paulo. Que cada qual cuide do seu próprio enterro, porque o impossível não há, como na história de Quincas Berro D’Água, personagem da imaginação de Jorge Amado. 

Outro grande partido, que não passa ao largo de turbulências é o MDB. Este, mais que qualquer outro, podia se servir de uma estrutura longamente consolidada no interior do país, dono de poderosa capilaridade, tudo em contraste com o esforço de alguns de seus dirigentes, empenhados em removê-lo da próxima disputa presidencial, destinada a ser das mais importantes da história republicana. Velhos atores do caciquismo interno vêm se esforçando para desconsiderar os deveres da tradição, mas preferem correr para os braços do favoritismo do candidato Lula. Esperam fazer da eleição algo como a Pasárgada, de Manoel Bandeira, onde melhor não é ser o rei, mas amigo do rei. Tudo para confirmar que, com o tempo, o MDB aprendeu e gostou da arte do contorcionismo político, o que levou Almeida Reis a defini-lo como partido que se parece com gás, fluido, infinitamente compressível, cujo volume é do recipiente que o contém...

 O fato de estar com seu pré-candidato na liderança das pesquisas não poupa o PT de ter problemas existenciais, que podem não comprometê-lo fatalmente, mas preocupam. O partido enfrenta divergências intestinas, separa-se em grupos, afora o risco de não ter como enfrentar um segundo revés na campanha presidencial. É um jogo duro. O petismo tornou-se umbilicalmente dependente do lulismo, não admitiu construir bandeira e líder alternativos; de forma que, se o líder fracassar, o partido afunda com ele. Foi assim com o PTB de Vargas e com o PC de Prestes. A História tem mania de se repetir.

 A eleição, ainda distante, nestes primeiros ensaios já serviu para mostrar que a organização partidária brasileira tornou-se um prédio cheio de rachaduras nas paredes e tetos fragmentados, a recomendar reformas urgentes e profundas, antes que desabe de vez.

O país sem projeto

O principal defeito da campanha presidencial, pelo menos no que se refere à primeira fase, é a ausência de maiores preocupações em torno de um projeto nacional. O Brasil não tem um projeto exposto à discussão; e suas lideranças, empenhadíssimas em galgar o poder, não dão importância ao vácuo que criaram frente ao eleitorado, que em outubro vai assumir a responsabilidade de optar pelo candidato que lhe parecer mais adequado. O PDT pede ressalva, alegando que Ciro Gomes estudou o país suficientemente para mostrar planos consistentes. Tem projeto.

Ao quadro de carências não se pode atribuir o viés da novidade, porque em disputas anteriores ocorreu o mesmo. O Brasil sem visões a longo. Mas agora, com mazelas evidentes, permite-se debitar o mal às tensões pré-fabricadas e à polarização raivosa entre dois candidatos momentaneamente preferenciais. Esses fatos se juntaram e estão se fundindo perigosamente, o que condena o eleitor a se prender ao espetáculo marginal de xingatório, no qual não faltam ofensas pessoais entre os candidatos e seguidores igualmente destemperados.

Frente ao festival de ultrajes são raros e pálidos os sinais do que se pensa para o Brasil mudar ou melhorar. Os candidatos ainda não se sentem animados a entrar no assunto, o que pode condenar a campanha eleitoral à indigência. É uma pena.

Com mais cinco meses para o término da corrida presidencial, estando o clima como hoje está, a cada dia avolumam-se inseguranças. Para tanto empenham-se as delicadas incursões de militares e ministros do Supremo Tribunal, também eles despreocupados com o projeto nacional, mas atraídos pelas questões das cozinhas da política. 

Pelo tanto que já vivemos e passamos, merecíamos coisa melhor.

Cautela de jacaré

Diz-se que o momento brasileiro é acescente, isto é, tem tudo para azedar.

E, como se tem falado muito, nos últimos dias, de agravamento das tensões, com militares tomando parte no enredo dos conflitos entre Bolsonaro, Supremo Tribunal e Câmara dos Deputados, ouvem-se também vozes de pacificadores com panos quentes. São os que temem o pior que pode acontecer, se os atores esticarem demais a corda. Os precavidos recomendam muita cautela. Fazem lembra uma conversa, nas vésperas da ditadura, entre Vitorino Freire (1908-1977) e Chagas Freitas (1914 -1991). Sentenciava o velho senador maranhense:

- Há um cheiro de enxore no ar. É preciso proceder como o jacaré, que, em rio de piranhas, nada de costas, barriga para cima.

 

Polarização e populismo podem enterrar o Plano Real

Marcos Strecker / ISTOÉ

 

A temida guerra entre bolsonaristas e petistas no 1° de Maio foi um anticlímax. Virou uma batalha de Itararé, aquela que nunca aconteceu. Em São Paulo, os apoiadores do presidente se esforçaram para criar uma pequena aglomeração, rivalizando com ambulantes que disputavam a avenida Paulista franqueada aos pedestres. A festa do trabalhador na praça Charles Muller, no Pacaembu, tinha como estrela o próprio Lula. Mas os locutores aos berros tentavam atrair uma massa que simplesmente não apareceu. O petista precisou colar seu discurso com a apresentação de Daniela Mercury, e nem isso fez o show decolar.

A cidade já está farta dos megafones. A polarização e a mobilização permanente dos militantes petistas, que chegou à saturação junto com o colapso do governo Dilma, foi suplantada nos últimos anos por um barulho ainda maior dos bolsonaristas, que tentam dominar as praças públicas. Querem recuperar no berro a popularidade perdida pelo presidente, como se isso fosse possível defendendo o golpe e uma nova ditadura.

A população vive alheia a essa cacofonia, mais preocupada com a inflação. Mesmo assim, esses dois polos conseguiram capturar o noticiário político e a expectativa eleitoral. Lula e Bolsonaro, líderes carismáticos, canalizam as atenções. Os dois vendem ilusões. O atual mandatário fez uma gestão econômica desastrosa que levou o dólar à altura, trouxe a inflação de volta e já prepara o fim da responsabilidade fiscal. Lula quer “abrasileirar” o preço da gasolina, criar uma moeda comum na América Latina e reativar os Brics para driblar os EUA. Também parece confortável com a volta da inflação, que favorece governos perdulários e mascara o descalabro com as contas públicas, às custas do dinheiro do contribuinte.

Os dois presidenciáveis não têm sido claros em suas propostas para a economia porque não têm projeto para a retomada do crescimento. Sentem-se confortáveis com slogans populistas e acenos para o corporativismo que asfixia o ambiente econômico há décadas. O clã Bolsonaro insinua que pode rifar Paulo Guedes, tentando se dissociar da atual crise jogando a culpa no ministro desacreditado. Lula não nomeia um porta-voz porque não tem propostas factíveis. Só sinaliza com receitas requentadas e fracassadas. É um ambiente turvo que lembra a falta de perspectiva e as propostas excêntricas que circulavam nos anos 1990, na véspera do plano econômico que estabilizou a moeda, garantiu o respeito aos contratos e começou a racionalizar as contas públicas com transparência. Se essa polarização não for superada, o País caminha para o enterro do Plano Real.

Daniela Mercury recebeu R$ 160 mil por show de centrais em apoio a Lula

FOLHA DE SP / 

Mônica Bergamo

 

cantora Daniela Mercury recebeu R$ 160 mil para cantar no domingo (1º), no Pacaembu, em evento de sete centrais sindicais que comemoravam o Dia do Trabalhador. Ela foi contratada pela produtora que organizou a festa.

A celebração serviu também para manifestar o apoio das organizações a Lula (PT), que esteve presente e discursou como a estrela da manifestação.

O pagamento do cachê gerou ruído depois que um suposto contrato entre ela e a Prefeitura de São Paulo passou a ser divulgado nas redes bolsonaristas.

 

A produção da artista esclarece que, em um primeiro momento, assinou um contrato com a administração municipal. Mas ele acabou cancelado, já que o acerto inicial dizia que Daniela Mercury seria contratada pela produtora M Giora Comunicações, que organiza o evento para as centrais.

Por esse contrato com a M Giora, ao qual a coluna teve acesso, a cantora recebeu em duas parcelas, de R$ 80 mil.

Já a M Giora, contratada para organizar o palco da festa, será reembolsada pelas centrais pelo pagamento de cachês.

Além de Daniela Mercury, se apresentaram no Pacaembu artistas como Dexter Oitavo Anjo, Francisco, el Hombre e DJ KL Jay e integrantes do grupo de rap Racionais MC's.

Os recursos para o evento, de acordo com a assessoria da CUT, uma de suas organizadoras, vieram mesmo da Prefeitura, e foram reservados à festa por meio de emendas parlamentares de vereadores que garantiram dinheiro para a estrutura e também para o pagamento do cachê dos artistas.

De acordo com a central, é comum a prefeitura apoiar eventos que são gratuitos e abertos a todos os paulistanos.

Em nota enviada à coluna, os presidentes das sete centrais sindicais afirmam que "o uso das emendas parlamentares para a realização de festas populares é respaldado pela lei orçamentária do município, que permite a vereadores e vereadoras destinar o valor das emendas a atividades culturais com apresentações artísticas abertas ao público, como festas juninas, festas de aniversário de bairro, atividades esportivas amadoras, como corridas de rua e campeonatos, Dia do Trabalhador, entre outras".

 

 

PT Ceará fará reunião de emergência após ataques de Ciro: "capazes de interditar de vez aliança"

, / DIARIONORDESTE

 

PT Ceará marcou reunião de emergência na quarta-feira (4) para discutir a manutenção da aliança com o PDT para as eleições de outubro deste ano. O movimento ocorre depois de declarações de Ciro Gomes (PDT) que afirmou haver "um lado corrupto do PT que também existe no Ceará".

"As declarações de Ciro Gomes são de extrema agressividade, capazes inclusive de interditar de vez os esforços até então empreendidos pela manutenção da aliança com o PDT no Ceará", declarou em nota o presidente estadual do PT, Antônio Filho, o Conin.

Ainda de acordo com a nota oficial, haverá uma reunião extraordinária da Executiva Estadual na quarta-feira, às 17h, para "deliberações a esse respeito". Pela emergência da reunião, a expectativa é que o encontro seja feito de forma online.

Em entrevista ao Jornal Jangadeiro nesta terça-feira (3), o presidenciável do PDT fez críticas ao Partido dos Trabalhadores e falou da existência de várias frentes da mesma legenda. 

No PT tem vários PTs, tem o Camilo, que tem nosso voto independentemente de ter acordo ou não. E é bom que todo mundo saiba se o interesse do Ceará estiver acima, se for com negócio de conchavo, de picaretagem, eu topo enfrentar o PT também. Tá aqui uma informação nova porque não vou me submeter a um lado corrupto do PT que também existe no Ceará
CIRO GOMES (PDT)
Pré-candidato à presidência da República

ALIANÇA

Neste ano, o PT aprovou em reunião da Executiva a continuidade da aliança com o PDT para as eleições estaduais, apesar de movimentos dos deputados federais José Airton e Luizianne Lins pela candidatura própria.

Depois das definições internas, o partido, há poucas semanas, passou a defender publicamente o nome da governadora Izolda Cela como candidata do grupo nas eleições de outubro.

Na disputa do PDT, estão também o ex-prefeito Roberto Cláudio, o deputado federal Mauro Filho e o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão.

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